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Educação

Inovação pedagógica está em estado básico no país, avalia instituto

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De forma geral, tanto em escolas privadas como na rede pública de ensino, o que se constata é que a inovação pedagógica se apresenta em estágio básico, em termos de incorporação de tecnologia. É o que conclui a pesquisa Avaliação das Práticas Educacionais Inovadoras (Apei) 50, divulgada hoje (3), pelo Instituto Crescer. 

O nome do levantamento faz alusão aos 50 indicadores, com pontuação de 0 a 4, que permitiram avaliar, com amplitude, aspectos inerentes ao ambiente escolar. Trata-se de um conjunto de questões que variam da disposição dos professores em incorporar recursos tecnológicos às aulas à inclinação dos estudantes de pedir ajuda a eles, ao se deparar com situações potencialmente perigosas na internet. Ao todo, foram ouvidos 5.411 professores, provenientes de 317 escolas espalhadas pelo país.

Os responsáveis pelo estudo, que agora está aberto a contribuições da sociedade e que deve ser apresentado ao Ministério da Educação (MEC), destacam informações que demonstram assimetrias entre os colégios particulares e públicos. Um exemplo é o nível de autonomia para uso da internet para fins pedagógicos, que, na rede privada obteve a pontuação de 3,2 e na rede pública, de 1,92.

Estabelecer como tarefa de casa que os alunos coletem informações da internet, a fim de escrever artigos é algo bastante comum, atualmente. Como no mundo offline a atividade envolvia, exclusivamente, uma busca em livros, o ideal seria que os professores orientassem os alunos sobre a forma correta de pesquisarem aquilo que desejam em websites. Isso os estimularia a recorrer a sítios eletrônicos confiáveis, a identificar fake news e a compreender o que significa plágio de conteúdo.

O estudo do instituto, porém, mostra que somente parte das turmas está recebendo essa orientação obre metodologia de pesquisa na internet. Entre escolas públicas, a média foi de 1,65, classificada como básica. Já as escolas particulares atingiram uma média de 2,55, considerada de nível intermediário.

Steam 

Segundo a idealizadora da pesquisa, Luciana Allan, a abordagem é “agnóstica”, no sentido de não priorizar a recomendação de uma tecnologia em detrimento de outra, mas sim entender que cada turma e instituição poderiam se beneficiar de algo específico, conforme suas demandas. Alguns indicadores, diz ela, ajudam a explicar, inclusive, a realidade exposta através do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), cujos resultados foram divulgados hoje, pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Para a o instituo, uma política que poderia servir para melhorar o desempenho dos alunos nas disciplinas de exatas é a chamada STEAM. De acordo com o Instituto Crescer, apenas 11,6% dos professores declararam envolver alunos em projetos STEAM (Ciências, Tecnologia, Engenharia, Arte e Matemática), em que eles têm a oportunidade de construir objetos com material concreto e digital. Nas escolas públicas, a proporção é de 5%. Quando se considera a parcela que o faz às vezes, as porcentagens são de 25,9% e 21,6%.

A diretora técnica do instituto também pontua que não existe, ainda, uma cultura de os estudantes formarem comunidades digitais, por meio das quais haveria uma facilitação na troca de conteúdos e aprendizados. Essa composição também ficaria, inicialmente, a cargo dos professores, que, avalia ela, deveriam fomentar esse movimento. Os dados compilados no relatório revelam que somente 15,6% dos professores da rede pública e 27,3% da rede privada dizem se sentir preparados para participar de comunidades virtuais de aprendizagem ou promovê-las. Além disso, apenas 18,2% dos docentes da rede pública e 32,5% da rede privada se sentem preparados para vivenciar uma experiência como essa. 

Convidada do seminário de apresentação do relatório, a diretora-presidente do Centro de Inovação para Educação Brasileira (Cieb), Lucia Dellagnelo, afirma que o investimento para que as escolas disponham de tecnologia deve ser homogeneamente distribuído. Para ela, a tecnologia deve estar a serviço da justiça social. “Hoje, a tecnologia ainda não tá sendo usada para diminuir essa desigualdade”, defende. 

A diretora-geral pedagógica do Colégio Dante Alighieri, Valdenice Minatel, um dos mais tradicionais da capital paulista, acrescenta que é fundamental entender como o estudante percebe a cultura digital. Segundo ela, “a escola, por receio de se pôr à prova, não está perguntando” quais as necessidades dos alunos. “Muita coisa está acontecendo fora da escola.”

Edição: Narjara Carvalho
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Educação

Cursos de qualificação profissional têm alta demanda na pandemia

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A procura por cursos de educação a distância tem aumentado durante a pandemia e superado as expectativas de quem atua na área. Com vagas abertas e gratuitas em cursos online de qualificação profissional, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) bateu a marca de 1 milhão de matrículas realizadas desde o início da pandemia, há quase cinco meses.

“Desde março, a gente se preocupou muito em oferecer cursos para ocupar a mente das pessoas e aproveitar essa oportunidade para requalificação. Ao todo, lançamos 23 cursos gratuitos. Nossa meta era de 100 mil matrículas, mas atingimos mais de 1 milhão”, afirma Felipe Morgado, gerente executivo de Educação Profissional do Senai Nacional. Os cursos oferecidos têm duração média de 14 horas e são autoinstrucionais. Além de videoaulas, os estudantes contam com material didático em formato digital, realizam atividades, incluindo resolução de problemas, e precisam passar por uma avaliação para receber o certificado de conclusão. “São cursos estruturados e preparados para desenvolver competências nas pessoas”, acrescenta Morgado.

O Senai lançou um ranking das 10 capacitações gratuitas mais procuradas da entidade (veja lista abaixo). No topo da lista, o curso de segurança do trabalho foi procurado por mais de 120 mil pessoas. “O tema de saúde e segurança no trabalho, com a pandemia, ganhou muito mais atenção das pessoas, principalmente de profissionais que voltaram aos seus postos de trabalho”, diz o gerente executivo do Senai. O curso de finanças pessoais também fez sucesso, com pouco mais de 96 mil matrículas. De novo, segundo Felipe Morgado, o cenário de instabilidade econômica causada pela pandemia ajuda a explicar o interesse. “Muitas pessoas estão perdendo o emprego e precisam repensar a organização de suas finanças”. 

Os cursos na área de tecnologia da informação e indústria 4.0 também estão entre os destaques do Senai. Na avaliação do gerente executivo de Educação Profissional da entidade, a transformação tecnológica tem obrigado os trabalhadores e se manterem em permanente atualização. “Com a digitalização das empresas, precisamos digitalizar os trabalhadores da indústria também”. 

Para ter acesso aos cursos e às vagas, basta acessar a plataforma Mundo Senai, preencher um cadastro simples e começar a qualificação. O tempo de realização do curso pelo trabalhador é flexível, além de ser 100% online. A plataforma também oferece outros serviços, como orientação profissional e oferta de vagas de trabalho.

Veja a ista dos 10 cursos do Senai mais procurados durante a pandemia:

1º – Segurança do Trabalho: 120.487 matrículas

Sensibiliza os participantes para as questões básicas da prevenção de acidentes e segurança do trabalho, de forma a criar uma mentalidade prevencionista. Duração: 14 horas

2º – Finanças pessoais: 96.374 matrículas

Mostra aos participantes a importância do equilíbrio financeiro, a fim de obter mais qualidade de vida, tranquilidade e motivação. Duração: 14 horas

3º – Tecnologia da Informação e Comunicação: 84.843 matrículas

Apresenta os principais temas relacionados à infraestrutura de TI, serviços de redes, software, hardware, normas e padrões técnicos. Duração: 14 horas

4º – Noções Básicas de Mecânica Automotiva: 73.513 matrículas

Mostra os principais componentes e como funcionam os automóveis, as forças físicas envolvidas e os mecanismos por trás do funcionamento. Duração: 14 horas

5º – Desvendando a Indústria 4.0: 68.167 matrículas

Apresenta a Indústria 4.0, propiciando ao aluno a introdução ao tema e a obtenção da base conceitual das tecnologias habilitadoras que suportam essa indústria. Duração: 20 horas

6º – Fundamentos de Logística: 62.757 matrículas

Mostra o que é necessário para administrar o patrimônio e os recursos de uma empresa, conhecendo a história, os principais conceitos e definições da área. Duração: 14 horas.

7º – Lógica de Programação: 59.405 matrículas

Ensina os conceitos básicos sobre lógica de programação, tipos de dados, estruturas de controle e repetição e exemplos do uso de variáveis homogêneas e heterogêneas. Duração: 14 horas

8º – Educação ambiental: 49.859 matrículas

Busca conscientizar os participantes sobre questões básicas da educação ambiental, de forma a criar uma mentalidade prevencionista com relação ao meio ambiente. Duração: 14 horas

9º – Metrologia: 46.954 matrículas

Proporciona o conhecimento básico necessário à aplicação e interpretação das medidas na área da mecânica. Objetivo é explorar os principais temas relacionados à metrologia, desde os instrumentos mais básicos, como as réguas, até os de maior grau de precisão. Duração: 14 horas.

10º – Empreendedorismo: 45.833 matrículas

Oferece conhecimentos sobre o ato de criação de novos empreendimentos nos mais diversos setores. Duração: 14 horas.

Edição: Graça Adjuto

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Educação

Complementação de inscrições da chamada única do Fies termina hoje

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Candidatos pré-selecionados na chamada única para obter o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) podem fazer a complementação da inscrição até as 23h59 desta quinta-feira (6), na página do Fies . Nesta edição, 107.875 inscritos disputam 30 mil vagas, ofertadas em mais de 1,3 mil instituições de ensino superior.

Lista de espera

Quem não foi pré-selecionado nessa fase ainda pode disputar uma das vagas ofertadas por meio da lista de espera. Diferentemente dos processos seletivos do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e do Programa Universidade Para Todos (Prouni), para participar da lista de espera do Fies não é necessário manifestar interesse, a inclusão é feita automaticamente. A convocação da lista de espera vai até as 23h59 de 31 de agosto.

Programa

O Fies é um programa do MEC que concede financiamento a estudantes em cursos superiores não gratuitos, em instituições particulares de educação superior. O fundo é um modelo de financiamento estudantil moderno, dividido em diferentes modalidades, podendo conceder juro zero a quem mais precisa. A escala varia conforme a renda familiar do candidato.

 

Edição: Valéria Aguiar

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