conecte-se conosco


Economia

Programa Verde-Amarelo: relator quer retirar taxação do desempregado

Avatar

Publicado

source
carteira de trabalho arrow-options
shutterstock

A taxação dos desempregados não foi bem recebida, disse o parlamentar, que pretende buscar no Orçamento de 2020 uma saída para compensar a perda na arrecadação

O Programa Verde-Amarelo, que busca incentivar a contratação de jovens, passará por mudanças. O relator da medida provisória (MP), deputado Christino Áureo (PP-RJ), já adiantou que quer retirar a taxação do seguro-desemprego e que pretende incluir no programa trabalhadores com mais de 55 anos — que foram anunciados e depois excluídos pelo governo.

A MP cria a chamada carteira de trabalho verde e amarelo, com redução de direitos para jovens de 18 a 29 anos em busca do primeiro emprego.

A taxação dos desempregados não foi bem recebida, disse o parlamentar, que pretende buscar no Orçamento de 2020 uma saída para compensar a perda na arrecadação, decorrente da isenção da contribuição patronal das empresas que aderirem ao programa.

O emprego Verde-Amarelo prevê redução de encargos trabalhistas para os empregadores que contratarem jovens entre 18 anos e 29 anos.

Além de isenção da contribuição patronal para a Previdência, o valor da multa do FGTS cai pela metade nas demissões, e a contribuição para o Fundo baixa de 8% para 2%.

Fonte: IG Economia
Comentários Facebook

Economia

Contas externas têm déficit de US$ 50,7 bilhões em 2019

Avatar

Publicado

O déficit nas contas externas do país atingiu US$ 50,762 bilhões contra US$ 41,540 bilhões em 2018. É o pior resultado em quatro anos, de acordo com dados divulgados hoje (27) pelo Banco Central.

No mês de dezembro do ano passado, o déficit em transações correntes, que são compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do Brasil com outros países, chegou a US$ 5,691 bilhões. O resultado ficou abaixo do registrado em igual mês de 2018: déficit de US$ 6,116 milhões.

As transações correntes, principal indicador sobre o setor externo do país, são formadas pela balança comercial (exportações e importações de bens e serviços), pelos serviços adquiridos por brasileiros no exterior e pelas rendas primária (lucros e dividendos do Brasil para o exterior, pagamentos de juros e salários) e secundária (renda gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens).

De acordo com o BC, a variação no déficit para o mês decorreu de redução de US$ 2 bilhões em despesas líquidas de renda primária, parcialmente compensadas pela retração de US$ 1,2 bilhão no saldo da balança comercial.

Balança comercial

O superávit comercial chegou a US$ 4,764 bilhões em dezembro contra US$ 5,977 bilhões no mesmo mês de 2018. “As exportações de bens totalizaram US$ 18,2 bilhões em dezembro de 2019, recuo de 6% em relação ao mesmo período de 2018. Na mesma base de comparação, as importações de bens aumentaram 0,3%, para US$ 13,4 bilhões”, diz o BC no relatório sobre o setor externo.

Na comparação com o ano anterior, o superávit comercial reduziu de US$ 53,047 bilhões para US$ 39,404 bilhões em 2019, repercutindo retrações de 6,3% nas exportações e de 0,8% nas importações.

De acordo com o BC, no mês, não houve operações relativas ao Repetro, que é um regime fiscal aduaneiro que suspende a cobrança de tributos federais na importação de equipamentos para o setor de petróleo e gás, principalmente as plataformas de exploração. No ano, as importações líquidas no âmbito do Repetro foram estimadas em US$ 1,6 bilhão.

Serviços e renda

A conta de serviços (viagens internacionais, transporte, aluguel de investimentos, entre outros) registrou saldo negativo de US$ 3,541 bilhões em dezembro, e de US$ 35,141 bilhões de janeiro até dezembro do ano passado.

A conta de renda primária ficou negativa em US$ 6,699 bilhões em dezembro e em US$ 55,989 bilhões em doze meses. A conta de renda secundária teve resultado negativo de US$ 216 milhões em dezembro de 2019, e positivo de US$ 964 milhões no acumulado do ano.

Investimento estrangeiro

Em dezembro, o resultado negativo para as contas externas foi totalmente coberto pelos investimentos diretos no país (IDP). Quando o país registra saldo negativo em transações correntes precisa cobrir o déficit com investimentos ou empréstimos no exterior.

A melhor forma de financiamento do saldo negativo é o IDP, porque os recursos são aplicados no setor produtivo. No mês passado, o IDP chegou a US$ 9,434 bilhões contra US$ 8,294 bilhões em igual mês de 2018. No acumulado de 2019, esses investimentos somaram US$ 78,559 bilhões contra US$ 78,163 bilhões em 2018.

Edição: Lílian Beraldo
Comentários Facebook
Continue lendo

Economia

Setor de máquinas e equipamentos tem crescimento de 0,7% em 2019

Avatar

Publicado

O setor de máquinas e equipamentos teve alta de 0,7% na receita líquida de 2019 em comparação com o ano anterior. Segundo o balanço divulgado hoje (27) pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a receita líquida das indústrias de bens de capital ficou em R$ 82,4 bilhões no ano passado, alcançando R$ 5,9 bilhões em dezembro. O resultado do último mês representou uma queda de 5% em comparação com dezembro de 2018.

Exportações

As exportações tiveram uma queda de 7,2% em 2019, totalizando US$ 9 bilhões. A queda foi influenciada pela retração de 18,1% nas vendas para a América Latina, com forte queda nas compras da Argentina (28,1%), Paraguai (23,8%) e Chile (9%). A região responde por 33,7% das vendas para países estrangeiros.

As exportações para a Europa também tiveram queda, com redução de 27,9% no ano. Enquanto as vendas para os Estados Unidos cresceram 15% ao longo do último ano, com o país se tornando destino de 30,5% das exportações do ramo.

Mercado interno

A receita líquida no mercado interno teve alta de 7,1% no ano, com um volume de R$ 46,3 bilhões. Segundo o presidente da Abimaq, José Velloso, parte dessa expansão são empresas que tiveram que comprar novos equipamentos para substituir os que ficaram ultrapassados pela falta de investimento nos últimos anos.

Apesar da melhora, o setor ainda registra um encolhimento de cerca de 35% em comparação a receita média do período de 2010 a 2013. Em dezembro de 2019, as indústrias de bens de capital utilizaram cerca de 71% da capacidade instalada. Para este ano, Velloso estima que as vendas no mercado interno devem ter uma alta de aproximadamente 10%, com um crescimento total do setor de 3% a 4,5% em 2020.

Emprego

O nível de emprego teve alta de 3% em 2019 em comparação com o ano anterior, com a abertura de 1,5 mil vagas. A indústria de máquinas e equipamentos empregava até o fim do último ano 302,3 mil pessoas. Em maio de 2013, o setor chegou a ter 380 mil funcionários.

Edição: Valéria Aguiar
Fonte: EBC
Comentários Facebook
Continue lendo

Destaques

Policial

Política MT

Mato Grosso

Mais Lidas da Semana