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PIB-Agro/CEPEA: Ramo pecuário segue impulsionando PIB do agronegócio

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Cepea, 20/12/2019 – O PIB do agronegócio brasileiro acumulou crescimento de 0,21% de janeiro a setembro de 2019, refletindo os comportamentos opostos entre os ramos, de acordo com cálculos realizados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) e com a Fealq (Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz). Enquanto o ramo pecuário teve forte alta de 10,76%, o agrícola recuou 3,7%.

 

De acordo com pesquisadores do Cepea, no ramo agrícola, o PIB tem sido pressionado especialmente pela queda dentro da porteira. Nesse segmento (primário agrícola), apesar das boas safras de culturas como milho, algodão, laranja, banana e mandioca, a renda tem sido prejudicada por quedas de preços para diversos produtos (como algodão, café, mandioca, milho e soja) e pelo aumento dos custos de produção. É importante mencionar que há perspectivas de que esse cenário se amenize em alguma medida até o fechamento do PIB do segmento em 2019. Isso pode ocorrer devido aos aumentos dos preços (ainda não computadas no PIB) da soja, do milho e do algodão em outubro e novembro e do café em novembro. 

 

Já o ramo pecuário acumulou crescimento expressivo em todos os segmentos no período. Pesquisadores do Cepea indicam que a ocorrência da Peste Suína Africana (PSA) nos países asiáticos e o consequente aumento importante das importações chinesas de carnes suína, bovina e de aves favoreceram em grande medida as cadeias pecuárias brasileiras. Com o aumento da demanda externa, as exportações de carnes têm mantido ritmo forte em 2019, o que tem impulsionado os preços domésticos. 

 

Especificamente quanto ao segmento de insumos do agronegócio, mantém crescimento elevado no ano, para ambos os ramos. Para os agrosserviços, também há uma relativa manutenção do cenário, com aumento importante nos serviços pecuários, mas decréscimo nos agrícolas. No ramo pecuário, o bom desempenho das atividades dentro da porteira e também da indústria de abate influencia na demanda por serviços, como de transporte, comercialização, armazenagem, entre outros. E no ramo agrícola, ao contrário, a produção em queda ou estagnada para diversas indústrias importantes impacta negativamente na necessidade desse tipo de serviço.

 

Clique aqui e confira o relatório completo.

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o PIB brasileiro aqui e por meio da Comunicação Cepea, com o prof. Geraldo Barros e a pesquisadora Nicole Rennó: (19) 3429-8836 / 8837 e [email protected]

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O Boletim do Leite de fevereiro já está disponível em nosso site

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Cepea, 19/02/2020 – Nesta edição, confira:

 

Preços devem seguir firmes no primeiro trimestre Os preços do leite no campo seguem uma tendência sazonal. No verão, a produção é estimulada pelo maior volume de chuvas, que beneficiam as pastagens e, assim, a alimentação animal. Como consequência da maior produção no campo, os preços tendem a cair de novembro a março. Essa tendência dá certa previsibilidade para a tomada de decisão dos agentes de mercado. Leia mais.

 

Com estoques controlados, preço do UHT volta a recuar em janeiro Após o aumento no último mês de 2019, em janeiro, o preço do leite longa vida negociado no mercado atacadista de São Paulo registrou recuo de 1,8% frente a dezembro/19 e de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior, fechando com média de R$ 2,37/litro. Leia mais.

 

Exportações reagem no primeiro mês de 2020 Em janeiro, foi registrada uma alta significativa nas exportações de leite em pó frente aos últimos anos. Segundo dados da Secex, o volume total exportado no primeiro mês de 2020 atingiu 1,02 mil toneladas, sendo que 97% foram destinados para a Argélia, no valor médio de US$ 3,10/kg. Vale lembrar que, em dezembro/19, a quantidade desse mesmo derivado não ultrapassou 11 toneladas. Leia mais.

 

2020 se inicia com alta nos custos de produção Os custos de produção de leite, representados pelos desembolsos do produtor, iniciaram 2020 com alta de 1,62% na média Brasil, que considera os estados da BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP. Esse cenário se deve, principalmente, ao reajuste do salário-mínimo e ao aumento nos preços das rações. Leia mais.

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MERCADO DE TRABALHO/CEPEA: Ocupações no agro fecham 2019 estáveis, com participação de 20% no total do BR

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Cepea, 19/02/2020 – Segundo pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a Fealq (Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz), a população ocupada no agronegócio brasileiro somou 18,3 milhões em 2019, praticamente estável (ligeira alta de 0,8%, ou 145 mil pessoas) na comparação com o ano anterior. A participação do agronegócio no mercado de trabalho brasileiro foi de 19,6% em 2019 – vale lembrar que, no total, a população ocupada somou 93,4 milhões de pessoas, avanço de 2% entre 2018 e 2019.

 

Esse resultado, segundo pesquisadores do Cepea, está atrelado a comportamentos distintos entre os segmentos do setor. O número de empregados cresceu nos segmentos industriais (insumos e agroindústria) e de agrosserviços, mas ficou estável na agropecuária (com queda não significativa).

 

PERFIL – Quanto à qualificação da mão de obra (ou ao nível de instrução), a tendência de aumento verificada nos últimos anos se manteve em 2019. Esse movimento é explicado pela redução do número de pessoas pouco instruídas trabalhando na agropecuária, reflexo da modernização e da concentração da produção, e do surgimento de oportunidades para uma mão de obra mais qualificada no segmento e também antes e depois da porteira.

 

Uma segunda tendência que vem sendo observada desde 2015 também se manteve em 2019: a de aumento da informalidade dos empregos. Uma terceira tendência mantida foi a de elevação da participação feminina no agronegócio. Entre 2018 e 2019, enquanto o número de homens atuando no setor ficou praticamente estável (+0,25%), o total de mulheres cresceu 2,02%, com adicional de 114 mil trabalhando nos diversos segmentos do agronegócio.

 

RENDIMENTOS – Quanto aos salários, houve estabilidade real para os empregados e aumento real para os empregadores, no agronegócio e no Brasil como um todo. Para os trabalhadores por conta própria, houve alta real no agronegócio, mas estabilidade no País.

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o Mercado de trabalho do agronegócioaquie por meio da Comunicação Cepea, com o prof. Geraldo Barros e com a pesquisadora Nicole Rennó: (19) 3429-8836 / 8837 e [email protected]

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