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Internacional

Líderes da América Latina se manifestam após renúncia de Evo Morales

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Após a renúncia de Evo Morales, presidentes e políticos da América Latina se manifestaram. Apesar de a maioria concordar com a necessidade de novas eleições, não há consenso sobre se houve ou não um golpe de Estado no país.

Horas antes de renunciar, o líder boliviano havia reconhecido o resultado da auditoria da Organização dos Estados Americanos (OEA), que determinou que houve irregularidades nas eleições do dia 20 de outubro. Ele solicitou que fossem realizadas novas eleições, com a renovação total do Tribunal Supremo Eleitoral.

No entanto, a declaração de Evo Morales não foi suficiente para acalmar os ânimos e as manifestações violentas continuaram por todo o país.

“Renuncio para que (Carlos) Mesa e (Luis Fernando) Camacho não continuem perseguindo, sequestrando e maltratando meus ministros, líderes sindicais e suas famílias e para que não continuem prejudicando comerciantes, sindicatos, profissionais independentes e transportadores que têm o direito de trabalhar”, assim Evo Morales anunciou sua renúncia no Twitter.

Morales ainda é presidente da Bolívia

Apesar de o presidente da Bolívia, Evo Morales, ter anunciado a sua renúncia ontem (10), sua carta ainda precisa ser oficialmente recebida e acatada pelo Congresso para que ele deixe de ser o mandatário do país.

Ontem, também anunciaram suas renúncias Álvaro García Linera, vice-presidente do país, Víctor Borda, presidente da Câmara de Deputados, e Adriana Salvatierra, presidente do Senado.

Como o Legislativo ainda está sem uma liderança, devido às renúncias dos presidentes da Câmara e do Senado, a renúncia de Morales ainda não foi acatada. Cabe agora ao Legislativo escolher um novo presidente para o Senado, para que ele possa receber a renúncia de Morales e dar início ao processo de novas eleições.

Reações

No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro afirmou em seu twitter na noite de ontem (10) que as denúncias de fraudes nas eleições culminaram na renúncia de Evo Morales. “A lição que fica para nós é a necessidade, em nome da democracia e transparência, contagem de votos que possam ser auditados. O VOTO IMPRESSO é sinal de clareza para o Brasil!”, disse Bolsonaro.

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil, em nota, manifestou preocupação com as irregularidades apontadas pela OEA e defendeu a necessidade de um novo processo eleitoral. “O Brasil estima que o novo sufrágio deve ser dotado de todas as condições para assegurar sua absoluta transparência e legitimidade. Nesse sentido, o novo sufrágio deve ser presidido por autoridades reconhecidas por sua honorabilidade e credibilidade para garantir o soberano desejo dos bolivianos, e contar com observação internacional em todas as etapas do processo”, diz a nota.

No Equador, nota divulgada pelo ministério das Relações Exteriores, enfatiza que a auditoria da OEA não deixou dúvidas: “as eleições presidenciais de 20 de outubro sofreram graves erros, manipulação informática e de transparência e, portanto, seus resultados carecem de legitimidade”. A nota diz ainda que o governo equatoriano confia que “a vocação pacífica e democrática do povo boliviano contribuirá para a restauração completa do sistema democrático no âmbito da Constituição e da lei, com a organização de novas eleições livres, transparentes, convocadas por um tribunal eleitoral renovado e acompanhadas da participação de países amigos, OEA e outros mecanismos internacionais”.

O governo peruano segue na mesma linha, pedindo a realização de novas eleições, em um processo “com as devidas garantias de transparência e acompanhamento da Organização dos Estados Americanos e de outras instâncias internacionais”.

O governo do Chile expressou preocupação com a interrupção do processo eleitoral e com a crise pela qual a sociedade boliviana está passando. E apelou “por uma rápida solução pacífica e democrática, no âmbito da Constituição e das leis do Estado Plurinacional da Bolívia”.

Na vizinha Argentina, o presidente eleito Alberto Fernández, que tomará posse dentro de um mês, também classificou a situação como golpe de Estado. Ele escreveu no twitter: “Na Bolívia foi consumado um golpe de estado como resultado de ações conjuntas de civis violentos, pessoal policial isolado e passividade do exército. É um golpe perpetrado contra o Presidente @evoespueblo, que pedia um novo processo eleitoral”.

O Ministério das Relações Exteriores da Argentina publicou nota na qual afirma que diante da renúncia de Morales, o governo argentino apela aos atores políticos e sociais pela preservação da paz e do diálogo. E conclui que novas eleições “com o acompanhamento de países da região, bem como de organizações internacionais e observadores imparciais, é a melhor maneira de superar, com total transparência e espírito democrático, a atual crise que afeta ao povo irmão boliviano”.

No Uruguai, o governo considerou que houve golpe na Bolívia. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que o colapso do Estado de Direito na Bolívia forçou o presidente Evo Morales a sair do poder e mergulhou o país no caos e na violência. “O Uruguai considera que não há argumento que possa justificar esses atos, em particular, tendo Morales anunciado algumas horas antes sua intenção de convocar novas eleições, com base no relatório produzido pela missão eleitoral da Organização dos Estados Americanos”.

 

Edição: José Romildo
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Internacional

Forças afegãs cercam prisão tomada pelo Estado Islâmico

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Forças de segurança do Afeganistão cercaram uma prisão capturada por combatentes do Estado Islâmico, em Jalalabad, cidade do leste do país, nesta segunda-feira (3), com pelo menos 29 pessoas mortas, depois de o ataque noturno dos militantes levar a uma fuga em massa.

Mais de 300 prisioneiros estavam foragidos, afirmou o porta-voz do governador da província de Nangarhar, Attaullah Khugyani. Dos 1.793 prisioneiros, mais de 1.025 tentaram escapar e foram recapturados e 430 permaneceram dentro da prisão.

“O restante está desaparecido”, disse.

Após detonar um carro-bomba na entrada, na noite de domingo (2), homens armados do Estado Islâmico atacaram a prisão, onde muitos militantes do EI foram presos após serem capturados mês passado, ao lado de soldados do Taliban e criminosos comuns.

Mohammad Idres, um dos prisioneiros que ficaram presos no lado de dentro e contactado por telefone, disse que conseguia ver quatro corpos no lado de fora. “Estamos com muita fome, está muito quente e não temos água”, disse, à Reuters.

“Às vezes, está silencioso e os tiros começam”, disse.

“As forças de segurança parecem que não conseguem avançar porque os invasores mantêm pontos estratégicos, incluindo as torres de vigia.”

O Estado Islâmico reivindicou responsabilidade pelo ataque, que ocorreu um dia depois de a agência de inteligência afegã dizer que forças especiais haviam matado um importante comandante do grupo perto de Jalalabad, capital da província de Nangarhar.

Autoridades disseram que o chefe de Estado-Maior do Exército afegão, general Yasin Zia, chegou na segunda-feira para supervisionar a operação, envolvendo forças especiais, para expulsar os soldados do EI que estão dentro da prisão.

O porta-voz do governador disse que civis, prisioneiros e membros das forças de segurança estavam entre os 29 mortos e mais de 50 feridos.

“Oito homens armados foram mortos quando algumas áreas, onde os agressores haviam assumido posições, foram liberadas”, disse Khugyani.

À medida em que o cerco se arrastava ao longo do dia, a normalmente agitada cidade foi colocada em toque de recolher.

Cerca de 130 km ao leste de Cabul, Jalalabad fica na estrada que leva ao passo Khyber e à cidade de Peshawar, no Paquistão.

Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) mês passado estimou que há por volta de 2.200 membros do Estado Islâmico no Afeganistão e que, embora o grupo tenha perdido território e sua liderança sido esvaziada, ele continua capaz de realizar ataques de grande repercussão.

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Internacional

Melbourne anuncia restrições em tentativa de conter covid-19

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Segunda maior cidade da Austrália, Melbourne, já sob toque de recolher à noite, anunciou novas restrições a alguns setores, como varejo e construção, nesta segunda-feira (3), em uma tentativa de conter o ressurgimento do novo coronavírus.

A partir da noite de quarta-feira (5), Melbourne, capital do estado de Victoria, fechará varejos, algumas manufaturas e negócios administrativos, como parte de um isolamento de seis semanas.

As novas medidas devem dobrar o número de empregos afetados pelas restrições impostas por causa do novo coronavírus para aproximadamente 500 mil e, junto com aqueles que trabalham de casa, impedirá que 1 milhão de pessoas se desloquem, afirmou o primeiro-ministro de Victoria, Daniel Andrews.

Depois de ter imposto restrições rígidas de movimento, Victoria declarou “estado de desastre” nesse domingo.

A Austrália está melhor que muitos países, com 18.361 casos de coronavírus e 221 mortes, em uma população de 25 milhões, mas o surto em transmissões entre a comunidade em Victoria gerou medo de que a taxa de infecção saísse do controle.

“Por mais que parta o coração fechar postos de trabalho, é o que precisamos fazer para parar a disseminação desse vírus descontroladamente infeccioso”, afirmou Andrews, entrevista coletiva. “Caso contrário, não serão seis semanas de restrições, mas seis meses.”

As últimas medidas em Victoria cortarão a produção de frigoríficos em um terço, causarão o recuo em atividades de construção e de funcionários em centros de distribuição e todas as escolas voltarão ao ensino a distância.

Os supermercados permanecerão abertos, junto com entregas de restaurantes, mas outros estabelecimentos de varejo serão fechados.

O surto em Victoria, que representa um quarto da economia nacional, acabou com as esperanças de uma rápida recuperação da primeira recessão da Austrália em quase três décadas.

Andrews anunciou pagamentos de US$ 5 mil australianos (US$ 3.570) a negócios afetados e sinalizou mais anúncios sobre punições, aplicações e educação para esta terça-feira.

O governo nacional também anunciou pagamentos, por causa da pandemia, para pessoas que ficaram sem licença médica e precisam ficar em isolamento por 14 dias, para garantir que pessoas com sintomas de covid-19 parem de ir ao trabalho.

“Estamos lidando com um desastre”, afirmou o primeiro-ministro Scott Morrison, em entrevista. As restrições anunciadas no domingo incluem toque de recolher entre 20h e 5h durante seis semanas, impedindo que as quase 5 milhões de pessoas da cidade saiam de suas casas, exceto para trabalho e para fornecer ou receber tratamentos.

“A ideia de que, neste país, viveríamos em uma época com toque de recolher noturno em uma cidade inteira do tamanho de Melbourne era impensável”, disse Morrison.

Victoria relatou 429 novos casos na segunda-feira, uma queda em relação às 671 novas infecções registradas no domingo, mas teve 13 mortes, o segundo maior total diário de óbitos.

Medo de disseminação

Estados que fazem fronteira com Victoria também tomaram medidas de precaução.

Nova Gales do Sul, que teve 13 novas infecções, recomendou com veemência o uso de máscaras em todos os espaços fechados, enquanto a Austrália do Sul, com dois novos casos, reduziu a permissão de reuniões em casa para um máximo de dez pessoas, de 50 anteriormente, e disse que álcool pode ser servido apenas a quem estiver sentado.

O surto de novos casos significa que viagens entre Austrália e Nova Zelândia serão adiadas indefinidamente, afirmou a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, porque o critério para viagem sem necessidade de quarentena exigia que os locais não tivessem transmissão entre a comunidade por 28 dias.

“Isso demorará muito tempo para a Austrália, então ficará em banho-maria por um tempo”, disse à emissora neozelandesa Three.

Os dois países esperavam que viagens entre eles pudessem retornar em setembro.

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