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Coluna: Érika, o malbec que harmoniza com grandes ambições

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Aos olhos da maioria, os principais destaques da entrega do Prêmio Brasil Olímpico, na última terça-feira (10), no Rio de Janeiro, foram os Atletas do Ano, Arthur Nory, da ginástica artística, e Beatriz Ferreira, do boxe. Para os fãs do basquete, foi notável também a presença do “Mão Santa” Oscar Schmidt, que recebeu o Prêmio Adhemar Ferreira da Silva pela contribuição ao esporte. Uma outra premiada não gerou tantas manchetes e cliques, mas teve uma conquista simbólica. A pivô Érika foi escolhida a atleta do ano no basquete, uma vitória com diversos significados.

A coroação de Érika rompeu uma sequência de dez anos seguidos com homens levando o prêmio. A última vez que uma mulher havia sido escolhida como Atleta do Ano no basquete foi em 2008, com Kelly. No total, em 21 anos de premiação, a balança está quase equilibrada: foram 12 prêmios do masculino e nove do feminino. Mas muito disso se deve à contribuição inicial de Janeth, que foi vencedora nos seis primeiros anos (1999 a 2004). Érika não pôde comparecer à cerimônia por estar treinando com a equipe do IDK na Espanha e, por e-mail, falou sobre a representatividade da conquista:

“O basquete masculino sempre teve muito mais visibilidade e notoriedade do que o basquete feminino nas grandes mídias. Sempre lutei para tentar colocar o basquete feminino em um patamar elevado. Esse prêmio vem como uma condecoração para nós mulheres. Somos capazes e estamos trabalhando duro para levantar o basquete feminino brasileiro. Porém, conquistaremos isso com o tempo. É um processo”, diz Érika.

Ainda há um outro ângulo que exemplifica o quão especial foi a vitória da pivô. Como o escopo do prêmio era basicamente todo e qualquer jogador de basquete do Brasil, homem ou mulher, Érika competiu com atletas no ápice da forma física, muito mais novos que ela, que tem 37 anos. O vencedor do ano passado, por exemplo, foi o armador Yago, do Paulistano e da seleção brasileira, que à época tinha 19 anos. 

“Sei que já vivi o meu auge físico no basquetebol, mas em termos de experiência, dedicação e vontade de vencer, nunca me senti tão viva como me sinto agora. Sou como o vinho, quanto mais velho melhor”, destaca a jogadora.

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O técnico da seleção feminina, José Neto, ele próprio um apreciador de vinhos, está bem posicionado para comparar os atributos dela ao da nobre bebida.

“O malbec tem como característica principal ser um vinho encorpado, forte. Harmoniza muito bem com a carne. Como ela gosta de jogar muito com contato, no garrafão, essa é a melhor comparação para ela”, afirma, entre risos.

Érika tem sido uma das chaves para um processo relativamente acelerado de redenção da seleção, desde a chegada de Neto, no meio do ano. Fez parte da conquista da medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima, a primeira em 28 anos, além do bronze na AmeriCup e da campanha no pré-olímpico das Américas. José Neto admite que pensou que a presença de Érika seria útil como exemplo para atletas mais novas, mas ela tem se mostrado ainda mais eficaz de fato na quadra. A dedicação da pivô aos treinos chegou a surpreender o técnico.

“Quando ela viu que queríamos colocar um ritmo mais intenso, não se abateu por ser mais velha. Percebeu que precisava fazer alguma coisa a mais para acompanhar esse ritmo”, relembra.

Ela levou a performance dos treinos para as partidas.

“Gosto de ter uma referência de jogo interior, a jogadora grande, a pivô. Não existem tantas como a Érika no mundo. Ela fez a diferença jogando contra atletas que foram MVP da WNBA. Ela é dominante tática e tecnicamente no jogo próximo à cesta, mesmo diante de jogadoras de excelência do mundo”, destaca Neto.

Após a conquista da medalha de ouro no Peru, Érika chegou a afirmar que havia pensado em se aposentar. Até mesmo pela idade, seria natural começar a falar do passado, que, no caso da pivô, é repleto de momentos memoráveis. Érika foi campeã da liga norte-americana em 2002, quando tinha apenas 20 anos de idade. Foi vitoriosa nas ligas espanhola e brasileira também. Parte de uma geração que não conseguiu manter o nível da anterior – campeã mundial e medalhista olímpica -, Érika conseguiu deixar uma marca. O jornalista Felipe Souza (Blog do Souza e CBB), que cobre basquete há doze anos, muitos deles dedicados às competições femininas, coloca Érika no quinteto dos sonhos da seleção brasileira na história, mesmo com a concorrência de nomes como Marta e Alessandra.

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“Ela seria minha pivô, junto com a Janeth, a Hortência, a Magic Paula e a Adrianinha ou Helen Luz na armação. Mesmo em épocas em que não tínhamos equipes muito fortes, ela sempre entregou o que se esperava: pelo menos dez pontos, pelo menos cinco rebotes. O auge dela foi fantástico”, opina.

A própria Érika, ao falar de auge, não remete somente ao passado, mas também ao presente. Lembra com carinho do ano de 2011, em que conquistou três títulos na Espanha, sendo MVP. Mas considera que o momento atual, com o renascimento da seleção, é igualmente doce. Érika tem contrato com o IDK até o fim da temporada espanhola, que se encerra em abril. Mas o olhar, inegavelmente, está nos objetivos com o Brasil. Na próxima semana, José Neto convoca a seleção para o Pré-Olímpico, que acontece na França, em fevereiro. Neto não confirma mas dá a entender que ela é figura quase certa na lista. Terminando com uma das três vagas do grupo que tem quatro seleções (Porto Rico, França e Austrália, além do Brasil), a seleção estará em Tóquio em busca de afirmação e Érika, do prêmio final.

“Quero muito ajudar a levar nossa seleção a um título de maior expressão. Acho que falta somente isso na minha carreira, entre as coisas que não fiz ainda”, diz.

Não aparece nessas palavras, mas o “título” tem nome: uma medalha olímpica. Seria a cereja no bolo. Ou quem sabe no vinho. Um toque de certa forma exótico, mas que vale a pena experimentar.

Edição: Verônica Dalcanal
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André e George faturam 1ª etapa do Circuito Nacional de Vôlei de Praia

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 A dupla André e George faturou neste domingo (27) a primeira etapa do Circuito Nacional de Vôlei de Praia, disputada em Saquarema, no Rio de Janeiro (RJ).  Na final, os campeões da temporada passada venceram por 2 sets a 0 (parciais de 21/18 e  21/13)  os parceiros Guto e Arthur.

“Estamos muito felizes em voltar a competir, nos dedicamos muito nas últimas semanas. Trabalhamos muito, especialmente na parte física. Conforme fomos evoluindo conseguimos melhorar também tecnicamente o saque, o passe e o levantamento. Melhoramos individualmente para podermos melhorar como equipe. E chegar nessa final é o fruto deste trabalho”, afirmou André em entrevista ao site da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV).

O jogador Guto, eleito o melhor da partida, agradeceu o carinho dos fãs e comemorou a boa estreia com o novo parceiro. “Obrigado ao pessoal que acompanhou e votou, fico feliz, as pessoas são muito apaixonadas pelo vôlei de praia. Quero agradecer ao meu parceiro, me ajudou demais. Fico feliz com esse carinho e essa estreia muito boa da nossa dupla. A energia está muito boa, desde o primeiro treino, e agora em nossa primeira competição já iniciar com uma final é maravilhoso”.

Na briga pelo bronze, a dupla Adrielson e Renato superou a parceria Hevaldo e Saymon por 2 sets a 1 (19/21, 21/17 e 15/13). Classificadas para representar o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio, as duplas Álvaro e Alison e Evandro e Bruno participaram do torneio, mas foram eliminadas nas quartas de final. Álvaro e Alison não passaram por André e George. Evandro e Bruno foram eliminados por Guto e Arthur Mariano.
A segunda etapa da temporada do Circuito Nacional de Vôlei de Praia será entre os dias 15 a 18 de outubro (disputa feminina) e  de 22 a 25 de outubro (masculina), também na cidade de Saquarema (RJ). As outras três etapas da temporada 2020/21 ainda terão locais a serem definidos, mas já possuem datas. A terceira fase será de 5 a 8 de novembro (feminino) e 12 a 15 de novembro (masculino). O quarto torneio será de 2 a 6 de dezembro, e o quinto de 16 a 20 de dezembro.

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Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Atlético-GO e Botafogo empatam em 1 a 1 no estádio Olímpico

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Empate que não foi bom para ninguém. Atlético-GO e Botafogo ficaram no 1 a 1, no Estádio Olímpico, em um jogo marcado pela superioridade das defesas. Com o resultado, o Dragão chegou a 13 pontos, na 13ª posição, mas pode ser ultrapassado pelo Coritiba, que joga contra o Fluminense, na segunda-feira (28). O Glorioso agora tem 11 pontos e segue na zona do rebaixamento, ocupando a 18ª colocação.

O Botafogo começou pressionando o Atlético-GO e teve o domínio da partida até os 15 minutos, quando diminuiu o ritmo. O jogo passou a ser mais equilibrado e as equipes encontravam muita dificuldade de criar uma chance real para abrir o placar. As tentativas eram ou por finalizações de longa distância, ou em cruzamentos na área sem ninguém para definir.

O primeiro gol do jogo saiu de um chute da entrada da área. Vitor Luis arriscou de perna esquerda e a bola bateu na mão do lateral-direito João Victor. Pênalti assinalado pelo árbitro Leandro Vuaden. O próprio Vitor Luis foi para a cobrança, bateu forte, no meio, e abriu o placar para o Alvinegro carioca.

O Atlético-GO precisou de apenas quatro minutos para deixar tudo igual no segundo tempo. Depois de um tiro de meta fraco cobrado por Rafael Forster, Hyuri recebeu a bola, passou para Janderson, que tocou rasteiro na entrada da pequena área. Hyuri apareceu e, de carrinho, empatou a partida.

O gol deixou o jogo mais animado, entretanto, as duas defesas mostraram segurança e deram poucas oportunidades para os adversários. Cada equipe teve apenas uma chance clara de marcar.

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Aos 23 minutos, Bruno Nazário deixou Luiz Otávio na cara do gol. O volante teve tempo de escolher o canto e bater forte, mas Jean operou um milagre e fez a defesa em dois tempos. Aos 45 minutos foi a vez do Dragão desperdiçar. Nicolas cruzou a bola na cabeça de Júnior Brandão que, sozinho, jogou para fora.

Na próxima rodada, o Botafogo enfrenta o Fluminense, domingo (4 de outubro), às 11h, no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ). O Atlético-GO visita o Fortaleza, no mesmo dia, às 18h15min, no Castelão, na capital cearense.

Ceará 2 x 2 Goiás

Também neste domingo (27), o Ceará em empatou em 2 a 2 com o Goiás, na Arena Castelão, na capital Fortaleza. Com o resultado o Vozão chegou a 14 pontos, ocupando provisoriamente o 12º lugar na tabela de classificação. Já o Goiás, permanece na zona de rebaixamento: soma nove pontos e, por enquanto, está em 19º lugar. 

Mal começou o primeiro tempo e o meia-central Fernando Sobral mandou uma bomba da entrada da área que acertou o travessão do gol de Tadeu.  E logo depois, ainda no primiero minuto de jogo, o Esmeraldino abriu o placar. Após cruzamento de Vinícius, Breno cabeceou e o goleiro Fernando Prass foi na bola, mas deu rebote, e aí Rafael Moura mandou para o fundo da rede. Após sofrer o primeiro gol, o Ceará teve várias chances de empatar com belas jogadas de Rafael Sobis, Vina e Felipe Silva. Aos 43 saiu, após escanteio, o zagueiro Thiago marcou de cabeça, mas o árbitro anulou, alegando que a bola batida do escanteio fez uma curva por fora da linha. Não valeu. E depois, aos 45, Vina arriscou um belo chute, mas o goleiro Tadeu impediu o empate. 

Na etapa final,  o gol de empate saiu aos 23 minutos, com o  volante Charles: ele arrancou com a bola e, mesmo sem ângulo chutou e balançou a rede para o Vozão. Tudo igual no Olímpico. E a equipe cearense não parou por aí. Destaque para o meia Vina, que aos 23 mandou uma bomba perto do travessão e depois, aos 27, virou o placar para o Ceará, após invadir a área e marcar com categoria. E o Ceará ainda teve chance de ampliar com Caju, que desperdiçou uma chance inacreditável, aos 41 minutos,  dentro da pequena área. E, como diz o ditado, quem não faz, leva. E foi o que aconteceu: aos 45 minutos, após cobrança de falta, o zagueiro David Duarte subiu e marcou o gol de empate do Goiás. Confira AQUI a tabela de classificação da Série A do Campeonato Brasileiro.

 

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Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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