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Internacional

México concede asilo político a Evo Morales

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O México concedeu hoje (11) asilo político ao ex-presidente da Bolívia Evo Morales. Por meio de sua conta na rede social Twitter, o chanceler mexicano, Marcelo Ebrard, confirmou a informação. O líder boliviano renunciou ao cargo ontem (10) após uma onda de protestos que já durava 21 dias.

“Faremos valer o direito de asilo que o México sempre promoveu e exerceu em diferentes circunstâncias históricas que caracterizam nossa política externa”, destacou nota divulgada pelo governo mexicano. O comunicado cita que o país vai pedir uma reunião urgente com a Organização dos Estados Americanos (OEA) para tratar dos recentes acontecimentos na Bolívia.

Além de Evo, também renunciaram ao cargo o vice-presidente do país, Álvaro García Linera, o presidente da Câmara de Deputados, Víctor Borda, e a presidente do Senado, Adriana Salvatierra. Cabe agora ao Legislativo escolher um novo presidente do Senado, para que possa acatar a renúncia de Morales e dar início ao processo de novas eleições. 

Edição: Fábio Massalli
Fonte: EBC
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Internacional

Ipea e instituto chinês assinam acordo para estudos técnicos

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O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Academia Chinesa de Comércio Internacional e Cooperação Económica, instituição de pesquisa e consultoria afiliado ao Ministério do Comércio da China, assinaram hoje (4), em Brasília, um termo de cooperação técnica.

Segundo o Ipea, o acordo de cooperação bilateral possibilitará que as duas instituições realizem estudos conjuntos para subsidiar as ações e políticas públicas que visem à promoção das relações comerciais entre os dois países.

O memorando técnico começou a ser costurado em outubro, durante o 5º Fórum de Think Tanks China-América Latina e Caribe, realizado em Pequim como parte da agenda oficial de cooperação entre a China e os países da América Latina e do Caribe.

A assinatura do termo de cooperação técnica ocorreu esta manhã, durante a abertura de um seminário promovido pelos dois institutos para debater os desafios às relações econômicas entre Brasil e China (potência que é a maior importadora das commodities brasileiras).

Entre as diversas autoridades presentes, estava o vice-presidente da República, Hamilton Mourão; o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming; o presidente do Ipea, Carlos von Doellinger, e o vice-presidente do Caitec, Qu Weixi.

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Destacando os resultados comerciais resultantes da boa relação entre os dois países, Mourão afirmou que a assinatura do memorando de entendimento “fortalece os laços de intercâmbio entre os dois países e aperfeiçoa as práticas em setores especializados”. Para o vice-presidente, a maior proximidade entre os dois institutos contribuirá para uma melhor compreensão mútua.

Já o presidente do Ipea classificou a aproximação com o instituto chinês como “estratégica”. “Não é um ato meramente protocolar. É uma aproximação que fortalece o debate sobre a criação de uma área de livre comércio”, declarou von Doellinger, reportando-se a um estudo no qual o Ipea avalia os possíveis impactos de um futuro acordo de livre comércio entre os dois países.

O embaixador chinês, Yang Wanming, fez eco às recentes declarações do presidente Jair Bolsonaro, enfatizando a importância de Brasil e China estreitarem os vínculos para além das trocas comerciais. “As relações econômicas entre Brasil e China avançam de forma abrangente. Como o próprio presidente Bolsonaro afirmou durante o último encontro dos Brics, a China, cada vez mais, faz parte do futuro do Brasil”, disse Wanming.

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Edição: Aline Leal
Tags: China Ipea
Fonte: EBC
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Internacional

Chile defende importância dos oceanos na COP25

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A ministra do Meio Ambiente do Chile, Carolina Schmidt, pediu que os países utilizem o potencial dos oceanos para enfrentar o aquecimento global.

Ela falou nessa terça-feira (3) em um simpósio durante a COP25, a conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o clima, em Madri, na Espanha. O Chile ocupa a presidência da conferência, mas a sede do evento foi transferida de sua capital, Santiago, para a Espanha devido às manifestações que ocorrem no país sul-americano.

Schmidt disse que os oceanos representam dois terços da superfície da Terra e que sua capacidade de armazenar dióxido de carbono (CO²) deveria ser refletida nas metas nacionais para a redução da emissão de gases causadores do efeito estufa.

Pesquisadores disseram aos participantes que os oceanos absorvem mais dióxido de carbono que o solo. Eles explicaram que o CO² capturado pelos oceanos e ecossistemas costeiros é chamado de “carbono azul” e que aumentar seu volume seria uma forma eficaz de enfrentar as mudanças climáticas.

O Chile chama a conferência de COP Azul e pretende defender sua posição sobre a importância dos oceanos.

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A conferência teve início na segunda-feira (2) com uma reunião de líderes de mais de 30 países e territórios. Os participantes se comprometeram a agir nos termos do Acordo de Paris, que deverá ser implementado no ano que vem.

Os líderes dos maiores emissores dos gases causadores do efeito estufa, incluindo os Estados Unidos (EUA), a China, a Índia e o Japão, não participaram do encontro. Os EUA, o segundo maior emissor desses gases no mundo, anunciou oficialmente a sua retirada do Acordo de Paris no mês passado.

*Emissora pública de televisão do Japão

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Fonte: EBC
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