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Internacional

Chanceles do Brasil e de Angola assinam acordo bilateral de segurança 

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 Na quarta e última etapa de sua visita a países da África Ocidental, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, assinou hoje (12), em Luanda, o Acordo de Segurança e Ordem Interna com o chanceler angolano, Manuel Domingos Augusto.

Araújo também foi recebido pelo presidente de Angola, João Manuel Gonçalves Lourenço, a quem entregou convite do presidente Jair Bolsonaro para visitar o Brasil em 2020. O ministro esteve com ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa.

O acordo, segundo o chanceler brasileiro, constitui importante passo para combater o crime organizado, o terrorismo e o narcotráfico em solo e nas áreas marítimas dos dois países. “O projeto do novo Brasil nos entusiasma”, disse Araújo.

Segundo o diplomata, o Brasil quer uma “visão nova” para a sua relação com a África, mais produtiva e com um nível de relacionamento mais elevado. Ernesto Araújo disse que essa nova visão engloba o estabelecimento de uma estrutura de comércio e investimentos no continente africano.

“Estamos mostrando a verdadeira dimensão da nossa política, que tenta ser criativa”, disse. Ele afirmou que essa nova dimensão responde aos “anseios das nossas sociedades”, que exige mais contatos com a África. O chanceler afirmou que a África “é uma prioridade” para o Brasil.

Indústria de defesa

Araújo participou, na capital angola, da abertura de um seminário sobre a Base Industrial de Defesa do Brasil. Durante o evento, representantes de empresas de defesa disponibilizaram informações sobre a tecnologia dos produtos brasileiros.

O diplomata brasileiro disse, em seus encontros, que o Brasil espera intensificar laços com o governo e o povo angolano nos planos econômico-comercial, de defesa e segurança e de cooperação para o desenvolvimento.

Engajamento

Depois de visitar Cabo Verde, Senegal e Nigéria, Ernesto Araújo disse que a visita a Angola constitui a “coroação de um périplo africano, que testemunha o desejo do governo brasileiro de um maior engajamento com esse continente”.

De janeiro a novembro deste ano, o Brasil exportou US$ 408,4 milhões para Angola. As importações daquele país somaram US$ 140, 5 milhões. O saldo brasileiro nos 11 primeiros meses do ano é US$ 268 milhões.

Cooperação

Durante os encontros com as autoridades angolanas, Araújo mencionou a intensa cooperação bilateral que se desenvolve desde a independência angolana, em 1975. Ele citou que a atual visita é a terceira oportunidade de encontrar o chanceler angolano Manuel Domingos Augusto, com quem manteve o primeiro encontro de trabalho logo após a posse do presidente Bolsonaro.

Araújo também apresentou o compromisso brasileiro de trabalhar para intensificar os contatos humanos entre os dois países, buscando aprimorar instrumentos existentes para cooperação em educação e saúde. Ele citou como exemplo de sucesso dessa parceria o programa de instalação de bancos de leite humano em diversos países africanos.

O ministro afirmou que a capacitação de profissionais e o intercâmbio de conhecimentos serão elementos determinantes para uma parceria bilateral e para a formação de um “conjunto de práticas e informações” a serem colocadas em práticas por angolanos e brasileiros.

Edição: Fábio Massalli
Fonte: EBC
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Itamaraty emite nota sobre os 75 anos de libertação de Auschwitz

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O governo brasileiro divulgou hoje (27) nota sobre os 75 anos da liberação do campo de concentração nazista em Auschwitz. No texto, o governo do Brasil saúda o povo judeu e o Estado de Israel  e diz que a data representa um “momento em que rememoramos uma das páginas mais hediondas da história e, ao mesmo tempo, celebramos a esperança da libertação”. 

No texto, o Itamaraty relembra também que a vinculação do Brasil ao povo judeu tem raízes históricas. Destaca que a comunidade judaica no Brasil contribuiu e continua contribuindo para a formação da nacionalidade e da identidade brasileira.

“No século XX, o Brasil contribuiu para o esforço de guerra contra as potências do Eixo, por meio da atuação da Força Expedicionária Brasileira, a força militar latino-americana mais significativa a se juntar aos aliados. Membros do nosso Serviço Exterior, como Luiz Martins de Souza Dantas e Aracy de Carvalho Guimarães Rosa, reconhecidos como “Justos entre as Nações”, auxiliaram milhares de judeus a escapar do jugo nazifascista. Seus exemplos continuam a inspirar a atuação brasileira no plano internacional”, relembra o texto. 

A nota afirma ainda que o governo do presidente Jair Bolsonaro está implementando um “processo de profunda e produtiva reaproximação com o Estado de Israel. Ao mesmo tempo, passou a atuar, nos organismos internacionais, no sentido de evitar o tratamento discriminatório que muitas vezes ainda é imposto a Israel nesses foros”. 

O texto finaliza com a afirmação de que o país “permanece mais do que nunca vigilante para que o flagelo do anti-semitismo e de qualquer ideologia desumanizante jamais prospere. A memória dos 75 anos da libertação de Auschwitz nos chama a redobrar nossos esforços em favor da dignidade humana e da liberdade, únicos alicerces duradouros da paz”.

Leia aqui a matéria especial da Agência Brasil sobre o Dia Internacional de Memória do Holocausto.

*Com informações do Ministério das Relações Exteriores

Edição: Narjara Carvalho
Fonte: EBC
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Internacional

Bolívia: após anunciar candidatura, Áñez pede a renúncia de ministros

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A Secretaria da Presidência da Bolívia anunciou em um comunicado oficial que a presidente interina do país, Jeanine Áñez, solicitou a renúncia de todos os ministros de seu gabinete “para encarar a nova etapa da gestão de transição democrática”.

A presidente interina defendeu que é habitual que ocorram ajustes na equipe de trabalho do órgão executivo, às vésperas da inscrição dos candidatos.

O pedido de Áñez vem apenas dois dias após ela confirmar a sua candidatura à presidência da República nas eleições do próximo dia 3 de maio. Inicialmente, Áñez havia garantido que seu governo seria apenas “interino” e duraria até a realização do próximo pleito.

A decisão de Áñez, de se candidatar, gerou incômodo. A ministra das Comunicações do atual governo, Roxana Lizárraga, anunciou ontem a sua renúncia irrevogável ao cargo. Na carta de demissão, ela criticou a candidatura de Áñez. “Está claro que nosso governo de transição perdeu seus objetivos. Não se pode esconder o fato de que o governo começou a sofrer os mesmos males do masismo (referência às ações do governo de Evo Morales, do partido Movimento ao Socialismo – MAS) que estamos combatendo.”

O ex-presidente e principal opositor de Evo Morales nas eleições anuladas do ano passado, Carlos Mesa, escreveu um artigo em que afirma que a candidatura de Áñez “não faz mais do que reforçar as afirmações do ex-presidente fugido e do coro que lhe faz eco, de que na Bolívia, sim, houve um golpe de Estado”.

Mesa disse ainda que quando Áñez “decide deixar de lado sua principal responsabilidade, abandona a neutralidade e deslegitima a única razão pela qual ela ocupa o cargo que assumiu há mais de dois meses”.

Evo Morales, em sua conta do Twitter, também criticou a decisão da presidente interina. “A autoproclamada presidente Áñez disse à comunidade internacional que não deu golpe de Estado na Bolívia, que conduzia um ‘governo de transição’; no entanto a sua candidatura para as eleições mostra que o seu único afã ao arrebatar o poder foi rifar nossos recursos estratégicos.”

A Procuradoria Geral da República da Bolívia afirmou que a candidatura de Áñez, e o exercício simultâneo do cargo, são compatíveis com a supremacia constitucional, a soberania popular e o sistema democrático de direito na Bolívia. Ainda de acordo com a Procuradoria, os concorrentes não têm a obrigação de renunciar ao cargo, podem permanecer nele e exercer plenamente todas as suas prerrogativas e poderes.

Edição: Narjara Carvalho
Fonte: EBC
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