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Economia

Governo abre espaço para desbloquear todo o Orçamento

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A equipe econômica abriu espaço para liberar todos os recursos contingenciados (bloqueados) no Orçamento. A liberação consta em Relatório de Receitas e Despesas extemporâneo (antes do prazo), publicado hoje (12) em edição extraordinária do Diário Oficial da União.

O relatório liberou R$ 16,7 bilhões do Orçamento. Segundo o Ministério da Economia, o montante é suficiente para descontigenciar os R$ 14 bilhões que ainda estavam bloqueados. A pasta informou que a diferença de R$ 2,7 bilhões não poderá ser gasta porque o Legislativo, o Judiciário, o Ministério Público da União e a Defensoria Pública da União atingiram o teto de gastos.

Além dos demais poderes terem alcançado o teto, as emendas impositivas chegaram ao valor máximo estabelecido no Orçamento, não havendo mais espaço para a liberação dos R$ 2,7 bilhões.

Segundo o Ministério da Economia, a liberação foi possível por causa do leilão do excedente da cessão onerosa do pré-sal. Como o leilão não alcançou o ágio de 5%, a Petrobras pagará à União os R$ 69,9 bilhões numa parcela única, antes do fim do ano. A última versão do relatório extemporâneo previa o pagamento de R$ 52,5 bilhões neste ano e os R$ 17,4 bilhões em 2020, caso o leilão atraísse mais interessados e obtivesse ágio maior que 5%.

Dos R$ 69,9 bilhões arrecadados com o leilão, o Tesouro Nacional só ficará efetivamente com R$ 23,7 bilhões. Isso porque a União pagará R$ 34,6 bilhões à Petrobras e distribuirá R$ 5,3 bilhões a estados, R$ 5,3 bilhões a municípios e R$ 1,1 bilhão extra ao estado do Rio de Janeiro.

Logo após o leilão da cessão onerosa, na semana passada, o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, tinha anunciado que o governo pretendia usar os recursos para descontingenciar o Orçamento. O relatório de hoje abriu espaço para o desbloqueio. A decisão efetiva sobre a liberação das despesas sairá na próxima semana.

Edição: Bruna Saniele
Fonte: EBC
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Economia

BNDES vende ações da Petrobras e pode ganhar R$23 bi; banco detém 13% da empresa

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Arquivo/Agência Brasil

BNDES via vender ações da Petrobras


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ( BNDES) iniciou, nesta terça-feira (21), a oferta de 611,8 milhões de ações ordinárias (com direito a voto) da Petrobras . Este primeiro passo para a venda foi feito a partir de um documento enviado à Securities and Exchange Commission ( SEC ), o órgão regulador do mercado americano. A medida era esperada desde o ano passado, quando o banco anunciou os planos para se desfazer de sua carteira bilionária de participações em empresas. 

O banco tem no total 734,2 milhões de papéis ordinários , o equivalente a 10% do total e é o segundo maior acionista da Petrobras , atrás apenas do governo federal. Caso consiga se desfazer de todos os papéis, poderia levantar cerca de R$ 23 bilhões, considerando o valor do fechamento dos papéis nesta terça-feira. A venda de ações da Petrobras é parte da estratégia do governo de Jair Bolsonaro para reduzir o papel da União na economia.

Leia também: Petrobras vai demitir funcionários aposentados após reforma da Previdência

Considerando a participação total (papéis com e sem direito a voto), o BNDES detém 13,09% do capital da Petrobras . A venda de ações era prevista, mas o banco de fomento esperou a abertura de capital da Saudi Aramco, que ocorreu em dezembro, o maior lançamento de ações da história.

A operação abrange uma oferta internacional e uma no mercado local. Com o volume de ações à venda, trata-se da maior operação desde a capitalização da Petrobras , em 2010, quando a empresa vendeu R$ 120 bilhões de suas próprias ações. A operação foi realizada para custear a cessão onerosa (processo pelo qual a União cedeu à Petrobras o direito de explorar 5 bilhões de barris no pré-sal).

Leia também: Petrobras encerra atividades de fábrica e demite 396 funcionários

Os coordenadores globais da operação são o Credit Suisse e o Bank of America . Segundo a Bloomberg, o Credit Suisse venceu uma batalha de duas fases entre bancos de investimento e aceitou dividir com sete instituições 0,2% do valor da oferta. As outras empresas envolvidas na operação são Morgan Stanley, Goldman Sachs Group, XP Investimentos, Banco Bradesco BBI, Banco do Brasil e Citigroup Inc.

A carteira de ações da BNDESPar soma R$ 114,4 bilhões. No ano passado, o banco já tinha anunciado a intenção de vender sua participação na JBS por meio de oferta pública. O banco detém 21,32% do capital da companhia.

Fonte: IG Economia
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Economia

Trump pressiona UE por novo acordo comercial e ameaça bloco com novas tarifas

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Joyce N. Boghosian/White House

Donald Trump, presidente dos EUA

WASHINGTON — O presidente americano Donald Trump aproveitou a reunião de líderes globais no Fórum Econômico Mundial , em Davos (Suíça), para pressionar a União Europeia (UE) por um novo acordo comercial.

Trump indicou que o bloco econômico planeja convocar o que ele chamou de “reunião de emergência” para preparar as negociações com os Estados Unidos.

No dia do julgamento de seu impeachment, Trump elogia acordos comerciais dos EUA

A Organização Mundial do Comércio (OMC) também foi alvo de Trump. O presidente dos EUA prometeu uma “ação dramática” contra a entidade e disse que o diretor-geral do grupo visitará Washington na próxima semana, sem dar mais detalhes.

O americano ameaçou impor tarifas sobre carros fabricados na Europa, a menos que a UE concorde com um acordo comercial, embora ele não tenha dado um prazo público para firmar a medida. Ele teve uma conversa para tratar do assunto com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

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— Tive um encontro com eles (representantes europeus) ontem. Eu queria esperar até terminar a (negociação com) China, para ser sincero — disse Trump em entrevista à rede americana CNBC. — Agora a China terminou, e eu me encontrei com o novo chefe da Comissão Europeia, o que é ótimo. Tivemos uma ótima conversa. Mas eu disse que se não conseguirmos algo, terei que tomar uma ação, e a ação será uma tarifa muito alta para os carros e outras coisas europeias que entrarem em nosso país.

Trump expressou confiança de que a UE concordaria com um acordo comercial antes que ele se sinta obrigado a impor tarifas.

— Não quero que seu público fique nervoso — disse ele na mesma entrevista à CNBC.

Reação contra OMC

A OMC perdeu a capacidade de intervir em disputas comerciais depois que dois de seus árbitros deixaram seus cargos e os Estados Unidos boicotaram a indicação de novos nomes para os postos.

— Vamos fazer algo que acredito que será muito dramático — disse Trump, em Davos, a repórteres. — O diretor-geral da OMC, Roberto Azevedo, devem chegar a Washington na próxima semana ou talvez na semana seguinte, e começaremos a trabalhar nisso — acrescentou Trump.

Washington finalizou este mês seu acordo comercial de “fase 1” com Pequim e se aproximara da promulgação de um novo acordo comercial com o México e o Canadá. Trump e seu governo culparam a OMC por permitir que a China “se aproveitasse” dos Estados Unidos.

— Se a OMC deve cumprir e desempenhar seu papel na economia global de hoje, precisa ser atualizada — disse Azevedo. —Estamos comprometidos em efetuar essas mudanças.

O diretor da OMC disse que discutirá o que precisa ser mudado com Trump o mais rápido possível, assim como com líderes de outros países membros da organização.

Fonte: IG Economia
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