conecte-se conosco


Cuiabá

Seminário discutiu ensino étnico-racial nas escolas de Cuiabá

Avatar

Publicado

Como parte das comemorações pelo Dia Nacional da Consciência Negra (20 de novembro), um seminário realizado e promovido pelos conselhos municipais de Promoção da Igualdade Racial (CMPIR) e da Educação (CME) discutiu a implementação de políticas públicas e ações afirmativas no ensino municipal. O encontro reuniu diretores e coordenadores das unidades educacionais, especialistas, mestres, doutores e pesquisadores, além de membros do movimento negro em Cuiabá e no estado. Os participantes avaliaram a implementação da Lei 10.639, que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação tornando obrigatória a inclusão do ensino étnico-racial, história da África, Afro-brasileira, arte e cultura nas escolas da rede municipal.

Durante o evento, o assessor pedagógico e especialista em ensino étnico-racial, Edmilson Marques de Moraes, falou sobre o tema e disse que o Município trabalha desde 2004, em várias frentes, visando a implementação e desenvolvimento do assunto nas salas de aula. “Como a gente consegue enxergar o negro na nossa sociedade, como podemos mudar a realidade dos livros didáticos e o contexto das unidades educacionais com os nossos alunos? A partir desses questionamentos, a rede municipal de ensino trouxe inúmeras discussões e vem trazendo até hoje”, observou ele. Esse processo, segundo o especialista, acabou por resultar na produção de uma matriz curricular em 2011, além de uma portaria de 2012 do Conselho Municipal de Educação, e de uma gama de outras discussões nas escolas, tendo como referência os direitos humanos, na sua totalidade.

“Enxergar e valorizar o outro dentro de suas características fenotípicas e religiosas, respeitar o ser humano e trazer desde a educação infantil até a educação de jovens e adultos, o respeito aos direitos humanos e a diversidade. Os alunos estão discutindo a questão de uma forma positiva em projetos como o Trabalhando as Diferenças, Superando o Preconceito e outros”, ressaltou Edmilson Moraes.

Para o especialista, não é fácil superar a questão e desmitificar o racismo e o preconceito, mas a discussão tem que ser feita. “Vai demorar um tempo até que possamos quebrar o preconceito, o racismo, mas não podemos desistir de enfrentar essas questões no nosso dia a dia e a escola assume um papel fundamental nesse processo”, disse Edmilson Marques.

Com base na matriz curricular tem sido possível trabalhar o tema no ensino da história, da arte e da música de uma forma interdisciplinar e abrangendo as diferentes áreas do conhecimento, o que tem possibilitado discussões riquíssimas envolvendo a comunidade escolar.

O presidente do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Cuiabá, Edvande Pinto de França destacou a excelência do Seminário Políticas Públicas e Ações Afirmativas na Rede de Ensino de Cuiabá e das discussões, que refletiram sobre o racismo e como mudar esse quadro. Segundo ele, a implementação de políticas públicas e ações afirmativas na rede de Ensino de Cuiabá, é resultado de uma agenda de trabalho positiva. “Cuiabá tem relatos de experiências em várias escolas do Município. São experiências exitosas, mas ainda é preciso quebrar algumas resistências, como por exemplo, em relação à religiosidade de matriz africana”, destacou o presidente do CMPIR, Edvande Pinto reconhecendo o avanço da escola cuiabana, em passos largos e o quanto isso é salutar para a Educação e também para o processo democrático.

O presidente do Conselho Municipal de Educação (CME), Luiz Jorge lembrou que mais uma vez o seminário cumpre o seu objetivo trazendo a sociedade para o debate sobre a lei 10. 639. “O seminário traz esse tema, para que a gente possa conhecer as experiências que estão acontecendo nas unidades escolares e, até que ponto a lei está sendo respeitada, e como está sendo implementada”, disse Luiz Jorge. Na sua avaliação, é necessário fortalecer o trabalho visando a efetivação e prática da lei, tanto na educação pública quanto na rede privada. “A lei é pra todos, para as redes privadas, públicas ou filantrópicas é uma lei geral para o país inteiro e ela tem que ser respeitada”, concluiu o presidente.

Comentários Facebook

Cuiabá

Quase 60% dos pacientes cuiabanos internados por Covid-19 tem entre 30 e 59 anos

Avatar

Publicado


.

Entre os dias 1º de abril a 4 de julho desde ano, 999 pessoas residentes em Cuiabá foram internadas por Covid-19. Dessas, 56,3% têm entre 30 e 59 anos, ou seja, são adultos em idade laboral, ou seja, que precisam trabalhar e, consequentemente, têm menos condições da fazer o isolamento social. Os idosos (pessoas acima de 60 anos) representam 38,4% do total de cuiabanos internados. Os jovens (pessoas entre 20 e 29 anos) representam 4,4% dos internados e as crianças e adolescentes (de 0 a 19 anos) apenas 0,8% dos que necessitaram acessar a rede de saúde de alta complexidade.

Conforme o Informe Epidemiológico nº 14, divulgado nesta semana, a média de idade dos internados foi de 54,3 anos em Cuiabá. Isso porque se somadas a faixa de pessoas entre 50 a 59 anos e a de pessoas com mais de 60 anos, temos 60,3% do total de internados. 

O levantamento também mostra que pouco mais da metade dos indivíduos internados eram do sexo masculino (52,9%) e que entre as 471 mulheres internadas, 39 estavam gestantes. 

Os dados apontam ainda que 84 profissionais de saúde precisaram ser internados por Covid-19, sendo 54,8% da área de enfermagem e 25% médicos. Essa categoria de profissionais representa 8,4% dos internados na Capital.

Comorbidades

Cerca de 43% dos pacientes internados por Covid-19, em Cuiabá, não referiram comorbidades. Entre as mais frequentes destacam-se a hipertensão (396 casos), cardiopatia (159 casos), diabetes mellitus (220 casos), pneumopatia (53 casos), doença renal crônica (58 casos) e neoplasia (26 casos). Os dados também se referem ao período entre 1º de abril a 4 de julho de 2020.

Informe Epidemiológico

Semanalmente, a Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá (SMS), com apoio de pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), publica o Informe Epidemiológico sobre a COVID-19, com o objetivo de monitorar o padrão de morbidade e mortalidade e descrever as características clínicas e epidemiológicas dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave – SRAG – pelo novo coronavírus em residentes de Cuiabá. 

 

Comentários Facebook
Continue lendo

Cuiabá

Voluntários se reinventam e continuam espalhando boas ações pelos hospitais de Cuiabá

Avatar

Publicado


.

A pandemia do novo coronavírus paralisou a maioria dos projetos de voluntariado. Com essa mudança, algumas pessoas se reinventaram e decidiram continuar ajudando o próximo de uma forma diferente. É o caso, por exemplo, do casal Isac Gonçalves Junior e Melany Cristy Alegria Larrua, que decidiram deixar a alta dos pacientes curados pela Covid-19 um momento ainda mais inesquecível, doando para o Hospital de Referência à Covid-19 e para o Hospital São Benedito, balões em formato de coração.

De acordo com o secretário municipal de saúde, Luiz Antônio Possas de Carvalho, que recebeu o casal no gabinete, é gratificante observar que jovens dediquem seu tempo para trazer uma mensagem de carinho em um período tão difícil. Ele destaca que cada pessoa que recebe alta comemora de uma forma única e com esse balão que tem a frase “Eu venci a Covid-19”, torna a ocasião ainda mais importante. 

“A nossa gestão é humanizada e receber uma doação como essa, que deixa o ambiente ainda mais amoroso, nos faz perceber que estamos no caminho certo. Nossa gratidão para esse casal que tirou o tempo e fez essa doação tão bonita”, afirma.

Isac explica que com o início da quarentena e o fechamento do comércio ele e a esposa, que possuem uma empresa de papelaria personalizada, pensaram de que forma poderiam ajudar o próximo, já que a principal intenção da empresa é ter essa responsabilidade social. O casal decidiu colocar em prática algumas ações como entrega de água com sabão para os moradores em situação de rua, além de caixa com chocolate para os profissionais de saúde. 

Porém o que chamou mais atenção no casal foi o contato que tiveram com um cliente que havia contraído a doença e contou a situação de angústia que viveu na época. Até aquele momento eles não conheciam ninguém pessoalmente que tinha passado pela doença.

“Na mesma noite vimos em alguns sites que dez pessoas internadas por Covid-19 haviam recebido alta do Hospital São Benedito. E eles saíram com os cartazes impresso numa folha sulfite ou com balões simples. E como trabalhos com personalização criativa pensamos, porque não tornar ainda mais especial? Já que essa alta é o momento mais aguardado de tudo que estamos vivendo”, explica.

Para Melany, a princípio a ideia era entregar o balão apenas em dois hospitais, mas como o balão foi visto por uma cliente que trabalha em uma unidade hospitalar ela pediu que aquele local fosse incluído nas doações. Ela destaca que a primeira foto que recebeu com um paciente tendo alta no Hospital de Referência à Covid-19 e com o balão nas mãos causou grande emoção, já que essa iniciativa foi pioneira.”Antes eram balões coloridos e agora são esses balões pensados por nós, em formato de coração e escrito ‘Eu venci a Covid-19′, uma emoção sem igual”, afirma.

 

 

 

 

 

 

 

 

Comentários Facebook
Continue lendo

Policial

Política MT

Mato Grosso

Mais Lidas da Semana