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Educação

Universitários vão gerar soluções para desafios do setor de óleo e gás

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O Programa Petrobras Conexões para Inovação, que visa fomentar a inovação entre universitários, recebe inscrições até domingo (12). Podem se candidatar universitários regularmente matriculados em cursos de graduação de qualquer área de formação que gostem de tecnologia, estejam abertos a desafios e promovam a transformação digital no setor de óleo e gás. As inscrições podem ser feitas no site http://ignicao.les.inf.puc-rio.br/.

O programa é promovido pela Petrobras e pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

“A Petrobras vai trazer desafios, e os alunos universitários de qualquer curso vão gerar propostas e soluções”, disse hoje (8) à Agência Brasil o professor Gustavo Robichez, do Departamento de Informática do Centro Técnico Científico da PUC-Rio e coordenador do Ecoa, iniciativa multidisciplinar de educação digital gratuita da universidade.

Segundo Robichez, não existem limitações quanto aos cursos que dão direito a participar do programa, porque os desafios são cada vez maiores e têm mais diversidade, o que vai requerer olhares complementares e diferentes sob o mesmo prisma. “A gente chama de cocriação. A empresa, no caso, a Petrobras, traz um desafio para o ambiente universitário, onde os mentores e facilitadores acabam conduzindo uma jornada de experimentação com os alunos”. O professor acrescentou que o que se quer é pluralidade.

Capital humano

Esse é o segundo módulo do Programa Petrobras Conexões para Inovação. O primeiro, lançado no ano passado, privilegiou startups (empresas emergentes de base tecnológica) que já tinham soluções prontas. De acordo com Robichez, o segundo módulo antecede, inclusive, a existência de uma empresa. Além de procurar soluções para os problemas apresentados, ao mesmo tempo, os estudantes vão desenvolver o capital humano. Eles receberão uma bolsa-auxílio para participar do programa,. “Funciona como uma atividade de formação. Eles vão participar de cursos e terão orientação.”

Após o encerramento das inscrições, os candidatos passarão por entrevistas que se estenderão até o dia 23 deste mês. Os nomes dos selecionados deverão ser divulgados no próximo dia 24, o processo de admissão está previsto para o período entre os dias 27 e 31 e as atividades do programa começam no dia 3 de fevereiro.

Segundo a assessoria de imprensa da Petrobras, os selecionados serão desafiados a usar tecnologias novas como blockchain, uma espécie de livro contábil que registra vários tipos de transações e tem seus dados espalhados por vários computadores), inteligência artificial e internet das coisas, aproveitando a experiência da universidade e o conhecimento de mercado da Petrobras. “São ferramentas que podem ser usadas dentro do processo de experimentação”, completou Robichez.

O professor informou que, até o momento, o segundo módulo do programa recebeu mais de 200 inscrições – do total de inscritos, serão selecionados 20 alunos. Robichez reiterou que este módulo é mais voltado para o capital humano. “Estamos buscando talentos que possam enfrentar os desafios da indústria de óleo e gás, usando tecnologias”, e o papel da PUC-Rio é acompanhar essa jornada, oferecendo meios para que os estudantes tenham condições de transformar ideias em soluções, acrescentou.

Três dimensões

Robichez explicou que o programa tem três dimensões: a primeira envolve os desafios do setor de óleo e gás; a segunda, criatividade ao olhar para o problema e buscar solução; e a terceira, tecnológica, que vai tornar concreta aquela solução, viabilizar uma prova de conceito, uma demonstração de que aquela solução é factível, é válida para o setor e traz resultados para a empresa e para as próprias pessoas.

Para o diretor de Transformação Digital e Inovação da Petrobras, Nicolás Simone, o programa foi lançado para acelerar na empresa o processo de agregação de valor via inovação. “Com o programa, colocaremos técnicos da Petrobras, empresas, estudantes e universidades para trabalhar juntos, com um propósito claro e em um ambiente colaborativo e de coworking [modelo de trabalho que se baseia no compartilhamento de espaço e recursos de escritório].”

O módulo Ignição adota o Challenge Based Learning (CBL), metodologia multidisciplinar de aprendizado, baseada em desafios. “Aprende-se resolvendo um problema, aprende-se a partir de uma situação real, e não a partir de uma teoria. Levar a teoria para a prática, para a experimentação”, concluiu Gustavo Robichez.

Edição: Nádia Franco
Fonte: EBC Educação
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Educação

Trabalho sobre holocausto leva professora de Paraty a Israel

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Única professora do estado do Rio de Janeiro selecionada para participar de seminário voltado para educadores da América Latina no Museu do Holocausto Yad Vashem, em Israel, Elisabeth de Oliveira Nunes viajou levando na bagagem o resultado das atividades realizadas em sala de aula com a temática do holocausto. O seminário começa neste domingo (19) e vai até o dia 29.  

Também conhecido como Shoá, o holocausto foi o genocídio ou assassinato em massa de cerca de seis milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

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A professora Elisabeth de Oliveira Nunes e alunos do ensino médio  Divulgação/Agência Brasil

Falando à Agência Brasil, Elisabeth informou ter participado, em agosto do ano passado, da 14ª Jornada Interdisciplinar Holocausto e Direitos Humanos, no Rio, quando soube da possibilidade de participar do seminário em Israel.

“Como a minha linha de pesquisa e a minha monografia foram sobre cristãos novos, judaísmo e holocausto, eu resolvi me inscrever”, disse ela, que apresentou tese e foi selecionada.

Elisabeth deverá apresentar no seminário trabalho alusivo ao holocausto que debateu em sala de aula com as turmas 1002 e 1006 da Escola Estadual Almirante Alvaro Alberto, localizada em Paraty, no estado do Rio de Janeiro, abordando o holocausto e o genocídio cigano.

O trabalho com os estudantes resultou, no encerramento, numa visita ao Museu Judaico, no centro do Rio. “O trabalho foi muito bom para a gente quebrar também a questão do preconceito e trabalhar a questão da xenofobia”, afirmou ela. As temáticas foram abordadas na disciplina de Sociologia com os alunos do primeiro ano do ensino médio.

Projeto

Professora de História e Sociologia, formada pelo Centro Universitário Moacyr Sreder Bastos, em Campo Grande, zona oeste do Rio, Elisabeth participou, em 2019, do projeto “Para Nunca Esquecer: Pela valorização da vida, em memória do holocausto”, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Educação (Seeduc).

Ela inscreveu no projeto 26 redações feitas por alunos. Embora nenhum dos textos tenha sido incluído entre os melhores, a professora avaliou que a experiência foi positiva para que os estudantes pudessem ter um primeiro contato com esse triste acontecimento da história mundial, que foi o holocausto, “e a questão da conscientização. Sou apaixonada por essa temática”, disse Elisabeth, que está habilitada pela Secretaria de Educação para lecionar Sociologia e Filosofia.

A professora pretende publicar o trabalho sobre esse tema. Ela ficará em Israel até o encerramento do seminário e sua chegada ao Brasil está prevista para o próximo dia 31. O secretário de estado de Educação, Pedro Fernandes, comentou a importância das ações envolvidas no projeto “Para Nunca Esquecer”, que incluiu apresentação de seminários, palestras e outras atividades.

“A iniciativa possibilitou que os estudantes elaborassem atividades e ações criativas, associando a temática do holocausto a questões contemporâneas, como o combate ao racismo e à segregação, o respeito à diversidade, a defesa da dignidade humana e dos direitos humanos, entre outros temas. Essas ações permitiram que os jovens refletissem esses temas em seu dia a dia”, disse o secretário.

Edição: Kleber Sampaio
Fonte: EBC Educação
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Educação

Inep divulga hoje as notas do Enem

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Hoje (17), os quase 4 milhões de participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 poderão consultar os resultados das provas. Os estudantes terão acesso à nota da redação e à pontuação de cada uma das quatro áreas de conhecimento: linguagens, ciências humanas, ciências da natureza e matemática.

As notas estarão disponíveis na Página do Participante e no aplicativo do Enem. É preciso fazer o login com o CPF e a senha cadastrada. Quem esqueceu a senha, pode recuperá-la pelo próprio sistema. Saiba como recuperar a senha.

Agora os estudantes terão acesso apenas à nota que obtiveram na redação. O espelho da prova, que contém detalhes da correção dos textos, será divulgado em março, 60 dias após a divulgação do resultado individual. As notam não cabem recurso.

Os chamados treineiros, aqueles que fizeram o exame apenas para testar os conhecimentos, terão que esperar mais um pouco, as notas desses participantes serão divulgadas também em março. Esses candidatos não poderão usar o Enem para concorrer a vagas no ensino superior pelos programas federais.

Correção das provas

O exame é composto por quatro provas objetivas, totalizando 180 questões, e uma redação. As questões objetivas são corrigidas pela chamada Teoria de Resposta ao Item (TRI).

Pela TRI, não há um valor fixo para cada questão. A pontuação varia conforme o percentual de acertos e erros naquele item entre os participantes e também de acordo com o desempenho de cada estudante na prova.

Já a nota da redação varia de 0 a 1 mil. Cada redação é corrigida por duas pessoas, que dão notas de 0 a 200 para cada uma das cinco competências avaliadas no Enem. A nota final será a média aritmética das duas notas.

Caso haja uma diferença entre as notas de mais de 100 pontos na nota final ou de mais de 80 pontos em qualquer uma das competências, a redação passa por um terceiro avaliador.

Se a diferença entre as notas dadas se mantiver, a redação é avaliada por uma banca presencial composta por três professores, que definirá a nota final do participante.

As cinco competências avaliadas na redação do Enem são: 

1: Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa.

2: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa. 

3: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 

4: Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 

5: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

Ensino superior

Com os resultados, os estudantes poderão concorrer a vagas no ensino superior público pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a bolsas em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni), e participar do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

O primeiro processo que terá as inscrições abertas é o Sisu. Para participar é preciso fazer a inscrição online no período de 21 a 24 de janeiro. As inscrições para o ProUni poderão ser feitas de 28 a 31 de janeiro e, para o Fies, de 5 a 12 de fevereiro.

Além dos programas nacionais, os estudantes podem usar as notas para cursar o ensino superior em Portugal. O Inep tem convênio com mais de 40 instituições portuguesas.

Edição: Liliane Farias
Fonte: EBC Educação
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