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Gato por lebre? Participantes de evento se revoltam por ausência de palestrante

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Evento acontece neste final de semana, mas sem o palestrante que seria a atração principal

Com a promessa de mudar a vida financeira dos participantes, e divulgado como o “Maior Evento de Educação Financeira do Mundo”, começou na última sexta-feira (15) , no Expo Center Norte, na cidade de São Paulo, o Milionaire Mind Intensive (MMI).

Porém, “gato por lebre” foi a  forma como alguns participantes  se referiam ao evento na tarde deste domingo.

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“Comprei o ingresso Gold para ver o palestrante norte-americano  (Douglas ‘Doug’ Nelson) e não aconteceu. Na sexta-feira (15) já tinha gente reclamando, foram passando os dias e ele não veio. Venderam uma coisa e não cumpriram . Gato por lebre, né?”, afirmou o assistente administrativo Lucas Oliveira da Silva, 23.

O MMI é um evento vinculado a Thomas Harv Eker , palestrante motivacional conhecido por suas teorias sobre riqueza e motivação e autor de “Os segredos da mente milionária”.

Doug Nelson é palestrante oficial do método de Harv Eker. Nesta edição do evento, que aconteceu entre 15 e 17 de novembro, cerca de 2.500 pessoas participaram do treinamento.

“Não é nem apenas pela questão financeira, é muita frustação “, desabafou a master coach Gleyce Bandeira, 37, que veio de Campo Grande, no Mato Grosso Sul, junto com o marido e o filho, para assistir o evento em São Paulo.

Ela conta que cada um pagou R$ 970 para participar do evento na categoria Diamond , que incluía Coffee Break e almoço.

“Paguei esse valor porque comprei no primeiro lote , em agosto (deste ano). Mas teve gente que pagou muito mais”, conta. Em outras edições do evento, os ingressos foram divulgado por até R$ 1.970.

Além do ingresso, Gleyce conta que teve gastos com transporte, hospedagem, passagem aérea e outras despesa. “Somando tudo, nós três gastamos mais de R$ 10 mil “, calcula. Além de tudo, no último dia do vento, a participante relata que o almoço não foi servido. 

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“Não sei se por causa da confusão toda, mas hoje (domingo) não foi servido almoço. Serviram, na área do coffee break, umas esfihas . Tudo mundo comendo de pé!”, afirma Gleyce revoltada.

Em busca de reparação

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Reprodução internet

Imagens na internet mostram propaganda de palestrante norte-americano no evento de São Paulo

Com a situação, alguns participantes do evento começaram a se organizar.

Atualmente existem pelo menos dois grupos de WhatsApp , um com mais de 250 e outro com aproximadamente 140 pessoas,  e outro no Telegram , de participantes que buscam algum tipo de reparação da empresa que organiza o evento, a  Experiência de Sucesso (ES).

Nesses grupos, participantes relatam que inicialmente, Leandro Marcondes, Fundador e CEO da Experiência de Sucesso, informou que Doug não pôde estar em São Paulo porque passou por um procedimento cirúrgico .

Com isso, os sócios da ES assumiram o processo ao longo do evento. “É o próprio organizador do evento que está no palco dando o curso”, conta Gleyce. Segundo a coach isso tem dificultado a negociação com a empresa sobre um possível ressarcimento aos participantes. 

“Eles estão fingindo que não está acontecendo nada”, diz Gleyce. Já Lucas conta que houve uma promessa de retorno em outro evento organizado pela empresa. “Seria um evento com o Guga (Stocco) que custa R$ 10 mil. Eu fiquei interessado, mas temos que ver se vai ter isso mesmo”, relata.

Processo

O advogado especialista em direito do consumidor Vinicius Zwarg afirma que teve conhecimento do problema porque cerca de 30 participantes entraram em contato com ele.

“Contato direito comigo, cerca de 30 participantes. Desde ontem (sábado) tenho recebido ligações. Mas acredito que existem outras pessoas interessadas . Elas estão muito revoltadas”, declara Zwarg. 

Segundo o advogado, existe nesse caso “responsabilidade pré-contratual”. “Quando existe uma oferta, cria-se um vínculo . Se eles ofereceram dessa maneira (o evento) tinham que cumprir daquela forma”, explica. 

Para Zwarg é caso de ressarcimento. “Tem que ressarcir sim, e não apenas o valor do ingresso , mas também as despesas com alimentação, passagens aéreas, hospedagem”, avalia o advogado.

O que aconteceu de fato?

Após a criação dos grupos de WhatsApp , outras imagens e informações começaram a ser compartilhadas pelas pessoas que se sentiram lesadas.

Entre as reclamações dos participantes, além de os palestrantes ‘substitutos’ não serem certificados, está que a empresa EC supostamente já sabia que Doug Nelson não poderia participar do evento.

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Já na manhã deste domingo (17), houve quem entrasse em contato com um perfil que supostamente seria do palestrante Doug Nelson . Em prints da conversa, ele aparece afirmando que está bem de saúde e ministrando um programa do MMI em Nova York.

Além dele, outra imagem mostra uma suposta conversa com  Thomas Harv Eker, o criador do programa. Nela, ele afirma que Leandro Marcondes não estaria certificado para ministrar o curso e que estaria tentando um contato com as autoridades brasileiras para que uma ação pudesse ser tomada.

Foi ma-fé?

Para o advogado  Vinicius Zwarg não é possível dizer ainda se há indícios de ma-fé da empresa. Ele ressalta, entretanto, que para o processo de ressarcimento , isso não faz diferença. 

“Muita gente confunde isso, acha que se não houve má-fé da empresa não existe a responsabilidade de ressarcimento. Não funciona assim. Mesmo que eles não tenham feito nada mal-intencionados, houve prejuízo para o cliente , então tem que ressarcir”, explica o advogado especialista em direito do consumidor.

O que diz a ES

Em vídeo divulgado em um dos grupos de participantes e filmado na abertura das atividades neste domingo, Leandro Marcondes aparece já em cima do palco e trazendo esclarecimentos sobre os ‘boatos’ que ouviu e que estariam sendo compartilhados em grupos nas redes sociais.

Segundo ele, os insatisfeitos representam uma pequena parte dos participantes , que lhe deram retornos bastante positivos sobre o conteúdo dos cursos. Além disso, ressaltou que a empresa está entregando exatamente o que propôs em termos de conteúdo, que o único problema seria a ausência de Doug Nelson e que as acusações de enganação são infundadas.

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“A gente criou essa pessoa ao longo dos eventos. Nós criamos a imagem dessa pessoa aqui no Brasil. T. Harv Eker tem diversos palestrantes pelo mundo inteiro, e nós criamos um. De qualquer forma, todo o programa que está sendo apresentado aqui é o mesmo MMI que a ES sempre apresentou. Acusações causam uma confusão desnecessária. Pedimos a todos que não deem ouvido a este grupo”, declarou Marcondes no vídeo.

A reportagem tentou contato com os organizadores , para que outros esclarecimentos pudessem ser feitos, mas não obteve retorno.

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Confira o calendário para saque em dinheiro do auxílio emergencial

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Quem prefere sacar o dinheiro do auxílio emergencial de R$ 600 terá que acompanhar um calendário que começa no próximo dia 18 de julho, para nascidos em janeiro, e vai até 19 de setembro, para nascidos em dezembro. Os detalhes foram anunciados pelo vice-presidente da Rede de Varejo da Caixa Econômica Federal, Paulo Henrique Angelo Souza, durante coletiva virtual transmitida nas redes sociais do banco estatal. 

Esse calendário para saque em dinheiro vale para cerca de 45 milhões de beneficiários do programa que se inscreveram pelo site ou pelo aplicativo e aqueles que estão inscritos no Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico) do governo federal. Quem é beneficiário do Bolsa Família receberá as novas parcelas do auxílio emergencial pelo calendário próprio do programa de combate à miséria. Para quem usa o aplicativo Caixa TEM para transações digitais, que permite o pagamento de contas e compras online, o dinheiro poderá ser movimentado antes do calendário anunciado para saque em dinheiro.  

De acordo com a Caixa, os beneficiários do auxílio emergencial estão divididos em quatro lotes. O lote 1 é composto pelas primeiras pessoas que tiveram o cadastro aprovado, no total de 31 milhões, e que receberam a primeira parcela em abril. Essas pessoas já estão começando a receber a terceira parcela. O lote 2 é formado 8,7 milhões de beneficiários que receberam a primeira parcela em maio e estão agora recebendo a segunda parcela. Quem recebeu a primeira parcela do auxílio no início de junho faz parte do lote 3 (5,2 milhões de pessoas), enquanto quem recebeu no final de junho compõe o lote 4 (cera de 1 milhão de pessoas).

Confira no quadro a seguir o calendário de pagamento de cada lote, de acordo com o mês de nascimento:

Calendário para saque em dinheiro do auxílio emergencial Calendário para saque em dinheiro do auxílio emergencial

Calendário para saque em dinheiro do auxílio emergencial – Divulgação/Caixa

Números do Auxílio Emergencial

Até agora, segundo a Caixa, o auxílio emergencial já foi pago a 65,2 milhões de pessoas. Desse total, 19,2 milhões são inscritos no Bolsa Família, outros 10,5 milhões fazem parte do CadÚnico e um total de 35,5 milhões foram as pessoas que se inscreveram diretamente pelo site ou pelo aplicativo, e compõem o grande contingente de trabalhadores informais que estavam fora de qualquer base de dados do governo.

Para o pagamento do benefício, já foram desembolsados R$ 121,1 bilhões. Ainda estão em análise cerca de 2,1 milhões de cadastros, que podem ter o auxílio aprovado ou não. 

Edição: Aline Leal

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FecomercioSP cobra agilidade no crédito a pequenas e médias empresas

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A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) cobrou hoje (9) das instituições bancárias agilidade no acesso às linhas de crédito emergenciais do governo às pequenas e médias empresas. De acordo com a entidade, parte das pessoas jurídicas continua com dificuldade em obter os recursos nos bancos.

“Mesmo com as recentes liberações de linhas de crédito pelo governo federal, são recorrentes as queixas de pequenos e médios empresários, que continuam com dificuldade em obter esses recursos”, diz, em nota a FecomercioSP. “Como as linhas disponibilizadas recentemente foram pouco utilizadas no passado, os gerentes de bancos, muitas vezes, desconhecem os produtos e os procedimentos.”

Segundo a entidade, o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), por exemplo, apesar de já estar autorizado a ser operado por todas as instituições públicas e privadas, só oferece recursos por meio da Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil.

A FecomercioSP pede que os bancos operem de modo desburocratizado, com análises mais rápidas, menos seletivas e  menos exigências. “Outro entrave que precisa ser superado é que a concessão do crédito não seja condicionada à aquisição de outros produtos e à aplicação de taxas e seguros, já que essas práticas encarecem uma linha de crédito que foi criada com caráter emergencial com o objetivo de proporcionar sobrevida aos negócios”.

Levantamento elaborado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado no último dia 29, mostrou que, de 7 de abril a 2 de junho, cerca de 6,7 milhões de empresários tentaram obter crédito para manter pequenos negócios. No entanto, apenas 1 milhão (15%) conseguiram os recursos.

Em nota, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) disse que, no período da pandemia, o setor bancário concedeu, para pequenas empresas, R$ 50,6 bilhões em novas contratações, renovou R$ 31,1 bilhões de contratos e deu carência em parcelas de R$ 12,3 bilhões em empréstimos com saldo devedor de R$ 72,4 bilhões. 

De acordo com a entidade, o setor renegociou 11,1 milhões de contratos de pequenas empresas e pessoas físicas, com carência entre 60 a 180 dias do pagamento de R$ 44,5 bilhões em parcelas, “permitindo que empresas de menor porte e famílias mantivessem esses recursos em seu poder para honrar outros compromissos”.

“A Febraban entende que a demanda por novos financiamentos ainda não foi plenamente atendida, e se mostra compreensível às reclamações de micro e pequenos empresários. As novas medidas anunciadas pelo Banco Central recentemente, focadas nas empresas de pequeno porte, revelaram que o governo reconheceu a necessidade de melhor canalizar os esforços e recursos para esse importante segmento da economia”, destacou em nota.

A entidade disse ainda que os bancos estão em processo de implementação do Pronampe e que “esperam do governo crédito facilitado e menos burocracia para que possam fazer fluir os recursos a quem precisa”.

A Febraban disse ainda que os bancos não estão solicitando contrapartidas adicionais em relação às novas linhas, “mantendo apenas o que exige os regulamentos dos respectivos fundos”.

 

br

Edição: Nádia Franco

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