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Cuiabá

“O problema é que recebemos para atender Cuiabá, mas acolhemos Mato Grosso inteiro”, diz secretário sobre Hospital Geral

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O secretário municipal de Saúde, Luiz Antonio Pôssas de Carvalho concedeu coletiva de imprensa na tarde desta quarta-feira (04) para sanar dúvidas a respeito da paralisação dos serviços do Hospital Geral – HG. No ato, ele esclareceu que a única pendência é o valor de 461 mil reais, referente a serviços de Cardiologia do HG.

“O quantitativo está dentro do prazo vigente para pagamento. As documentações dos serviços chegaram para a SMS, foram auditadas como procedimento de praxe, e já estão aptas ao pagamento, que será realizado até o fim desta semana, tão logo os valores sejam encaminhados pela União aos cofres do Município. Além disso, o HG está cobrando uma emenda parlamentar no valor aproximado de R$ 900 mil, que também não pode ser considerada como débito, pois ela só pode ser paga mediante pactuação de novos serviços. E isso deve acontecer em janeiro na nova contratualização”, explicou Pôssas.

Na oportunidade, o gestor relatou que o débito que a Secretaria de Saúde possui, não apenas com o HG, é referente a um valor extra sobre a tabela SUS – que é pago por Cuiabá como um incentivo aos prestadores de serviços que ofertarem máxima qualidade à população. Segundo ele, a demora no pagamento desse incentivo tem acontecido porque a Capital vem assumindo praticamente sozinha a alta e média complexidade de todos os municípios de Mato Grosso. 

“O problema é que recebemos para atender pacientes de Cuiabá, mas acolhemos Mato Grosso inteiro. E isso, praticamente sem contrapartida do Governo do Estado, que desde 2016 tem arrastado uma dívida de mais de 40 milhões conosco referente à média e alta complexidade. Entretanto, mesmo sem receber os repasses, estamos pagando por estes serviços que, na íntegra, contemplam apenas 30% de cuiabanos e 70% de pessoas de outras cidades de MT”, reforçou, exemplificando ainda que, apenas em 2018 a SMS arcou com mais R$ de 1 milhão em consultas especializadas para outros mato-grossenses.

Ainda segundo Luiz Pôssas, o esforço que a gestão vem fazendo para arcar com a Saúde, mesmo com escassez de recursos por parte do Estado, pode ser sentida na rede SUS de Cuiabá, seja com o HMC – Hospital Municipal de Cuiabá que, além de acrescer a rede de UTIs em 145 leitos,  já computa mais de 35 mil procedimentos realizados e possui capacidade operacional para ofertar até 50 mil a partir do próximo ano; com o Hospital São Benedito, que tem índice de satisfação de 98,5% e está trabalhando para implantar o serviço de cardiologia de excelência nos próximos meses, ou com as UPAs – Unidades de Pronto Atendimento 24h dos bairros Verdão e Leblon, que serão entregues respectivamente na semana que vem e em abril de 2020. Com a entrega de ambas, Cuiabá dobra sua capacidade de atendimento, podendo atender com humanização até 1,2 milhões de pessoas por mês.

“Em vez de pensarmos apenas nos pacientes de Cuiabá, estamos crescendo a rede de assistência em todo Mato Grosso. Isso porque para nós pacientes são vidas humanas que precisam ser salvas, não moedas de troca. Mas, para darmos sequência a este trabalho, é preciso que o Estado nos ajude enfaticamente fazendo a sua parte”, finalizou o secretário.

 

DÍVIDA DO ESTADO

O montante que a Secretaria Municipal de Saúde tem a receber do Estado é de R$ 44.963.327,98. A dívida é referente a repasses não realizados para a Atenção Básica, Assistência Farmacêutica, Assistência de Média e Alta Complexidade (MAC), UPAs e para portarias específicas, para as competências de julho a dezembro de 2016, março a maio de 2017, março a dezembro de 2018 e agosto a outubro de 2019.

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Caminhoneiro desfruta de uma nova vida desde que superou à Covid-19 no Hospital Referência

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O caminhoneiro José Vieira Simiano, 75, é uma nova pessoa desde que superou a Covid-19, após passar 30 dias internado no Hospital Referência (antigo Pronto Socorro), tendo passado cinco dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde precisou respirar com ajuda de ventilação mecânica. 

“Esse troço me pegou e eu tive uma experiência maravilhosa muito grande na minha vida. Primeiro, porque Deus me deu vida. A gente não pode pensar o contrário porque a minha vida mudou materialmente e mudou espiritualmente. Eu hoje sou outro homem no trabalho, na minha casa, no falar com as pessoas. A mudança foi fabulosa, grande mesmo!”, afirma.

Em segundo lugar, ele agradece aos médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e toda a equipe do Hospital Referência, onde foi tratado com muito carinho. “Foi um povo que cuidou demais de mim, como se eu fosse um recém-nascido, como uma criança”. 

José Simiano conta que, ao longo de sua vida, nunca teve o hábito de demonstrar carinho, vivia apressado e preocupado com o trabalho, não se importava com comemorações. Foi no hospital que ele afirma ter comemorado seu aniversário pela primeira vez, aos 75 anos, no dia 12 de maio. Ele foi surpreendido com um bolo decorado, presentes e muita comemoração por parte da equipe de profissionais da saúde, que inclusive fizeram videochamada para seus familiares, para que também pudessem compartilhar daquele momento marcante. 

“Eles não deixam o paciente se sentir sozinho nenhum minuto. Eles ligavam todo dia para dar notícias do meu pai, fizeram videochamada com a família no aniversário dele. Ele foi tratado com muito carinho, além do profissionalismo, desde a médica até a zeladoria”, afirma o caminhoneiro Carlos Alberto Simiano, 53, filho do senhor José. 

A família vive em Rondonópolis e dependia dessas ligações para ter notícias sobre o estado de saúde do patriarca. Mesmo para quem tem parentes na cidade, durante esta pandemia e por conta do risco de contágio, não estão sendo feitas visitas presenciais aos pacientes internados com Covid-19. 

No dia em que recebeu alta médica, em 15 de maio deste ano, José Simiano foi novamente presenteado com o carinho e comemoração da equipe do Hospital Referência. Como já virou tradição nesta pandemia, ele passou por um corredor formado pelos profissionais que seguravam balões e o ovacionavam, felizes por sua recuperação. “Simplesmente um caminhoneiro ter o privilégio que eu tive de ser recebido por aquele povo, de ser atendido e de ser despedido com palmas, com cânticos, pra mim, foi a coisa mais gloriosa do mundo”, relembra.

Alguns dias depois de voltar para casa, Simiano já estava na estrada com seu caminhão. Quando concedeu entrevista, estava em Brasileia, no Acre, divisa com a Bolívia. “Se eu não trabalhar, acho que vou morrer mais depressa. Eu não conheço alguém mais apaixonado por caminhão do que eu”, diz. 

A reflexão que fez da vida após contrair a Covid-19 e o tratamento humanizado que recebeu no Hospital Referência transformaram seu dia-a-dia. Hoje ele se considera um motorista mais prudente, sem pressa, mais educado e amoroso com as pessoas e com vontade de aproveitar mais a família, rever irmãos que moram longe. “Eu fiz coisas que nunca havia feito, falei o que nunca havia dito. Eu não dava valor à vida. E a vida é maravilhosa!”. 

Da mesma forma como comemorou pela primeira vez o aniversário, José Simiano este ano quer ter um dia dos pais diferente também, ao lado da esposa, dos filhos – Rosângela, Carlos e Jaumi – e dos netos e bisnetos. “Eu vou dar muito valor. Pode ser que esteja em casa, vou lutar para estar”. 

Apesar de idoso, José Simiano não tem comorbidade, o que ele acredita que tenha favorecido para sua recuperação. Segundo ele, nunca passou pela cabeça que iria sucumbir à doença pois sempre manteve a fé. E este é o conselho que ele dá para todos que estão passando pela mesma situação que ele enfrentou. “Todo aquele que tiver essa doença, não tenha medo. Tenha fé em Deus e pratique a sua fé”. 

Leia também: Depois de 30 dias internado no Hospital de Referência, caminhoneiro recebe alta após ser curado da Covid-19

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Mercado do Porto amplia horário de funcionamento a fim de evitar aglomeração

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Com o objetivo de evitar maior aglomeração, o Mercado do Porto ampliou o horário de funcionamento. O atendimento ao público ocorre de terça a sexta-feira, das 05 às 17 horas e aos fins de semana, das 05 às 14 horas. Válido lembrar que, todas as medidas de biossegurança previstas pela Organização Mundial de Saúde, com controle de acesso de pessoas, aferição da temperatura e disponibilização de álcool gel desde a entrada de acesso como em todas as barracas estão sendo tomadas a fim de evitar a proliferação do novo coronavírus.

Nas segundas-feiras, o Mercado do Porto fica fechado para higienização do ambiente e das barracas. O local conta atualmente com 149 permissionários. Por ser considerado atividade que realiza serviços essenciais, está em funcionamento desde o início da adoção de medidas restritivas estabelecidas e sancionadas pelo prefeito Emanuel Pinheiro, no mês de março.

Por conta da retomada das atividades dos setores econômicos, sancionada por meio de decretos pelo prefeito Emanuel Pinheiro, os restaurantes instalados no Mercado também estão em funcionamento, com atendimento presencial e também pelo sistema delivery.

Apesar de uma maior flexibilização, com a retomada de vários segmentos econômicos, o rigor da fiscalização no local também está mantido. Está sendo realizado o controle desde o acesso na entrada principal, sendo permitida a entrada obrigatoriamente com o uso de máscaras. Não só para os funcionários do Mercado como para os clientes e repositores. “Todos os permissionários foram orientados a seguir as formas de prevenção, importância da higienização, lavando as mãos com bastante frequência e se possível fazer uso do álcool gel e deixar disponível para os clientes”, destacou a secretária municipal de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Débora Marques.

Além disso, ressaltou Débora, cada permissionário deverá ter na banca álcool gel para uso particular e também disponível para o consumidor. Sem se esquecer da importância do distanciamento mínimo entre as pessoas e evitar a aglomeração. “Sem falar dos três lavatórios populares que foram instalados no Mercado do Porto. Iniciativa do prefeito Emanuel Pinheiro a fim de facilitar o acesso à higienização das mãos, sendo essa uma das mais importantes formas de prevenção ao novo Covid-19”, observou a secretária.

Se por ventura, algum permissionário descumprir com o acordo que foi firmado, ele irá sofrer uma sanção administrativa, recebendo uma multa ou até a perda da exploração do mercado. “Não é isso que o prefeito Emanuel Pinheiro quer. O que nós queremos é esse trabalho em parceria. Juntos iremos vencer esse momento de crise e o Mercado, local histórico da nossa Capital, vai poder continuar oferecendo um serviço eficiente com produtos de qualidade à toda população cuiabana”, concluiu.

 

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