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Brasil faz sua melhor campanha em mundiais de atletismo paralímpico

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O Mundial de Atletismo Paralímpico realizado no Dubai Club for People of Determination, em Dubai (Emirados Árabes Unidos), chegou ao final nesta sexta (15). E o Brasil teve uma participação de destaque, garantindo a segunda posição no quadro geral de medalhas, a sua melhor campanha em uma edição do evento.

Com as duas medalhas de bronze garantidas nesta sexta, a delegação brasileira (formada por 43 atletas) conseguiu o total de 39 medalhas (14 ouros, 9 pratas e 16 bronzes), atrás apenas do time da China, com 59 conquistas (25 ouros, 23 pratas e 11 bronzes).

A melhor campanha do Brasil até então tinha sido em Lyon (França) em 2013, oportunidade na qual terminou na terceira posição da classificação, com o total de 40 medalhas (16 ouros, 10 pratas e 14 bronzes).

Bronzes no último dia

No último dia de competições do evento o Brasil conseguiu dois bronzes. A primeira medalha veio com Adriano de Sousa. Ele conseguiu um bronze na prova de 100 metros, classe RR3, ao completar o percurso em 18s25. O ouro ficou com o britânico Gavin Drysdale, com 16s72, e a prata com o também britânico Rafi Solaiman, com 17s38.

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E a última medalha brasileira no Mundial veio na prova 100 metros, classe T63. Vinícius Rodrigues foi bronze com o tempo de 12s38. O ouro foi para o dinamarquês Daniel Wagner, com 12s32, e a prata ficou com o alemão Leon Schaeffer, com 12s34.

Edição: Fábio Lisboa
Fonte: IG Esportes
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Grand Finals: Calderano perde nas quartas e se despede do torneio

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Sexto melhor do mundo, o mesatenista brasileiro Hugo Calderano deu adeus ao ITTF Word Tour Grand Finals na madrugada de hoje (14), ao ser derrotado por 4 sets a 1 pelo chinês Fan Zhendong, atual número dois no ranking. A partida, válida pelas quartas de final, foi disputada na cidade de Zhengzhou (China). Com o resultado, Calderano encerrou sua participação no torneio entre os oito primeiros colocados. Somente chineses avançaram às semifinais do individual masculino: Zhendong vai duelar com Lin Gaoyuan (4º no ranking mundial), e o número um Xu Xin terá pela frente Ma Long (3º).

Partida

Calderano começou o duelo impondo seu ritmo de jogo: chegou a abrir vantagem de 9 a 4 no primeiro set, mas se desconcentrou e permitiu a recuperação de Zhendong. O chinês conseguiu empatar e ainda virou o placar, vencendo por 12/10.  Animado, o chinês não deu chances para Calderano na parcial seguinte, e voltou a ganhar, desta vez por 11/5. No início do terceiro set o brasileiro emplacou 2 a 0 de vantagem, mas logo permitiu a virada do chinês, que seguiu liderando o placar até fechar em 11/7.  A reação de Calderano veio no quarto set: com ataque precisos, o brasileiro neutralizou o chinês, fechando na frente, por 11/5, pela primeira vez na partida.  No entanto, no quinto set, Zhendong reassumiu o controle do jogo, fechou a parcial em 11/9, selando a vitória por 4 sets a 1.

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O Grand Finals foi o último compromisso internacional de Calderno, já classificado para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. No final de janeiro de 2020, ele já tem agendada participação no Aberto Platinum da Alemanha, na cidade de Magdeburg.  

 

 

Edição: Cláudia Soares Rodrigues
Fonte: IG Esportes
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Esportes

Vôlei russo fora dos Jogos Olímpicos?

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Nesta semana a Agência Mundial Antidoping (Wada, sigla em inglês) decidiu banir a Rússia das principais competições esportivas pelos próximos quatro anos. O motivo seria uma suposta manipulação nos dados fornecidos pelo laboratório antidopagem de Moscou à Wada. Se a sanção for confirmada, os russos estariam fora de eventos como os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, a Copa do Mundo de Futebol de 2022 e os Mundiais de Vôlei, também em 2022. A decisão ainda pode ser revista pela Corte Arbitral do Esporte, mas não deixa de ser mais um duro golpe na já manchada reputação do esporte russo.

Caso a punição seja de fato aplicada, os torneios olímpicos (vôlei de quadra e de praia) perderiam uma potência. Nas areias, vem da Rússia a atual dupla campeã mundial de vôlei de praia, Viacheslav Krasilnikov e Oleg Stoyanovskiy. Nas quadras os russos formam uma das mais tradicionais escolas da modalidade. No masculino, se contarmos o período da extinta União Soviética, são quatro medalhas de ouro olímpicas, a última delas já como Rússia, com uma virada inacreditável sobre o Brasil nos Jogos de Londres, em 2012. As mulheres também colecionam quatro medalhas douradas, todas conquistadas ainda na época da URSS.

A resolução emitida pela Wada abre a possibilidade para que atletas russos, que consigam provar que estão limpos de doping, possam participar de competições sob uma bandeira neutra. Ainda é cedo para dizer, mas é possível que tenhamos as equipes russas nos Jogos Olímpicos competindo com uniformes neutros, sem direito a hino nem a bandeira hasteada. A Federação Internacional de Vôlei (FIVB) não se pronunciou sobre o caso.

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A medida é extrema e polêmica. Barrar os russos da Olimpíada seria comprar uma briga com um dos principais mercados de vôlei no mundo. Pela tradição e força na história da modalidade, não creio que a FIVB vá bancar a exclusão, do torneio olímpico do Japão, de nomes como o da excepcional Nataliya Goncharova e do experiente levantador Sergey Grankin.

O talentoso, e problemático, Ngapeth

O francês Earvin Ngapeth é um dos grandes nomes do vôlei masculino na atualidade. Basta procurar no Youtube algum dos inúmeros vídeos que mostram suas jogadas inusitadas e habilidosas, além de uma personalidade irreverente e um tanto explosiva. Nos últimos anos o ponteiro ajudou na evolução da França, que se tornou um time com grande potencial (mesmo decepcionando em Jogos Olímpicos e em Mundiais). Pois o mesmo talento que Ngapeth exibe dentro das quadras, ele tem para se meter em encrencas. A última delas foi nesta semana aqui no Brasil.

Zenit Kazan's Earvin Ngapeth spikes over the block

Francês Earvin Ngapeth (esquerda) em ação pelo Zenit Kazan – Divulgação/FIVB

Depois de participar do Mundial de Clubes de Vôlei, em Betim, defendendo o Zenit Kazan, da Rússia, o jogador francês foi parar atrás das grades. Ele estava em uma boate na noite de domingo e deu um tapa nas nádegas de uma mulher dentro do recinto. Imagens divulgadas pelo portal de notícias G1 mostram de forma clara a atitude lamentável do atleta. A mulher abusada prestou queixa e o jogador foi preso por importunação sexual. Na terça, ele pagou fiança de R$ 50 mil. Agora, vai responder ao processo em liberdade. Em nota divulgada por seu advogado, o jogador se disse profundamente arrependido, pediu desculpas à mulher assediada e disse que a confundiu com uma conhecida. Após ser solto, Ngapeth chegou à Bélgica a tempo de participar da estreia do Zenit Kazan na Champions League de vôlei na última quarta.

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Este não foi o primeiro caso policial envolvendo o ponteiro. Em 2015 (ano em que a França foi campeã da extinta Liga Mundial), Ngapeth foi detido pela polícia francesa e posteriormente condenado a três meses de prisão ao ser acusado de bater no condutor de um trem. O jogador pagou multa e não precisou cumprir a pena. No mesmo ano, ele atropelou três pedestres em uma estrada de Modena, na Itália, e não parou para prestar socorro. Um ano antes, em 2014, Ngapeth já havia sido detido após brigar em uma boate. Isso sem contar os casos de indisciplina dentro da seleção francesa.

Ngapeth é um jogador experiente, extremamente talentoso e ainda pode ajudar a França a voltar a figurar no pódio das principais competições do mundo. Mas é preciso que se esforce para não ser mais lembrado nas páginas policiais do que nas esportivas.

Edição: Fábio Lisboa
Fonte: IG Esportes
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