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Internacional

Michelle Bachelet condena uso excessivo da força policial na Bolívia

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A alta comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, condenou hoje (16) o uso “desnecessário e desproporcional da força” pela polícia e pelo Exército para reprimir os manifestantes na Bolívia. Segundo ela, a conduta das forças de segurança pode conduzir o país a uma situação “degenerativa”.

Presidente do Chile por duas vezes, de 2006 a 2010 e de 2014 a 2018, Bachelet emitiu comunicado em que classificou de “extremamente perigoso” o uso excessivo da força contra os apoiadores do ex-presidente Evo Morales, que renunciou no último domingo (10) em meio ao clima de instabilidade no país.

Atual presidente do Chile, Michelle Bachelet deixa o cargo em 11 de março

Alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Bachelet emitiu comunicado sobre a situação na Bolívia – ONU/Mark Garten (arquivo)

O secretário-geral da ONU, António Guterres, enviou um representante à Bolívia para apoiar os esforços de negociação para uma solução pacífica para a crise social e política no país. Refugiado no México, Morales defendeu, em recente entrevista, que tanto a ONU como a Igreja Católica, se necessário o Papa Francisco, entrem nas conversas.

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Morales diz ter sido deposto do cargo por um golpe de Estado que o forçou a exilar-se no México. Reconhecida por alguns países, a presidente interina da Bolívia, a senadora Jeanine Anez, tenta organizar novas eleições.

A Constituição boliviana estabelece que um presidente interino tem 90 dias para organizar uma eleição. Morales renunciou após protestos em todo o país por suspeita de fraude eleitoral na eleição de 20 de outubro.

O Tribunal Superior Eleitoral boliviano tinha confirmado a vitória de Morales em primeiro turno, que daria o quarto mandato seguido ao governante. Uma auditoria da Organização dos Estados Americanos, no entanto, constatou irregularidades generalizadas na votação e na apuração.

Em 2016, Morales rejeitou o resultado de um referendo que o proibiria de concorrer a um novo mandato.

* Com informações da RTP, televisão pública de Portugal

Edição: Wellton Máximo
Fonte: EBC
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Ipea e instituto chinês assinam acordo para estudos técnicos

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O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Academia Chinesa de Comércio Internacional e Cooperação Económica, instituição de pesquisa e consultoria afiliado ao Ministério do Comércio da China, assinaram hoje (4), em Brasília, um termo de cooperação técnica.

Segundo o Ipea, o acordo de cooperação bilateral possibilitará que as duas instituições realizem estudos conjuntos para subsidiar as ações e políticas públicas que visem à promoção das relações comerciais entre os dois países.

O memorando técnico começou a ser costurado em outubro, durante o 5º Fórum de Think Tanks China-América Latina e Caribe, realizado em Pequim como parte da agenda oficial de cooperação entre a China e os países da América Latina e do Caribe.

A assinatura do termo de cooperação técnica ocorreu esta manhã, durante a abertura de um seminário promovido pelos dois institutos para debater os desafios às relações econômicas entre Brasil e China (potência que é a maior importadora das commodities brasileiras).

Entre as diversas autoridades presentes, estava o vice-presidente da República, Hamilton Mourão; o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming; o presidente do Ipea, Carlos von Doellinger, e o vice-presidente do Caitec, Qu Weixi.

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Destacando os resultados comerciais resultantes da boa relação entre os dois países, Mourão afirmou que a assinatura do memorando de entendimento “fortalece os laços de intercâmbio entre os dois países e aperfeiçoa as práticas em setores especializados”. Para o vice-presidente, a maior proximidade entre os dois institutos contribuirá para uma melhor compreensão mútua.

Já o presidente do Ipea classificou a aproximação com o instituto chinês como “estratégica”. “Não é um ato meramente protocolar. É uma aproximação que fortalece o debate sobre a criação de uma área de livre comércio”, declarou von Doellinger, reportando-se a um estudo no qual o Ipea avalia os possíveis impactos de um futuro acordo de livre comércio entre os dois países.

O embaixador chinês, Yang Wanming, fez eco às recentes declarações do presidente Jair Bolsonaro, enfatizando a importância de Brasil e China estreitarem os vínculos para além das trocas comerciais. “As relações econômicas entre Brasil e China avançam de forma abrangente. Como o próprio presidente Bolsonaro afirmou durante o último encontro dos Brics, a China, cada vez mais, faz parte do futuro do Brasil”, disse Wanming.

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Edição: Aline Leal
Tags: China Ipea
Fonte: EBC
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Chile defende importância dos oceanos na COP25

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A ministra do Meio Ambiente do Chile, Carolina Schmidt, pediu que os países utilizem o potencial dos oceanos para enfrentar o aquecimento global.

Ela falou nessa terça-feira (3) em um simpósio durante a COP25, a conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o clima, em Madri, na Espanha. O Chile ocupa a presidência da conferência, mas a sede do evento foi transferida de sua capital, Santiago, para a Espanha devido às manifestações que ocorrem no país sul-americano.

Schmidt disse que os oceanos representam dois terços da superfície da Terra e que sua capacidade de armazenar dióxido de carbono (CO²) deveria ser refletida nas metas nacionais para a redução da emissão de gases causadores do efeito estufa.

Pesquisadores disseram aos participantes que os oceanos absorvem mais dióxido de carbono que o solo. Eles explicaram que o CO² capturado pelos oceanos e ecossistemas costeiros é chamado de “carbono azul” e que aumentar seu volume seria uma forma eficaz de enfrentar as mudanças climáticas.

O Chile chama a conferência de COP Azul e pretende defender sua posição sobre a importância dos oceanos.

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A conferência teve início na segunda-feira (2) com uma reunião de líderes de mais de 30 países e territórios. Os participantes se comprometeram a agir nos termos do Acordo de Paris, que deverá ser implementado no ano que vem.

Os líderes dos maiores emissores dos gases causadores do efeito estufa, incluindo os Estados Unidos (EUA), a China, a Índia e o Japão, não participaram do encontro. Os EUA, o segundo maior emissor desses gases no mundo, anunciou oficialmente a sua retirada do Acordo de Paris no mês passado.

*Emissora pública de televisão do Japão

Edição:
Fonte: EBC
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