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Saúde

Hanseníase: documentário defende indenização a filhos de ex-pacientes

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A Defensoria Pública da União (DPU) lança nesta quinta-feira (5), em Brasília, o microdocumentário Infância Roubada: memórias dos filhos separados dos pais atingidos pela hanseníase.

A peça (de 4’30”) foi produzida para circular nas redes sociais, e narra, com depoimentos, imagens de documentos e animação, o drama de pessoas que foram afastadas, ainda crianças, do convívio de seus pais por causa da doença.

De acordo com Chico Macedo, assessor chefe de Comunicação Social da DPU, o propósito do documentário “é sensibilizar o Estado brasileiro para reconhecer que foi cometido um crime de Estado contra essas pessoas e estender o direito de indenização [assegurado a ex-pacientes de hanseníase internados desde 2007] aos filhos que foram separados dos pais”.

Conforme cadastro autodeclaratório feito junto ao Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), há cerca de 12 mil filhos de ex-pacientes de hanseníase no Brasil.

Entre o início da década de 1920 e meados da década de 1980, mais de 40 colônias estiveram em funcionamento no país, como a Colônia Santa Isabel em Betim (MG), cenário escolhido para a produção do documentário.

No final dos anos 1940, o isolamento de pacientes passou a ser compulsório, conforme a Lei nº 610/1949, assinada pelo ex-presidente Eurico Gaspar Dutra.

“Essa talvez tenha sido a maior história de alienação parental ocorrida no Brasil”, disse Artur Custódio Moreira de Sousa, coordenador nacional do Morhan.

Segundo ele, “é importante que a sociedade conheça essa história para que casos assemelhados não ocorram com outras doenças, como já houve com dependentes químicos por causa do vício em crack”, lembrou.

Há quatro anos, a DPU propôs ação civil pública (ACP 69995-68.2015.4.01.3700 – 6ª Vara Federal/SJMA) para pedir que a União implemente política voltada à identificação e manutenção de acervos documentais de educandários, creches, orfanatos, asilos, preventórios e hospitais destinados à recepção e manutenção de crianças separadas compulsoriamente de seus pais por causa da hanseníase.

A lentidão do julgamento gerou denúncia contra o Brasil na Corte Interamericana de Direitos Humanos e comunicação oficial às Nações Unidas assinalando a negligência do Estado brasileiro. A produção do vídeo resultou reunião realizada em maio deste ano entre o defensor público-geral da União, Gabriel Faria Oliveira, e a relatora da ONU para eliminação das pessoas com hanseníase, a portuguesa Alice Cruz.

Doença que tem cura

A hanseníase tem cura, não exige isolamento e seu tratamento é ofertado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A terapia é feita por meio de Poliquimioterapia (PQT), por via oral, administrada em associação com medicamentos antimicrobianos. Desde o início do tratamento, a doença deixa de ser contagiosa.

A transmissão da hanseníase acontece por tosse ou espirro de uma pessoa doente, sem tratamento, para outra – após “contato prolongado e contínuo”, segundo nota do Ministério da Saúde.

O agente causador é o Mycobacterium leprae (ou bacilo-de-hansen), uma actinobactéria. A doença atinge a pele e nervos periféricos e pode causar incapacidades e deformidades físicas, que alimentam estigma e preconceito. O diagnóstico se faz por meio de exame dermatoneurológico e avaliação neurológica simplificada.

Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2017, 26.875 casos novos da doença foram diagnosticados no Brasil, taxa de detecção de 12,94 por 100.000 habitantes. Do total desses casos, 1.718 (6,4%) ocorreram em pessoas menores de 15 anos. A doença foi rastreada em 2.933 municípios.

Serviço:

Lançamento do vídeo Infância Roubada – Memórias de filhos separados dos pais atingidos pela hanseníase

Data e horário: Quinta-feira (5 de dezembro de 2019), às 18h30

Local: Conselho Nacional de Saúde, Plenário Omilton Visconde no Anexo B (1º andar) do Ministério da Saúde (Esplanada dos Ministérios, Bloco G – Brasília/DF)

Edição: Kleber Sampaio
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Distrito Federal registra primeira morte pelo novo coronavírus

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O Governo do Distrito Federal (GDF) confirmou a primeira morte pelo novo coronavírus no DF. A vítima, um homem de 46 anos, morreu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Sobradinho. Ele tinha hipertensão e diabetes.

Segundo o governo, 242 pessoas estão contaminadas com o covid-19 no Distrito Federal. Dessas, 31 estão enquadradas em risco médio de complicações, considerando a idade (51 a 59 anos), e outras 27, com 60 anos ou mais, são tratadas como risco alto. Ainda de acordo com o governo local, nove pacientes estão com infecções graves e outras 9 com infecções críticas.

As outras 183 pessoas são consideradas de risco baixo. Adultos entre 31 e 40 anos são os mais contaminados no DF; 79 pessoas até agora.

Brasil

Nacionalmente, o número de mortes chegou a 92, com 3,4 mil casos confirmados. A taxa de letalidade chegou ao máximo da semana, ficando em 2,7%. Os números diários do Ministério da Saúde, no entanto, tendem a desatualizar muito rápido, uma vez que a pasta recebe as informações das secretarias estaduais e só então divulga os dados nacionais para a imprensa. Enquanto isso, as próprias secretarias também divulgam seus dados cada uma a seu tempo.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Guarulhos faz triagem de pacientes com covid-19 em sistema drive thru

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O Centro de Combate ao Coronavírus de Guarulhos (SP), um hospital de campanha montado emergencialmente para atendimento de pessoas suspeitas de estarem infectadas com o novo coronavírus, começou a funcionar na tarde de hoje (27). Segundo a prefeitura da cidade, cem profissionais foram contratados emergencialmente para prestar atendimento no local. 

Hoje teve início o funcionamento da parte de triagem: tanto por drive thru, que faz o atendimento dos pacientes dentro dos carros, quanto para pedestres. Na próxima semana, a parte mais complexa do hospital, em que estarão os 71 leitos, tomógrafo e ultrassom, deverá ser inaugurada.

Já na tarde de hoje, foi registrada uma grande movimentação de carros e de pacientes que se dirigiram a pé para o local para a triagem. Segundo a prefeitura, somente se os sintomas indicarem a possibilidade de infecção de coronavírus, as pessoas serão encaminhados para os consultórios médicos do local para uma nova avaliação. Dependendo da complexidade do caso, o paciente é encaminhado para atendimento hospitalar.

Centro de Combate ao Coronavírus GuarulhosCentro de Combate ao Coronavírus Guarulhos
Centro de Combate ao Coronavírus faz triagem em sistema drive thru. – Márcio Lino – Prefeitura de Guarulhos

Na triagem, o paciente será classificado por cores: a branca significa que está liberado para casa; a azul, que apresenta algum sintoma, mas não necessita de internação; a amarela, que ficará em observação para a coleta de exames; e a vermelha, que deverá ser encaminhado imediatamente para um leito de unidade de terapia intensiva. No sistema drive thru serão atendidos seis carros simultaneamente. 

“Esse hospital vai ser o grande diferencial. Ele é absolutamente completo e vai tirar muitas pessoas dos pronto-atendimentos, seguindo o que queremos e precisamos, que é o isolamento social. Lembrando que o isolamento é uma orientação da Organização Mundial de Saúde [OMS]”, destacou o secretário de Saúde de Guarulhos, José Mario Clemente.

Na primeira semana, o centro ficará disponível para receber qualquer pessoa que tiver suspeita de covid-19 no período de 7h às 19h. No meio da próxima semana o centro funcionará 24 horas por dia, sete dias por semana, com estrutura completa.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Saúde

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