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Economia

Privatização do Banco do Brasil é “assunto encerrado”, diz presidente

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MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Rubem Novaes, presidente do Banco do Brasil

O presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, afirmou nesta terça-feira (10) que é a favor da privatização da instituição financeira, mas acrescentou que o presidente Jair Bolsonaro já se manifestou contrariamente a essa possibilidade e que, por isso, o “assunto está encerrado”.

“Sobre a privatização, o que há, na verdade, é que é uma decisão política. Todos sabem do meu posicionamento. Do posicionamento do ministro Paulo Guedes [da Economia]. Mas o fato é que o presidente [Bolsonaro] já disse que não vai privatizar, e o assunto está encerrado”, disse Novaes, durante audiência pública na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados

Segundo o presidente do BB, mesmo que houvesse uma uma decisão do governo de privatizar o Banco do Brasil, o processo teria de passar, necessariamente, pelo Congresso Nacional, onde há resistências por parte dos parlamentares. “Teria de ser [por meio] de lei”, explicou.

“Se me perguntassem se sou a favor [da privatização], digo que sou. Vai ter privatização? Não, porque o presidente [Bolsonaro] disse que não vai ter e tem de passar pelo Congresso”, concluiu.

Privatizações

Integrantes da equipe econômica do governo Bolsonaro têm dito desde o início do mandato, em janeiro, que privatizações de estatais fazem parte da estratégia para retomada da economia e saneamento das contas públicas.

Conheça as estatais que o governo federal quer privatizar
Algumas empresas devem ficar de fora, como Banco do Brasil, Caixa Econômica e Petrobras.

Fonte: IG Economia
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Economia

Série "Cuidando do seu Bolso" dá dicas de educação financeira

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Você sabe a diferença entre endividado e inadimplente? 80% da população brasileira não sabe essa diferença. Endividada é a pessoa que tem contas a vencer. Já inadimplente é aquela que está com contas em atraso.

Saiba mais sobre educação financeira na série Cuidando do seu Bolso, exibida pela TV Brasil.

Endividados x Poupadores

Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor mostra que mais de 65% das famílias brasileiras estão endividadas, 1/4 da população no Brasil tem contas em atraso, e 1 em cada 10 pessoas não terá condição de pagar essas despesas.

Especialistas entrevistados pela TV Brasil sugerem negociar a dívida e refletir sobre o modelo de renegociação para avaliar se é vantajoso. 

Saúde Emocional x Saúde Financeira

Insônia, falta de apetite, baixa autoestima. Esses poderiam ser sintomas de alguma doença. Mas são as dívidas que estão fazendo mal à saúde. A vida financeira e emocional devem estar equilibradas para que você faça as escolhas corretas e deixe de viver no limite.

As dívidas podem causar impactos emocionais. Dados do Instituto Locomotiva mostram que 54,8 milhões de brasileiros têm o sono alterado devido as dívidas; 54,1 milhões de brasileiros têm a autoestima abalada pelo endividamento; 53,5 milhões têm o rendimento profissional comprometido; e 45,3 milhões têm o apetite afetado.

Educadores financeiros dão dicas para cuidar das finanças: não ignore as dívidas, faça uma lista de contas em ordem de importância, priorize as contas obrigatórias e as que possuem juros mais altos, pague as pessoas físicas, e procure ajuda para negociar.

Possui dívidas? O Programa de supendividados do Tribunald e Justiça do Distrito Federal pode ajudar.

Endividamento de Idosos

O principal motivo de dívidas de quem tem 60 anos ou mais vai além dos empréstimos. A inadimplência entre os idosos é a que mais cresce no Brasil. Entre outubro de 2018 e outubro de 2019, 900 mil idosos não cumpriram algum dos seus compromissos financeiros. Ao todo são 9,8 milhões de idosos inadimplentes no país. A relação com a família e a dificuldade em lidar com a queda na renda depois da aposentadoria são alguns dos motivos para o endividamento de idosos.

A economista do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), Marcela Kawauti, diz que empréstimo consignado leva as pessoas ao alto endividamento. ” Quem não se programa para pegar o crédito consignado acaba se enrolando com outras contas”, revela.

Educação financeira para crianças

Você ensina o valor do dinheiro para seus filhos? Ensina quanto as coisas custam? Estimula a poupança? A partir deste ano, o ensino da educação financeira é obrigatória nas escolas de educação infantil e ensino fundamental no Brasil.

Levantamento do Instituto Locomotiva mostra que 88% dos pais são influenciados pelos filhos na hora das compras. 70% dos pais admitem que gastam mais na companhia das crianças.

Educadores financeiros mostram que as crianças podem ser a chave para ensinar sobre consumo consciente e controle financeiro para pais que não sabem lidar com dinheiro.

Como ser educado financeiramente

Se você já consegue evitar dívidas e fazer economias está no caminho certo. Especialistas alertam que é preciso ainda fazer escolhas conscientes, conhecer as consequências e definir objetivos para o presente e o futuro. As dicas sobre como e onde buscar informações sobre finanças está no último episódio da série Cuidando do seu Bolso.

Edição: Liliane Farias
Fonte: EBC
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Receita recupera R$ 5,2 bilhões em dívidas de empresas com o Simples

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Mais de 230 mil micro e pequenas empresas quitaram  débitos com o Simples Nacional no segundo semestre de 2019 e foram mantidas no regime especial de tributação em 2020. A regularização das pendências permitiu ao governo recuperar R$ 5,2 bilhões aos cofres públicos.

O balanço da regularização foi divulgado pela Receita Federal. Em setembro do ano passado, o governo tinha notificado 738.605 contribuintes de débitos previdenciários e não previdenciários com a Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). No total, as micro e pequenas empresas deviam R$ 21,5 bilhões ao Simples Nacional.

Dos R$ 5,2 bilhões recuperados, R$ 3,6 bilhões referem-se a dívidas com a Receita Federal, e R$ 1,6 bilhão a débitos cobrados pela PGFN.

Só foram mantidos no Simples Nacional, regime tributário que unifica a cobrança de tributos federais, estaduais e municipais e tem alíquotas especiais, os contribuintes que quitaram os débitos até 30 dias depois da data de ciência da notificação. Em caso de discordância, micro e pequenos empresários poderiam pedir a impugnação do ato de exclusão.

Quem não pagou os débitos foi retirado do Simples Nacional em 1º de janeiro deste ano. As empresas excluídas, no entanto, têm até 31 de janeiro para pedir o regresso ao Simples Nacional, desde que resolvam as pendências até essa data.

Regularização

O processo de regularização deve ser feito por meio do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte da Receita Federal, requerendo certificado digital ou código de acesso.

O devedor pode pagar à vista, abater parte da dívida com créditos tributários (recursos que a empresa tem direito a receber do Fisco) ou parcelar os débitos em até cinco anos com o pagamento de juros e multa.

Criado em 2007, o Simples Nacional é um regime tributário especial que reúne o pagamento de seis tributos federais, além do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado por estados e pelo Distrito Federal, e do Imposto Sobre Serviços (ISS), arrecadado pelos municípios.

Em vez de pagar uma alíquota para cada tributo, o micro e pequeno empresário recolhem, numa única guia, um percentual sobre o faturamento que é repassado para os três níveis de governo. Somente as empresas que faturam até R$ 4,8 milhões por ano podem optar pelo regime.

Edição: Kleber Sampaio
Fonte: EBC
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