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Brasil e Cabo Verde intensificam relações comerciais e de segurança

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O Brasil e Cabo Verde decidiram aprofundar os vínculos bilaterais nas áreas de segurança, defesa, comércio e cultura, anunciou hoje (9), o chanceler Ernesto Araújo, após um encontro com o ministro de Negócios Estrangeiros do país, Luís Filipe Tavares, na cidade de Praia, capital da nação africana. O ministro brasileiro também encontrou-se com o primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva.

O ministro Luís Filipe Tavares reafirmou o interesse de Cabo Verde em aprofundar as relações entre os dois países. “A África é, hoje, a noiva do mundo. Americanos, russos, chineses, europeus, Brasil também, querem reforçar as relações com esse continente. Cabo Verde quer levar o anel do Brasil para o casamento com a África”.

viagem do chanceler Ernesto Araújo à África

Chanceler Ernesto Araújo com o ministro Luís Filipe Tavares – Divulgação/MRE

Cabo Verde, nação localizada em um arquipélago vulcânico perto da costa noroeste da África, foi o primeiro país a ser visitado na viagem iniciada ontem (8) pelo chanceler Ernesto Araújo por nações da África Ocidental. Os próximos países a serem visitados são Senegal, Nigéria e Angola.

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O objetivo do périplo do ministro é implementar acordos nas áreas de segurança, defesa, comércio e investimentos. O chanceler deverá retornar ao Brasil em 13 de dezembro. “Estamos semeando iniciativas muito interessantes, identificando oportunidades em aumentar os investimentos, o comércio e o turismo” disse o chanceler brasileiro.

De acordo com Ernesto Araújo, Cabo Verde pode ser ponte para o Brasil para atingir toda a África em qualquer área de cooperação. “O Brasil está em um bom momento de abertura econômica. O papel de Cabo Verde é contribuir para uma nova parceria com a África”, disse

Cooperação

Outro ponto discutido pelos ministros foi a intensificação das relações visando defender a costa marítima próxima aos países da África Ocidental. Por iniciativa do Brasil, a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou, em 1986, uma resolução com o objetivo de defender e aproveitar o potencial socioeconômico dessa área do Atlântico Sul, que está sujeita a ataques de piratas e gangs que assaltam navios.

O ministro Luís Filipe Tavares disse que, no encontro que teve com Ernesto Araújo, o chanceler brasileiro manifestou o desejo de “reavivar” a cooperação com Cabo Verde nessa área.

Edição: Fernando Fraga
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Conflitos entre Armênia e Azerbaidjão ameaçam estabilidade no Cáucaso

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Confrontos entre a Armênia e o Azerbaidjão eclodiram neste domingo (27) sobre a volátil região de Nagorno-Karabakh, reacendendo preocupações com a instabilidade na Região Sul do Cáucaso, corredor de dutos que transportam petróleo e gás para os mercados mundiais.

Houve relatos de mortes em ambos os lados, que travaram uma guerra na década de 1990. A Armênia e Nagorno-Karabakh, uma região separatista que fica dentro do Azerbaijão, mas é governada por armênios étnicos, declararam lei marcial e mobilizaram suas populações masculinas.

A Armênia disse que o Azerbaidjão realizou um ataque aéreo e de artilharia Nagorno-Karabakh. O Azerbaidjão disse que respondeu ao bombardeio armênio e que tomou o controle de até sete vilas, o que Nagorno-Karabakh negou.

Os confrontos provocaram uma onda de movimentos diplomáticos buscando evitar um novo aquecimento do conflito de décadas entre a Armênia, de maioria cristã, e o Azerbaidjão, principalmente muçulmano, com a Rússia pedindo um cessar-fogo imediato e o papa Francisco liderando os apelos por negociações.

Dutos que transportam petróleo e gás natural do Mar Cáspio do Azerbaijão para o mundo passam perto de Nagorno-Karabakh. A Armênia também alertou sobre os riscos à segurança no sul do Cáucaso em julho, depois que o Azerbaidjão ameaçou atacar a usina nuclear da Armênia como possível retaliação.

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Nagorno-Karabakh se separou do Azerbaidjão em um conflito que eclodiu com o colapso da União Soviética em 1991.

Embora um cessar-fogo tenha sido acordado em 1994, depois que milhares de pessoas foram mortas e muitas outras deslocadas, o Azerbaidjão e a Armênia freqüentemente se acusam de ataques em torno de Nagorno-Karabakh e ao longo da fronteira azeri-armênia.

Nos confrontos deste domingo, ativistas da direita armênia disseram que uma mulher e uma criança de etnia armênia foram mortas. O Azerbaidjão relatou a morte de um número não especificado de civis. Nagorno-Karabakh negou uma notícia segundo a qual 10 de seus militares foram mortos.

A Armênia disse que as forças azeris atacaram alvos civis, incluindo a capital de Nagorno-Karabakh, Stepanakert, e prometeu uma “resposta proporcional”.

“Permanecemos fortes ao lado de nosso exército para proteger nossa pátria mãe da invasão azeri”, escreveu o primeiro-ministro armênio Nikol Pashinyan no Twitter.

O Azerbaidjão negou uma declaração do Ministério da Defesa da Armênia afirmando que helicópteros e tanques azeris foram destruídos e acusou as forças armênias de lançarem ataques “deliberados e direcionados” ao longo da linha de frente.

“Defendemos nosso território, nossa causa é justa!” disse o presidente do Azerbaidjão, Ilham Aliyev, em um discurso à nação.

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Diplomacia internacional

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, cujo país atuou como mediador entre as ex-repúblicas soviéticas da Armênia e do Azerbaidjão, falou por telefone com os ministros das Relações Exteriores da Armênia, Azerbaidjão e Turquia.

A Turquia disse que a Armênia deve cessar imediatamente o que diz ser hostilidade ao Azerbaidjão, uma vez que isso “jogará a região no fogo”. O presidente turco, Tayyip Erdogan, disse no Twitter que Ankara continuará a mostrar solidariedade ao Azerbaidjão.

Erdogan exortou o povo armênio a “assumir o controle de seu futuro contra sua liderança que os está arrastando para a catástrofe e aqueles que os usam como fantoches”.

A França também exortou as partes a encerrarem as hostilidades e reiniciarem imediatamente o diálogo.

O Papa apelou à Armênia e ao Azerbaidjão para que resolvam suas diferenças por meio de negociações, dizendo que estava orando pela paz.

Pelo menos 200 pessoas foram mortas em um recente reaquecimento do conflito entre a Armênia e o Azerbaidjão, em abril de 2016. Mas há tensões frequentes e pelo menos 16 morreram em confrontos em julho.

*Reportagem adicional de Tuvan Gumrukcu, em Ankara

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Trump: anúncio do vencedor de eleições nos EUA pode demorar meses

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O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse que os norte-americanos poderão ficar meses sem conhecer o vencedor da eleição presidencial de novembro, devido à discussão atual sobre o envio de cédulas pelos correios, reforçando as críticas a um método que poder ser usado por metade dos eleitores neste ano.

Especialistas  disseram que podem ser necessários vários dias, após a votação de 3 de novembro, até que o vencedor seja conhecido, uma vez que os funcionários responsáveis precisarão de tempo para contar os votos que chegarão após o dia da eleição.

Ao discursar em comício em Newport News, na Virgínia, Trump disse que prefere descobrir rapidamente se ganhou ou perdeu do que esperar que as cédulas cheguem pelos correios. “Gosto de assistir televisão e ouvir “O vencedor é…”, certo? Mas, nesse caso, você pode passar meses sem ouvir isso, porque está tudo uma bagunça”, disse.

“É muito improvável que você conheça um vencedor naquela noite. Eu posso estar liderando os votos e eles continuarão recebendo cédulas e cédulas e cédulas. Porque agora estão dizendo que as cédulas podem demorar a chegar.”

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Decisões judiciais deste mês permitiram que autoridades nos estados de Michigan, Pensilvânia, Wisconsin e Carolina do Norte contabilizem as cédulas de voto que cheguem depois de 3 de novembro, desde que tenham sido enviadas até o dia da eleição.

As pesquisas de opinião mostram que mais democratas do que republicanos planejam votar pelos correios para evitar exposição à covid-19 em zonas eleitorais com aglomerações. A campanha de Trump abriu processos em vários estados para restringir a votação por correspondência.

Nos últimos dias, Trump recusou a se comprometer com uma transferência pacífica de poder caso perca a eleição para o democrata Joe Biden, e disse que espera que a Suprema Corte tenha que declarar o vencedor.

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