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“Fiz campanha para Bolsonaro e me arrependi”, diz hacker de Moro

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Daniel Marenco/Agência O Globo

Walter Delgatti Neto, o ‘Vermelho’, apontado como “líder” dos supostos hackers presos na Operação Spoofing

Apontado como hacker do ex-juiz Sergio Moro, Walter Delgatti Neto, também chamado de Vermelho, afirmou que não tinha intenção de prejudicar Jair Bolsonaro quando procurou a ex-candidata à vice-presidência, Manuela D’Ávila, para divulgar as mensagens obtidas por ele.

Segundo a revista Veja, para qual Vermelho deu entrevista, o hacker chegou a fazer campanha para Bolsonaro durante eleições. “Fiz campanha para o Bolsonaro e me arrependi depois”, contou Delgatti.

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Na entrevista, Vermelho afirmou também que conseguiu hackear o celular do general Walter Braga Netto, um dos chefes do Exército Brasileiro, e viu um vídeo de um subordinado do general executando uma pessoa enviado para a conversa. O militar, por sua vez, teria apenas repreendido o homem por utilizar o celular durante a operação.

Delgatti também falou sobre a delação feita por Luiz Henrique Molição, um dos membros da suposta quadrilha responsável pelos vazamentos de mensagens. Ele confirmou que Molição sabia da história do general e do suposto vídeo envolvendo uma morte, mas negou algumas das outras informações fornecidas por ele durante acordo.

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Uma das informações dadas pelo delator e negadas por Delgatti foi de que um homem identificado como “ professor ” ajudava com a estratégia de divulgação das mensagens.

Ainda na delação, Molição afirmou que outra pessoa, um militante do Partido dos Trabalhadores (PT) ligado à família de Antônio Palocci seria mais um dos envolvidos na invasão e divulgação das mensagens.

À Veja, o exército afirmou que as acusações de Vermelho sobre mortes filmadas e enviadas a Braga Netto são de “inteiro desconhecimento”.

Fonte: IG Política
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Antes aliado, Wajngarten vira novo alvo de Carlos Bolsonaro

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IstoÉ

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Marcio Alves

Carlos Bolsonaro já criticou Wajngarten, Regina Duarte e Thammy Miranda

Desde que o pai se elegeu presidente, o vereador Carlos Bolsonaro , o Carluxo, vem arrumando confusões com adversários e, principalmente, com aliados, precipitando demissões de ministros e criando crises atrás de crises.

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O pai, que deveria impor-lhe limites, não consegue controlá-lo e nem mesmo tomar-lhe de volta as suas próprias senhas de acesso à rede de mídias sociais pessoais e do governo. Assim, o 02 fala as maiores barbaridades na internet, muitas vezes em nome do pai, causando-lhe graves saias justas, como a que envolveu o vice-presidente, Hamilton Mourão.

O general foi agredido verbalmente por Carluxo ao ponto do pai tentar, desesperadamente, e sem sucesso, apreender as senhas em poder do rapaz, fazendo-o calar-se. O vereador teve que esconder-se do pai em uma isolada praia de Santa Catarina, onde ficou dias incomunicável, sem atender as ligações do pai e nem mesmo responder aos seus apelos incontidos pelo WhatsApp. Mas não devolveu as senhas. Depois desse mal-estar, Carluxo aprontou novamente. Publicou uma mensagem em nome do pai apoiando a prisão em segunda instância. Bolsonaro ficou furioso com o filho, pois não queria se comprometer com a medida. O presidente mandou-o “submergir”, ficando um tempo longe do smatphone pelo qual dispara mensagens agressivas e polêmicas pelo Twitter, Facebook, Instagram e Youtube.

Sem trégua natalina

Quando todos imaginavam que ele ficaria recolhido definitivamente, para não atrapalhar ainda mais o governo do pai, o vereador voltou a atacar, 45 dias depois do “exílio” imposto pelo pai em novembro. O encrenqueiro voltou.

E retornou com a corda toda. Desprezando o clima natalino, Carluxo fez posts com críticas indigestas à política de comunicação do governo. No próprio dia de Natal ele tuitou: “É lamentável somente nós lutarmos para mostrar o que tem sido feito de bom 24h ao dia, enquanto se vê uma comunicação do governo que nada faz”. E emendou: “A comunicação do governo está uma bela porcaria”.

Paralelamente à trama iniciada para a derrubada do publicitário Fábio Wajngarten da chefia da Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), Carluxo se meteu num debate desgastante na área de gênero, promovendo um intenso tiroteio verbal com a cantora Gretchen e seu filho transgênero Thammy Miranda , um conflito que ainda permanece nas redes. Gretchen chegou a provocar o filho do presidente, dizendo que ele “não pode assumir sua sexualidade por causa do pai”, insinuando que seria homossexual. Carluxo nunca desmentiu esses rumores.

Além das postagens, o vereador é ácido nas críticas a atos do governo. Quando soube que o pai nomearia a atriz Regina Duarte para o lugar de Roberto Alvim na Cultura, Carluxo estava no gabinete do senador Flávio, seu irmão, e não se conteve: “Ele vai escolher essa comunista?”.

Mas o que criou certo constrangimento nos bastidores do poder foi a iniciativa de Carluxo em apear Wajngarten da Secom. Afinal, foi o próprio Carluxo quem o indicou para o posto em abril do ano passado, com o intuito de servir-lhe de instrumento para a realização de seu grande sonho: controlar a comunicação governamental .

No início, ter o comando parcial nas comunicações o satisfazia, mas o vereador passou a querer mais: deseja agora ter o controle total da máquina da Secom, com 180 cargos comissionados, de alto valor salarial. Emplacou alguns protegidos lá. Só não conseguiu a nomeação do primo Leonardo Rodrigues de Jesus, o Léo Índio, com quem mantém uma relação mais do que especial, por causa do veto do general Carlos Alberto Santos Cruz, ex-ministro da Secretaria de Governo.

Wajngarten até que vinha servindo aos propósitos de Carluxo, mas, passados alguns meses, o 02 se convenceu de que o publicitário estava montando na Secom um esquema próprio de obtenção de vantagens financeiras, num claro conflito de interesses. Soube-se agora que Wajngarten recebe mensalinhos das emissoras de televisão às quais são destinadas volumosas verbas publicitárias oficiais.

Não era isso o que Carluxo pretendia que fosse feito na Secom quando derrubou do cargo de chefe do órgão Floriano Amorim, para colocar Wajngarten em seu lugar. Carluxo desejava ter uma secretaria com poder para irradiar as ideologias de comunicação do pai, o que ele faz desde a campanha eleitoral. Bolsonaro sempre achou que o filho era um gênio nessa área, e que ele teria contribuído, em muito, para a sua eleição em outubro de 2018.

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“Fera nas mídias sociais”

Há controvérsias, no entanto, sobre essa habilidade de Carluxo. Pessoas que trabalharam diretamente na campanha ao lado de Bolsonaro, como Gustavo Bebianno, dizem que o 02 pouco fez durante o processo eleitoral, já que preferia passar o dia todo trancado no quarto de sua casa na Barra da Tijuca ao lado de Léo Índio, com quem dividia inclusive a residência, localizada no mesmo condomínio do pai. Mesmo assim, na formação do governo Carluxo pediu ao pai para ser o chefe da Secom.

Bebianno, então nomeado ministro chefe da Secretaria-Geral da Presidência, e o general Carlos Alberto Santos Cruz, até então o melhor amigo do presidente e já no cargo de ministro da Secretaria de Governo, ao qual a Secom é ligada, barraram a ideia. “Não fica bem nomear um filho para esse cargo”, disse Bebianno a Bolsonaro, que retrucou: “O cara é uma fera nas mídias sociais”. Mas o general Santos Cruz foi voto de minerva contrário à nomeação do 02 e Bolsonaro não o nomeou.

Como represália, Carluxo passou a detonar Bebianno e Santos Cruz nas redes sociais. O pai cedeu às vontades do filho, como faz desde que ele se separou da mãe do vereador, Rogéria Nantes Bolsonaro. A separação deixou o então jovem Carluxo desnorteado. Como ele sofre de problemas psíquicos, e por essa razão toma remédios de tarja preta, o presidente sempre se preocupou com a reação do filho às mínimas contrariedades. “Tenho medo que ele faça uma besteira”, disse Bolsonaro ao deputado Julian Lemos (PSL-PB), muito próximo do presidente. O deputado diz que Bolsonaro teme que o filho se suicide. Quando houve a separação, Carluxo ficou quatro anos sem falar com o pai e vive ameaçando-o de “desaparecer para sempre”.

Mesmo sem o cargo na Secom, Carluxo interfere no órgão para que sejam destinadas verbas a blogueiros e sites de direita que apoiam o pai. Chegou a recomendar que se destinasse R$ 300 mil mensais ao astrólogo Olavo de Carvalho, contrato vetado por Santos Cruz. Carluxo ficou furioso com os dois desafetos e conseguiu “derrubá-los” do Ministério: Bebianno caiu em fevereiro e Santos Cruz em junho. Sem os dois para atrapalhar, Carluxo forçou Wajngarten a destinar verbas para seus protegidos, como Allan dos Santos, o “Allan Terça Livre”, que passou a receber R$ 100 mil mensais da Secom.

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Conflito de interesses

Tudo ia bem entre os dois até que, no final do ano, Carluxo percebeu que Wajngarten estava se locupletando no cargo. Coincidentemente ou não, no começo deste ano surgiram denúncias de que o chefe da Secom possuía a empresa FW Comunicações, na qual detinha 95% do capital e sua mãe, Clara Wajngarten, outros 5%.

Por meio dessa empresa, Wajngarten recebe mesadas das emissoras de televisão Band, Record, SBT e Rede TV!, que chegam a R$ 9 mil mensais de cada uma, a título de assessoria e consultoria da Controle da Concorrência, o nome fantasia da empresa.

Wajngarten recebe, ainda, valores mensais das agências de publicidade Artplan, Nova/SB e Propeg, de R$ 4.500 mensais cada. Essas agências detém as contas de propaganda da Caixa e do BNDES. A Artplan, inclusive, é a que recebe o maior volume de verbas da publicidade oficial: R$ 70 milhões em 2019, com um crescimento de 36% na gestão de Wajngarten. Era tudo o que Carluxo precisava para puxar o tapete do ex-protegido.

Nos bastidores do Palácio do Planalto fala-se que Carluxo quer colocar Allan Terça Livre no lugar de Wajngarten. E isso pode acontecer mais cedo do que se imagina. O Psol entrou na Justiça denunciando que Wajngarten infringe a lei 12.813, de 2013, que versa sobre Conflito de Interesses, e pediu sua demissão. A juíza Solange Salgado, da 1ª Vara Federal de Brasília, abriu prazo de cinco dias, na segunda-feira 20, para o chefe da Secom se manifestar sobre as suspeitas da atividade ilegal. Além disso, nesta terça-feira 28, a Comissão de Ética da Presidência analisará a situação de Wajngarten, que pode ser demitido a bem do serviço público.

A demissão de Wajngarten é recomendada também pelos órgãos de controle, como o Ministério Público que atua junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), mas se depender do presidente isso ainda pode demorar um pouco. Na semana passada, Bolsonaro chegou a defender o assessor. “Se for ilegal, a gente vê lá na frente”, disse ele. A não ser que o presidente mude de ideia e ceda, mais uma vez, aos pleitos de Carluxo, que voltou disposto a continuar provocando litígios, dentro e fora do governo.

Tammy X Carluxo

Montagem: Carlos Bolsonaro à esquerda e Thammy Miranda à direita arrow-options
Reprodução

Carlos já criticou Thammy diversas vezes nas redes sociais

Carlos Bolsonaro cutucou onça com vara curta. Publicou um post no dia 13 de janeiro com a foto do parto do filho de Tammy Miranda com Andressa Ferreira, mas não fez nenhum comentário. Gretchen, a mãe de Tammy, tomou as dores do filho, chamando o 02 de “bossal” (sic), prometendo processar-lhe. “Qual foi o objetivo desse post ridículo? Vc precisa da imagem do meu filho para fazer gracinha na internet? Queria poder assumir a sua posição e não pode. Triste, né”, escreveu Gretchen no Twitter. E, dias depois, a cantora voltou à carga. “Não assume a sexualidade por causa do pai”, provocou a cantora.

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Na terça-feira 21 surgiram vídeos antigos de Carluxo dizendo, em termos hipotéticos, que quem assume a bissexualidade tem mais chances de ser feliz. Para ilustrar a polêmica de Tammy X Carluxo, há memes na internet que colocam fotos dos dois, lado a lado, realçando a semelhança física de ambos (Carluxo à esq. e Tammy à dir.).

Fonte: IG Política
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Política Nacional

Líder do PT foi o parlamentar que mais gastou verba do Senado em 2019

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Senado arrow-options
Marcos Oliveira/Agência Senado

Plenário do Senado

Locomoção, hospedagem, alimentação, contratação de serviços, verba para aluguel de imóveis, passagens aéreas. Os gastos de um senador no Brasil com esse tipo de serviço variam, atualmente, de R$ 0 a mais de R$ 600 mil por ano. Em 2019 não foi diferente. Humberto Costa (PE), líder do PT na Casa, foi o parlamentar que mais gastou no ano passado: R$ 607.404,64. Por outro lado, Paulo Albuquerque (PSD-AP) não usou da verba.

Estes ‘privilégios’ estão inclusos na chamada Cota para Exercício da Atividade Parlamentar (CEAPS), um recurso que varia entre R$ 25 mil e R$ 41 mil mensais disponibilizados para cada um dos 81 senadores do Congresso Nacional.  O valor também é somado a uma outra verba,  utilizada para os gastos com viagens oficiais, correio e combustível. Além disso, os senadores ainda recebem o salário e auxílio-moradia ou imóvel funcional. 

O maior número de gastos de Humberto Costa foi com locomoção, hospedagem, alimentação e combustíveis: R$ 151.263,65, seguido de passagens aéreas, aquáticas e terrestres nacionais. Procurado pela reportagem, o senador afirmou que gasta porque trabalha, além de viajar ou mandar funcionários para cobrir a demanda da população em outros estados e no interior. O parlamentar disse ainda que o preço da passagem de avião “aumentou violentamente”. 

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Waldemir Barreto/Agência Senado

Líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE)

“Eu gasto recurso porque trabalho e não recebo mesada de empresário, faço o que a legislação permite que eu faça. Se eu quisesse ficar sem fazer nada, não gastaria. Eu trabalho, estou viajando e prestando conta para a população, então não vejo problema”, argumentou. 

Telmário Mota (RR), líder do PROS, e Eduardo Braga (AM), líder do MDB, também foram os senadores líderes em gastos na Casa: R$ 552.755,06 e R$ 545.575,59, respectivamente. Por outro lado, os três que menos gastaram – além de Paulo Albuquerque – foram Prisco Bezerra (PDT-CE), com R$ 154,60, e Reguffe (PODE-DF), com R$ 500,23.

Confira o ranking:



Correio é “vilão” de gastos no Senado

Dos milhões de reais gastos por ano no Senado, um se destaca: o valor gasto com correspondências. Em 2019, os 81 parlamentares gastaram R$ 1,89 milhão em verba pública nos Correios. Cada senador tem uma cota mensal destinada ao fim. Quanto maior a população do Estado pelo qual foi eleito e menor o indicador oficial de utilização da internet, maior a verba.

No ano passado, o campeão em gastos no Senado foi também o que mais utilizou o serviço: dos mais de R$ 600 mil gastos por Humberto Costa em 12 meses, R$ 134.874,12 foram para enviar cartas e pacotes. São R$ 528 reais por dia útil. Apenas no mês de junho, o senador gastou mais de R$ 44 mil com o envio de impressos e PACs.

Ciro Nogueira (PI), vice-líder do PP, ficou em segundo lugar em gastos com correio: R$ 110.918,62; seguido de Irajá (PSD-TO), que gastou 90.886,83.

correio arrow-options
Arquivo pessoal

Pacotes de Vade Mecum enviados do gabinete de Humberto Costa

Procurado pela reportagem,  o líder petista afirmou que 99,9% do que gasta com correspodnências é para enviar Vade Mecum – livro que traz a Constituição, códigos e leis brasileiras –  a estudantes e universidades. “Os estudantes pedem, o pessoal que faz concurso pede, eu mando pro interior, para outros estados”, afirmou. 

Apenas quatro senadores não registraram nenhum gasto com correio em 2019: Weverton (PDT-MA), Reguffe (PODE-DF), Jorge Kajuru (Cidadania-GO) e Paulo Albuquerque (PSD-AP). Por outro lado, os três que menos gastaram foram Oriovisto Guimarães (PODE-PR), que gastou R$ 5,40, Prisco Bezerra (PDT-CE), R$ 75,65, e Izalci Lucas (PSDB-DF), R$ 85,70. 

Fonte: IG Política
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