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Educação

Justiça e Educação financiarão pesquisas em segurança pública

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Os ministérios da Justiça e Segurança Pública e da Educação lançaram hoje (8), em Brasília, o Programa Nacional de Cooperação Acadêmica em Segurança Pública e Ciências Forenses (Procad).

Com investimento de R$ 10,1 milhões, a iniciativa deve beneficiar pesquisadores que desenvolvam estudos de mestrado, doutorado e pós-doutorado com vista à melhoria das ações em segurança pública.

Do montante total previsto, R$ 6 milhões virão do caixa da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), ao longo de quatro anos; R$ 2,1 milhões da Polícia Federal (PF) e R$ 2 milhões da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

A previsão é que o edital de seleção de projetos seja publicado nos próximos dias. A partir daí, interessados vinculados a uma das 400 instituições de ensino públicas, privadas e comunitárias que mantêm cursos de pós-graduação supervisionados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) poderão se candidatar a uma bolsa. Os valores das bolsas variam conforme o nível acadêmico, sendo de R$ 1.500 para alunos de mestrado; R$ 2.200 para doutorado e R$ 4.100 para pós-doutorado.

“Esse programa está inserido na mudança do modelo de avaliação que a Capes vem empreendendo, buscando maior impacto social [com o financiamento] a temas que beneficiem diretamente a sociedade e possibilitem maior interação das universidades com a sociedade”, disse o presidente da Capes, Anderson Correia.

Parcerias

Durante a cerimônia de lançamento do programa, realizada esta manhã, no Ministério da Educação, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, classificou a iniciativa como uma oportuna e relevante parceria. Moro também destacou que, além dos recursos provenientes da Senasp, órgãos vinculados ao ministério, como a Polícia Federal, disponibilizarão seus laboratórios e profissionais para a realização das pesquisas contempladas pela iniciativa.

“Este projeto vem em boa hora. Investimentos em segurança pública são demandados; construções no âmbito da segurança são necessárias, e é sempre importante  contar com conhecimentos científicos a respeito destes temas”, comentou Moro, destacando a possibilidade de financiamento a estudos no campo jurídico.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, defendeu a importância da ação. “Acho que esta é uma área de total interesse da sociedade. A segurança pública está entre as prioridades do povo brasileiro, das famílias”, disse Weintraub, explicando que o total de bolsas dependerá da proporção de estudantes de cada nível qualificados. “De qualquer forma, será um número expressivo de pesquisadores dedicados ao tema, com os laboratórios e a expertise do Ministério da Justiça [à disposição].”

Temas

A seleção dos temas das pesquisas e dos pesquisadores será feita por consultores da Capes. A autarquia fará, em conjunto com a PF, a avaliação dos resultados dos estudos. Cada projeto poderá permanecer em pesquisa por até cinco anos. Além disso, as teses produzidas serão disponibilizadas no Portal de Periódicos, que a Capes mantém na internet.

Edição: Fernando Fraga
Fonte: EBC Educação
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Educação

Trabalho sobre holocausto leva professora de Paraty a Israel

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Única professora do estado do Rio de Janeiro selecionada para participar de seminário voltado para educadores da América Latina no Museu do Holocausto Yad Vashem, em Israel, Elisabeth de Oliveira Nunes viajou levando na bagagem o resultado das atividades realizadas em sala de aula com a temática do holocausto. O seminário começa neste domingo (19) e vai até o dia 29.  

Também conhecido como Shoá, o holocausto foi o genocídio ou assassinato em massa de cerca de seis milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

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A professora Elisabeth de Oliveira Nunes e alunos do ensino médio  Divulgação/Agência Brasil

Falando à Agência Brasil, Elisabeth informou ter participado, em agosto do ano passado, da 14ª Jornada Interdisciplinar Holocausto e Direitos Humanos, no Rio, quando soube da possibilidade de participar do seminário em Israel.

“Como a minha linha de pesquisa e a minha monografia foram sobre cristãos novos, judaísmo e holocausto, eu resolvi me inscrever”, disse ela, que apresentou tese e foi selecionada.

Elisabeth deverá apresentar no seminário trabalho alusivo ao holocausto que debateu em sala de aula com as turmas 1002 e 1006 da Escola Estadual Almirante Alvaro Alberto, localizada em Paraty, no estado do Rio de Janeiro, abordando o holocausto e o genocídio cigano.

O trabalho com os estudantes resultou, no encerramento, numa visita ao Museu Judaico, no centro do Rio. “O trabalho foi muito bom para a gente quebrar também a questão do preconceito e trabalhar a questão da xenofobia”, afirmou ela. As temáticas foram abordadas na disciplina de Sociologia com os alunos do primeiro ano do ensino médio.

Projeto

Professora de História e Sociologia, formada pelo Centro Universitário Moacyr Sreder Bastos, em Campo Grande, zona oeste do Rio, Elisabeth participou, em 2019, do projeto “Para Nunca Esquecer: Pela valorização da vida, em memória do holocausto”, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Educação (Seeduc).

Ela inscreveu no projeto 26 redações feitas por alunos. Embora nenhum dos textos tenha sido incluído entre os melhores, a professora avaliou que a experiência foi positiva para que os estudantes pudessem ter um primeiro contato com esse triste acontecimento da história mundial, que foi o holocausto, “e a questão da conscientização. Sou apaixonada por essa temática”, disse Elisabeth, que está habilitada pela Secretaria de Educação para lecionar Sociologia e Filosofia.

A professora pretende publicar o trabalho sobre esse tema. Ela ficará em Israel até o encerramento do seminário e sua chegada ao Brasil está prevista para o próximo dia 31. O secretário de estado de Educação, Pedro Fernandes, comentou a importância das ações envolvidas no projeto “Para Nunca Esquecer”, que incluiu apresentação de seminários, palestras e outras atividades.

“A iniciativa possibilitou que os estudantes elaborassem atividades e ações criativas, associando a temática do holocausto a questões contemporâneas, como o combate ao racismo e à segregação, o respeito à diversidade, a defesa da dignidade humana e dos direitos humanos, entre outros temas. Essas ações permitiram que os jovens refletissem esses temas em seu dia a dia”, disse o secretário.

Edição: Kleber Sampaio
Fonte: EBC Educação
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Educação

Inep divulga hoje as notas do Enem

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Hoje (17), os quase 4 milhões de participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 poderão consultar os resultados das provas. Os estudantes terão acesso à nota da redação e à pontuação de cada uma das quatro áreas de conhecimento: linguagens, ciências humanas, ciências da natureza e matemática.

As notas estarão disponíveis na Página do Participante e no aplicativo do Enem. É preciso fazer o login com o CPF e a senha cadastrada. Quem esqueceu a senha, pode recuperá-la pelo próprio sistema. Saiba como recuperar a senha.

Agora os estudantes terão acesso apenas à nota que obtiveram na redação. O espelho da prova, que contém detalhes da correção dos textos, será divulgado em março, 60 dias após a divulgação do resultado individual. As notam não cabem recurso.

Os chamados treineiros, aqueles que fizeram o exame apenas para testar os conhecimentos, terão que esperar mais um pouco, as notas desses participantes serão divulgadas também em março. Esses candidatos não poderão usar o Enem para concorrer a vagas no ensino superior pelos programas federais.

Correção das provas

O exame é composto por quatro provas objetivas, totalizando 180 questões, e uma redação. As questões objetivas são corrigidas pela chamada Teoria de Resposta ao Item (TRI).

Pela TRI, não há um valor fixo para cada questão. A pontuação varia conforme o percentual de acertos e erros naquele item entre os participantes e também de acordo com o desempenho de cada estudante na prova.

Já a nota da redação varia de 0 a 1 mil. Cada redação é corrigida por duas pessoas, que dão notas de 0 a 200 para cada uma das cinco competências avaliadas no Enem. A nota final será a média aritmética das duas notas.

Caso haja uma diferença entre as notas de mais de 100 pontos na nota final ou de mais de 80 pontos em qualquer uma das competências, a redação passa por um terceiro avaliador.

Se a diferença entre as notas dadas se mantiver, a redação é avaliada por uma banca presencial composta por três professores, que definirá a nota final do participante.

As cinco competências avaliadas na redação do Enem são: 

1: Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa.

2: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa. 

3: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 

4: Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 

5: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

Ensino superior

Com os resultados, os estudantes poderão concorrer a vagas no ensino superior público pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a bolsas em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni), e participar do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

O primeiro processo que terá as inscrições abertas é o Sisu. Para participar é preciso fazer a inscrição online no período de 21 a 24 de janeiro. As inscrições para o ProUni poderão ser feitas de 28 a 31 de janeiro e, para o Fies, de 5 a 12 de fevereiro.

Além dos programas nacionais, os estudantes podem usar as notas para cursar o ensino superior em Portugal. O Inep tem convênio com mais de 40 instituições portuguesas.

Edição: Liliane Farias
Fonte: EBC Educação
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