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Jovens se penduram em paus de arara para protestar contra ditadura

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Rio da Paz

A ação ocorreu no aniversário de 71 anos da Declaração Universal de Direitos Humanos

Vinte e um jovens foram pendurados em paus de arara na praia Copacabana, no Rio de Janeiro, nesta terça (10) com o objetivo de relembrar os 21 anos da ditadura militar brasileira, entre 1964 e 1985. A ação foi organizada pela ONG Rio de Paz , que desde 2007 luta pela redução de homicídios, e também homenageia a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que comemora 71 anos nesta terça. 

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Durante a ditadura militar, paus de arara  foram utilizados para punir ou extrair informações de opositores, configurando violações de direitos humanos. “A gente sente o que aconteceu. Ter que colocar minha melhor amiga no pau de arara [durante o protesto] foi horrível”, conta a estudante Paula Montenegro, de 17 anos.

“Infelizmente, a gente ainda tem que lutar contra a ditadura porque tem gente que acha isso certo. O que o país viveu foi ditadura, não revolução como muitos defendem. Estamos representando as famílias dos desaparecidos desse período”, completa Paula.

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“Eles não viveram o período da ditadura, que roubou 21 anos da minha vida. Esses jovens têm consciência cívica de não deixar que isso aconteça na geração deles”, diz Antonio Carlos Costa, presidente da Rio de Paz. “Temos autoridades falando na volta do AI-5. Não aceitaremos um retrocesso histórico. O AI-5 é uma ameaça, um ataque às nossas garantias constitucionais”, afirma.

“Ficamos poucos minutos, mas pensei nas pessoas que ficaram por horas. A gente tem que ter consciência do que aconteceu e lutar pela democracia “, relatou a estudante Marie Maitre, de 15 anos, que foi pendurada.

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Assista a ação de conscientização sobre os crimes de direitos humanos cometidos na ditadura :

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“A gente está em uma casa pegando fogo”, diz Atila Iamarino

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Atila Iamarino

O biólogo e divulgador científico especialista em virologia e epidemias, Atila Iamarino , participou do programa Roda Viva , da TV Cultura, nesta segunda-feira (30) e defendeu que o foco do combate à Covid-19 seja salvar pessoas. “A gente está em uma casa pegando fogo. Hoje não importa se o governo é de esquerda ou de direita. Nós precisamos evitar que vidas sejam perdidas”, afirmou o especialista.

Iamarino começou a chamar atenção nas redes sociais depois que fez um vídeo no qual dava um alerta para a transmissão do novo coronavírus (Sars-CoV-2) no Brasil e foi muito criticado sob acusações de alarmismo exagerado. Dias depois, as previsões dele se tornaram realidade e seus vídeos começaram a ter mais visualizações.

Questionado sobre a estratégia do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de defender o “isolamento vertical”, quando somente grupos de risco ficam em circulação reduzida, o especialista diz que só no futuro o resultado disso poderá ser verificado. “Hoje nós só temos um país que não está fazendo nada, que é a Bielorrússia. Nós vamos ver se quem está certo é um único país no mundo ou o que os estados brasileiros estão fazendo. Só lavar as mãos com vodka não adianta. Tem que ser com água e sabão”, disse Iamarino.

Leia também: Mandetta volta a defender “caráter técnico” no combate à Covid-19

Conforme explica o biólogo, uma das melhores estratégias para combater a Covid-19 é fazer testes. Ele compara essa iniciativa ao governo ter uma lanterna no escuro, sendo que não fazer nada é semelhante a estar com uma vela esperando as pessoas com sintomas se aproximarem para as autoridades contabilizarem os casos confirmados.

Para Iamarino, no entanto, o Brasil está desamparado nesse sentido. “O Brasil está parado uma fase de não investir na ciência nacional. Isso não é uma coisa de agora. É uma coisa que vem de longa data. Nós temos pessoas que estão preparadas para fazer testes, mas que descobriram recentemente que tiveram suas bolsas científicas”, afirmou.

Diante desse contexto, Iamarino diz que não há como saber até quando as medidas de isolamento deverão ser seguidas nem quando uma vacina será criada contra o coronavírus. “A gente tem que se preparar para uma economia diferente e um modelo de sociedade que as pessoas não se aglomerem tanto”, completou.

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O biólogo e divulgador científico especialista em virologia e epidemias, Atila Iamarino , participou do programa Roda Viva , da TV Cultura, nesta segunda-feira (30) e defendeu que o foco do combate à Covid-19 seja salvar pessoas. “A gente está em uma casa pegando fogo. Hoje não importa se o governo é de esquerda ou de direita. Nós precisamos evitar que vidas sejam perdidas”, afirmou o especialista.

Iamarino começou a chamar atenção nas redes sociais depois que fez um vídeo no qual dava um alerta para a transmissão do novo coronavírus (Sars-CoV-2) no Brasil e foi muito criticado sob acusações de alarmismo exagerado. Dias depois, as previsões dele se tornaram realidade e seus vídeos começaram a ter mais visualizações.

Questionado sobre a estratégia do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de defender o “isolamento vertical”, quando somente grupos de risco ficam em circulação reduzida, o especialista diz que só no futuro o resultado disso poderá ser verificado. “Hoje nós só temos um país que não está fazendo nada, que é a Bielorrússia. Nós vamos ver se quem está certo é um único país no mundo ou o que os estados brasileiros estão fazendo. Só lavar as mãos com vodka não adianta. Tem que ser com água e sabão”, disse Iamarino.

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Conforme explica o biólogo, uma das melhores estratégias para combater a Covid-19 é fazer testes. Ele compara essa iniciativa ao governo ter uma lanterna no escuro, sendo que não fazer nada é semelhante a estar com uma vela esperando as pessoas com sintomas se aproximarem para as autoridades contabilizarem os casos confirmados.

Para Iamarino, no entanto, o Brasil está desamparado nesse sentido. “O Brasil está parado uma fase de não investir na ciência nacional. Isso não é uma coisa de agora. É uma coisa que vem de longa data. Nós temos pessoas que estão preparadas para fazer testes, mas que descobriram recentemente que tiveram suas bolsas científicas”, afirmou.

Diante desse contexto, Iamarino diz que não há como saber até quando as medidas de isolamento deverão ser seguidas nem quando uma vacina será criada contra o coronavírus. “A gente tem que se preparar para uma economia diferente e um modelo de sociedade que as pessoas não se aglomerem tanto”, completou.

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