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Coluna – A poderosa Ting Zhu

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Quem é apaixonado pela seleção brasileira ainda deve ter pesadelos com o nome de Ting Zhu. Afinal, ela foi a principal responsável pela virada chinesa que eliminou o Brasil nas quartas de final dos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016 diante de um Maracanãzinho lotado. Aquela vitória épica abriu caminho para a conquista da medalha de ouro pela China. Zhu seria escolhida, com méritos, a melhor jogadora da Olimpíada.

O desempenho da ponteira da seleção chinesa na Rio 2016 era só um cartão de visitas. De lá pra cá a China cresceu, contando não apenas com Zhu, é claro, mas com um time jovem e competente e com Lang Ping, uma técnica estrategista e vitoriosa. Mas Ting Zhu é o ponto de desequilíbrio a favor das chinesas. Elas chegarão a Tóquio dividindo com a Sérvia e com a Itália o posto de seleções a serem batidas nos Jogos Olímpicos.

A atleta é a jogadora de vôlei mais bem paga do mundo. Em 2017, quando renovou o contrato com o Vakfibank, passou a receber cerca de R$ 5 milhões por temporada. Mas neste ano, de olho na preparação para a Olimpíada, a atleta atendeu ao pedido de Lang Ping para que atuasse em seu país. Por isso, depois de três anos de sucesso, deixou a liga mais importante do mundo, a turca, e se transferiu para o Tianji, a principal equipe da China.

No Mundial de Clubes de Shaoxing, que termina amanhã em Shaoxing (China), o Tianjin não avançou às semifinais. O resultado se deve muito à ausência de Ting Zhu, lesionada, na partida contra o Vakfibank, que valia a classificação. Se avançasse à fase final, a jogadora era aposta certeira para o prêmio MVP (jogadora mais valiosa) da competição, o que já aconteceu em outras duas oportunidades.

No voleibol moderno a estatura é essencial, vide as excelentes Tijana Boskovic, da Sérvia e com 1,93m, e Paola Egonu, da Itália e com os mesmos 1,93m. Ting Zhu tem 1,98m. As três são jovens, se destacam por onde passam e são derrubadoras de bolas natas. Então o que faz a chinesa estar um passo à frente das colegas? Justamente a posição em que atua. Enquanto Egonu e Boskovic são opostas e jogam livres para atacar, Zhu é ponteira passadora. Ou seja, além do ataque ela tem a responsabilidade de recepcionar os saques e se sai bem na função. A altura facilita o bloqueio eficiente. Na rede, a chinesa tem um arsenal de golpes, alternando potência com técnica apurada. É a jogadora mais completa em atividade no vôlei feminino atual.

O mais impressionante é que a ponteira tem apenas 25 anos e um longo caminho pela frente. Se as lesões não atrapalharem, ela poderá servir à China em, pelo menos, outras duas Olimpíadas e dois Mundiais, além de diversas edições da Liga das Nações, Copa dos Campeões e Copa do Mundo. Serão diversas oportunidades para engrossar ainda mais um currículo invejável que já conta com prêmios de melhor atleta, melhor ponteira e maior pontuadora nas principais competições de clubes e de seleções. Para usar uma expressão da moda no futebol, Ting Zhu está em outro patamar.

Edição: Fábio Lisboa
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Handebol: Confederação recontrata técnico demitido há um ano

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Na última terça-feira (04), a Confederação Brasileira de Handebol (CBHb) confirmou que Washington Nunes reassume o comando da seleção brasileira masculina da modalidade. Ele volta ao cargo após ter sido demitido em agosto passado. Na época, o Brasil ficou em terceiro no Pan de Lima e não se classificou para a Olimpíada através do torneio continental, que dava a vaga apenas ao campeão. Porém, neste retorno, Nunes terá mais uma chance de garantir a vaga verde e amarela nos Jogos do ano que vem. Será no pré-olímpico de março, na Noruega.

O torneio consistirá em um quadrangular que classificará duas equipes. O Brasil está no grupo com Chile, Coreia do Sul e a seleção anfitriã Noruega. Na teoria, vencendo o Chile e a Coreia, a equipe estará classificada.

“Não são jogos fáceis. Mas acreditamos ser possível. Chile e Coreia são adversários viáveis de serem vencidos. A Noruega já é um adversário bastante difícil. Fizemos um amistoso recente contra eles e perdemos por três gols. Porém, confio que temos muitas chances de classificação nessa chave”, disse Washington Nunes à Agência Brasil.

Apesar do fracasso na capital peruana no ano passado, foi com o comando do técnico recontratado que o Brasil conseguiu o melhor resultado da história em mundiais, o nono lugar, também em 2019.

“A Confederação me ligou perguntando se eu tinha interesse em voltar. Eles achavam que eu era o cara mais indicado para conduzir esse processo pelo conhecimento que tenho dos atletas e do modelo de jogo. O presidente Manoel Oliveira considerava que eu não deveria ter saído. Então, foi natural. Achei bom retornar. Reconheço que, por vários fatores, não fomos bem no Pan-americano. Mas confio que podemos voltar ao nível apresentado no mundial”, acrescentou Nunes, que na passagem anterior comandou a seleção durante os anos de 2017 e 2019.

“A derrota para o Chile, que tirou a chance do Brasil de ir à final no Pan de Lima e brigar pela vaga, foi inesperada, mas aconteceu e a gestão à época entendeu que ele, infelizmente, falhou e o tirou do cargo logo após os jogos. Não enxergamos assim. Realmente foi um resultado adverso, mas acreditamos muito na capacidade e competência do Washington. Estamos confiantes no trabalho dele e de toda a comissão técnica, e acreditamos muito no potencial dessa equipe trabalhando junta”, disse à Agência Brasil o presidente da CBHb, Manoel de Olivera.

A agenda da seleção brasileira para os próximos meses está bastante agitada. Além da seletiva olímpica, entre 12 e 14 de março, o Brasil tem o Mundial do Egito, durante os dias 13 e 31 de janeiro. O sorteio das chaves do mundial será no dia 5 de setembro. A equipe nacional tem prevista duas fases de treinamento. A primeira acontece entre 2 e 8 novembro em Portugal. A segunda, que vai incluir também um torneio na Suíça, será durante os dias 26 de dezembro e 12 de janeiro.

Edição: Fábio Lisboa

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Osasco anuncia Tainara, e Sesi Bauru confirma volta de Vanessa

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Nesta quarta-feira (05), o Osasco anunciou a contratação da jovem ponteira Tainara Santos. Em live nas redes sociais, a equipe confirmou o acerto com a atleta de 20 anos, que estava na equipe do São Paulo/Barueri e que tem passagens pela seleção brasileira nas últimas temporadas.

“Agora quero ter a sensação de ter o José Liberatti lotado e jogando a meu favor, pois sempre tive que enfrentar essa pressão quando era adversária”, disse Tainara.

 
 
 

 
 
 
 
 

 
 

 
 
 

A ponteira @tainaras10 agora é OSASCO e se junta ao elenco para a temporada 20-21! Bem-vinda Tainara!!! Seguimos #JuntosPorOsasco

Uma publicação compartilhada por Osasco Voleibol Clube (@osascovoleibolclube) em 5 de Ago, 2020 às 7:26 PDT

Além da contratação da ponteira, o tradicional clube da grande São Paulo confirmou também a prorrogação do contrato da central Karyna. A jogadora vai para a segunda temporada vestindo a camisa do Osasco. Além da dupla, o time do técnico Luizomar de Moura já conta, para a temporada 2020/2021, com a líbero Camila Brait, as levantadoras Roberta e Naiane, as centrais Bia e Camila Paracatu, as ponteiras Sonaly e Gabi Cândido e a oposto Tandara.

 
 
 

 
 
 
 
 

 
 

 
 
 

A jovem central @ka_malachias renova e segue para mais uma temporada #JuntosPorOsasco ????

Uma publicação compartilhada por Osasco Voleibol Clube (@osascovoleibolclube) em 5 de Ago, 2020 às 7:11 PDT

Enquanto isso, o Sesi Bauru e a ponteira catarinense Vanessa Janke formalizaram o acerto para a temporada 2020/2021 nesta quarta. Vai ser o retorno da atleta de 29 anos ao clube do interior de São Paulo, onde ela jogou na temporada de 2018/2019. No último ano, a atleta estava em Osasco.

 
 
 

 
 
 
 
 

 
 

 
 
 

Tem gente voltando! ⠀ Sim, é ela! A ponteira mais “alemã” do Brasil! ⠀ Seja bem-vinda novamente, @jankevanessa!❤??

Uma publicação compartilhada por Sesi Vôlei Bauru (@sesivoleibauru) em 5 de Ago, 2020 às 3:07 PDT

“Todos estão se dedicando para voltarmos após a pandemia e dar nosso melhor, com muita vontade e garra”, disse. Agora, já são cinco contratadas pelo Sesi. Além de Vanessa, a levantadora Carol Leite, a central Mara, a líbero Brenda e a oposta Pamela.

Edição: Fábio Lisboa

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