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Internacional

Presidente da Irlanda confirma dissolução do Parlamento

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O presidente irlandês, Michael Daniel Higgins, dissolveu esta terça-feira (14) o Parlamento e convocou eleições legislativas antecipadas para 8 de fevereiro, a pedido do primeiro-ministro, Leo Varadkar.

“Temos um acordo para o Brexit que garante que não vai haver fronteiras físicas, os direitos dos cidadãos vão ser protegidos e a Área de Circulação Comum [anglo-irlandesa] vai permanecer em vigor. A Assembleia e o Executivo da Irlanda do Norte reuniram-se novamente”, explicou Varadkar, num discurso, antes de se deslocar ao palácio presidencial.

No entanto, lembrou que o processo de saída do Reino Unido da União Europeia não está resolvido, pois falta um acordo de comércio livre entre a UE, incluindo a Irlanda, e o Reino Unido, “que proteja empregos, empresas, comunidades rurais e economia”.

Políticas para as áreas da saúde, habitação, ambiente e reforma fiscal dependem dessas negociações, que o governo britânico quer concluir até ao final do ano, disse Varadkar. “Há uma janela de oportunidade para a realização de eleições nacionais e a formação de um novo governo antes da próxima reunião do Conselho Europeu, em março, com um mandato forte para se concentrar nessas negociações no verão e no outono”.

Varadkar deslocou-se depois ao palácio presidencial, Áras an Uachtaráin, onde, juntamente com Higgins, formalizou a dissolução do parlamento irlandês (Dáil), iniciando um período máximo de 30 dias para a realização das eleições legislativas.

O primeiro-ministro disse, durante o fim de semana, que o acordo entre o Reino Unido e a UE sobre o Brexit, a restauração do governo autônomo na Irlanda do Norte e uma mudança da aritmética no Dáil eram fatores que estavam em consideração.

Desde as eleições de 2016 que o Fine Gael, sem maioria absoluta, governa com base num acordo com o Fianna Fáil, que se comprometeu a abster-se em certas votações, permitindo ao governo aprovar as suas políticas.

As eleições realizam-se pela primeira vez num sábado, em vez de quinta-feira ou sexta-feira, e o Dáil vai ter mais dois assentos, 160, para refletir o crescimento da população.

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Internacional

Número de mortes por coronavírus chega a 2.788 casos na China

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Autoridades do setor de saúde da China disseram que, na quinta-feira (27), mais 44 pessoas morreram por causa do novo coronavírus, elevando o número total de mortes na China continental para 2.788. Muitas das mortes ocorreram na província de Hubei, o epicentro do surto.

As autoridades disseram que o número total de pessoas infectadas com o vírus na China é, atualmente, de 78.824, incluindo os 327 novos casos.

A mídia chinesa diz que 3.622 pessoas tiveram alta de hospitais na quinta-feira, indicando que o número excedeu a marca de 3 mil pela primeira vez.

O The Global Times, jornal afiliado ao Partido Comunista Chinês, disse que o número de novos casos na China tem diminuído nestes últimos dias, mas a situação poderá mudar quando muitas companhias reiniciarem suas atividades comerciais.

Ainda segundo o jornal, pessoas do exterior que entram na China poderão propagar o vírus, uma vez que o número de pessoas infectadas está se elevando ao redor do mundo, e exorta o público a tomar medidas de prevenção.

Contágio no Japão

Em Hokkaido, no norte do Japão, as autoridades suspeitam que algumas pessoas contraíram o novo coronavírus numa feira comercial realizada na província duas semanas atrás.

Na quinta-feira, autoridades informaram que um homem na faixa dos 70 anos tem o vírus e está em estado grave. Ele foi à feira de utilidades domésticas realizada em Kitami, uma cidade na costa do mar de Okhotsk.

Eles informaram que cinco outras pessoas que estão com o vírus também estiveram na feira comercial.

Os funcionários suspeitam que o contágio simultâneo pode ter ocorrido no evento, envolvendo um grupo de pessoas maior do que famílias ou colegas de trabalho.

Acredita-se que cerca de 700 pessoas participaram da feira comercial durante três dias, a partir do dia 13 de fevereiro, incluindo o tempo gasto nas preparações.

Autoridades de Hokkaido estão tentando encontrar, urgentemente, pessoas que tiveram um contato próximo com os visitantes para descobrir as rotas de infecção.

Sessenta e três casos do novo coronavírus foram confirmados em Hokkaido, o maior número no Japão, com exceção dos casos no navio de cruzeiro Diamond Princess, que está ancorado sob quarentena em Yokohama. 
 

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Internacional

Novo coronavírus: bolsas asiáticas e norte-americana caem

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Os mercados asiáticos de ações caíram ainda mais hoje (28), mostrando os receios causados pelo surto do novo coronavírus Covid-19. Os índices aprofundam o impacto negativo global, depois de Wall Street sofrer sua maior queda em um dia nos últimos nove anos.

A bolsa de Tóquio começou caindo mais de 3% e Xangai, Hong Kong e Seul caíram mais de 2%. Os preços do petróleo caíram ainda mais, com as expetativas de quebra na procura por parte da atividade industrial.

Os investidores, confiantes de que a doença que surgiu na China estaria sob controle, foram surpreendidos por surto na Itália, Coreia do Sul e no Irã. Agora, temem que o vírus esteja se transformando numa ameaça global que pode prejudicar o comércio e a indústria.

Dow Jones

O índice do Dow Jones, em Nova York, perdeu 1.200 pontos na quinta-feira, a maior queda de todos os tempos registrada em apenas um dia, devido ao aumento das preocupações a respeito do surto.

A sessão de ontem fechou com uma queda de 25.766 pontos, um recuo de 1.190 pontos em relação ao fechamento de quarta-feira no sexto dia consecutivo de queda.

O índice despencou depois que os Estados Unidos confirmaram seu primeiro caso de contágio do coronavírus através de uma rota desconhecida de infecção.

Alertas

Uma lista crescente de grandes empresas emite alertas sobre os resultados e indica que o fechamento de fábricas na China está interrompendo as cadeias de fornecimento, além de destacar que a proibição de viagens e outras medidas preventivas também prejudicam o consumo chinês.

O Nikkei 225, de Tóquio, caiu para 26.157,36, enquanto o Shanghai Composite Exchange perdeu 2,9%, para 2.904,92. O Hang Seng, de Hong Kong, perdeu 2,3%, para 26.157,36.

O Kospi, em Seul, caiu 2,2%, para 2.007,89, e o S & P-ASX 200, de Sydney, caiu 2,3%, para 6.502,6. Os mercados da Nova Zelândia e do Sudeste Asiático também recuaram.

*Emissora pública de televisão de Portugal

*Com informações da NHK

Ampliada às 10h29

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