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Economia

Marco regulatório vai universalizar saneamento em 7 anos, diz Guedes

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A aprovação no novo marco regulatório do saneamento permitirá a universalização do serviço no Brasil em até sete anos, disse hoje (9) o ministro da Economia, Paulo Guedes. Em palestra a funcionários da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, ele disse que o novo modelo, com votação prevista na Câmara para esta semana, abrirá espaço para a entrada de dezenas de bilhões de reais em investimentos privados no setor.

Para o ministro, o saneamento básico repetirá a ampliação de acesso pela qual passou o mercado de telefonia celular após a privatização das companhias telefônicas. “Ninguém tinha saneamento e agora vai ter”, declarou.

O ministro da Economia Paulo Guedes, participa do evento “BNDES com ‘S’ de Social e de Saneamento”

O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a defender a proposta do pacto federativo – Tânia Rêgo/Agência Brasil

Guedes também comentou o desempenho da economia, cujo Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) cresceu 0,6% no terceiro trimestre em relação ao trimestre anterior. Segundo ele, a economia está no rumo certo e crescerá em 2020 o dobro deste ano.

“Os sinais de recuperação da economia são visíveis. Ano que vem vai ser o dobro do crescimento deste ano. Estamos em um caminho virtuoso, cada semestre que passa isso fica mais claro”, acrescentou.

Pacto federativo

O ministro voltou a defender a proposta do pacto federativo, enviada ao Congresso no início de novembro. Segundo ele, a repartição de R$ 450 bilhões para estados e municípios nos próximos anos representa um novo modelo de política social, ao diminuir o tamanho do governo federal e tornar mais eficiente o uso dos recursos públicos.

“Só com o novo pacto federativo, vamos dar R$ 450 bilhões a estados e municípios. Política social é mesmo transferir esses recursos e fortalecer a Federação”, declarou o ministro. Sobre o adiamento da reforma administrativa, Guedes disse que ela não foi enviada ao Congresso para não congestionar a pauta de votações. “Não adianta botar muita reforma ao mesmo tempo. Já aprovamos a Previdência e enviamos agora o novo pacto federativo”, justificou.

Edição: Bruna Saniele
Fonte: EBC
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Economia

BNDES vende ações da Petrobras e pode ganhar R$23 bi; banco detém 13% da empresa

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Arquivo/Agência Brasil

BNDES via vender ações da Petrobras


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ( BNDES) iniciou, nesta terça-feira (21), a oferta de 611,8 milhões de ações ordinárias (com direito a voto) da Petrobras . Este primeiro passo para a venda foi feito a partir de um documento enviado à Securities and Exchange Commission ( SEC ), o órgão regulador do mercado americano. A medida era esperada desde o ano passado, quando o banco anunciou os planos para se desfazer de sua carteira bilionária de participações em empresas. 

O banco tem no total 734,2 milhões de papéis ordinários , o equivalente a 10% do total e é o segundo maior acionista da Petrobras , atrás apenas do governo federal. Caso consiga se desfazer de todos os papéis, poderia levantar cerca de R$ 23 bilhões, considerando o valor do fechamento dos papéis nesta terça-feira. A venda de ações da Petrobras é parte da estratégia do governo de Jair Bolsonaro para reduzir o papel da União na economia.

Leia também: Petrobras vai demitir funcionários aposentados após reforma da Previdência

Considerando a participação total (papéis com e sem direito a voto), o BNDES detém 13,09% do capital da Petrobras . A venda de ações era prevista, mas o banco de fomento esperou a abertura de capital da Saudi Aramco, que ocorreu em dezembro, o maior lançamento de ações da história.

A operação abrange uma oferta internacional e uma no mercado local. Com o volume de ações à venda, trata-se da maior operação desde a capitalização da Petrobras , em 2010, quando a empresa vendeu R$ 120 bilhões de suas próprias ações. A operação foi realizada para custear a cessão onerosa (processo pelo qual a União cedeu à Petrobras o direito de explorar 5 bilhões de barris no pré-sal).

Leia também: Petrobras encerra atividades de fábrica e demite 396 funcionários

Os coordenadores globais da operação são o Credit Suisse e o Bank of America . Segundo a Bloomberg, o Credit Suisse venceu uma batalha de duas fases entre bancos de investimento e aceitou dividir com sete instituições 0,2% do valor da oferta. As outras empresas envolvidas na operação são Morgan Stanley, Goldman Sachs Group, XP Investimentos, Banco Bradesco BBI, Banco do Brasil e Citigroup Inc.

A carteira de ações da BNDESPar soma R$ 114,4 bilhões. No ano passado, o banco já tinha anunciado a intenção de vender sua participação na JBS por meio de oferta pública. O banco detém 21,32% do capital da companhia.

Fonte: IG Economia
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Economia

Trump pressiona UE por novo acordo comercial e ameaça bloco com novas tarifas

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Joyce N. Boghosian/White House

Donald Trump, presidente dos EUA

WASHINGTON — O presidente americano Donald Trump aproveitou a reunião de líderes globais no Fórum Econômico Mundial , em Davos (Suíça), para pressionar a União Europeia (UE) por um novo acordo comercial.

Trump indicou que o bloco econômico planeja convocar o que ele chamou de “reunião de emergência” para preparar as negociações com os Estados Unidos.

No dia do julgamento de seu impeachment, Trump elogia acordos comerciais dos EUA

A Organização Mundial do Comércio (OMC) também foi alvo de Trump. O presidente dos EUA prometeu uma “ação dramática” contra a entidade e disse que o diretor-geral do grupo visitará Washington na próxima semana, sem dar mais detalhes.

O americano ameaçou impor tarifas sobre carros fabricados na Europa, a menos que a UE concorde com um acordo comercial, embora ele não tenha dado um prazo público para firmar a medida. Ele teve uma conversa para tratar do assunto com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Trump diz que gostaria de conhecer Greta Thunberg

— Tive um encontro com eles (representantes europeus) ontem. Eu queria esperar até terminar a (negociação com) China, para ser sincero — disse Trump em entrevista à rede americana CNBC. — Agora a China terminou, e eu me encontrei com o novo chefe da Comissão Europeia, o que é ótimo. Tivemos uma ótima conversa. Mas eu disse que se não conseguirmos algo, terei que tomar uma ação, e a ação será uma tarifa muito alta para os carros e outras coisas europeias que entrarem em nosso país.

Trump expressou confiança de que a UE concordaria com um acordo comercial antes que ele se sinta obrigado a impor tarifas.

— Não quero que seu público fique nervoso — disse ele na mesma entrevista à CNBC.

Reação contra OMC

A OMC perdeu a capacidade de intervir em disputas comerciais depois que dois de seus árbitros deixaram seus cargos e os Estados Unidos boicotaram a indicação de novos nomes para os postos.

— Vamos fazer algo que acredito que será muito dramático — disse Trump, em Davos, a repórteres. — O diretor-geral da OMC, Roberto Azevedo, devem chegar a Washington na próxima semana ou talvez na semana seguinte, e começaremos a trabalhar nisso — acrescentou Trump.

Washington finalizou este mês seu acordo comercial de “fase 1” com Pequim e se aproximara da promulgação de um novo acordo comercial com o México e o Canadá. Trump e seu governo culparam a OMC por permitir que a China “se aproveitasse” dos Estados Unidos.

— Se a OMC deve cumprir e desempenhar seu papel na economia global de hoje, precisa ser atualizada — disse Azevedo. —Estamos comprometidos em efetuar essas mudanças.

O diretor da OMC disse que discutirá o que precisa ser mudado com Trump o mais rápido possível, assim como com líderes de outros países membros da organização.

Fonte: IG Economia
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