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HF BRASIL/CEPEA: Acordo Mercosul-UE deve favorecer competividade de fruta brasileira

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Cepea, 13/11/2019 – Na edição deste mês, a equipe da revista Hortifruti Brasil – publicação do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP – avaliou os lados positivos e negativos do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, anunciado no final de junho e que deve ser consolidado ao longo dos próximos anos, sobre o setor de frutas brasileiro. Quando ratificada, essa aliança bilateral deve zerar e/ou reduzir as atuais tarifas sobre as exportações e importação de frutas realizadas entre o Brasil e a União Europeia. 

 

Do lado das exportações, o acordo deve ampliar a competitividade nacional, já que a UE é destino de 80% das frutas frescas que saem do Brasil – envios estes que, atualmente, competem com frutas de outros países isentos de tarifas. Uma das culturas mais beneficiadas será a uva fresca, cuja tarifa atual está de 11,5% a 14% e deve ser zerada com o acordo. Ressalta-se que, no caso da uva, os principais concorrentes do Brasil já são isentos de tarifas e, desta forma, exportadores entrevistados pela Hortifruti Brasil consideram o acordo com a UE determinante para a sobrevivência na atividade.

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Por outro lado, as importações de frutas e industrializados produzidos no bloco europeu também seriam facilitadas, contexto que, em alguns casos, poderia prejudicar produtores nacionais. Agentes brasileiros de indústria de batata, inclusive, estão temerosos quanto aos impactos do acordo, tendo em vista que a aliança deve eliminar as atuais taxas de importação de 10% pagas pelo bloco europeu às batatas processadas encaminhadas ao Mercosul, que existem, justamente, para proteger a indústria nacional.

 

Desse acordo, dois pontos importantes devem ser considerados. O primeiro é que o fato de muitos países europeus serem produtores de algumas frutas ofertadas pelo Brasil pode fomentar a criação de outros tipos de medidas protecionistas, principalmente fitossanitárias. O outro é que atender ao possível aumento da demanda europeia por frutas brasileiras também pode depender, em alguns casos, da eficiência da produção nacional e também de uma melhora na atual deficiente logística brasileira.  

 

Você também encontra nesta edição:

 

ALFACE – Maiores temperaturas elevam consumo, mas afetam qualidade

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BANANA – Cotação da prata de primeira é a maior para o mês de outubro desde 2001

 

BATATA – Vargem Grande do Sul encerra temporada com excelentes resultados 

 

CEBOLA – Mesmo com chuvas, oferta aumenta no Brasil

 

CENOURA – Atraso no plantio eleva oferta em outubro

 

CITROS – Preços são puxados pela baixa oferta de laranjas de qualidade

 

MAÇÃ – Cai estoque nas classificadoras, especialmente de miúdas

 

MAMÃO – Preços do havaí recuam e ficam abaixo do custo

 

MANGA – Preços caem novamente no Vale do São Francisco

 

MELANCIA – Menor oferta e preços firmes favorecem rentabilidade em GO

 

MELÃO – Exportações se desaceleram no fim de outubro

 

TOMATE – Preços despencam em outubro

 

UVA – Com retomada das exportações, preços começam a reagir

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o mercado de hortifrúti aqui e por meio da Comunicação do Cepea, com a pesquisadora Margarete Boteon: (19) 3429 8836 / 8837 e [email protected]

Fonte: CEPEA
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INSUMO AGRÍCOLA/CEPEA: Maior preço de grãos favorece relação de troca por fertilizante, apesar de dólar elevado

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Cepea, 10/12/2019 – O dólar se valorizou com força frente ao Real em novembro e atingiu o maior patamar nominal desde o início do Plano Real. Apesar disso, cálculos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mostram que a relação de troca de saca de 60 kg de soja ou de milho por uma tonelada de fertilizante esteve, em novembro, bastante favorável ao produtor de importantes praças que comercializam estes grãos. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário é resultado dos elevados preços internos da soja e do milho. Além disso, os valores de alguns fertilizantes registram pequenas quedas entre novembro do ano passado e o mesmo período deste ano.

 

De acordo com dados levantados pelo Cepea, no caso da soja, produtores de Sorriso (MT) precisaram, em novembro deste ano, de 26,07 sacas da oleaginosa para comprar uma tonelada de KCl, contra 30,87 sacas necessárias no mesmo mês do ano passado, ou seja, 4,8 sacas a menos. No Paraná, produtores da região de Cascavel precisaram, em novembro, de 2,16 sacas a menos que no mesmo mês do ano passado para a compra de uma tonelada do fertilizante potássico.

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Quanto ao milho, ainda com base nos dados do Cepea, o poder de compra frente à ureia aumentou com força entre novembro do ano passado e o mesmo mês de 2019. Em Sorriso, foram necessárias 58,32 sacas de 60 kg do cereal para a aquisição de uma tonelada do fertilizante nitrogenado, 44,5 sacas a menos que em novembro do ano passado (102,81 sacas). Em Cascavel, a relação de troca passou de 73,13 sacas de milho para 50,43 sacas para a compra de uma tonelada do insumo com base de ureia, ou seja, 22,70 sacas a menos.

 

Em relação aos preços domésticos da soja, segundo pesquisadores do Cepea, o impulso vem das fortes demandas externas e internas pelo grão. Em novembro, os valores médios mensais da soja estiveram nos maiores patamares reais desde outubro de 2018. Em relação ao milho, compradores domésticos mostram necessidade de novas aquisições, enquanto produtores estão retraídos do mercado. Além disso, as exportações têm registrado volumes recordes, limitando ainda mais a disponibilidade doméstica.

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Clique aqui e confira também análise do coordenador científico do Cepea, Geraldo Barros: “Agronegócio e o dólar”. 

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações por meio da Comunicação Cepea, com o prof. Geraldo Barros e com os pesquisadores Mauro Osaki e Fábio Lima: (19) 3429-8836 / 8837 e [email protected]

Fonte: CEPEA
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HF BRASIL/CEPEA: Poder de compra pode ser favorecido em 2020; área de HF deve ser maior

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Cepea, 11/12/2019 – O ano de 2019 se iniciou com boas expectativas para a ECONOMIA, mas a falta de agilidade em aprovar reformas no País, a situação fiscal do governo e a desaceleração global limitaram o crescimento econômico. Já para 2020, o Anuário 2019-2020 (edição de dezembro/19) da Revista HF Brasil, do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, indica que a expectativa é mais otimista quanto ao crescimento econômico brasileiro. A concretização dessa perspectiva, contudo, dependerá da eficiência do governo na aprovação de mais reformas, melhorando a atratividade dos investidores no País.

 

CONSUMO de hortifrútis deve melhorar – Em 2019, o consumo de HF’s foi praticamente estável em relação a 2018. O poder de compra do brasileiro não se elevou como era esperado. Para 2020, tudo indica um cenário mais animador para o setor. Isso porque as perspectivas são de incremento na oferta de frutas e hortaliças para o novo ano, de consequente queda nos preços e de aumento na renda, contexto que pode resultar em recuperação do poder aquisitivo do consumidor e estimular a demanda.

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ÁREA deve ser maior em 2020 – A rentabilidade em 2019 foi, no geral, superior à de 2018, garantindo maior capitalização do produtor de HF. Com isso, a expectativa para 2020 é de incremento de área de HF. Segundo a professora da Esalq/USP e coordenadora geral da revista Hortifruti Brasil, Margarete Boteon, “o cenário é positivo para 2020 para o segmento de frutas e hortaliças. Há sinais de retomada do crescimento no Brasil e não há tendência, por enquanto, de aumento significativo na oferta das frutas e hortaliças. A maior preocupação para 2020 é o impacto da alta do dólar nos custos de produção dos hortifrútis”.

 

Dólar elevado deve manter firme as EXPORTAÇÕES brasileiras – O dólar mais valorizado frente ao Real tende a manter os bons resultados da balança comercial observados em 2019. Isso porque o atual câmbio tem estimulado maiores embarques e limitado a entrada de frutas importadas no Brasil. Quanto ao acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, este pode elevar a competitividade internacional das frutas brasileiras no médio prazo. Por outro lado, a aliança facilita as importações de frutas e hortaliças in natura e industrializados do bloco europeu, o que, por sua vez, pode limitar um aumento mais significativo da balança comercial brasileira. Ressalta-se que o acordo comercial ainda precisa ser ratificado pelos parlamentos dos países membros de ambos os blocos, processo que pode se estender pelos próximos dois anos.

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ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o mercado de hortifrúti aqui e por meio da Comunicação do Cepea, com a pesquisadora Margarete Boteon: (19) 3429 8836 / 8837 e [email protected]

Fonte: CEPEA
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