conecte-se conosco


Economia

Dinheiro dá em árvores

Avatar

Publicado

Domingos Neto arrow-options
Câmara dos Deputados

Deputado Domingos Neto foi o relator da proposta do Fundo Eleitoral na Comissão Mista de Orçamento

É aquela história mais do que manjada: há duas notícias a serem comentadas neste artigo, uma boa outra ruim. A boa são os sinais ainda tímidos, mas já estimulantes, de recuperação da economia, divulgados na última terça-feira.

A notícia ruim, ou melhor, péssima, é a decisão da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional , que resolveu aumentar para R$ 3,8 bilhões o total de dinheiro do povo destinado a bancar campanhas eleitorais.

Dinheiro da saúde e educação será usado no aumento do fundo eleitoral

São notícias aparentemente desencontradas. À primeira vista, não existe a menor relação entre uma coisa e outra. Quem reparar direito, no entanto, verá que elas estão unidas num encaixe tão perfeito que torna-se difícil não tratá-las como peças de uma mesma máquina que, no Brasil, já não vem funcionando bem há muito tempo.

A máquina, no caso, é a bomba que, de um lado, tira dinheiro da sociedade , na forma de impostos, e, do outro, utiliza esses recursos para irrigar a máquina do governo e os investimentos do setor público. Quanto mais dinheiro entrar, mais gastos podem ser feitos.

Como a economia, daqui por diante, deve funcionar num ritmo mais acelerado do que funcionou até aqui, é razoável imaginar que o orçamento público de 2020 tende a ser mais folgado do que o de 2019.

PIB cresce 0,6% no terceiro trimestre alavancado por consumo das famílias

 Economia mais aquecida é, por definição, sinônimo de aumento na arrecadação de impostos. Sendo assim, a tendência é que sobre mais dinheiro para os investimentos públicos , que andam comprimidos desde que o governo de Dilma Rousseff empurrou o Brasil para a maior crise econômica de sua história.

Mentalidade estroina

O crescimento do PIB entre janeiro e setembro desde ano foi de 1%. Parece pouco — e
é pouco mesmo. Mas para uma economia que vinha nos últimos anos alternando quedas
com crescimentos pífios, é motivo de alívio.

Ele indica, numa comparação razoável, uma melhora no estado geral de um paciente que ainda está longe de receber alta, mas já está melhor do que antes.

Com o anúncio desse número, o humor mudou de uma hora para outra e as mesmas vozes que previam uma economia ainda claudicante nos próximos meses passaram a projetar um crescimento superior a 2% para o PIB  de 2020.

Análise: As lições que vêm do Sul

Se isso realmente acontecer, haverá mais negócios , mais empregos e mais consumo. Com isso a arrecadação, como parece óbvio, subirá. Com isso, sobrará mais dinheiro para os investimentos.

O problema é que, no Brasil, o Estado e seus representantes têm uma mentalidade estroina: não podem ver dinheiro em caixa que, ao invés de utilizá-lo para bancar despesas necessárias, logo decidem gastá-lo com suas próprias prioridades  — nunca com as prioridades do cidadão.

É nessa rubrica que entra o aumento do Fundo Eleitoral (uma despesa que, num país que merecesse ser levado a sério, não deveria ser bancada com dinheiro do povo).

É como chamar o cidadão de idiota

Os R$ 3,8 bilhões aprovado pela Comissão representam um valor R$ 2 bilhões superior ao que foi destinado às campanhas federais e estaduais do ano passado. É, também, quase o dobro daquilo que o governo já havia destinado para essa finalidade na proposta de Lei Orçamentária enviada ao Congresso para valer em 2020.

No documento, o governo pretendia destinar R$ 2 bilhões para as campanhas — valor que, convenhamos, já era um absurdo.

A explicação para toda essa generosidade dada pelo astuto deputado Domingos Neto (PSD-CE), que foi o relator da matéria na Comissão Mista de Orçamento é um daqueles raciocínios que parecem que ter como único objetivo tratar como idiota o cidadão que paga impostos.

Segundo Neto, o dinheiro que será usado para pagar as gráficas, contratar os cabos eleitorais, comprar cafezinho para os comitês, organizar comícios e bancar outras despesas de campanha, não sairá “de canto nenhum” — ou seja, nenhuma área da  administração pública será prejudicada pela medida.

Calma! Sua Excelência não quis dizer que o dinheiro que bancará as campanhas simplesmente aparecerá num estalar de dedos — como se um gênio saísse de uma lâmpada e atendesse o desejo dos candidatos que disputarão cargos de prefeitos e vereadores. Não foi isso que ele quis dizer, mas foi quase.

Pelo raciocínio de Domingos Neto, os R$ 2 bilhões que o governo tinha prometido para as campanhas já estavam no orçamento e lá permaneceram.

O R$ 1,8 bilhão que completa a bolada foi parar na proposta porque o governo, em sua proposta orçamentária, subestimou os lucros que empresas como Petrobras e Banco do Brasil destinarão aos cofres públicos.

Veja também: O Brasil continua nanico diante do mundo

 Ninguém sabe quanto essas empresas lucrarão. Ninguém sabe o valor dos dividendos que poderão destinar a seus acionistas sem que isso comprometa seus programas de investimentos.

Mas Domingos Neto já quer destinar parte da bolada para eleger prefeitos e deputados pelo país afora. Em tempo: ainda bem que o anúncio de  crescimento do PIB saiu quando já não era mais possível para os senhores parlamentares tomá-lo como base para abocanhar um naco ainda maior do dinheiro do povo.

Num país onde os agentes do Estado definem os critérios para o gasto do dinheiro público a partir de seus próprios interesses, e não dos interesses do cidadão, chega a ser um milagre que a economia tenha crescido 1% em nove meses.

Em economia, ao contrário do que parece pensar Domingos Neto e os partidos políticos que apoiam sua proposta, não existe milagre.

O PIB, para crescer, precisa ser estimulado por pelo menos um de três fatores: o investimento do setor privado, o investimento do setor público e o aumento das exportações. No caso do Brasil, apenas uma dessas três condições garantiu o crescimento em 2019 e deverá continuar sendo o motor do crescimento em 2020.

Segunda divisão

tragédia de Brumadinho arrow-options
Reprodução

Rompimento da barragem da Mina do Córrego do Feijão da Vale, além da tragédia humana, derrubou as exportações de minério de ferro neste ano

Vamos aos fatos. Se dependesse do estímulo da balança comercial , o PIB teria recuado ao invés de crescer o 1% registrado entre janeiro e setembro.

Embora superavitário, o saldo das exportações brasileiras em relação às importações, entre janeiro e novembro de 2019, ficou mais de R$ 10 bilhões abaixo do valor obtido nos mesmos 11 meses de 2018.

A queda se justifica. O desastre causado pela Vale na mina de Córrego do Feijão, em Brumadinho, jogou abaixo as exportações brasileiras de minério de ferro , que sempre foram fundamentais para a composição do saldo positivo.

Não foi do comércio exterior, portanto, que veio o estímulo ao crescimento da economia. O estímulo também não veio do setor público .

É de conhecimento geral — e nem o governo nega isso —que o orçamento da União para 2019 mal deu para cobrir as despesas correntes e que o governo, devidamente autorizado pelo Congresso Nacional em junho, precisou levantar empréstimos para pagar os salários dos servidores, quitar a conta de luz e comprar papel higiênico para as repartições públicas.

Com a arrecadação comprimida pelo desempenho sofrível da economia, não sobrou um tostão para o governo e seus agentes investirem em rodovias, portos, hidrelétricas, aeroportos, saneamento e em outros equipamentos públicos que, em alguns momentos específicos da história, foram um motor importante do crescimento.

Sendo assim, se PIB não cresceu por causa do comércio exterior nem dos investimentos do setor público, o investimento do setor privado — nacional e estrangeiro — foi, por exclusão, a única mola que impulsionou o PIB para a frente.

Independente dos motivos que levam o setor privado a investir, o fato é que é daí que o país está tirando forças para se recuperar. Ver parte do resultado desse esforço se transformar em dinheiro para bancar campanhas eleitorais sem que a sociedade seja consultada a esse respeito é frustrante.

A proposta ainda não é definitiva . Será levada ao plenário no dia 17 de dezembro — mas a chance de que ela venha a ser rejeitada pelos deputados e senadores é a mesma de um clube que passou o campeonato inteiro jogando um futebol medíocre ser salvo da degola na última rodada da disputa. Pode até acontecer, mas só se for por milagre.

Comentários Facebook

Economia

A economista que defende uma mudança do capitalismo para o mundo pós-pandemia

Avatar

Publicado


source
Mariana Mazzucato com vestido preto e colar
Mariana Mazzucato/S Robinson/BBC

Mariana Mazzucato é professora de Economia da Inovação na University College London, no Reino Unido

Mariana Mazzucato é considerada uma das economistas mais influentes dos últimos anos. E existe algo que ela quer ajudar a consertar: a economia global.

“Admirada por Bill Gates, consultada por governos, Mariana Mazzucato é a especialista com quem outras pessoas discutem por sua conta e risco”, escreveu a jornalista Helen Rumbelow no jornal britânico The Times, em um artigo de 2017 intitulado “Não mexa com Mariana Mazzucato, a mais assustadora economista do mundo”.

Para Eshe Nelson, da publicação especializada Quartz, a economista ítalo-americana não é assustadora, mas “franca e direta, a serviço de uma missão que poderia salvar o capitalismo de si mesmo”.

O jornal The New York Times a definiu como “a economista de esquerda com uma nova história sobre o capitalismo”, em 2019. Em maio deste ano, a revista Forbes a incluiu no relatório: “5 economistas que estão redefinindo tudo. Ah, sim, e elas são mulheres”.

“Ela quer fazer com que a economia sirva às pessoas, em vez de focar em sua servidão”, escreveu o colunista Avivah Wittenberg-Cox.

O valor e o preço

Mariana Mazzucato é professora de Economia da Inovação na University College London, na Inglaterra, onde também é diretora-fundadora de um instituto de inovação na mesma universidade. Também é autora do livro  O Estado empreendedor: Desmascarando o mito do setor público vs. setor privado .

Papa Francisco
Getty Images/BBC

‘A visão da economista Mariana Mazzucato é interessante para o futuro econômico’, escreveu o papa Francisco em março

O trabalho de Mazzucato teve inclusive um impacto fora dos círculos dos economistas. “No futuro econômico, a visão da economista Mariana Mazzucato, professora da University College London, é interessante. Acho que ela ajuda para pensar no futuro”, escreveu o papa Francisco, em março, em uma carta dirigida a Roberto Andrés Gallardo, presidente do Comitê Pan-Americano de Juízes para os Direitos Humanos.

Mazzucato acredita que o capitalismo pode ser orientado para um “futuro inovador e sustentável que funcione para todos nós”, diz a organização Ted, que promoveu três palestras com ela.

De fato, Mazzucato considera que a crise desencadeada pela pandemia de covid-19 é uma oportunidade de “fazer um capitalismo diferente”. Ela fala há anos sobre a importância dos investimentos do Estado nos processos de inovação.

Um de seus objetivos é acabar com o mito de que o Estado é uma entidade burocrática que simplesmente promove a lentidão. Outro é demonstrar que na economia “o valor não é apenas o preço”.

A BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC, entrevistou Mariana Mazzucato. Confira a seguir os principais trechos.

BBC News Mundo – Você já chegou a declarar: ‘Não podemos voltar à normalidade. O normal é o que nos levou não apenas a este caos, mas também à crise financeira e à crise climática’. Essas palavras têm um significado especial para a América Latina, uma região com alto nível de desigualdade e pobreza, que luta contra as mudanças climáticas e com muitas de suas comunidades atingidas pela pandemia de coronavírus. Como podemos evitar voltar à normalidade pré-pandemia? Por que as pessoas não deveriam querer voltar a isso?

Mariana Mazzucato – A crise nos mostrou as deficiências na capacidade dos Estados e também que a maneira como vemos o papel do Estado no último meio século foi completamente inadequada.

Desde a década de 1980, os governos foram instruídos a se sentarem no banco traseiro para permitir que as empresas administrem (a economia) e criem riqueza. O Estado só poderia intervir para resolver problemas eventuais. O resultado é que os governos nem sempre estão adequadamente preparados e equipados para lidar com crises como a pandemia de covid-19 ou a emergência climática. Ao se presumir que os governos precisam esperar até que ocorra um grande choque sistêmico para agir, são tomadas medidas insuficientes.

Nesse processo, as instituições essenciais que fornecem bens e serviços públicos de maneira mais ampla (como o Serviço Nacional de Saúde no Reino Unido, que teve cortes de verbas de US$ 1 bilhão desde 2015) ficam enfraquecidas. As medidas de austeridade impostas após a crise financeira de 2008 foram o oposto do investimento necessário para aumentar a capacidade do setor público e, assim, prepará-lo para o próximo choque do sistema.

Na América Latina, é fundamental que a agenda se concentre na criação e na redistribuição de valor.

Investidor sentado na calçada com a cabeça entre as mãos
Getty Images/BBC

Para Mazzucato, é essencial aprender com os erros cometidos após a crise financeira de 2008

Altos níveis de desigualdade e pobreza significam que existem populações vulneráveis ​​com potencial para enfrentar enormes dificuldades econômicas no contexto de uma crise como a que estamos enfrentando agora. E, para agravar ainda mais as coisas, as economias latino-americanas são caracterizadas por enormes setores informais. Em todo o mundo, incluindo a América Latina, Estados despreparados gastam menos recursos para financiar serviços públicos. Além disso, eles também têm menos opções para ajudar o setor informal, o que é desastroso para as populações vulneráveis.

Portanto, os Estados devem criar valor investindo e inovando para encontrar novas maneiras de fornecer serviços públicos a populações vulneráveis ​​na economia informal. Quando os Estados ficam em segundo plano e não se preparam para crises (o que aconteceu em muitos países, não apenas na América Latina), sua capacidade de oferecer serviços públicos é severamente prejudicada.

Mas esses serviços públicos devem fazer parte de um sistema de inovação: cidades verdes e crescimento inclusivo exigem inovação social e tecnológica. As tendências de desindustrialização na região criam dificuldades adicionais. Os Estados não têm capacidade para exigir que os produtores locais aumentem a criação de bens necessários para enfrentar a crise (por exemplo: suprimentos hospitalares), o que os obriga a depender do mercado internacional em colapso para acessar esses bens.

Trabalhadores carregando saco de batatas
Guillermo Legaria/Getty Images/BBC

Vários setores econômicos da América Latina sofreram as consequências de medidas de confinamento para impedir a disseminação do coronavírus

BBC News Mundo – Você disse que ‘a crise da covid-19 é uma oportunidade de criar um capitalismo diferente’. O que isso quer dizer? O que esta crise está nos dizendo sobre o sistema atual que outras crises não nos disseram?

Mazzucato – Há uma “tripla crise do capitalismo” acontecendo. Uma crise de saúde: a pandemia global confinou a maioria da população mundial, e está claro que somos tão vulneráveis ​​quanto nossos vizinhos, local, nacional e internacionalmente.

Uma crise econômica: a desigualdade é uma causa e uma consequência da pandemia. A crise da covid-19 está expondo ainda mais falhas em nossas estruturas econômicas. A crescente precariedade do trabalho é uma delas. Pior ainda, os governos estão agora emprestando para empresas em um momento em que a dívida privada é historicamente alta, enquanto a dívida pública tem sido vista como um problema na última década de austeridade. Além disso, um setor de negócios excessivamente ‘financeirizado’ tem desviado o valor da economia.

A terceira crise é climática: não podemos voltar aos ‘negócios de sempre’. No início deste ano, antes da pandemia, a mídia estava cheia de imagens aterrorizantes de bombeiros sobrecarregados (tentando apagar incêndios), e não de profissionais de saúde.

Mulher tem febre aferida por enfermeiro
EPA/BBC

Segundo Mazzucato, o atual modelo de capitalismo apresenta problemas que precisam ser resolvidos diante da crise de saúde dos coronavírus

BBC News Mundo – O capitalismo como o conhecemos pode sobreviver? Ele deve ser salvo?

Mazzucato – Essa crise e a recuperação de que precisamos nos dão a oportunidade de entender e explorar como fazer o capitalismo de maneira diferente. Isso justifica repensar para que servem os governos: em vez de simplesmente corrigir as falhas de mercado quando elas surgirem, elas devem avançar ativamente para moldar e criar mercados para enfrentar os desafios mais prementes da sociedade.

Eles também devem garantir que as parcerias estabelecidas com empresas, envolvendo fundos governamentais, sejam motivadas pelo interesse público, e não pelo lucro. Quando empresas privadas pedem resgates para os governos, devemos pensar no mundo que queremos construir para o futuro e na direção da inovação que precisamos alcançá-lo, e, com base nisso, adicionar condições que beneficiem o interesse público, não apenas o privado. Isso garantirá a direção da viagem que queremos: verde, sustentável e equitativa.

Quando as condicionalidades são bem-sucedidas, elas alinham o comportamento corporativo às necessidades da sociedade. No curto prazo, isso se concentra na preservação das relações de trabalho durante a crise e na manutenção da capacidade produtiva da economia, evitando a extração de fundos para os mercados financeiros e a remuneração de executivos. A longo prazo, trata-se de garantir que os modelos de negócios levem a um crescimento mais inclusivo e sustentável.

Bombeiros em floresta em chamas
GettyImages/BBC

No final de 2019 e no início deste ano, a Austrália passou por uma onda de calor extrema que causou milhares de incêndios florestais

Papa

Em 31 de março, em sua conta no Twitter, Mazzucato reagiu às palavras do papa Francisco sobre seu livro: “Estou profundamente honrada pelo papa ter lido meu livro O valor de tudo: criar e absorver a economia global e por concordar que o futuro — especialmente pós-covid-19 — tem a ver com uma repriorização de ‘valor ‘acima’ preço'”.

A especialista disse à BBC News Mundo que ela foi convidada a participar de uma comissão do Vaticano focada na economia no âmbito da pandemia da covid-19 e nos contou sobre essa experiência: “Fornecemos relatórios semanais ao papa e à Diretoria do Vaticano, antes dos discursos semanais do papa, sobre aspectos-chave da resposta econômica à covid-19. É uma grande honra”.

Agricultores
Reuters/BBC

Economista acredita que os modelos de negócios que levam a “crescimento mais inclusivo e sustentável” devem ser priorizados

“Nosso instituto de pesquisa e inovação se junta ao grupo de trabalho de outras universidades, incluindo a Georgetown, nos Estados Unidos, e do World Resources Institute. Esses relatórios variam da economia política do alívio da dívida à reestruturação das relações econômicas público-privadas”, prossegue.

Bem comum

“Nosso principal interesse é trabalhar com o Vaticano sobre como seu conceito de ‘bem comum’, do qual falamos em termos de ‘valor público’, pode ser usado para estruturar a forma de investimento e colaboração públicos e privados. Sem isso, corremos o risco de fazer o mesmo que aconteceu com a crise financeira de 2008: bilhões foram injetados sem afetar a economia real. A maior parte disso voltou ao setor financeiro e a crise seguinte começou a crescer”, diz ela.

“Para construir um crescimento inclusivo e sustentável, precisamos de investimento público impulsionado pelo conceito de bem comum e novos tipos de relações público-privadas que são estruturadas sob condições que criam um ecossistema mais simbiótico e não-parasitário. E temos que trazer grupos de cidadãos e sindicatos para a mesa de discussão, para garantir que não apenas tenhamos uma transição mais justa, mas que também haja vozes diferentes para definir que tipo de sociedade queremos. Acredito que a energia renovada por trás dos movimentos sociais, como o Black Lives Matter, é um bom sinal de que haverá uma forte pressão para que nossas sociedades evoluam progressivamente. Se não o fizermos, perderemos.”

Comentários Facebook
Continue lendo

Economia

JBS abre mais de 5 mil vagas de emprego em 16 estados e no Distrito Federal

Avatar

Publicado


source
JBS
Divulgação/JBS

Vagas são para diferentes áreas e em 16 estados além do Distrito Federal

A empresa brasileira JBS , voltada para o mercado alimentício, anunciou a abertura de 5,2 mil vagas de emprego para atividades de corte, abate e desossa de carnes de bovinos, aves e suínos.

Também há vagas em centros de distribuição, lojas, incubadoras e nas fábricas de ração que também são administradas pelas empresas do grupo: Seara, Friboi, JBS Couros, JBS Novos Negócios e Swift.

Há vagas em 16 estados brasileiros, além do Distrito Federal. Os interessados devem se inscrever no  site da empresa em entrar em contato com a unidade local para participar dos processos seletivos.

Comentários Facebook
Continue lendo

Policial

Política MT

Mato Grosso

Mais Lidas da Semana