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Agronegócio

FRANGO/PERSPEC 2020: Demandas interna e externa aquecidas devem manter preços firmes em 2020

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Cepea, 14/01/2020 – Apesar da expectativa de aumento na produção, a demanda por carne de frango deve seguir firme em 2020, o que pode sustentar as cotações da proteína ao longo do ano, segundo informações do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. A gradual recuperação econômica e a recente trajetória de alta nos preços das principais carnes concorrentes, bovina e suína, tendem a favorecer o consumo doméstico da proteína de origem avícola. Já no mercado externo, os efeitos dos surtos de Peste Suína Africana (PSA), especialmente na China, devem continuar beneficiando as vendas da carne brasileira.

 

Segundo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a expectativa é de que a produção global de carne de frango seja 4% maior em 2020, atingindo recorde de 103,5 milhões de toneladas e superando a produção de carne suína – a proteína mais consumida no mundo até então. Para o Brasil, o crescimento esperado é em torno de 2,5%. 

 

Ainda de acordo com o relatório do USDA, as exportações brasileiras devem crescer cerca de 5% neste ano. Em 2019, vale lembrar, os embarques nacionais cresceram apenas 2% sobre o ano anterior. Apesar de importantes parceiros comerciais, como Arábia Saudita, Japão e África do Sul, terem reduzido as compras, o país mais prejudicado pela PSA, a China, elevou as aquisições em 2019, sendo destino de 581,3 mil toneladas de carne, um recorde, considerando-se a série histórica da Secex, iniciada em 1997. 

 

No correr de 2019, o setor avícola brasileiro esteve atento aos efeitos da Peste Suína Africana, especialmente na China. Naquele país, o sacrifício de muitos suínos acometidos pela doença impulsionou as vendas brasileiras da proteína substituta, o frango, visando o atendimento de parte da demanda chinesa. Desde fevereiro de 2019, a China é o principal destino da carne de frango, ultrapassando a Arábia Saudita.

 

Pesquisadores do Cepea ressaltam que, mesmo que o Brasil mantenha uma boa relação comercial com a China, é importante que o País busque ampliar e/ou recuperar a sua inserção em outros mercados. Em 2019, o impasse político entre o Brasil e os países árabes – importantes demandantes da carne de frango – trouxe preocupação e incertezas aos agentes do setor exportador.

 

Ainda que esses fatores indiquem um ano positivo para avicultura de corte, agentes brasileiros devem atentar-se às movimentações nos mercados de grãos, especialmente para o milho, um dos principais insumos da atividade. Isso porque, além da atratividade do preço do cereal no mercado internacional, um aumento da produção de etanol de milho também pode resultar em elevação nos preços desse cereal no mercado doméstico, o que desfavoreceria o setor avícola.

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações podem ser obtidas por meio da Comunicação do Cepea: (19) 3429 8836 / 8837 e [email protected]

Fonte: CEPEA
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Proposta de política nacional entra em consulta pública

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Responsável por abrigar, em seu território, uma das maiores biodiversidades existentes no planeta, o Brasil está elaborando a Política Nacional de Recursos Genéticos para a Alimentação e Agricultura (PNRGAA). Para isso, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), responsável pelo trabalho, colocou em consulta pública uma proposta de texto para a colaboração da sociedade civil.

Essa política tem como objetivo a conservação e o uso sustentável dos recursos genéticos utilizados para alimentação e agricultura, sejam eles nativos ou exóticos. De acordo com a Portaria nº 1 da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação (SDI), publicada nesta terça-feira (7), durante 60 dias, poderão ser enviadas sugestões ao texto do anteprojeto em discussão.

A conservação de recursos genéticos, que engloba vários campos de atuação ao longo da cadeia de pesquisa, desenvolvimento e inovação, é uma ação considerada estratégica para a sustentabilidade da agricultura e a segurança alimentar de qualquer nação, afirma Márcio Mazzaro, coordenador-geral de Novos Insumos e Serviços da SDI.

“Esses recursos genéticos são a matéria-prima básica da qual o país depende para garantir atividades relacionadas à produção de grãos, à pecuária e à aquicultura, à silvicultura e à agroindústria alimentícia. Além disso, são também responsáveis por tornar o Brasil um dos maiores produtores e exportadores de alimentos e contribuir para manter a balança comercial positiva”, observa.

Na prática, com o desenvolvimento dessa política, resultados essenciais serão colhidos, como a criação, a manutenção e a ampliação dos bancos genéticos existentes no país e o avanço do conhecimento sobre esses recursos genéticos.

Parceria

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), parceira do Mapa na elaboração dessa política, tem um importante papel nesse processo. Em Brasília (DF), a unidade Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargen) desenvolveu uma rede de integração de informações de recursos genéticos e conta com o quinto maior banco genético para conservação desses recursos do mundo. São mais de 110 mil amostras de 800 espécies diferentes, sejam de animais, vegetais ou microrganismos.

Para o Brasil, ressalta o coordenador, essa atividade ganha maior relevância dada a importância do agronegócio tanto para a economia e para o crescimento do país como no cenário mundial. O setor respondeu por 21,1% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2018 (dados Cepea/ USP). Mais de 160 países importam produtos agrícolas brasileiros.

Com base neste cenário, de forte demanda nacional e internacional, cresce o interesse pela diversificação e agregação de valor à agricultura – seja na forma de novas fontes de alimento ou outros insumos para a indústria. E o passo inicial para isso, observa Mazzaro, está na caracterização e melhor conhecimento dos recursos genéticos, permitindo o avanço dos programas de melhoramento genético de novas cultivares de plantas, raças animais ou microrganismos.

“Ao propor essa política, o ministério quer promover e incentivar a conservação, a valorização, o uso sustentável e a valoração de recursos genéticos voltados para a alimentação e agricultura”, explica o coordenador. A ideia é realizar esse trabalho de forma integrada, disciplinando e orientando não apenas as ações do governo federal, mas também das empresas públicas, universidades e institutos de pesquisas afetos ao tema.

Vulnerabilidade

Falta de recursos, ausência de uma política nacional que regulamente as ações de conservação e uso sustentável, infraestrutura defasada e carente de investimentos estão entre as principais causas responsáveis pela vulnerabilidade do trabalho de conservação dos recursos genéticos para a alimentação e agricultura existentes no país.

Na avaliação do coordenador Márcio Mazzaro, essa situação coloca em risco a segurança alimentar, nutricional, tecnológica e a sustentabilidade da agricultura brasileira. “É necessário construir uma base sólida, de conservação e uso sustentável desses recursos. Daí a importância de uma política nacional para dar suporte a esse trabalho”, defende.

Informações à imprensa

[email protected]

 

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AÇÚCAR/CEPEA: Produção mundial 2019/20 pode recuar

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Cepea, 02/01/2020 – A safra global 2019/20 pode registrar déficit de açúcar, após duas temporadas consecutivas de superávit. As esperadas quedas de produção na Índia e Tailândia devem pressionar a produção mundial do produto. Assim, a estimativa da Organização Internacional de Açúcar (OIA) é de déficit de 6,11 milhões de toneladas, número que ainda pode ser ampliado, caso as colheitas nos principais produtores asiáticos (incluindo China, Índia e Tailândia) sejam inferiores às expectativas. No Centro-Sul do Brasil, a previsão é de ligeiro aumento na produção de cana-de-açúcar na temporada 2020/21, o que se deve, dentre outros fatores, à maior taxa de renovação dos canaviais, que chegou a 16,2%, segundo levantamento do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), divulgado em novembro/19. Um aumento na produção brasileira de cana, contudo, não garantiria maior oferta de açúcar, tendo em vista que o mix deve se manter favorável ao etanol. Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br

Fonte: Diárias de Mercado
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