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Com novo partido, Bolsonaro monta ‘casa’ para a família e ameaça o futuro do PSL

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O presidente Jair Bolsonaro nunca prezou a fidelidade a partido algum. Ele sempre utilizou as legendas partidárias como alguém que chupa uma laranja e depois joga o bagaço fora.

Em 31 anos de carreira política, já trocou de partido oito vezes — uma a cada quatro anos —, e agora começa a estruturar o caminho para a nona experiência, desta vez uma organização de extrema-direita para enfrentar o PT de Lula .

A última agremiação que ele usou apenas para atingir seus objetivos pessoais, o PSL , tomado de aluguel para se eleger presidente da República no ano passado, foi descartada por seu grupo familiar na última terça-feira 12, depois de meses de uma briga fratricida com Luciano Bivar, o presidente nacional da legenda.

O anúncio da debandada dos bolsonaristas do PSL foi feito após uma reunião de parte da bancada com o próprio presidente — em foto divulgada depois do encontro, contou-se a presença de 31 dos 53 deputados eleitos pelo partido no ano passado, que prometem subscrever a criação do novo partido, que vai abrigar o grupo rompido com os bivaristas.

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Reprodução/IstoÉ
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A “ Aliança pelo Brasil ”, que terá Bolsonaro como presidente, já tem manifesto de fundação divulgado e data para a primeira convenção: será no próximo dia 21, em um hotel de Brasília, de acordo com a deputada Carla Zambeli (PSL-SP), uma das porta-vozes do encontro com Bolsonaro na tarde de terça-feira no próprio Palácio do Planalto.

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O novo partido , que se apresenta como conservador, inspira-se na Arena (Aliança Renovadora Nacional), criada em 1966 para dar sustentação ao regime militar, responsável por torturas e práticas ditatoriais, defendidas pelos bolsonaristas.

A “Aliança” defende valores reacionários, populistas e personalistas, carregada de tons messiânicos, como o de dar um “novo rumo” ao Brasil. A principal meta da agremiação é servir de escada para Bolsonaro disputar a reeleição em 2022. Para isso, o grupo do presidente precisa conseguir 500 mil assinaturas até março do ano que vem. Para agilizar o processo, esse grupo contratou o advogado Admar Gonzaga, ex-ministro do TSE, que no passado também ajudou o ex-prefeito Gilberto Kassab a fundar o PSD em tempo recorde.

O problema é que Bolsonaro quer levar, além dos 31 deputados, também as verbas do fundo partidário que eles carregam desde que foram eleitos. Para evitar que os dissidentes levem o dinheiro para a “Aliança”, Bivar contratou Henrique Neves, outro ex-ministro do TSE. Ele não quer permitir a sangria dos recursos públicos que detém. O grupo de Bivar pretende, inclusive, acusar os dissidentes de infiéis, tomando-lhes até mesmo seus mandatos. Por essa razão, o time de Bolsonaro ficará no PSL até que a nova legenda seja criada.

Enquanto a “Aliança pelo Brasil” não é legalmente constituída, os bolsonaristas estão formalizando o seu estatuto, que pretende bater de frente com o lulismo . O partido, que será o 36º da política brasileira, pregará “o resgate de um país massacrado pela corrupção e pela degradação moral contra as boas práticas e os bons costumes”. O presidente pretende colocar militares nas presidências estaduais da nova legenda.

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Tudo por dinheiro

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Reprodução/IstoÉ
Após brigarem com o PSL, deputados se reúnem com Bolsonaro no Palácio do Planalto

O grupo bolsonarista começou a ficar desconfortável no PSL quando descobriu que o partido tinha um fundo partidário milionário (R$ 150 milhões anuais) e um fundo eleitoral maior ainda (R$ 500 milhões), dinheiro que estava sob controle de Bivar. Tentou de todas as formas colocar as mãos no dinheiro. Bivar resistiu.

Foi aí que Bolsonaro soltou a frase que foi a senha para o rompimento: “Bivar está queimado para caramba”, referindo-se ao episódio do laranjal do Pernambuco no qual estava envolvido o dirigente partidário. Uma semana depois, a PF fez uma operação na casa de Bivar, procurando provas que o incriminassem.

Na briga, Bolsonaro destituiu o deputado Delegado Waldir da liderança do PSL na Câmara, colocando seu filho Eduardo no lugar, depois de oferecer cargos públicos para parte dos deputados pesselistas. A guerra levou Waldir a chamar Bolsonaro de “vagabundo”. Na sequência, o presidente dispensou a deputada Joice Hasselmann do cargo de líder no Congresso, acusada de “traidora” e de aliada do governador João Doria. Estava ali desenhada a estratégia de Bolsonaro para estruturar um partido para chamar de seu.

Fonte: IG Política
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Política Nacional

“Sou contra drogas e acho sua gestão uma droga”, diz deputado a Weintraub

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TV CAMARA / REPRODUCAO
Deputado disse que Weintraub dissemina ódio

O deputado federal Idilvan Alencar (PDT-CE), ex-secretário de Educação do Ceará, foi um dos políticos a falar com o ministro da Educação , Abraham Weintraub, durante a Comissão da Educação realizada na quarta-feira (12). Em fala polêmica, ele criticou ações do representante da pasta.

“Revolução de educação? As pessoas têm que usar de bom senso, de humildade, de autocrítica. Porque ninguém imagina isso. Que o senhor está fazendo uma revolução na educação. Nem uma pessoa altamente drogada vai imaginar essa loucura que o senhor disse”, afirmou o deputado .

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Rapidamente, o trecho de pouco mais de um minuto em que o deputado diz para Weintraub “pegar o beco” viralizou nas redes sociais. Idilvan falou ainda que o ministro tem função meramente ideológica e que criou um twitter só para disseminar ódio nas redes.

Em resposta ao deputado, Abraham afirmou que o Twitter dele é pessoal e que não conhecia o linguajar utilizado pelo deputado. “Acho que foi grosseira a sua colocação, humildade, bom senso, falou aqui “pegar o beco”, eu não conheço esse linguajar, não frequento”, disse.

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Veja fala completa do deputado:


Fonte: IG Política
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Política Nacional

Bolsonaro passa por exames e retira lesões no rosto, orelha, tórax e antebraço

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Marcos Corrêa/PR
Bolsonaro retirou lesões no rosto, orelha, tórax e antebraço

O presidente Jair Bolsonaro retirou lesões no rosto e na orelha e realizou uma cauterização de sinais no tórax e no antebraço. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (12) pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), um dia após Bolsonaro passar por uma consulta no Hospital da Força Aérea de Brasília (HFAB) e revelar que é investigada a possibilidade de um câncer de pele . De acordo com a Secom, foi uma reavaliação de um atendimento realizado há seis meses e o material coletado foi enviado para análise laboratorial.

A nota afirma que a orientação médica recebida por Bolsonaro é de realizar uma avaliação semestral “em face do excesso de exposição solar prévia”, mas não cita o possível câncer de pele. Uma das razões citadas pelo presidente para a suspeita de câncer foi sua pele clara . Inicialmente, a Secom informou, na tarde de ontem, que Bolsonaro passou por uma “consulta de rotina já programada” e que sua apresentou “boas condições de saúde, sem ressalvas”. Depois, após Bolsonaro citar a possibilidade de câncer, outra nota foi divulgada, ressaltando que não há “qualquer indicativo de câncer de pele”. Essa é a terceira nota sobre a ida do presidente ao HFAB.

A consulta só começou a ser esclarecida pelo próprio presidente: “Eu tenho pele clara, pesquei muita na minha vida, gosto de muita atividade. Então a possibilidade de câncer de pele existe”, relatou Bolsonaro a jornalistas, ao chegar no Palácio da Alvorada.

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Depois, Bolsonaro disse ao jornal O Globo  que está bem e que o procedimento hoje foi apenas para controle das manchas. Segundo ele, há três meses foi realizada uma biópsia que não indicou a presença de lesões cancerosas.

“Eu estou bem, estou bem. Foi um exame de controle da mancha. Há três meses, eu fiz uma biopsia e não deu nada. É apenas rotina”, disse o presidente.

Na manhã desta quinta-feira, ao deixar o Palácio da Alvorada, Bolsonaro ironizou a situação e disse que não poderia conversar com jornalista: “Pessoal, como estou com câncer não vou poder atender vocês, tá ok?”, questionou.

Bolsonaro embarcou para Palmas (TO) nesta tarde e de lá seguirá para o Rio de Janeiro. Na quarta, estava programada uma viagem para Salvador (BA), mas ela foi cancelada, segundo o presidente, por “questão de estafa”.

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Confira a nota da Secom na íntegra:

“O presidente Jair Bolsonaro esteve nessa quarta-feira, 11, em Brasília, no Hospital de Força Aérea de Brasília, em consulta médica dermatológica previamente agendada, com o objetivo de reavaliação de atendimento feito seis meses atrás. Foram realizados alguns procedimentos como retirada de lesão verrucosa na face e na orelha, além de crioterapia em lesões no tórax e no antebraço, provocadas pelo excesso de exposição solar. O material segue para análise laboratorial, como é de rotina. Convém, segundo orientação do especialista, fazer avaliação semestral em face do excesso de exposição solar prévia, o que já está sendo seguido.

O presidente Jair Bolsonaro cumpre normalmente as agendas previstas, entre elas, as viagens ao Tocantins e ao Rio de Janeiro no dia de hoje.”

Fonte: IG Política
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