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Conselho de Contabilidade

Eleição do Conselho de Contabilidade de Mato Grosso acontece nos dias 19 e 20 de novembro

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Chapa 2- Integração mescla profissionais contabilistas e tem propostas relevantes para a categoria   

                                  Composta por cinco profissionais que já fizeram ou fazem parte do Conselho Regional de Contabilidade (CRCMT) e outros cinco que ainda não participaram diretamente da gestão do Conselho, mas que atuam como palestrantes e professores nas atividades da entidade, a Chapa 2-Integração, que concorre nas eleições do CRCMT 2019 (19 e 20/11), tem um escopo de trabalho bem definido com pontos da maior relevância para o profissional contabilista e desenvolvimento da profissão em Mato Grosso. 

Entre as 11 propostas elaboradas pelo grupo, a primeira propões fazer um diagnóstico da profissão contábil para implantação de um novo modelo de gestão. Sobre o assunto, a contadora Giseli Silvente, professora doutora da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), que integra a Chapa 2, explica que o levantamento será feito por uma empresa especializada em pesquisa para identificar exatamente quais são as necessidades dos profissionais.

A contadora Silvia Mara Cavalcante, uma das conselheiras do CFC (Conselho Federal de Contabilidade) e apoiadora da Chapa 2-Integração, diz que um diagnóstico como este nunca foi feito antes. Será feito em janeiro, via web, de forma profissional, por uma empresa especializada. Trata-se de uma pesquisa de cunho científico, “não dá para fazer de maneira amadora”. Os conselheiros terão as informações sistematizadas, em percentuais, para que possam priorizar os maiores problemas e começar a atacar os pontos nevrálgicos da contabilidade em Mato Grosso.

“Traçando um perfil da classe, uma análise de onde estão os profissionais, as dificuldades enfrentadas, a faixa salarial, será possível trabalhar de forma muito mais assertiva. Nós imaginamos as dificuldades existentes, porém não há uma pesquisa que comprove ou aponte todas as questões”, diz Silvia de forma bastante comprometida com o grupo.

Segundo a contadora e professora Giseli Silvente, a partir desse diagnóstico, o Conselho terá condições de planejar ações de educação continuada para suprir as necessidades do profissional contábil. “O objetivo desse diagnóstico é propor de maneira certeira e focada, os anseios e necessidades dos profissionais contábeis de todo o estado de Mato Grosso”. 

Ela lembra que os profissionais da Capital têm um pouquinho mais de acesso às informações, já os colegas do interior enfrentam mais dificuldades. “Esse diagnóstico vai possibilitar que todos os profissionais contábeis tenham voz e vez para explanar suas necessidades”, aponta.

Outro ponto presente na proposta de trabalho da Chapa 2 – Integração é a fiscalização preventiva atrelada à educação continuada. Silvente explica que a ideia é promover a qualificação dos profissionais através da educação continuada, a partir daí acompanhar o desenvolvimento do trabalho do profissional e ver se ele está trabalhando dentro do que preconiza as normas. “Caso saia fora da rota, será notificado para que resolva o problema e terá um prazo para que regularize a situação inadequada”, detalha.

Investimento contínuo em atualização profissional focado nos avanços tecnológicos é outra propostas da Chapa 2 – Integração.  Sílvia Cavalcante cita a Contabilidade 4.0 e ressalta que contador precisa estar alinhado com as novas ferramentas tecnológicas, usando essas tecnologias para reduzir custos, diminuir o tempo de trabalhos, otimizar as funções e se tornar mais eficiente. “Para tanto, é preciso ter um ambiente com tecnologia de ponta e precisamos trazer essas tecnologias para Mato Grosso, através de parcerias com grandes empresas para a realização de workshops mostrando esse universo”, resume.

A contadora Marlene Costa, empresária contábil em Sinop e também integrante da Chapa 2, destaca que as mudanças constantes de legislação exigem estudos na área técnica e lembra que nem todos os contadores têm condições financeiras para fazer esses investimentos, especialmente nos cinco primeiros anos de carreira.

Segundo ela, até pouco tempo, o contador trabalhava à luz de documentos, hoje trabalha com arquivos eletrônicos e essa mudança de paradigma e cultura exige que o contador esteja à frente de tecnologias para desenvolver suas funções. “Essa é a mudança que nós falamos e o Conselho realmente precisa estar liderando e trazendo isso para o profissional”.

Outro trabalho a ser realizado é a estruturação de parcerias com órgãos de fiscalização de vários segmentos públicos e privados, tais como Secretaria de Estado de Fazenda, Secretaria da Receita Federal, Junta Comercial, Fiemt, CDL, Sincon, Sescon, todas essas entidades em conjunto trabalhando em prol do contribuinte.

Na avaliação de Gisele Silvente, essas parcerias fortalecem o profissional contábil e, por tabela, o contribuinte, dando possibilidade de demonstrar  irregularidades que algumas instituições possam cometer em relação ao contribuinte e que atrapalham expressivamente o trabalho do profissional contábil. “O contribuinte não vai ao órgão público saber o que está acontecendo, quais as novidades, a legislação que tem que cumprir, ele vai atrás do contador e o vê como o profissional que faz a ponte entre ele e os órgãos do governo”.

Promover a integração e o fortalecimento das entidades contábeis – Amacic, Sescon, Sincon e Associações – é uma pauta da maior relevância para os integrantes da Chapa 2, que carrega no nome a palavra Integração.

O presidente da Amacic, contador Ivan Echeverria, professor e mestre, cita um velho ditado: “A união faz a força”. Para ele, o relacionamento ideal para a melhoria da classe como um todo passa por reuniões de trabalho sistematizadas em que todos tenham voz e voto. Ele reconhece que existem muitos profissionais ligados às várias entidades e também nas Delegacias do interior, trabalhando de forma voluntária pela classe e que isso só fortalece a categoria.

Silvente também recorre ao um velho ditado “’Uma andorinha só não faz verão’. Se todas as entidades estiveram trabalhando em conjunto a força que nós teremos será muito maior para atingir nossos objetivos. O que buscamos é maior transparência na legislação, que o CRC e os profissionais possam ser ouvidos em todas as instâncias, que tenhamos um atendimento digno do profissional contábil nas instituições públicas, que as nossas solicitações e pleitos sejam agilmente atendidos para que possamos levar esse resultado para o contribuinte.’”

De acordo com ela, essas instituições precisam estar conectadas e entender que todas as ações que forem realizar devem estar alinhadas em benefício exclusivo do profissional contábil.

Uma das ações para promover essa integração entre profissionais é a realização mensal do “Café e Contabilidade”, um encontro que proporciona a troca de conhecimento efetivo entre os participantes, possibilita a interação entre eles. No dia a dia estão sempre assoberbados com suas tarefas e não tem tempo para dialogar, trocar uma ideia com o colega. “Às vezes, você está fazendo uma atividade de uma forma e talvez conversando com outro colega vê que ele faz a mesma tarefa de uma forma mais produtiva, mais eficaz”, exemplifica a professora Silvente.

Para promover a integração permanente com as delegacias do interior, outra proposta da Chapada 2- Integração,  serão retomados os encontros regionais para um contato direto e pessoal com os profissionais que atuam nos municípios do interior de Mato Grosso.

A outra medida consiste em implantar um sistema de transmissão ao vivo no auditório do CRCMT, em Cuiabá, para que todos os eventos possam ser transmitidos em tempo real. Além disso, vai ser possível realizar treinamentos, palestras, minicursos, whorkshops na sede e disponibilizar ao vivo, simultaneamente para todo o estado.

Os integrantes da Chapa 2 Integração têm consciência da necessidade da formação de novas lideranças e por isso aposta também no fortalecimento do CRCMT Jovem, que está baseado no estreitamento do CRCMT com as universidades e faculdades de todo o estado de Mato Grosso que possuem curso de ciências contábeis. 

“A ideia é engajar os jovens estudantes de ciências contábeis para que eles comecem a entender todas as questões da profissão contábil ainda nos bancos escolares”, aponta a professora Silvente, reforçando que não podem mais tomar conhecimento do exame de suficiência, das obrigações profissionais, do código de ética, por exemplo, somente quando vão se formar.

“Desde o primeiro ano do curso, ele tem que entender a importância do Conselho Regional de Contabilidade, a importância da participação dele, de atender as normas brasileiras de contabilidade, esse é o nosso objetivo”, reforça.

O também professor Ivan Echeverria cita a realização nos cursos de ciências contábeis nas instituições de ensino superior de palestras para os acadêmicos.

Marlene Costa, que também é professora, vai mais longe e sonha com o engajamento social e político dos estudantes de ciências contábeis. “Eu realmente sonho com uma comunidade acadêmica atuante, que desenvolva seu papel social e político”.

A Eleição para recomposição de ⅓ do plenário do Conselho Regional de Contabilidade acontece nos dias 19 e 20 de novembro. A votação será realizada através do site  www.eleicaocrc.com.br.

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