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SUÍNOS/CEPEA: Demanda aquecida leva preços de toda a cadeia suína a patamares recordes

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Cepea, 27/11/2019 – Após passar por períodos conturbados em anos recentes, a suinocultura brasileira, enfim, vivencia um bom momento. Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, os preços de toda a cadeia (suíno vivo, carne e cortes) estão em movimento de alta desde o final de setembro em praticamente todas as regiões levantadas pela Equipe.

 

Esse cenário é reflexo tanto da oferta reduzida de animais para abate quanto das aquecidas demandas interna e externa. No caso da procura doméstica, pesquisadores do Cepea relatam forte aumento, o que se deve ao período de final de ano, quando tipicamente atacadistas começam a formar estoques, e ao preço recorde da principal carne concorrente, a carcaça casada bovina, que leva o consumidor a procurar outras fontes de proteína.

 

A maior demanda internacional, por sua vez, está atrelada aos contínuos surtos de Peste Suína Africana (PSA) na Ásia, que tem feito com que a agentes dessa região – especialmente da China – aumentem as compras externas da proteína. O Brasil, vale lembrar, é o quarto maior exportador mundial da carne suína.

 

De acordo com dados do Cepea, nessa terça-feira, 26, os Indicadores do suíno vivo de Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul atingiram R$ 5,90/kg, R$ 5,75/kg, R$ 5,38/kg, R$ 5,15/kg e R$ 5,01/kg, respectivamente, recordes nominais da série histórica do Cepea, iniciada em julho de 2010. Em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPG-DI de outubro/19), o Indicador de Minas Gerais é o maior desde janeiro/19 e o de São Paulo, desde meados de fevereiro/17. Para os estados da região Sul, por sua vez, os Indicadores reais também são os maiores desde janeiro/15.

 

No atacado da Grande São Paulo, a carcaça comum foi negociada a R$ 8,38/kg no dia 26 e a carcaça especial, a R$ 8,89/kg, ambos recordes nominais da série histórica do Cepea, iniciada em janeiro de 2004. Em termos reais (neste caso, os preços foram deflacionados pelo IPCA de outubro/19), as médias dessa terça são as maiores desde janeiro/15, para ambos os produtos.

 

EXPORTAÇÃO – As exportações brasileiras de carne suína aumentaram expressivamente em outubro, atingindo o terceiro maior volume da série história da Secex, iniciada em 1997. De acordo com a Secretaria, foram embarcadas 67,3 mil toneladas de produtos suínos, 17,8% a mais que em setembro/19. Para a China, especificamente, o volume de outubro somou 25,5 mil toneladas, crescimentos de 14,7% frente ao mês anterior e de 81% em relação a outubro/18.

 

De janeiro a outubro deste ano, foram exportadas 582,9 mil toneladas de carne suína, 12% a mais que no mesmo período de 2018. Desse total, 183,1 mil toneladas tiveram como destino a China, o equivalente a 31% das vendas totais.

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o mercado de suínos aqui e por meio da Comunicação Cepea: (19) 3429-8836 / 8837 e [email protected]

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O Boletim do Leite de fevereiro já está disponível em nosso site

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Cepea, 19/02/2020 – Nesta edição, confira:

 

Preços devem seguir firmes no primeiro trimestre Os preços do leite no campo seguem uma tendência sazonal. No verão, a produção é estimulada pelo maior volume de chuvas, que beneficiam as pastagens e, assim, a alimentação animal. Como consequência da maior produção no campo, os preços tendem a cair de novembro a março. Essa tendência dá certa previsibilidade para a tomada de decisão dos agentes de mercado. Leia mais.

 

Com estoques controlados, preço do UHT volta a recuar em janeiro Após o aumento no último mês de 2019, em janeiro, o preço do leite longa vida negociado no mercado atacadista de São Paulo registrou recuo de 1,8% frente a dezembro/19 e de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior, fechando com média de R$ 2,37/litro. Leia mais.

 

Exportações reagem no primeiro mês de 2020 Em janeiro, foi registrada uma alta significativa nas exportações de leite em pó frente aos últimos anos. Segundo dados da Secex, o volume total exportado no primeiro mês de 2020 atingiu 1,02 mil toneladas, sendo que 97% foram destinados para a Argélia, no valor médio de US$ 3,10/kg. Vale lembrar que, em dezembro/19, a quantidade desse mesmo derivado não ultrapassou 11 toneladas. Leia mais.

 

2020 se inicia com alta nos custos de produção Os custos de produção de leite, representados pelos desembolsos do produtor, iniciaram 2020 com alta de 1,62% na média Brasil, que considera os estados da BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP. Esse cenário se deve, principalmente, ao reajuste do salário-mínimo e ao aumento nos preços das rações. Leia mais.

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MERCADO DE TRABALHO/CEPEA: Ocupações no agro fecham 2019 estáveis, com participação de 20% no total do BR

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Cepea, 19/02/2020 – Segundo pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a Fealq (Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz), a população ocupada no agronegócio brasileiro somou 18,3 milhões em 2019, praticamente estável (ligeira alta de 0,8%, ou 145 mil pessoas) na comparação com o ano anterior. A participação do agronegócio no mercado de trabalho brasileiro foi de 19,6% em 2019 – vale lembrar que, no total, a população ocupada somou 93,4 milhões de pessoas, avanço de 2% entre 2018 e 2019.

 

Esse resultado, segundo pesquisadores do Cepea, está atrelado a comportamentos distintos entre os segmentos do setor. O número de empregados cresceu nos segmentos industriais (insumos e agroindústria) e de agrosserviços, mas ficou estável na agropecuária (com queda não significativa).

 

PERFIL – Quanto à qualificação da mão de obra (ou ao nível de instrução), a tendência de aumento verificada nos últimos anos se manteve em 2019. Esse movimento é explicado pela redução do número de pessoas pouco instruídas trabalhando na agropecuária, reflexo da modernização e da concentração da produção, e do surgimento de oportunidades para uma mão de obra mais qualificada no segmento e também antes e depois da porteira.

 

Uma segunda tendência que vem sendo observada desde 2015 também se manteve em 2019: a de aumento da informalidade dos empregos. Uma terceira tendência mantida foi a de elevação da participação feminina no agronegócio. Entre 2018 e 2019, enquanto o número de homens atuando no setor ficou praticamente estável (+0,25%), o total de mulheres cresceu 2,02%, com adicional de 114 mil trabalhando nos diversos segmentos do agronegócio.

 

RENDIMENTOS – Quanto aos salários, houve estabilidade real para os empregados e aumento real para os empregadores, no agronegócio e no Brasil como um todo. Para os trabalhadores por conta própria, houve alta real no agronegócio, mas estabilidade no País.

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o Mercado de trabalho do agronegócioaquie por meio da Comunicação Cepea, com o prof. Geraldo Barros e com a pesquisadora Nicole Rennó: (19) 3429-8836 / 8837 e [email protected]

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