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Chanceler visita África para dinamizar cooperação no Atlântico Sul

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O chanceler Ernesto Araújo viaja neste domingo (8) para quatro países da África Ocidental, onde discutirá com autoridades locais a implementação de acordos nas áreas de segurança, defesa, comércio e investimentos. O chanceler visitará Cabo Verde, Senegal, Nigéria e Angola e deverá retornar ao Brasil em 13 de dezembro.

Segundo o secretário de Negociações Bilaterais do Itamaraty paras as áreas do Oriente Médio, Europa e África, embaixador Kenneth Félix Haczynski da Nóbrega, o chanceler pretende “reativar” a cooperação brasileira na área de defesa e segurança com países do Hemisfério Sul.

“O Brasil, nos últimos governos, relegou esse vetor da diplomacia brasileira, que é a segurança do Atlântico Sul. A ideia é reativar essa cooperação”, afirmou.

Entrevista coletiva do secretário de negociações bilaterais no Oriente Médio, Europa e África, do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Kenneth Félix Haczynski da Nóbrega

Embaixador Kenneth Félix Haczynski da Nóbrega – Valter Campanato/Agência Brasil

Golfo da Guiné

De acordo com o embaixador Kenneth da Nóbrega, o ministro Ernesto Araújo deverá anunciar, durante a visita aos países africanos, que o Brasil “deseja ser membro pleno do chamado Grupo de Países Mais Amigos do Golfo da Guiné”. O objetivo é contribuir para aumentar a segurança da área marítima dos países que integram a região.

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O Golfo da Guiné abrange 12 países (Costa do Marfim, Gana, Togo, Benim, Nigéria, Camarões, Guiné Equatorial, Gabão Bioko, Ano Bom, São Tomé e Príncipe). A área marítima próxima a esses países, onde circulam mais de 95% dos navios que transportam os produtos de exportação brasileiros, está sujeita a constantes ataques de piratas e gangs que realizam assaltos a cargas de embarcações.

Conforme o embaixador Kenneth da Nóbrega, a Marinha considera os riscos embutidos na navegação do Golfo da Guiné uma das “maiores ameaças ao entorno estratégico brasileiro”. De acordo com o diplomata, outra razão para a crescente preocupação das autoridades brasileiras em relação à região é o avanço constante do jihadismo, chegando quase às costas da África ocidental. Jihadismo é uma expressão comumente usada para definir setores religiosos radicais que optam por realizar ataques a instituições, navios, trens e aviões.

Investimento e comércio

Segundo Kenneth da Nóbrega, outro viés da visita do ministro Ernesto Araújo à África Ocidental é promover o comércio entre o Brasil e Cabo Verde, Senegal, Nigéria e Angola. Durante sua permanência na Nigéria e em Angola, o ministro participará de atividades de duas missões comerciais brasileiras que estarão nesses países.

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Comércio exterior

Durante os 11 primeiros meses de 2019, o Brasil exportou US$ 408 milhões para Angola e importou US$ 140 milhões, tendo superávit de US$ 267 milhões com esse país. Com Cabo Verde, as exportações brasileiras atingiram cerca de US$ 23 milhões e as importações ficaram inexpressivas. O superávit foi de US$ 22,7 milhões. Para a Nigéria, as exportações brasileiras chegaram a US$ 530 milhões, enquanto as importações atingiram US$ 907 milhões, o que resultou em déficit comercial de US$ 376 milhões. As exportações para o Senegal chegaram a US$ 121 milhões. O saldo foi de US$ 116 mihões.

Edição: Graça Adjuto
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Conflitos entre Armênia e Azerbaidjão ameaçam estabilidade no Cáucaso

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Confrontos entre a Armênia e o Azerbaidjão eclodiram neste domingo (27) sobre a volátil região de Nagorno-Karabakh, reacendendo preocupações com a instabilidade na Região Sul do Cáucaso, corredor de dutos que transportam petróleo e gás para os mercados mundiais.

Houve relatos de mortes em ambos os lados, que travaram uma guerra na década de 1990. A Armênia e Nagorno-Karabakh, uma região separatista que fica dentro do Azerbaijão, mas é governada por armênios étnicos, declararam lei marcial e mobilizaram suas populações masculinas.

A Armênia disse que o Azerbaidjão realizou um ataque aéreo e de artilharia Nagorno-Karabakh. O Azerbaidjão disse que respondeu ao bombardeio armênio e que tomou o controle de até sete vilas, o que Nagorno-Karabakh negou.

Os confrontos provocaram uma onda de movimentos diplomáticos buscando evitar um novo aquecimento do conflito de décadas entre a Armênia, de maioria cristã, e o Azerbaidjão, principalmente muçulmano, com a Rússia pedindo um cessar-fogo imediato e o papa Francisco liderando os apelos por negociações.

Dutos que transportam petróleo e gás natural do Mar Cáspio do Azerbaijão para o mundo passam perto de Nagorno-Karabakh. A Armênia também alertou sobre os riscos à segurança no sul do Cáucaso em julho, depois que o Azerbaidjão ameaçou atacar a usina nuclear da Armênia como possível retaliação.

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Nagorno-Karabakh se separou do Azerbaidjão em um conflito que eclodiu com o colapso da União Soviética em 1991.

Embora um cessar-fogo tenha sido acordado em 1994, depois que milhares de pessoas foram mortas e muitas outras deslocadas, o Azerbaidjão e a Armênia freqüentemente se acusam de ataques em torno de Nagorno-Karabakh e ao longo da fronteira azeri-armênia.

Nos confrontos deste domingo, ativistas da direita armênia disseram que uma mulher e uma criança de etnia armênia foram mortas. O Azerbaidjão relatou a morte de um número não especificado de civis. Nagorno-Karabakh negou uma notícia segundo a qual 10 de seus militares foram mortos.

A Armênia disse que as forças azeris atacaram alvos civis, incluindo a capital de Nagorno-Karabakh, Stepanakert, e prometeu uma “resposta proporcional”.

“Permanecemos fortes ao lado de nosso exército para proteger nossa pátria mãe da invasão azeri”, escreveu o primeiro-ministro armênio Nikol Pashinyan no Twitter.

O Azerbaidjão negou uma declaração do Ministério da Defesa da Armênia afirmando que helicópteros e tanques azeris foram destruídos e acusou as forças armênias de lançarem ataques “deliberados e direcionados” ao longo da linha de frente.

“Defendemos nosso território, nossa causa é justa!” disse o presidente do Azerbaidjão, Ilham Aliyev, em um discurso à nação.

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Diplomacia internacional

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, cujo país atuou como mediador entre as ex-repúblicas soviéticas da Armênia e do Azerbaidjão, falou por telefone com os ministros das Relações Exteriores da Armênia, Azerbaidjão e Turquia.

A Turquia disse que a Armênia deve cessar imediatamente o que diz ser hostilidade ao Azerbaidjão, uma vez que isso “jogará a região no fogo”. O presidente turco, Tayyip Erdogan, disse no Twitter que Ankara continuará a mostrar solidariedade ao Azerbaidjão.

Erdogan exortou o povo armênio a “assumir o controle de seu futuro contra sua liderança que os está arrastando para a catástrofe e aqueles que os usam como fantoches”.

A França também exortou as partes a encerrarem as hostilidades e reiniciarem imediatamente o diálogo.

O Papa apelou à Armênia e ao Azerbaidjão para que resolvam suas diferenças por meio de negociações, dizendo que estava orando pela paz.

Pelo menos 200 pessoas foram mortas em um recente reaquecimento do conflito entre a Armênia e o Azerbaidjão, em abril de 2016. Mas há tensões frequentes e pelo menos 16 morreram em confrontos em julho.

*Reportagem adicional de Tuvan Gumrukcu, em Ankara

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Trump: anúncio do vencedor de eleições nos EUA pode demorar meses

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O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse que os norte-americanos poderão ficar meses sem conhecer o vencedor da eleição presidencial de novembro, devido à discussão atual sobre o envio de cédulas pelos correios, reforçando as críticas a um método que poder ser usado por metade dos eleitores neste ano.

Especialistas  disseram que podem ser necessários vários dias, após a votação de 3 de novembro, até que o vencedor seja conhecido, uma vez que os funcionários responsáveis precisarão de tempo para contar os votos que chegarão após o dia da eleição.

Ao discursar em comício em Newport News, na Virgínia, Trump disse que prefere descobrir rapidamente se ganhou ou perdeu do que esperar que as cédulas cheguem pelos correios. “Gosto de assistir televisão e ouvir “O vencedor é…”, certo? Mas, nesse caso, você pode passar meses sem ouvir isso, porque está tudo uma bagunça”, disse.

“É muito improvável que você conheça um vencedor naquela noite. Eu posso estar liderando os votos e eles continuarão recebendo cédulas e cédulas e cédulas. Porque agora estão dizendo que as cédulas podem demorar a chegar.”

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Decisões judiciais deste mês permitiram que autoridades nos estados de Michigan, Pensilvânia, Wisconsin e Carolina do Norte contabilizem as cédulas de voto que cheguem depois de 3 de novembro, desde que tenham sido enviadas até o dia da eleição.

As pesquisas de opinião mostram que mais democratas do que republicanos planejam votar pelos correios para evitar exposição à covid-19 em zonas eleitorais com aglomerações. A campanha de Trump abriu processos em vários estados para restringir a votação por correspondência.

Nos últimos dias, Trump recusou a se comprometer com uma transferência pacífica de poder caso perca a eleição para o democrata Joe Biden, e disse que espera que a Suprema Corte tenha que declarar o vencedor.

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