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Saúde

Hospital faz vídeo emocionante para comemorar Dia da Prematuridade; assista

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Para comemora o Dia da Prematuridade, celebrado neste domingo dia 17 de novembro, o Hospital Nossa Senhora das Graças divulgou um vídeo intitulado “Diário de um prematuro” e emocionou as redes sociais.

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Reprodução/ YouTube

Heloísa é o bebê prematuro do vídeo do Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba

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O vídeo tem como objetivo dar apoio para pais e familiares de bebê prematuro. A história narrada no vídeo é a da pequena Heloisa, que nasceu com 1 kg e 500 gramas e precisou de acompanhamentos médicos por dois meses na UTI neonatal do hospital em Curitiba.

“O neném quando nasce prematuro, ele tem uma imaturidade de todos os sistemas como o respiratório, o renal, o circulatório. Então o cuidado especializado vai fazer a diferença tanto na sobrevida do bebê como na qualidade, tentando minimizar as sequelas que a prematuridade pode deixar”, explicou a médica pediatra Cristina Alves Cardozo, ao site Paraná Portal.

Assista ao vídeo abaixo:

Prematuridade pelo mundo

Segundo a Organização Mundial de Saúde é considerado prematuro todos os bebês que nascem com menos de 37 semanas de gestação (o normal é 40 semanas). Nestes casos existem três classificações:

  • Prematuro extremo: nascido antes das 28 semanas;
  • Muito prematuro: entre 28 e 32 semanas;
  • Prematuro moderado a tardio: entre 32 e 37 semanas.

A OMS aponta que, por ano no mundo, mais de 30 milhões de nascimentos ocorrem antes de a mãe completar as 37 semanas de gestação . Um estudo de 2016, feito pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), apontou que no Brasil, por hora, nascem 40 crianças prematuras, um total de mais de 12% dos nascimentos no país.

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O avanço da medicina já possibilitou que o bebê prematuro  tem maiores chances de sobreviver. Segundo uma pesquisa da USP, publicada em 2018, as principais causas da prematuridade são doenças maternais como hipertensão arterial e infecções, gestação múltipla, pouca idade, malformações fetais, entre outros.

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Saúde

Fiocruz e Vale investem em sequenciamento do genoma do coronavírus

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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Amazonas e a mineradora Vale, por meio do Instituto Tecnológico Vale (ITV) de Belém, no Pará, estão desenvolvendo um projeto conjunto para o sequenciamento do genoma de amostras do novo coronavírus (Sars-CoV-2), chamado Projeto Genoma Covid-19.

O pesquisador e vice-diretor de Pesquisa e Inovação do Instituto Leônidas & Maria Deane da Fiocruz Amazônia ILMD/Fiocruz Amazônia) Felipe Naveca conta que, bem antes da pandemia, as duas instituições já avaliavam a importância de juntar esforços na área de sequenciamento de genoma de doenças emergentes, especialmente as viroses, em alinhamento a uma tendência mundial: “A ferramenta mais importante para estudar e entender, principalmente, um vírus novo é a tecnologia de genoma. A gente está seguindo uma tendência mundial, colocando o Brasil nesse cenário juntamente a outras iniciativas que estão ocorrendo.”

“Só na Inglaterra tem mais de 20 mil genomas só que o investimento é centenas de vezes maior”, disse Naveca, em entrevista à Agência Brasil.

De acordo com o pesquisador, o ITV tem um laboratório muito bom de biologia molecular e uma equipe na área de bioinformática voltada para ciência da vida: “O projeto tem o objetivo de fazer o sequenciamento de milhares de amostras de coronavírus para a gente entender melhor o comportamento desse vírus no Brasil, como ele se espalhou, quantas vezes foi introduzido, olhando não só no país como um todo, mas nos estados, com foco também na região norte, que historicamente tem um número menor de financiamento em todas as áreas de pesquisa”, contou.

Naveca acrescentou que o projeto se soma ao estudo que já vinha realizando em Manaus com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e da Fiocruz. Agora, a parceria com a Vale vai permitir ampliar o trabalho para outros estados e fortalecer a pesquisa na região norte. Segundo o pesquisador já houve contatos com diversos pesquisadores de outros estados para que também participem do projeto.

“[A forma] como se espalhou em São Paulo e Rio, no Sudeste de forma geral, pode ter sido diferente da região amazônica por conta de vários fatores. A gente, inclusive, viveu aqui no Amazonas, um pico da epidemia muito antes de outros estados. Isso mostra as diferenças que a gente tem como, por exemplo, uma população indígena muito grande, a fronteira com outros países como Colômbia e Peru. Então, a gente tem um retrato epidemiológico diferente que, acredito, também tem a ver com como isso se refletiu aqui na região norte”, observou.

Mutação

Naveca conta que o padrão ideal para diagnóstico do novo coronavírus é o teste PCR, feito nos primeiros dias dos sintomas. No entanto, os que estão sendo utilizados nos estudos no Amazonas foram desenvolvidos fora do país – nos Estados Unidos, na China e na Alemanha – e retratam a diversidade de vírus que tiveram naqueles lugares, e não necessariamente a encontrada no Brasil, uma vez que o vírus sofre mutações ao longo da contaminação da população. O pesquisador revelou que uma das avaliações que seré feita é verificar se essas mutações provocam impactos nos diagnósticos realizados em território brasileiro.

“Essa é das coisas a curto prazo e a gente pode melhorar o diagnóstico com isso. Uma outra, é investigar se tem outros vírus semelhantes que estão circulando concomitantemente e está todo mundo achando que é o coronavírus e não é. Essa é outra informação que a gente quer acessar para melhorar o diagnóstico”, disse Naveca.

Com essa assinatura genética de cada vírus, o pesquisador conta que será possível avaliar o desenvolvimento do vírus. “Por exemplo, aqui no Amazonas, todas as vezes que o vírus entrou no estado foi por Manaus e de Manaus se espalhou para outros municípios? A gente teve também introdução em outros municípios? Que variante do vírus chegou em área indígena? É a mesma que chegou em outras capitais? São perguntas que a gente espera responder ao longo desse projeto”, completou.

Naveca acrescentou que os testes produzidos após o projeto poderão ter características próprias do comportamento do vírus na população do país. Para ele, alguns resultados negativos que têm ocorrido no Brasil, atualmente, pode ser, na verdade, falso negativo porque os testes dos Estados Unidos, da China e da Alemanha têm uma variação diferente do vírus que circulou no país. “Então, talvez seja melhor a gente ter um ensaio [teste] mais adaptado para os vírus que estão circulando no Brasil. Pode ser, a gente ainda não sabe”, informou.

Contrato e investimento

O projeto ainda está na fase inicial e mais burocrática, de finalização dos contratos, que deve se encerrar em uma semana. Enquanto isso, continua o trabalho que vinha sendo feito no Amazonas, que será incluído no Projeto Genoma Covid-19 e já tem 3,3 mil amostras catalogadas. A ampliação depende, segundo Naveca, de quantos pesquisadores de outros estados vão aderir e de outras formas de financiamento.

De início, a Vale está investindo R$ 2,4 milhões no estudo, que conta ainda com uma parcela de financiamento de R$ 1 milhão do CNPq, de recursos da Rede Genoma do Amazonas, que deve entrar com cerca de R$ 250 mil e da Fiocruz para estudo de síndrome respiratória.

“Com esses recursos [da Vale] a gente consegue fazer o projeto com esses 3,3 mil iniciais e com outros aportes passa de 4 mil amostras”, contou, destacando que seis meses após a conclusão da parte burocrática de assinaturas dos convênios já poderão surgir os primeiros resultados.

Medicamentos e vacinas

Para o diretor científico do Instituto Tecnológico Vale, Guilherme Oliveira, o mapeamento do DNA permitirá também gerar informações que servirão como base para estudos de novos coronavírus que possam surgir no futuro.

Além disso, o Projeto Genoma Covid-19 vai também expandir a rede de pesquisa para o estudo de vírus potenciais causadores de endemias e pandemias na Amazônia, como os arbovírus, entre eles os causadores de dengue, chikungunya e zika. “A ideia é, no futuro, fazer também o sequenciamento genético desses arbovírus e, assim como o do Sars-CoV-2, estudar o seu comportamento na célula, considerando a sua variabilidade genética, para o desenvolvimento de medicamentos e vacinas”, informou.

A Vale informou que a pesquisa genética sobre o novo coronavírus conta com a participação de mais de 50 pesquisadores e bolsistas, vinculados a centros de pesquisa e de bioinformática em Belém, Manaus, Natal, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, e ainda com uma rede de colaboradores espalhados pelo país e no exterior.

O ITV, que completa dez anos de crianção em 2020, colabora com o Projeto Cabana, que reúne especialistas em genômica na América Latina e na Europa, e com o Instituto Europeu de Bioinformática, em Cambridge, na Inglaterra, que mantém um banco de dados abertos, onde as informações sobre o estudo ficarão disponíveis para consulta de pesquisadores do mundo todo.

Com os trabalhos realizados em um dos laboratórios de sequenciamento de DNA mais avançados da América Latina, em quatro anos, o ITV mapeou o DNA de mais de 8 mil espécimes de fauna e flora da região de Carajás. Entre eles, o sequenciamento do genoma do Jaborandi (Pilocarpus microphyllus), cujo princípio ativo é usado em produtos cosméticos e farmacêuticos, e no tratamento ao glaucoma.

Edição: Denise Griesinger

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Casos de covid-19 em SP devem se expandir até 2021, diz Butantan

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Apesar de o número de pessoas contaminadas pela covid-19 e as mortes em decorrência da doença terem praticamente se estabilizado no estado de São Paulo, a pandemia do novo coronavírus deverá continuar em ritmo de expansão no estado até pelo menos o início de 2021. 

De acordo com o diretor-geral do Instituto Butantan, Dimas Covas, mantido o isolamento atual no estado, que está entre 45% a 50%, a taxa de contágio (Rt) deverá se estabilizar de fato, ou atingir o valor “um”, entre setembro e novembro de 2020, o que fará com que a curva de casos confirmados e óbitos iniciem uma “descida” apenas em 2021. A taxa de contágio “um” significa que 100 pessoas infectadas estão transmitindo a doença para outras 100 pessoas.

“Nós vamos manter essa epidemia por um bom tempo ainda. [Vamos manter também] provavelmente a taxa de mortalidade, embora possa até estar estabilizada em um patamar elevado. Nós estamos tendo em torno de 300, um pouco mais de 300 óbitos por dia no estado de São Paulo, o que corresponde a um Boeing 747. Estamos tendo a explosão de um Boeing 747 por dia e pode ser que isso ainda se prolongue até o ano que vem”, disse.

Durante um debate virtual promovido pela Agência Fapesp e o Canal Butantan  nesta terça-feira (14), Covas disse que, neste momento, as projeções mostram que, possivelmente, no começo do ano que vem, ainda haverá transmissão ativa com a taxa de contágio acima de um na população de São Paulo.

O estado de São Paulo contabilizou 417 óbitos pelo novo coronavírus nas 24 horas anteriores a divulgação do boletim publicado pelo governo do estado na tarde de hoje. O número está próximo ao recorde diário, registrado no dia 23 de junho, quando 434 morreram em decorrência do vírus. Com isso, o estado soma 18.324 mortes pelo novo coronavírus desde o início da pandemia.

O estado também contabilizou hoje 12 mil novos casos de covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, número próximo do recorde diário, ocorrido no dia 2 de julho, que teve 12.244 novos casos. Assim, o estado chegou à soma de 386.607 pessoas infectadas pela doença desde o início da pandemia. Dos 645 municípios do estado, 636 registram ao menos um caso confirmado da doença.  

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Saúde

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