conecte-se conosco


Educação

Piloto do Enem Digital pode ter 100 mil participantes, diz ministro

Avatar

Publicado

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse hoje (7) ter a expectativa de que chegue a 100 mil o número de vagas destinadas ao projeto piloto do Enem Digital – plataforma por meio da qual o Exame Nacional do Ensino Médio será feito via internet. Inicialmente, a expectativa era de que o piloto do programa abrangesse 50 mil vagas.

“O Enem Digital vai entrar em vigor este ano em 15 capitais como projeto piloto voluntário, para alguma coisa entre 50 e 100 mil vagas. E depois, no futuro, espalhá-lo pelo Brasil todo”, disse hoje Weintraub, ao participar do Revista Brasil, programa da Rádio Nacional de Brasília ancorado pelo jornalista Valter Lima, veiculado pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Para o governo, o Enem Digital vai permitir a utilização de novos tipos de questões com vídeos, infográficos e até a lógica dos games. A sequência do programa, no entanto, depende da estruturação das escolas públicas brasileiras, em especial de seus laboratórios de informática.

“Levaremos informática para todas as escolas do Brasil. Este ano já vamos cobrir quase tudo, mas ao longo do tempo o pessoal terá laboratório de informática e estará preparado para fazer o Enem Digital, porque não adianta passarmos para o Enem Digital sem dar condições de competição para o filho de quem não tem internet nem computador. Por isso, ao longo deste governo, o Enem passará a ser 100% digital. Mas isso será feito de forma gradual”, acrescentou o ministro.

Segundo ele, ao final do processo, o Enem Digital proporcionará grande economia de dinheiro público, uma vez que, quando feito no papel, o exame acaba sendo mais caro por conta de sua logística.

“Quando digitalizar tudo, o Enem ficará mais barato. A pessoa poderá marcar com antecedência o dia que vai fazê-lo, além de não ter problema caso perca o prazo. Caso tenha problema, ele pode remarcá-lo, sem risco de perder o ano”, acrescentou o ministro.

Previsões para 2020

Ainda durante a entrevista, Weintraub fez algumas projeções sobre as ações que serão implementadas por sua pasta em 2020. “A gente arrumou a casa e agora começaremos a entregar resultados”, disse.

“Por exemplo, na parte de bolsas não apenas estamos mantendo como ampliando-as. Criamos novas bolsas para pesquisar especificamente crises ambientais como derramamento de óleo. Foi criada uma bolsa só para isso. Tem também a ampliação do programa de apoio a pós-graduação para a Amazônia Legal stricto sensu [mestrado e doutorado]”, disse.

Segundo ele, a ideia é, ao longo do ano, avançar no sentido de melhor distribuir bolsas pelo território nacional, de forma a beneficiar localidades que historicamente são menos atendidas. Weintraub destacou também a criação de um portal de periódicos que disponibilizará os principais jornais e revistas científicos.

“E no programa de formação de professores, além de mantermos todos programas, estamos fazendo a parte de formação de professores da educação básica no exterior, principalmente nos Estados Unidos, Canadá, e agora, entrando também, a Irlanda. Dessa forma, a pessoa poderá sofisticar seu inglês, ver outras realidades e trazer isso para ensinar nossas crianças”.

Ainda de acordo com o ministro, a capacitação e o treinamento dos professores virão junto com a valorização da profissão, “que terá seu piso salarial aumentado em 12% este ano”.

Edição: Aline Leal
Fonte: EBC Educação
Comentários Facebook

Educação

Trabalho sobre holocausto leva professora de Paraty a Israel

Avatar

Publicado

Única professora do estado do Rio de Janeiro selecionada para participar de seminário voltado para educadores da América Latina no Museu do Holocausto Yad Vashem, em Israel, Elisabeth de Oliveira Nunes viajou levando na bagagem o resultado das atividades realizadas em sala de aula com a temática do holocausto. O seminário começa neste domingo (19) e vai até o dia 29.  

Também conhecido como Shoá, o holocausto foi o genocídio ou assassinato em massa de cerca de seis milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

rio

A professora Elisabeth de Oliveira Nunes e alunos do ensino médio  Divulgação/Agência Brasil

Falando à Agência Brasil, Elisabeth informou ter participado, em agosto do ano passado, da 14ª Jornada Interdisciplinar Holocausto e Direitos Humanos, no Rio, quando soube da possibilidade de participar do seminário em Israel.

“Como a minha linha de pesquisa e a minha monografia foram sobre cristãos novos, judaísmo e holocausto, eu resolvi me inscrever”, disse ela, que apresentou tese e foi selecionada.

Elisabeth deverá apresentar no seminário trabalho alusivo ao holocausto que debateu em sala de aula com as turmas 1002 e 1006 da Escola Estadual Almirante Alvaro Alberto, localizada em Paraty, no estado do Rio de Janeiro, abordando o holocausto e o genocídio cigano.

O trabalho com os estudantes resultou, no encerramento, numa visita ao Museu Judaico, no centro do Rio. “O trabalho foi muito bom para a gente quebrar também a questão do preconceito e trabalhar a questão da xenofobia”, afirmou ela. As temáticas foram abordadas na disciplina de Sociologia com os alunos do primeiro ano do ensino médio.

Projeto

Professora de História e Sociologia, formada pelo Centro Universitário Moacyr Sreder Bastos, em Campo Grande, zona oeste do Rio, Elisabeth participou, em 2019, do projeto “Para Nunca Esquecer: Pela valorização da vida, em memória do holocausto”, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Educação (Seeduc).

Ela inscreveu no projeto 26 redações feitas por alunos. Embora nenhum dos textos tenha sido incluído entre os melhores, a professora avaliou que a experiência foi positiva para que os estudantes pudessem ter um primeiro contato com esse triste acontecimento da história mundial, que foi o holocausto, “e a questão da conscientização. Sou apaixonada por essa temática”, disse Elisabeth, que está habilitada pela Secretaria de Educação para lecionar Sociologia e Filosofia.

A professora pretende publicar o trabalho sobre esse tema. Ela ficará em Israel até o encerramento do seminário e sua chegada ao Brasil está prevista para o próximo dia 31. O secretário de estado de Educação, Pedro Fernandes, comentou a importância das ações envolvidas no projeto “Para Nunca Esquecer”, que incluiu apresentação de seminários, palestras e outras atividades.

“A iniciativa possibilitou que os estudantes elaborassem atividades e ações criativas, associando a temática do holocausto a questões contemporâneas, como o combate ao racismo e à segregação, o respeito à diversidade, a defesa da dignidade humana e dos direitos humanos, entre outros temas. Essas ações permitiram que os jovens refletissem esses temas em seu dia a dia”, disse o secretário.

Edição: Kleber Sampaio
Fonte: EBC Educação
Comentários Facebook
Continue lendo

Educação

Inep divulga hoje as notas do Enem

Avatar

Publicado

Hoje (17), os quase 4 milhões de participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 poderão consultar os resultados das provas. Os estudantes terão acesso à nota da redação e à pontuação de cada uma das quatro áreas de conhecimento: linguagens, ciências humanas, ciências da natureza e matemática.

As notas estarão disponíveis na Página do Participante e no aplicativo do Enem. É preciso fazer o login com o CPF e a senha cadastrada. Quem esqueceu a senha, pode recuperá-la pelo próprio sistema. Saiba como recuperar a senha.

Agora os estudantes terão acesso apenas à nota que obtiveram na redação. O espelho da prova, que contém detalhes da correção dos textos, será divulgado em março, 60 dias após a divulgação do resultado individual. As notam não cabem recurso.

Os chamados treineiros, aqueles que fizeram o exame apenas para testar os conhecimentos, terão que esperar mais um pouco, as notas desses participantes serão divulgadas também em março. Esses candidatos não poderão usar o Enem para concorrer a vagas no ensino superior pelos programas federais.

Correção das provas

O exame é composto por quatro provas objetivas, totalizando 180 questões, e uma redação. As questões objetivas são corrigidas pela chamada Teoria de Resposta ao Item (TRI).

Pela TRI, não há um valor fixo para cada questão. A pontuação varia conforme o percentual de acertos e erros naquele item entre os participantes e também de acordo com o desempenho de cada estudante na prova.

Já a nota da redação varia de 0 a 1 mil. Cada redação é corrigida por duas pessoas, que dão notas de 0 a 200 para cada uma das cinco competências avaliadas no Enem. A nota final será a média aritmética das duas notas.

Caso haja uma diferença entre as notas de mais de 100 pontos na nota final ou de mais de 80 pontos em qualquer uma das competências, a redação passa por um terceiro avaliador.

Se a diferença entre as notas dadas se mantiver, a redação é avaliada por uma banca presencial composta por três professores, que definirá a nota final do participante.

As cinco competências avaliadas na redação do Enem são: 

1: Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa.

2: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa. 

3: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 

4: Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 

5: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

Ensino superior

Com os resultados, os estudantes poderão concorrer a vagas no ensino superior público pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a bolsas em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni), e participar do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

O primeiro processo que terá as inscrições abertas é o Sisu. Para participar é preciso fazer a inscrição online no período de 21 a 24 de janeiro. As inscrições para o ProUni poderão ser feitas de 28 a 31 de janeiro e, para o Fies, de 5 a 12 de fevereiro.

Além dos programas nacionais, os estudantes podem usar as notas para cursar o ensino superior em Portugal. O Inep tem convênio com mais de 40 instituições portuguesas.

Edição: Liliane Farias
Fonte: EBC Educação
Comentários Facebook
Continue lendo

Destaques

Policial

Política MT

Mato Grosso

Mais Lidas da Semana