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Barragem em Brumadinho rompeu por combinação de deformações, dizem especialistas

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Foto: Eduarda Esteves

Terreno transformado após o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão

O resultado da investigação técnica sobre o rompimento da Barragem 1 da Mina Córrego do Feijão , em Brumadinho (MG), mostrou que a causa da tragédia foi a combinação crítica de deformações específicas internas contínuas, devido ao creep (carga constante que provoca deformação) e à pequena redução de força em uma zona insaturada pela perda de sucção por causa da água de fortes chuvas acumulada no local – aí incluídas as intensas chuvas do final de 2018.

A barragem rompeu-se em janeiro deste ano, provocando a morte de mais de 250 pessoas. Ainda existem desaparecidos.

O resultado foi apresentado pelo líder de um painel de especialistas, Peter Robertson, PhD em geotecnia pela Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá. As conclusões do grupo foram divulgadas na quinta-feira, 12 de dezembro, em São Paulo.

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    “O creep ocorre quando o material tem uma carga constante e se deforma de maneira lenta. Isso acontece com alguns materiais, que sofrem uma carga muito forte, como um talude íngreme com excesso de água, que vai sofrer o efeito de creep, com tensões de cisalhamento [tensão gerada por forças aplicadas em sentidos iguais ou opostos, em direções semelhantes, mas com intensidades diferentes] no material analisado”, explicou Robertson. “É uma deformação que acontece lentamente, mas a ruptura é abrupta”, completou o especialista.

    Cimentação

    De acordo com Robertson, a novidade do estudo é a identificação da cimentação entre as partículas. “Em testes de laboratório, [constatou-se] o efeito da cimentação, e isso criou um material muito mais quebradiço, que perdia a resistência muito mais rapidamente”, observou.

    Segundo o relatório do painel de especialistas sobre as causas técnicas do rompimento da Barragem I do Feijão, análises do estado de tensão dentro da estrutura mostraram ainda que partes significativas dela estavam sob carregamentos muito elevados devido à sua inclinação, ao alto peso dos rejeitos e ao nível de água. “A construção de uma barragem íngreme a montante [método no qual a barreira de contenção recebe camadas do próprio material do rejeito da mineração], o alto nível de água, rejeitos finos fracos dentro da barragem e a natureza frágil dos rejeitos geraram as condições para o rompimento”, conclui o estudo.

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    A análise apontou também a “liquefação estática” (quando um material sólido passa a se comportar como líquido) como motivo do rompimento. “O rompimento e o deslizamento de lama resultante decorreram da liquefação estática dos rejeitos da barragem”, diz o documento.

    A barragem era essencialmente muito íngreme e muito úmida, e o material retido por ela, fofo, saturado, muito pesado e de comportamento muito frágil, destacou Robertson. “O rompimento foi resultado de liquefação estática dos materiais”, reforçou.

    Hipóteses descartadas

    O relatório descartou elementos como sismos e detonações como causadores da tragédia. Segundo o Painel, embora tenham ocorrido detonações nas minas a céu aberto na área, nenhuma foi registrada pelo sismógrafo mais próximo da Barragem I no dia 25 de janeiro de 2019, antes do rompimento.

    “Sabemos que houve uma detonação na mina, mas aconteceu mais ou menos 5 minutos após a ruptura. A detonação foi eliminada como possível gatilho e não teve nenhuma atividade de terremoto na região naquele dia”, ressaltou Robertson.

    Ele disse que o painel de especialistas não avaliou responsabilidades da empresa, nem de pessoas envolvidas no acidente, mas que espera que as conclusões do relatório sirvam de exemplo. “Geralmente, quando rupturas como essa acontecem, a indústria aprende coisas novas, e as práticas melhoram. É uma lástima essa perda enorme de vidas. Esperamos que as nossas descobertas possam ajudar a indústria para que fatalidades como essa não se repitam”, finalizou.

    O painel foi contratado por um escritório de advocacia em nome da Vale S.A. para apurar as causas técnicas do rompimento. O relatório completo está disponível em www.b1technicalinvestigation.com .

    Fonte: IG Nacional
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    Mulher morta ao pular de ônibus em assalto mudou de rota para comprar presente

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    Arquivo familiar

    Tânia foi obrigada a pular de ônibus em movimento

    O corpo da costureira Tânia da Conceição Mota , de 62 anos, morta ao saltar de um ônibus em movimento durante um assalto em Pilares , na Zona Norte do Rio , será enterrado na manhã deste domingo (19), no Cemitério de Inhaúma. O sepultamento está previsto para as 10h, com velório a partir das 7h30. O caso ocorreu no ônibus da linha 298 (Acari — Castelo) na noite da última sexta-feira, por volta das 19h. Segundo a família, um ônibus levará amigos e parentes da vítima até o cemitério.

    “Ela era muito amada. Muitas pessoas aqui da comunidade do Jacarezinho, onde a minha tia morava, vão prestar essa última homenagem a ela. Espero que essa situação não fique impune. É mais uma vítima da violência do Rio. Nós vamos trabalhar e não sabemos se voltamos vivos para casa. Essa é a nossa rotina aqui na cidade”, desabafa Diego Ferreira dos Santos, de 34 anos, sobrinho de Tânia.

    Outras quatro pessoas que também pularam do veículo ficaram feridas e foram atendidas no Hospital Salgado Filho, mas, com ferimentos leves, já receberam alta. Os criminosos anunciaram o assalto quando o veículo passava próximo ao Morro do Urubu. Abalados, os familiares de Tânia afirmaram que os assaltantes teriam mandado que alguns passageiros descessem do ônibus, mesmo com ele em movimento.

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    Ao saltar, a costureira bateu a cabeça no meio fio e teve um traumatismo crâniano fatal. Ela chegou a ser levada para o hospital, mas já chegou morta à unidade. A família esteve no Instituto Médico Legal (IML), no Centro, neste sábado, para liberar o corpo

    “Minha mãe era a melhor pessoa da comunidade do Jacarezinho. Até os inimigos ela conseguia ajudar. Se minha mãe tivesse morrido de doença, mas não… Foi de uma forma violenta e isso nada vai apagar”, afirmou a filha Glaucia da Conceição Mota, aos prantos, no IML.

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    Tânia era costureira de um ateliê que presta serviços para a escola de samba Unidos da Tijuca. A idosa tinha dois filhos e três netos e costumava voltar de trem para casa. Porém, quando ia ao Mercadão de Madureira para comprar ervas medicinais para tratar uma artrose no joelho ou presentes para pessoas da sua comunidade, ela acabava pegando um ônibus para voltar do trabalho na Cidade do Samba.

    “Tudo para ela era ritmo de festa. Eu tenho certeza que ela tinha ido comprar um presente para um menino que ia fazer aniversário na comunidade”, disse o marido da vítima, Carlos Augusto Teixeira, de 66 anos, casado com ela há mais de 40. “Eu falei com ela pouco antes dela pegar o ônibus. A minha mulher estava muito animada com o fim de semana e ainda pediu para que eu colocasse cervejas para gelar”, disse.

    Fonte: IG Nacional
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    Cumbica: Suspeito de roubo milionário de ouro em aeroporto é preso em pastelaria

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    Polícia Civil / Divulgação

    Quadrilha roubou ouro de dentro de aeroporto

    A Polícia Civil de São Paulo prendeu na noite de sexta-feira mais um suspeito de ter participado do roubo de 718 quilos de ouro no Aeroporto Internacional de Cumbica , em Guarulhos (SP), no ano passado. André Cesário Gomes, de 40 anos, foi preso em uma pastelaria na cidade de Itanhaém, litoral sul do estado. As informações são da TV Globo.

    Ele é o segundo suspeito da quadrilha detido. No último dia 11, foi preso Francisco Teotônio da Silva Pasqualini, mais conhecido como “Véio”, apontado como mentor do crime. O assalto contou com carros clonados da Polícia Federal e da Aeronáutica para ter acesso ao hangar da transportadora de valores. Na fuga, a quadrilha utilizou uma ambulância.

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    Gomes teve a prisão temporária decretada por 30 dias. Os policiais chegaram até ele após troca de informações com a polícia de Santa Catarina, que também monitorava o criminoso por um assalto ocorrido em março passado no aeroporto em Blumenau. Ele foi flagrado por câmeras de segurança de um mercado em Itanhaém e estava vivendo em um condomínio residencial na cidade.

    No dia 13 de agosto do ano passado, o Tribunal de Justiça de São Paulo aceitou denúncia contra os suspeitos identificados durante a investigação. A quadrilha responde por roubo qualificado, por organização criminosa armada e adulteração de sinal identificador de veículos automotores.

    Além dos 718 quilos de ouro, os ladrões também roubaram 15 quilos de esmeraldas, relógios e correntes da marca Louis Vitton e outros 51 quilos de ouro de outra transportadora. O assalto ocorreu em apenas dois minutos e meio e sem o disparo de um tiro sequer. A polícia investiga se o ouro foi contrabandeado para a China.

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    A facilidade com que os criminosos invadiram o aeroporto, entrando inclusive em áreas restritas, levou à discussão para adoção de regras mais rígidas de segurança, tanto por parte da Polícia Federal quanto pela operadora do aeroporto, a GRU Airport. Uma resolução da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que entrou em vigor em novembro passado, estabeleceu controle mais efetivo, com biometria de agentes públicos em áreas restritas, como a do raio-x. Mas não houve adoção de novas medidas para o setor de cargas.

    Fonte: IG Nacional
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