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Saúde

Bebê com distúrbio raro precisa de cuidados especiais para evitar infecções

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O pequeno Michal Winter, de dois anos de idade, nasceu com ictiose arlequim, um grave distúrbio genético caracterizado pelo espessamento da camada de queratina que forma a pele. As pessoas com essa condição possuem a pele grossa, que tende a repuxar e esticar, causando deformações e feridas no rosto e ao longo do corpo.

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Reprodução/Facebook/Anna Ciesielska

Michal Winter, de dois anos, tem ictiose arlequim, um raro distúrbio genético que o faz precisar de cuidados especiais

Por conta do distúrbio , a mãe, Anna Ciesielska, de 30 anos, que vive no Reino Unido, precisa aplicar hidratante a cada quatro horas no corpo do filho. A condição rara faz com que Winter não ande e prejudicou seu crescimento, deixando-o o menor que o tamanho ideal de uma criança de sua idade.

No geral, cerca de uma a cada 500 mil pessoas nascem com a enfermidade e, nos Estados Unidos, sete nascimentos anuais apresentam a ictiose arlequim , segundo informações da Organização de Doenças Raras do país. Para se ter uma ideia, a taxa de mortalidade depois de três semanas do nascimento é grande e a média de vida é até os três anos de idade.

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De acordo com a Caters News Agency , por conta de sua aparência, o bebê é constantemente vítima de olhares. “Eu estava em uma loja e alguém veio até nós, olhou para Michal e perguntou se ele era um boneco”, diz Anna, acrescentando que, quando ele começou a se mover, “eles ficaram surpresos por ele ser um menino de verdade.”

A mãe ainda conta que, quando o filho nasceu, os médicos ainda não tinham o diagnóstico final. “Quando o vi pela primeira vez, fiquei muito chateada”, diz. Isso porque a mulher estava preocupada com o fato do bebê sentir dores por conta do distúrbio genético. Hoje, ela explica que, apesar dos desafio diários, a criança é “feliz e amorosa” e a enche de orgulho.

Cuidados especiais

No dia a dia, há vários cuidados necessários para evitar complicações à saúde. Além de utilizar hidratante no filho, a mãe também limita quanto tempo ele fica exposto ao sol e monitora a temperatura dos cômodos, pois ele não consegue regular sua própria temperatura corporal.

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“Ele tem sempre risco de infecção e de ficar doente”, diz. “Temos que ter muito cuidado o tempo todo”, completa. Apesar dos comentários maldosos que recebe de algumas pessoas por conta do distúrbio do filho, ela também recebe ajuda – e aproveita para agradecer. “Felizmente, tivemos apoio”, finaliza. 

Fonte: IG Saúde
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Saúde

Termina hoje consulta pública para pesquisa sobre saúde bucal

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Prever tendências, necessidades e elaborar políticas públicas para um país requer um amplo trabalho de coleta de dados. Para a saúde bucal não é diferente. A cada dez anos, o governo brasileiro faz um levantamento nacional para identificar os principais problemas dentários, como cáries, má oclusão, doenças periodontais, entre tantos outros.

Este ano, em sua quinta edição, a pesquisa SB Brasil 2020 vai examinar 30 mil pessoas para levantar informações que qualifiquem o planejamento de políticas e programas de promoção, prevenção e assistência em saúde bucal. 

O levantamento será feito em todas capitais do país, no Distrito Federal e em cinco municípios do interior em todas regiões do Brasil.  Esse tipo de pesquisa epidemiológica é feito a cada 10 anos e a execução da edição de 2020 será feita pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). 

Segundo o Ministério da Saúde, os quatro levantamentos nacionais anteriores, feitos em 1986, 1996, 2003 e 2010, contribuíram para a construção da série histórica e da base de dados do perfil epidemiológico de saúde bucal da população brasileira. 

Consulta pública

Para elaborar a metodologia a ser usada na pesquisa, o Ministério da Saúde abriu consulta pública pedindo sugestões de como essa coleta de dados será feita. O prazo para o envio das contribuições pela internet termina hoje (17).

*Sob supervisão de Aline Leal

Edição: Aline Leal
Fonte: EBC
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Saúde

Saliva permite medir a porcentagem de gordura corporal

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A saliva humana pode ter uma função importante, além das já conhecidas que incluem lubrificar e diluir o bolo alimentar para facilitar a mastigação e a deglutição, proteger contra bactérias e umedecer a boca. Pesquisadores descobriram que ela também pode ajudar a detectar precocemente riscos de desenvolvimento de doenças pelo excesso de gordura corporal.

Ao medir a concentração de ácido úrico na saliva de adolescentes, cientistas das universidades Federal de São Paulo (Unifesp) e Estadual de Campinas (Unicamp) conseguiram predizer a porcentagem de gordura corporal dos jovens. Dessa forma, identificaram adolescentes que estão com porcentual de gordura acima do ideal, mesmo antes de apresentarem sintomas de doenças crônicas relacionadas à obesidade.

“Constatamos que o ácido úrico salivar é um bom marcador preditivo da concentração de gordura corporal mesmo em adolescentes considerados saudáveis”, disse a professora da Unifesp no campus de Diadema e coordenadora do projeto, Paula Midori Castelo.

O ácido úrico acumula-se no sangue e, em proporções muito menores, na saliva. Apesar de desempenhar função antioxidante, a concentração elevada do composto no sangue e na saliva pode predispor à hipertensão, inflamação e doenças cardiovasculares.

A fim de avaliar se o ácido úrico também poderia ser útil como biomarcador para estimar a gordura corporal, os pesquisadores mediram as concentrações deste composto e de outros, como o colesterol e a vitamina D, na saliva de 248 adolescentes.

Coleta

Os jovens que participaram da pesquisa tinham de 14 a 17 anos. Dos 248 estudantes de escolas públicas de Piracicaba, no interior paulista, 129 eram meninos e 119 meninas. Eles responderam previamente a um questionário sobre o histórico médico e foram submetidos a uma avaliação odontológica a fim de identificar e excluir os que apresentavam cárie ou doença periodontal (inflamação da gengiva).

 “Esses fatores influenciariam parâmetros da saliva, como o pH [índice de acidez] e a composição eletrolítica e bioquímica. A cárie e a doença periodontal, por exemplo, estão relacionadas com a secreção de alguns analitos e citocinas na saliva e podem alterar a composição do fluido”, explicou Paula.

Os adolescentes aptos a participar do estudo foram submetidos a uma avaliação antropométrica, que incluiu medidas de altura, peso, porcentagem de gordura corporal e massa muscular esquelética por impedância biolétrica – um aparelho que mede a gordura corporal por meio de uma corrente elétrica de baixa intensidade.

O material foi coletado por meio de um dispositivo chamado salivete, após um jejum de 12 horas. A concentração de ácido úrico e dos outros compostos nas amostras foi medida por meio de um equipamento de cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC, na sigla em inglês). Esse método de separação de compostos químicos em solução permite identificar e quantificar cada componente em uma mistura.

Método não invasivo

As análises estatísticas dos dados indicaram que os adolescentes que apresentaram concentrações mais elevadas de ácido úrico na saliva também possuíam maior porcentagem de gordura corporal.

Por meio da aplicação de um modelo de análise de regressão linear – que avalia a relação entre variáveis –, os pesquisadores também conseguiram predizer a porcentagem de gordura corporal dos adolescentes a partir da concentração de ácido úrico na saliva.

“A concentração de ácido úrico salivar mostrou-se um bom indicador para detectar o acúmulo de gordura corporal, mesmo em adolescentes que não estavam em tratamento para doenças crônicas, e pode dar origem a um método não invasivo e preciso para monitorar e identificar precocemente alterações no estado nutricional”, afirmou Paula.

A pesquisadora completa: “O que nos chamou a atenção, é que esses adolescentes eram saudáveis e mesmo assim já tinham ácido úrico elevado, [o ácido úrico] é um marcador precoce mesmo. Então, desde cedo, já está mostrando que tem alteração”.

O objetivo dos pesquisadores é identificar na saliva biomarcadores confiáveis, que se correlacionem com os encontrados no sangue, de modo a viabilizar o desenvolvimento de testes rápidos para monitorar o estado de saúde principalmente de crianças.

 “A ideia é possibilitar a ampliação do uso da saliva como amostra biológica alternativa para análises clínicas de forma não invasiva, indolor e que pode ser coletada várias vezes, assim como a urina. É interessante para lidar com pessoas jovens, como as crianças”, comparou a pesquisadora.

Os resultados do estudo foram publicados na revista Nutrition Research. O projeto foi apoiado e financiado pela Fapesp.

 

 

Edição: Denise Griesinger
Fonte: EBC
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