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Educação

Prêmio Capes vai distribuir R$ 5 mil para os primeiros mil colocados

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Cerca de 20 mil participantes devem fazer a prova do Prêmio CAPES Talento Universitário no domingo (8). Segundo a Capes, o prêmio será utilizado para direcionar futuras políticas públicas de ensino. O exame vai distribuir R$ 5 mil para os primeiros mil colocados na prova, num investimento de R$ 5 milhões. O resultado será divulgado em fevereiro de 2020.

A prova ocorre em 60 cidades das 27 unidades da federação. Os portões serão abertos às 13h e fechados às 14h, no horário de Brasília. As provas terão 80 questões de múltipla escolha e o cartão de resposta deve ser preenchido com caneta esferográfica de tinta preta.

Para realizar a prova, os candidatos devem apresentar documento de identificação válido. São aceitos: Carteira de Identidade, Carteira Nacional de Habilitação (CNH) com fotografia, Carteira de Trabalho e Previdência Social; emitida após 27 de janeiro de 1997; Certificado de Reservista; Passaporte; Identidade expedida pelo Ministério da Justiça para estrangeiros, inclusive aqueles reconhecidos como refugiados; Protocolo Provisório de Solicitação de Refúgio emitido pelo Departamento de Polícia Federal; Carteira de Registro Nacional Migratório; Documento Provisório de Registro Nacional Migratório; Identificação fornecida por ordens ou conselhos de classes que por lei tenha validade como documento de identidade; Certificado de Dispensa de Incorporação; Identidade funcional.

Segundo as regras do exame, será eliminado quem iniciar as provas antes da autorização do aplicador e também não se identificar no retorno à sala de prova quando for ao banheiro, antes do fechamento dos portões. Também será eliminado quem realizar anotações em qualquer documento que não seja a folha de resposta e a prova; e quem não entregar ao aplicador a prova e a folha de resposta ao sair em definitivo a sala de prova.

Os candidatos também não podem manter os aparelhos eletrônicos ligados durante a prova; e portar, fora da embalagem fornecida pelo aplicador, lápis, caneta de material não transparente, lapiseira, borrachas, réguas, corretivos, livros, manuais, impressos, fones de ouvido ou qualquer transmissor, gravador e/ou receptor de dados, imagens, vídeos e mensagens. Igualmente, consta da lista de proibições usar óculos escuros e artigos de chapelaria durante a realização das provas; e portar armas de qualquer espécie (exceto quem tem autorização legal para o uso).

 

 

Edição: José Romildo
Fonte: EBC Educação
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Educação

Sisu: 66% dos acessos foram feitos por celulares ou tablets

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O Ministério da Educação (MEC) divulgou hoje (27) que o site do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) registrou 66% dos acessos por celulares ou tablets durante os seis dias em que esteve aberto para inscrição de participantes por meio da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Foram, ao todo, 3.458.358 inscrições, feitas por 1.795.211 pessoas. Cada candidato pôde optar por até dois cursos.

A região do país com o maior número de inscrições foi a Nordeste: 1.375.758. A segunda colocada, Sudeste, registrou 1.088.094. Completam a lista Sul, Norte e Centro-Oeste, com 368.751, 322.954 e 302.801, respectivamente. Neste semestre, a oferta é de 237.128 vagas em 128 instituições públicas de ensino superior.

Segundo o MEC, o novo portal, que foi lançado este ano e pensado para acesso por meio de dispositivos móveis, ficou disponível 91,6% do tempo.  O Sisu é a principal maneira de acessar o ensino superior público do país, a partir da nota obtida no Enem. Para participar da seleção, o candidato não pode ter zerado a redação na edição de 2019 do exame.

Concorrência 

Por curso, medicina puxou a lista do número de inscrições, com 274.190. Os outros dois cursos com maior número de inscrições foram Administração (190.454) e Direito, com 175.413. Os mais concorridos, com maior número de inscrições por vaga ofertada, foram Ciências Biomédicas (145 inscrições/vaga), Educação Física (106) e Têxtil e Moda (94), de acordo com a pasta.

O novo portal do Sisu registrou pico de 7 mil inscrições por minuto. Uma média de 1.571.377 pessoas acessou o portal diariamente.

Neste ano, o Ministério da Educação (MEC) testou o Sisu em nuvem, fora dos servidores da pasta, para suportar mais usuários ao mesmo tempo, adaptar o site para aparelhos mobile e economizar recursos. Para 2020, a diminuição de gastos estimada é de R$ 15 milhões. Já nos primeiros cinco anos, a pasta prevê R$ 25 milhões de economia.

Suspensão

A divulgação do resultado do Sisu está suspensa pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), que na noite de ontem (26) manteve a decisão da Justiça Federal de São Paulo, que impede que os resultados sejam divulgados amanhã (28), como previsto. O tribunal deu prazo de cinco dias para o cumprimento da decisão, sob multa diária de R$ 10 mil.

A decisão foi motivada por pedido da Defensoria Pública da União (DPU). Na petição, o órgão cobra que o Ministério da Educação comprove com documentos a realização da revisão dos testes prejudicados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Além disso, reivindica a explicação sobre os parâmetros utilizados nesse procedimento.

O Ministério da Educação reconheceu que houve erros na atribuição de notas para cerca de 6 mil alunos. Segundo a pasta, a falha teria ocorrido na impressão das provas aplicadas em algumas cidades, sendo responsabilidade de uma gráfica. O MEC acrescentou que corrigiu o problema e não haveria prejuízo para os estudantes.

O que é o Sisu 

O Sisu é uma das formas de ingresso na educação superior com a nota do Enem. Trata-se do sistema informatizado do MEC por meio do qual instituições públicas de ensino superior oferecem vagas a participantes do exame. Quem não conseguir uma vaga pelo Sisu, pode tentar uma vaga pelos vestibulares tradicionais. 

Há ainda o Programa Universidade para Todos (ProUni), que oferta bolsas integrais e parciais, de 50%, em instituições privadas; o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa de Financiamento Estudantil (P-Fies), para financiar o valor da graduação.

Edição: Aline Leal
Fonte: EBC Educação
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Educação

Brasil e Reino Unido discutem parceria no ensino superior

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Pesquisadores, representantes de agências de fomento do ensino superior e órgãos de governo estão reunidos em Londres para tratar da internacionalização das universidades brasileiras e inglesas. São representantes do Brasil e do Reino Unido que compartilham as melhores práticas e discutem as melhores formas de estabelecer parcerias internacionais. 

É o seminário UK-BR sobre internacionalização e políticas linguísticas na educação superior. “A qualidade é o grande tema”, diz a gerente sênior de Educação Superior e Ciência no British Council no Brasil ,Vera Regina Oliveira. Segundo ela, a internacionalização, que pode ser via intercâmbio de estudantes e professores, via presença de professores estrangeiros na instituição de ensino, ou mesmo por meio de pesquisas desenvolvidas com parceiros de outros países, mesmo que à distância, traz vários efeitos positivos para as instituições de ensino superior.  

“Quando você faz uma pesquisa internacional seu impacto de pesquisa aumenta, você é citado mais vezes, você se insere em outros grupos. A sua pesquisa fica mais rica, vira uma pesquisa de maior qualidade quando é feita em cooperação estrangeira. Você adquire outras perspectivas”, explica. 

De acordo com o Universities UK, organização que representa 136 universidades na Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, o Reino Unido é o segundo destino preferido entre estudantes estrangeiros, fica atrás apenas dos Estados Unidos. 

O Brasil não faz parte dos top 10 mais procurados por estudantes de todo o mundo, mas o país têm avançado aos poucos. De acordo com dados copilados em 2018 pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), foram publicados 56.396 trabalhos científicos com autores sediados no Brasil. Desses, 21.506, o equivalente a 38%, incluíam coautores de outros países.

A maioria das universidades brasileiras se situa na faixa entre 30% e 45% nesse indicador. A exceção é a Universidade Federal do ABC (UFABC), que atinge 58%. Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade de Brasília (UnB) e Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) apresentam índices acima de 40%.

O seminário é uma iniciativa do programa Universidades para o Mundo, criado para favorecer a cooperação entre instituições brasileiras e britânicas. O programa enfoca temas com os quais o setor de educação superior tem se confrontado enquanto avança no processo de internacionalização no Brasil. O Universidades para o Mundo é uma iniciativa do British Council, organização internacional do Reino Unidos para relações culturais e oportunidades educacionais. 

O seminário, que começou hoje (27), segue até amanhã (28). A programação da delegação brasileira inclui ainda visitas à instituições de ensino superior britânicas nos dias 29 e 30.

* A repórter viajou a convite do British Council 

Edição: Narjara Carvalho
Fonte: EBC Educação
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