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Coluna: Flamengo canta alto

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Quanto fatura um astro da música, em suas turnês internacionais? Para se ter uma ideia, a dupla Sandy e Júnior, que realizou uma turnê de 18 shows (quase o total de jogos em casa de uma equipe no Brasileirão), teve o segundo faturamento no mundo, com 2,25 milhões de dólares, ou R$ 9,5 milhões de reais. À frente deles, só Elton John, com cerca de 2,9 milhões de dólares em sua turnê de despedida dos palcos.

Quanto fatura um clube de futebol, numa trajetória de vitórias na temporada. O Flamengo, em 36 jogos que disputou como mandante, em várias competições durante o ano, somou R$ 97 milhões – ou pouco mais de 23 milhões de dólares -, com quase 1,9 milhão de ingressos vendidos. Cantou alto.

Música e futebol são duas manifestações culturais, mas também duas indústrias poderosas, que sendo bem trabalhadas junto a seu público consumidor são capazes de gerar lucros, como se pode ver nos números. O futebol, ao contrário da música, varia de acordo com os resultados, mas um time, ao contrário dos artistas, não corre o risco de ser trocado por outro que faça mais sucesso.

No Brasil, o faturamento do Flamengo chama a atenção, mas, num momento em que o time se prepara para a disputa do Mundial de Clubes é hora de cair na real. Estima-se que o rubro-negro fature com bilheteria, TV e patrocínio algo próximo de 1 bilhão de reais, e isso corresponde a 25% do que o Barcelona ganhou na última temporada.

Como melhorar? Aí está uma das tarefas que todos os clubes brasileiros precisam aprender. Uma delas é convencer os torcedores a irem ao estádio independentemente da fase em campo – o futebol tem de ser visto como um programa -, e isso vai acontecer quando os clubes souberem, e cumprirem, seu calendário de jogos, com datas e horários marcados. Outra tarefa é convencer os sócios-torcedores (ST) de que os planos existentes não são unicamente para se comprar ingresso com prioridade e que vários outros benefícios podem ser utilizados. O Bayern tem mais de 250 mil ST, e nenhum estádio do mundo vai comportar esse total nos jogos do time alemão.

Já que falamos de indústrias, o filme “Coringa” faturou, só em outubro, 93 milhões de dólares em bilheteria nos Estados Unidos. Os “Vingadores: Ultimato” foram assistidos por mais de 19,6 milhões de pessoas em quatro meses, no Brasil. É muito dinheiro e muita gente, e, para conseguir algo do tipo, um time de futebol terá de estar muito bem na fita.

 

Edição: Verônica Dalcanal
Fonte: IG Esportes
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Seleção masculina de handebol estreia no Torneio Centro Sul-Americano

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Ainda sem vaga garantida nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, a seleção masculina brasileira de handebol estreia nesta terça (21) contra o Paraguai, na 19ª edição do Campeonato Centro Sul-Americano, na cidade de Maringá, no Paraná. O Brasil entra em quadra às 19h, no Ginásio do Parque do Japão. O torneio garante três vagas para o Mundial de Handebol no Egito, em 2021.

Além do Brasil, estão na briga as seleções do Chile, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai. Todos os times jogam contra todos e os três melhores se classificam para o Mundial. O torneio termina no próximo sábado (25).

Comandados pelo técnico espanhol Daniel Gordo, 20 atletas da seleção brasileira vêm treinando desde o início deste mês. O torneio será um bom termômetro da preparação da equipe com vistas à última chance de classificação para Tóquio 2020, que ocorrerá no torneio Pré-Olímpico, entre 19 e 22 de março. Mas essa chance só existirá se o Egito vencer o Campeonato Africano, ainda em curso. Em caso de vitória da seleção egípcia, o país africano garante uma vaga direta em Tóquio 2020, abrindo possibilidade para o Brasil disputar o Pré-Olímpico.  

Confira abaixo o cronograma de jogos do Brasil:

• 21/01 – 19h – Brasil x Paraguai – Ginásio Parque do Japão
• 22/01 – 19h –  Bolívia x Brasil – Ginásio Parque do Japão
• 23/01 – 19h – Brasil x Chile – Ginásio Chico Neto
• 24/01 – 19h – Uruguai x Brasil – Ginásio Chico Neto
• 25/01 – 19h – Brasil X Argentina – Ginásio Chico Neto

 
Edição: Guilherme Neto
Fonte: IG Esportes
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Coluna: Quanto vale o show?

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Os jogos do Flamengo pelo Campeonato Estadual do Rio, o chamado Carioca, não estão sendo transmitidos pela TV. O clube não aceitou os valores propostos pela TV Globo e entende que, por uma questão de demanda dos telespectadores – em especial nos jogos transmitidos na TV fechada – e de audiência, merece receber mais que Botafogo, Fluminense e Vasco. Ele está certo?

Ano passado tive a oportunidade de entrevistar dois especialistas em administração esportiva – Pedro Daniel, da EY, e Cesar Grafietti, do Banco Itaú. E ambos têm uma visão clara de que, em poucos anos, não teremos mais os chamados 12 grandes clubes, mas de cinco a seis, principalmente porque o foco das competições vai mudar para as nacionais e internacionais, com premiações maiores e mais interessantes. Segundo eles, a rivalidade estadual vai perdurar pela história, mas a nacional vai se tornar maior. E, como exemplo, vale lembrar que, agora em fevereiro, o Flamengo vai disputar um título nacional contra o Athletico Paranaense, e que, no Brasileirão, os principais adversários deverão ser, ao menos em tese, Palmeiras e Grêmio.

Dito isso, vamos voltar ao cenário estadual. E para isso vou aproveitar informações de outro estudioso, Vinícius Paiva. Que se valeu da audiência da TV nos três últimos Estaduais do Rio para mostrar que, nos clássicos, a média de audiência do Flamengo foi de 34 pontos, contra 31 do Fluminense, 29 do Vasco e 28 do Botafogo; contra os chamados “pequenos”, as médias foram, respectivamente, 27, 18, 21 e 19. Nos clássicos em que o Flamengo esteve presente, a média ficou em 34 pontos; sem ele (envolvendo apenas Fluminense, Vasco e Botafogo), 26.

Na TV fechada, a diferença se torna ainda maior, já que o ranking de torcidas que aderiram ao PPV coloca o Flamengo com 18,9% em primeiro lugar; o Vasco vem em quinto, com 7,4%; o Fluminense, em 11º, com 3,8%; e o Botafogo em 12º, com 3,55%.

É curioso ver que nos Estaduais a diferença entre as cotas dos grandes para os de menor investimento é infinitamente maior que a do Brasileirão. Há campeonatos em que ela é de 13 vezes mais!!! E ninguém surge para defender esses clubes, que têm história no passado e que abasteciam os grandes com os jogadores que revelavam. Esses “pequenos” praticamente desapareceram, mas os “grandes” sobreviveram, o que reforça a tese dos consultores citados acima.

A frieza dos números deixa claro que a presença do Flamengo numa transmissão faz diferença. Que pode não representar um valor tão mais alto que o clube deseja arrecadar, mas que justifica uma cota maior que os demais. A questão é mensurar quanto a mais vale o show.

Edição: Marcos Alcântara
Fonte: IG Esportes
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