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Agricultura

No Banco Mundial, em Washington, ministra apresenta resultados do ABC Cerrado

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Ao participar de painel no Banco Mundial sobre a experiência brasileira com a agricultura de baixo carbono, a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) apresentou os resultados do programa ABC Cerrado. Segundo a ministra, a ideia é levar a mesma proposta exitosa para outras regiões do Brasil. 

No discurso no Banco Mundial, a ministra também ressaltou que o Brasil conta com uma das legislações ambientais mais exigentes do mundo, lembrando o Código Florestal e falou sobre seus desafios na pasta. “Quando assumi o Ministério da Agricultura, no início deste ano, estabeleci uma agenda estratégica baseada em três desafios que serão endereçados nos próximos anos: governança fundiária, inovação tecnológica e qualidade sanitária. Desafios estes fundamentais para atuar como um tripé para a produção sustentável”, disse a ministra. 

Confira o discurso da ministra no Banco Mundial

AgroNordeste

Pela manhã, em coletiva à imprensa, a ministra disse que irá buscar apoio do Banco Mundial e do BID para o desenvolvimento do programa AgroNordeste. “O Banco Mundial que já tem vários projetos exitosos no Brasil e com o Ministério da Agricultura agora também nos animaram a fazer essa visita para que a gente dê prosseguimento a essa agenda, que acredito que possa ser uma agenda exitosa. Vamos tratar de temas que envolvem questões sociais, questões produtivas e questões ambientais junto a esse projeto do Agronordeste”, disse a ministra nesta segunda-feira.

A ministra ressaltou que o apoio aos pequenos agricultores é um dos principais eixos do Ministério da Agricultura. “Esse é um dos grandes desafios que o Ministério tem para esses quatro anos, que é colocar esse segmento do pequeno agricultor, da agricultora familiar e dos assentamentos na zona produtiva e incorporá-los ao segmento produtivo. Hoje existe uma diferença muito grande entre a agricultura comercial e a pequena agricultura, então essa é uma grande preocupação nossa à frente do Ministério da Agricultura”, disse.

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O AgroNordeste é um plano de ação para impulsionar o desenvolvimento econômico, social e sustentável do meio rural da região. O programa será implantado em 2019 e 2020 em 230 municípios dos nove estados do Nordeste e parte de Minas Gerais, divididos em 12 territórios, com uma população rural de 1,7 milhão de pessoas.

A ministra informou também que nos encontros com o Banco Mundial e o BID irá tratar de um projeto semelhante ao AgroNordeste para a Região Norte do Brasil, o AgroNorte, e que terá como um dos eixos a regularização fundiária, um dos principais problemas da região. “É um problema [questão fundiária] que nos preocupa muito, porque a base para você poder levar prosperidade, projetos que possam colocar as pessoas na vida produtiva e dignidade, tem que começar com o primeiro pilar que é a regularização fundiária”, disse.

Tereza Cristina voltou a destacar que os produtos agropecuários brasileiros que vão para exportação não estão na Amazônia. “A agricultura brasileira que exporta está no Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país. Essa agricultura não tem nada a ver com a Amazônia”, afirmou. “Isso não é agricultura [desmatamento ilegal]. Agricultura brasileira é para quem tem título, está produzindo sob o regime do Código Florestal, que é lei no Brasil. Quem estiver fora disso, está fazendo ilegalmente”, acrescentou.

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Observatório

A Delegação do Ministério da Agricultura participou nesta segunda-feira de reunião com o Observatório da Agricultura do Banco Mundial. Na ocasião, foram apresentadas as metodologias e os dados que servem de base para análises de possíveis impactos do clima na produção agrícola mundial.

Este ano, o Mapa inaugurou o Observatório da Agropecuária para integração e análises dos dados sobre o setor. Foram discutidas estratégias de cooperação entre os dois Observatórios para intensificar o intercâmbio de dados que contribuam com a efetividade de políticas públicas para a agricultura brasileira.

Além da ministra, participaram da reunião os secretários de Comércio e Relações Internacionais, Embaixador Orlando Leite Ribeiro, de Política Agrícola, Eduardo Sampaio, e de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação, Fernando Camargo.

Agenda 

A agenda da ministra Tereza Cristina nos Estados Unidos inclui também reuniões no Instituto Brasil do Wilson Center, além do encontro com o secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue. Entre os temas do encontro está a suspensão das importações de carne bovina brasileira in natura pelos Estados Unidos.

A ministra pretende esclarecer os questionamentos dos americanos sem a necessidade de uma nova missão técnica ao Brasil. Tereza Cristina também pretende levar a Perdue questões como as cotas para o etanol, a abertura do mercado para o trigo e a cooperação entre os países do AG-5 (Estados Unidos, Brasil, Canadá, Argentina e México).

Informações à imprensa[email protected]

Fonte: MAPA GOV
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Agricultura

Ministério assina contrato com o BID para destinar US$ 200 milhões para a Defesa Agropecuária

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento assinou nesta quarta-feira (4) o contrato de empréstimo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para o Programa de Modernização e Fortalecimento da Defesa Agropecuária (ProDefesa). A assinatura ocorreu durante cerimônia para celebrar os 60 anos do banco. 

O custo estimado do programa é de US$ 200 milhões para os próximos cinco anos, sendo que US$ 195 milhões virão de empréstimo junto ao BID e US$ 5 milhões de aporte do governo federal. A operação foi autorizada pelo Senado Federal.

Segundo a ministra Tereza Cristina, o programa vai permitir que o Brasil continue livre da febre aftosa, aumente as áreas sem a peste suína clássica (PSC) e sem a mosca da carambola. Com esses recursos, também serão reestruturados os serviços de sanidade animal e vegetal.

“Estou muito feliz com este momento porque um dos pilares da minha gestão é justamente a defesa agropecuária. Hoje, o agro responde por mais de 40% das exportações brasileiras e por isso precisamos aprimorar nossa vigilância internacional e agilizar, pela informatização, a liberação de mercadorias, bem como inspeções, registros e autorizações. Simplificar sem precarizar, como digo sempre, usando a tecnologia a nosso favor”, disse a ministra.

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Do total a ser investido, o controle e erradicação de pragas e doenças receberá US$ 137 milhões, a melhoria da eficiência dos serviços de defesa agropecuária ficará com US$ 23 milhões, e ao conhecimento e inovação para a defesa agropecuária caberá US$ 35 milhões. Adicionalmente, o Ministério aportará contrapartida de US$ 5 milhões para acompanhamento e avaliação dos projetos.

A ministra disse que, além do Prodefesa, o Mapa está elaborando uma Carta Consulta de Apoio do BID ao Plano AgroNordeste, voltado para inclusão de pequenos e médios produtores na região do semiárido brasileiro. Ela anunciou que o Ministério da Economia já autorizou a aprovação da carta para março de 2020.

Tereza Cristina lembrou que o BID é um parceiro importante do Brasil na disseminação de tecnologias de agricultura de baixa emissão de carbono, como o Projeto Rural Sustentável, aprovado pelo banco em 2013, que atuou na Amazônia e Mata Atlântica, beneficiando 25 mil produtores e atingindo 46 mil hectares.

O representante do BID no Brasil, Hugo Flórez Timorán, disse que a assinatura do contrato de empréstimo é simbólico para o momento atual do Banco, e ressaltou que o BID quer continuar sendo um parceiro estratégico do Brasil. “Para os próximos anos, vamos continuar acompanhando o país em seus esforços para aumentar o ritmo de crescimento da produtividade e assim consolidar seus ganhos sociais”, disse.

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O contrato foi assinado pelo representante do BID no Brasil, Hugo Flórez Timorán, pela ministra Tereza Cristina e pela procuradora da Fazenda Nacional, Suely Dib de Sousa e Silva

O contrato foi assinado pelo representante do BID no Brasil, Hugo Flórez Timorán, pela ministra Tereza Cristina e pela procuradora da Fazenda Nacional, Suely Dib de Sousa e Silva

 

 

Informações à imprensa:[email protected]

Fonte: MAPA GOV
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Convênio prevê expansão da palma forrageira na Paraíba

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A expansão da palma forrageira, importante alimento do rebanho do Nordeste em períodos de seca, é o objetivo do convênio entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o governo da Paraíba. Assinado nesta quarta-feira (4) pela ministra Tereza Cristina e pelo secretário de Agricultura da Paraíba, Efraim Morais, o convênio integra as ações do AgroNordeste. 

Segundo o convênio, serão investidos R$ 5,4 milhões na implantação de campos de multiplicação da palma forrageira irrigada, com transferência de tecnologia e capacitação, visando revitalizar a cultura na Paraíba. Serão dois hectares de palma em cada município paraibano. As mudas serão usadas para expandir a palma para os demais estados do Nordeste. 

Para a ministra, o projeto servirá de berço para a multiplicação da palma forrageira, criando uma fonte de alimento para os animais na época da seca. “Temos experiências da Embrapa com a palma resistente à cochonilha, que acabou com essa cultura no passado e que deixou muita gente sem condições de sobreviver com seus animais na seca que assolou a região por muitos anos”, disse. 

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Alimento de bovinos, caprinos e ovinos, a palma forrageira fortalece a cadeia produtiva da pecuária nordestina. “Fico muito feliz de estarmos juntos assinando esse convênio porque sei que isso vai beneficiar diretamente o pequeno agricultor, aquele que precisa dessa ajuda para sobreviver com dignidade, ter renda para continuar na área rural”, destacou a ministra. 

O secretário de Agricultura disse que o projeto será implantado em 169 municípios da Paraíba, o que significa 388 hectares de palma irrigada no estado. “Estamos retomando uma das culturas mais importantes para a sobrevivência dos rebanhos, sejam de bovinos, ovinos e caprinos, principalmente na época da seca”, afirmou Morais. Segundo ele, em um ano e meio já será possível colher os primeiros resultados do projeto. 

Também participaram da assinatura do convênio, o secretário executivo do Mapa, Marcos Montes; o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo, Fernando Schwanke; o coordenador do AgroNordeste, Danilo Forte; o deputado federal Efraim Morais Filho; os prefeitos de São Sebastião do Umbuzeiro, Adriano Wolff, e de Alhandra, Renato Mendes Leite.

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Informações à Imprensa[email protected]

Fonte: MAPA GOV
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