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Educação

Decreto que institui Programa Ciência na Escola é publicado

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O Programa Ciência na Escola que, entre outras medidas, objetiva aprimorar o estudo de ciências nas escolas de educação básica, estimular o interesse dos alunos pelas disciplinas científicas, identificar jovens talentos, qualificar professores e democratizar o conhecimento e popularizar a ciência no país, foi instituído pelo governo federal, por meio de decreto assinado pelo presidente da República, publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira (3).

O programa estabelece ações como: a criação da Olimpíada Nacional de Ciências e a instalação do curso de especialização a distância, denominado Ciência é Dez!. Além disso, institui um Comitê Gestor, ao qual caberá deliberar sobre as estratégias de implantação e definir a política de monitoramento e avaliação do Ciência Na Escola.

O Comitê Gestor será formado por um representante do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, que o coordenará; um do Ministério da Educação; um da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior; um do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico; e um representante da sociedade civil.

De acordo com o decreto, o Comitê Gestor terá, entre outras funções, deliberar sobre as estratégias de implantação e sobre a política de monitoramento e avaliação do Programa; aprovar o regimento interno do comitê, no prazo de 60 dias, contado da data de sua instalação, e suas modificações; e recomendar a contratação de estudos e pesquisas.

A primeira reunião ordinária do Comitê Gestor do Programa Ciência na Escola ocorrerá no prazo de 60 dias, a contar a partir de hoje, data de publicação do Decreto nº 10.151/2019.

O programa foi lançado em abril deste ano pelos ministérios da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Serão disponibilizados R$ 100 milhões para instituições apresentarem projetos visando a estimular essa temática nos bancos escolares.

Poderão concorrer a esses recursos redes de instituições que envolvam escolas, universidades, centros de ciência e espaços de desenvolvimento científico e inovação. As verbas serão distribuídas em diferentes escalas de projetos, como estadual (R$ 4 milhões), interestadual (R$ 10 milhões) e regional (R$ 20 milhões).

 

 

Edição: Aécio Amado
Fonte: EBC Educação
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Educação

Estudo da OCDE mostra futuro das profissões no mundo

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Medicina, direito, engenharia, pedagogia e licenciaturas estão entre as carreiras mais procuradas por estudantes de 15 anos em 41 países. No Brasil, quase dois a cada três estudantes pretendem seguir as dez profissões mais citadas no questionário do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2018 por aqueles que fizeram as provas. 

Os resultados estão no estudo “Empregos dos sonhos? As aspirações de carreira dos adolescentes e o futuro do trabalho”, divulgado hoje (22) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A publicação analisa, entre outras, as respostas à pergunta: “Qual profissão você espera ter aos 30 anos de idade?”, feita aos participantes do Pisa. O levantamento analisa ainda os resultados dos países que participaram da edição do exame em 2000 e em 2018. 

“As aspirações profissionais dos jovens são importantes”, diz o estudo. “As aspirações de carreira dos adolescentes são um bom preditor dos empregos que os alunos podem ocupar quando adultos”, observa. A intenção é mostrar também como essas aspirações mudaram ao longo do tempo.

Ranking por gênero

Os rankings das profissões mais desejadas variam de acordo com o gênero dos estudantes. Entre as mulheres, tanto em 2000 quanto em 2018, medicina, direito, pedagogia e licenciaturas, enfermagem, psicologia, administração e veterinária estão entre as top 10. 

Em 2000, profissões como jornalista, secretária e cabeleireira completavam o ranking. Em 2018, elas saíram e deram lugar às ocupações de designers, arquitetas e policiais. 

Entre os homens, as profissões mais procuradas em 2018 foram engenheiro, administrador, médico, advogado, profissional de educação física, arquiteto, mecânico automobilístico, policial e profissional de tecnologia da informação e comunicação. As profissões são as mesmas desejadas em 2000, apenas mudaram de lugar no ranking. Engenharia, que ocupava a terceira posição entre os meninos, passou a ser a mais buscada. 

“De maneira esmagadora, são mais frequentes os meninos que esperam trabalhar em ciência e engenharia do que as meninas, mesmo quando meninos e meninas têm o mesmo desempenho no teste científico do Pisa, mas esse nem sempre é o caso. Além disso, em muitos países, o nível de interesse das meninas por essas profissões é maior do que o dos meninos”, diz o estudo. 

No Brasil, 63% dos estudantes de 15 anos querem seguir essas carreiras. O índice só é superado pela Indonésia, com 68%. França e República Tcheca têm o  menor percentual, 36%.

Futuro das profissões

O estudo analisou também os riscos de as profissões escolhidas pelos estudantes não existirem mais no futuro devido ao uso de robôs e de inteligência artificial para substituir trabalhadores. 

De acordo com o texto, a maioria das carreiras mais populares entre os jovens, como profissionais de saúde e sociais, culturais e legais, tende a ter baixo risco de automação.

No entanto, fora do ranking das profissões top 10, “muitos jovens selecionam empregos com risco muito maior de automação. Ao todo, 39% dos empregos citados pelos participantes do Pisa correm o risco de ser automatizados dentro de 10 a 15 anos”. 

O estudo mostra que o risco de automação varia entre países. Na Austrália, Irlanda e no Reino Unido, cerca de 35% dos empregos citados pelos estudantes correm o risco de automação. Na Alemanha, Grécia, Japão, Lituânia e Eslováquia, mais de 45% desses empregos estão em risco.

Pisa 2018

O Pisa é aplicado a cada três anos e avalia estudantes de 15 anos quanto aos conhecimentos em leitura, matemática e ciências. Em 2018, o Pisa foi aplicado em 79 países e regiões a 600 mil estudantes. No Brasil, cerca de 10,7 mil estudantes de 638 escolas fizeram as provas. 

Edição: Graça Adjuto
Fonte: EBC Educação
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Educação

Livro reúne textos vencedores de Olimpíada de Língua Portuguesa

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“Apenas cinzas e o cocar vermelho e, a pouca distância dele, a lâmina ensanguentada”, essa foi a visão que o pai de Anemã Irun Cinta-Larga, indígena de 50 anos, teve ao chegar na aldeia após uma noite com os amigos. Foi a manhã do Massacre do Paralelo 11, quando o território, palco de conflito entre indígenas e garimpeiros, foi invadido por pistoleiros que praticaram roubo, estupros, grilagem, assassinato, suborno e tortura, em 1963.

A história, contada no texto Paralelo 11: Do cocar vermelho ao pé de jatobá, de Karoline Vitória de Souza, 12 anos, foi um dos vencedores da 6ª edição da Olimpíada de Língua Portuguesa, cujo tema foi O lugar onde vivo. Os 135 textos produzidos pelos finalistas foram reunidos em um e-book, disponível no portal Escrevendo o Futuro

Poema sobre a cidade de Petrolina está entre os selecionados – Reprodução/Direitos Reservados

Karoline conheceu Anemã Irun Cinta-Larga em atividade promovida na escola Jerris Adriani Turatti, em Espigão D’Oeste (RO), onde estuda. “Foi uma coisa que aconteceu aqui, e eu não sabia que tinha acontecido. Eu quis escrever porque tinha que deixar marcado. Aconteceram mortes. Foi difícil”, disse.

Anemã Irun Cinta-Larga contou aos estudantes a história que ouviu do pai, Pangunsukup. Naquela noite, ele estava em uma festa regada a chicha, uma bebida fermentada natural. Quando chegou e viu a aldeia devastada, achou que fosse uma alucinação. A dona do cocar vermelho era uma “linda índia da aldeia, sem vestes, apenas um cocar e, em seu colo, uma criança em torno de seus 2 anos de idade”.

A estudante Karoline Vitória de Souza, de Rondônia, uma das vencedoras da 6ª Olimpíada de Língua Portuguesa – Lívia Wu/ItaúSocial/Direitos Reservados

A criança foi a atingida por um tiro e caiu vagarosamente ao lado da índia. A indígena foi arrastada por homens brancos até um pé de jatobá, escreveu Karoline. “E foi ali mesmo, amarrada pelos pés em dois galhos da árvore, onde o golpe certeiro do facão fez negra a visão do meu pai. Apenas um golpe. Em seguida, os dois homens começaram a revirar os índios caídos e partiram”.

Karoline não é indígena, mas disse que na escola tem colegas indígenas e que eles estão sempre na cidade, devido à proximidade da aldeia. “Eu moro não exatamente onde aconteceu o massacre, mas a história vem daqui”.

A jovem ficou muito feliz com o prêmio e foi a primeira vez que foi à São Paulo, para receber a homenagem. Ela disse que gosta muito de ler e de escrever. “Eu tinha esperança de ganhar sim, mas não tinha aquela certeza. Quando eu ganhei, quando chamaram meu nome, foi impactante”.

Massacre do Paralelo 11

De acordo com o portal Povos Indígenas no Brasil, do Instituto Socioambiental, a Terra Indígena Roosevelt, localizada em Rondônia e Mato Grosso, tem um raro kimberlito, uma rocha vulcânica onde é encontrado o diamante. O local é palco de conflitos entre indígenas e garimpeiros. Na década de 1960, houve assaltos às terras e envenenamentos de indígenas.

Em 1963, ocorreu o massacre. Foram mortos indígenas com requintes de crueldade. Uma mulher foi pendurada viva e cortada ao meio com facão. O massacre foi divulgado quando um dos participantes, não tendo recebido o pagamento prometido denunciou o caso. O crime teve repercussão internacional, mas os mandantes dos crimes não foram punidos.

Olimpíada da Língua Portuguesa

A Olimpíada contou com a participação das redes públicas de ensino de todo o país em 4.876 municípios. Ao todo, foram enviados mais de 40 mil textos e documentários de estudantes de 42.086 escolas.

A Olimpíada de Língua Portuguesa é realizada pelo Itaú Social e pelo Ministério da Educação (MEC), com coordenação técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec). Conta com a parceria da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), da Fundação Roberto Marinho e do Canal Futura.

Edição: Fernando Fraga
Fonte: EBC Educação
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