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TRF4 encerra 373 processos da Vizivali por meio da conciliação

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O Sistema de Conciliação da Justiça Federal da 4ª Região (Sistcon) encerrou na última quinta-feira (28/11), por meio de acordos, 373 processos relativos ao caso Vizivali. Representantes da União, do Estado do Paraná e dos autores das ações estiveram no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) para discutir a reparação e indenização por danos decorrentes de irregularidades na regulamentação de um curso de capacitação promovido pela Fundação Faculdade Vizivali. 

No “Programa Especial de Capacitação para a Docência nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental e Educação Infantil”, ministrado pela Vizivali, os estudantes não tiveram seus diplomas reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC). O curso foi realizado de forma semi-presencial e ocorreu no período de 2002 a 2007.

A audiência, que ocorreu por meio de videoconferência entre o TRF4 e as Subseções Judiciárias de Curitiba e Francisco Beltrão, no Paraná, foi coordenada pelo juiz federal auxiliar do Sistcon, Eduardo Picarelli, e resultou em acordo que encerrou 373 processos.

Após diversas tratativas que possibilitaram aos envolvidos a apresentação de propostas, que foram analisadas e aperfeiçoadas, conseguiu-se chegar a um entendimento quanto à indenização e as demais providências a serem adotadas.

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Indenização

Ao todo será pago às partes a quantia de R$ 8.030.000,00 de indenização por danos morais. O montante será pago solidariamente entre a União e o Estado do Paraná, com valores variando entre R$11 mil e R$ 40 mil por parte, conforme o tempo de tramitação do processo. Os estudantes do curso deverão receber as indenizações entre janeiro e fevereiro do próximo ano. As requisições de pagamento serão expedidas diretamente no TRF4, com o apoio do Núcleo de Cálculos Judiciais.

Diplomas

Quanto aos diplomas que ainda não tenham sido expedidos, a União realizará o respectivo registro nos casos em que houver determinação judicial no processo, desde que o aluno comprometa-se a fornecer a documentação necessária que comprove a conclusão do ensino médio e do curso promovido pela Vizivali.

A opção pela conciliação

O procurador da União Sérgio Dri explica que a conciliação possibilitou uma economia de cerca de R$ 780 mil nos processos. “Poupa trabalho e tempo de tramitação das ações, a parte interessada recebe seu dinheiro em menor prazo e a União tem economia. É bom para todos”, ele enfatiza.

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Como os processos estavam pendentes de apreciação de recurso extraordinário e especial no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ), a solução definitiva poderia se estender por mais um longo período se não ocorresse a conciliação. 

Os processos desta matéria já estavam há mais de um ano passando por audiências e negociações e representam uma parte significativa dos que restavam em tramitação. O juiz federal Eduardo Picarelli explicou que houve um esforço conjunto da Advocacia-Geral da União (AGU), da Procuradoria do Estado do Paraná e do tribunal a fim de tentar resolver todos os processos do caso Vizivali por meio da conciliação.

Fonte: TRF4
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Contribuições previdenciárias não devem incidir sobre o terço constitucional de férias

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O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) manteve sentença que reconheceu o direito dos filiados do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Santa Maria e Região (RS) de não pagarem para a Fazenda Nacional contribuições previdenciárias sobre os valores recebidos a título de abono do terço constitucional de férias usufruídas. A decisão foi proferida pela 1ª Turma da corte, de forma unânime, em julgamento realizado na última quarta-feira (4/12).

O sindicato havia ajuizado ação coletiva, em outubro de 2018, contra a União. A parte autora requisitou que fosse determinada a não incidência de contribuições previdenciárias sobre o terço constitucional de férias gozadas recebido pelos seus representados.

No processo, o órgão de classe apontou para o entendimento firmado em julgamento realizado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) de que a parcela tem natureza indenizatória, não integrando o salário-de-contribuição do empregado. Dessa forma, alegou que a verba não tem natureza salarial e seria indevido o pagamento pelos bancários de contribuição social previdenciária.

O juízo da 3ª Vara Federal de Santa Maria julgou procedente a ação, declarando o direito dos representados de não sofrerem a cobrança da contribuição previdenciária sobre o terço constitucional de férias gozadas e condenando a Fazenda Nacional a restituir os valores indevidamente recolhidos corrigidos e atualizados, observada a prescrição do que foi recolhido mais de cinco anos antes do ajuizamento da ação.

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A decisão também determinou que a eficácia não estava limitada aos filiados ao sindicato no momento do ajuizamento do processo e inclui os futuros membros, além de produzir efeitos em toda a base territorial abrangida pela entidade autora.

A União recorreu da sentença ao TRF4. No recurso, afirmou que o abono de férias gozadas possui natureza de remuneração e, portanto, não haveria nenhuma irregularidade na cobrança das contribuições.

A 1ª Turma do tribunal, por unanimidade, negou provimento à apelação e manteve a sentença em todos os seus termos.

Segundo o relator do caso, juiz federal convocado para atuar na corte Alexandre Gonçalves Lippel, a decisão está de acordo com a jurisprudência consolidada pelo STJ. “O Superior Tribunal de Justiça estabeleceu o Tema nº 479 no sentido de que os pagamentos a empregados referentes ao terço constitucional de férias têm natureza de indenização, razão pela qual sobre essa verba não incide contribuição previdenciária patronal. No mesmo sentido, deve ser para a contribuição previdenciária paga pelo empregado, posto que de mesma natureza”, destacou o magistrado.

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Sobre a restituição dos valores já recolhidos, Lippel ressaltou que “reconhecido o indébito, e tratando-se de processo pelo procedimento comum, está presente o direito de compensar. A compensação é pedido sucessivo em relação ao de afastamento de exigência de tributo. O direito de compensar se tornará eficaz a partir do trânsito em julgado desta decisão, aplicando-se na atualização dos valores a restituir ou compensar a variação da taxa SELIC, nos termos do § 4º do art. 89 da Lei 8.212/1991 e do § 4° do art. 39 da Lei 9.250/1995, conforme a pertinência estabelecida em função da espécie do indébito, índice que já engloba juros e correção monetária. Incidirá a atualização até a restituição ou a compensação”.

Nº 5007533-77.2018.4.04.7102/TRF

Fonte: TRF4
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TRF4 nega pedido de prorrogação de serviço militar temporário

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O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou o recurso de uma militar do Comando Naval de Porto Alegre para prorrogar o tempo de serviço temporário. Ela ajuizou ação na Justiça Federal contra ato administrativo que a desligou por ter completado 45 anos de idade. No entendimento da 3ª Turma da corte, a Administração Militar possui autonomia para definir os critérios de prorrogação de serviço temporário, não havendo inconstitucionalidade na fixação de um limite etário.

A militar, aprovada para vaga temporária em concurso público de 2017, exercia o cargo de técnica de enfermagem na Divisão de Saúde da Capitania Fluvial de Porto Alegre. O Comando Naval utilizou como fundamentação para o desligamento a Lei 4.375/64, que prevê que a obrigação de prestar serviço militar perdura até o fim do ano em que o militar completa 45 anos de idade.

A autora alegou que a lei que estabelece o limite etário não deveria ser aplicada em seu caso, visto que a mesma não abrangeria o serviço militar voluntário, mas somente o obrigatório.

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A 10ª Vara Federal de Porto Alegre indeferiu o pedido de tutela antecipada e manteve a validação do ato administrativo, por entender que as Forças Armadas têm o direito de, nos termos do artigo 121 da Lei nº 6.880/80, proceder a qualquer momento o desligamento de militar que não possui estabilidade assegurada.

Sendo assim, a militar ajuizou agravo de instrumento no tribunal. Em sessão de julgamento realizada no dia 26 de novembro, a 3ª Turma da corte negou por maioria o recurso e manteve o entendimento adotado pelo juízo de primeira instância.

A relatora do caso, desembargadora federal Vânia Hack de Almeida, destacou em seu voto que o Estatuto dos Militares dispõe que o licenciamento de ofício deve ser feito através dos regulamentos específicos de cada Força Armada. A magistrada ainda frisou que na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) não há acórdão que tenha decidido pela inconstitucionalidade da limitação etária para prorrogação de serviço militar temporário.

“O critério etário utilizado para fim de licenciamento de ofício do militar temporário está em conformidade com o poder discricionário da Administração Militar e, portanto, não se configura como arbitrário, irrazoável ou desproporcional, na medida em que se pauta no limite de idade estabelecido no artigo 5º da Lei 4.375/64”, concluiu Vânia.

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A ação segue tramitando e ainda deverá ter seu mérito julgado na 10ª Vara Federal de Porto Alegre.

Nº 5031452-27.2019.4.04.0000/TRF

Fonte: TRF4
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