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Saúde

Cigarro eletrônico pode aumentar colesterol e causar doenças cardíacas

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Os cigarros eletrônicos têm conquistado cada vez mais adeptos pelo mundo, mas nos últimos meses viraram motivo de preocupação após 40 mortes serem confirmadas nos Estados Unidos pelo uso excessivo dos “vapes”.

Leia também: Narguilé, vape ou cigarro de palha? Qual é o menos nocivo a saúde?

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Muito popular entre os jovens, o cigarro eletrônico pode ser tão ou mais nocivo que os tipos tradicionais de tabagismo

Muito se discute se o cigarro eletrônico realmente faz mal à saúde ou se ele é uma alternativa mais simples para quem quer parar com o cigarro comum. Porém, uma pesquisa realizada pela Universidade de Boston mostrou que os vapes podem causar doenças cardíacas da mesma forma que o tabaco tradicional.

O estudo foi realizado com 476 pessoas, entre 21 e 45 anos, que não tinham histórico de problema cardíaco. Dentro desse grupo, 94 eram não fumantes, 45 usuários de cigarros eletrônicos, 52 pessoas usavam vape e tabaco, e 285 eram fumantes.

Nos resultados, os cientistas de Boston descobriram que o colesterol ruim (LDL) tinha maior incidência no grupo que usava vape em comparação aos não fumantes. Quem possui uma taxa alta de LDL está mais propenso a sofrer derrame ou ataque cardíaco .

“Embora os pacientes pensem que o uso de cigarros eletrônicos por fumantes faz sentido para a saúde do coração, nosso estudo mostra que o uso também está relacionado a diferenças nos níveis de colesterol”, alerta Sana Majid, autora principal da pesquisa.

Um resultado parecido foi obtido pela equipe do Centro Médico Cedars-Sinai, em Los Angeles, que realizou pesquisa com um grupo de 19 pessoas fumantes, entre 24 e 32 anos, e descobriu que o vape é pior para o fluxo sanguíneo cardíaco do que os cigarros tradicionais.

“Os profissionais que aconselham os pacientes sobre o uso de produtos de nicotina deveriam considerar a possibilidade dos ‘ e-cigs ‘ conferirem mais dano aos usuários e, especialmente, aos pacientes em risco de doença vascular”, disse Susan Cheng, diretora de saúde pública e co-autora do estudo em LA, ao Daily Mail .

Leia também: Uso de vape deixa pulmão de jovem com aspecto de 70 anos

A Associação Americana do Coração (AHA), que promove uma sessão científica na Filadélfia durante essa semana, onde esses estudos serão apresentados, recomenda que, se um usuário quer parar de fumar cigarro, ele deve recorrer a adesivos, inaladores e chicletes “aprovados pela FDA e comprovadamente seguros e eficazes” e não utilizar o cigarro eletrônico . Eles podem ser mais prejudiciais do que o tabaco.

Fonte: IG Saúde
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Ministério confirma morte por febre hemorrágica em São Paulo

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O Ministério da Saúde comunicou a detecção de um caso de febre hemorrágica brasileira em São Paulo. O paciente, morador de Sorocaba, no interior do estado, morreu 12 dias depois da internação. De acordo com a pasta, ele contraiu um novo vírus do gênero Mammarenavírus, da família Arenaviridae, de espécie ainda indefinida e semelhante à Sabiá. O arenavírus não era identificado no país há mais de 20 anos.

Segundo a assessoria da pasta, o homem não apresentava histórico de viagem internacional e a origem da contaminação ainda não foi confirmada. Ele deu entrada, no dia 30 de dezembro, em um hospital no município de Eldorado, localizado a cerca de 250 quilômetros da capital. No período, foi submetido a exames que descartaram outras doenças transmissíveis, como febre amarela, hepatites virais, leptospirose, dengue e zika.

O paciente passou ainda por outras unidades de saúde, em Pariquera-Açu e São Paulo. O último atendimento ocorreu no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFM-USP).

O reconhecimento da doença foi feito pelo Laboratório de Técnicas Especiais, do Hospital Israelita Albert Einstein. “O que se sabe é que as pessoas contraem a doença possivelmente por meio da inalação de partículas formadas a partir da urina, fezes e saliva de roedores infectados”, diz a nota do ministério, divulgada na noite desta segunda-feira (20).

Entre os pacientes com febre hemorrágica brasileira podem ocorrer os seguintes sintomas: febre, mal-estar, dores musculares, manchas vermelhas no corpo, dor de garganta, no estômago e atrás dos olhos, dor de cabeça, tonturas, sensibilidade à luz, constipação e sangramento de mucosas, como boca e nariz.

Com o agravamento do quadro de saúde, o sistema nervoso pode ser afetado. O comprometimento neurológico se manifesta por  sonolência, confusão mental, alteração de comportamento e convulsão.

O período de incubação da doença é longo, tendo, em média, duração de 7 a 21 dias.

Incidência

No ano passado, a Bolívia enfrentou um surto de arenavírus, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

Em matéria veiculada em dezembro, o assessor regional para Doenças Virais da OPAS, Jairo Méndez, menciona que, a princípio, se pensava que eram casos de dengue, mas que o Centers for Disease Control and Prevention dos Estados Unidos – CDC), que mantém parceria com a entidade, confirmou se tratar de arenavírus.

Como o arenavírus pode ser transmitido de pessoa a pessoa, as equipes dos hospitais que trataram do paciente estão sendo monitoradas, como também seus familiares, de acordo com o governo federal. A transmissão pode acontecer por meio do contato com saliva, sangue, urina, fezes, vômito, sêmen e outras secreções e excreções. Por isso, recomenda-se o uso de equipamentos de proteção.

O Ministério da Saúde informou que dará uma resposta à população, face ao incidente. Além de publicar um boletim epidemiológico com detalhes sobre o quadro notificado, a pasta promoveu uma reunião com representantes da Secretaria da Saúde de São Paulo, o HCFM-USP e o Conselho Nacional de Saúde, que devem atuar sobre o caso.

Edição: Maria Claudia
Fonte: EBC
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Justiça impede demissão de funcionários pela OS Viva Rio

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O plantão da Justiça do Trabalho concedeu na noite de ontem (20) liminar contra a demissão de 5.300 funcionários da organização social (OS) Viva Rio, que trabalham em unidades de saúde municipais do Rio de Janeiro.

A liminar foi pedida pelo Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem do Rio de Janeiro e pela Comissão de Negociação dos Agentes Comunitários de Saúde do Município do Rio.

A Viva Rio anunciou ontem que dispensaria os funcionários depois que a prefeitura do Rio de Janeiro rescindiu contrato com a OS para gestão e fornecimento de mão de obra para unidades de saúde cariocas.

Para o juiz Marcel da Costa Roman Bispo, que concedeu a liminar, “há clara ameaça de direito e violação ao princípio da dignidade humana dos trabalhadores”. Segundo ele, a dispensa dos funcionários está impedida até que a OS informe como pretende pagar as rescisões contratuais e quais empregados serão aproveitados em outros postos de trabalho.

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro informou ontem (20) que rescindiu contrato com a OS, que atua na gestão das unidades de saúde de atenção primária da zona sul, regiões da Leopoldina e de Madureira, além das unidades de pronto atendimento do Alemão e da Rocinha e dos centros de atenção psicossocial Maria do Socorro Santos, na Rocinha, e João Ferreira Silva Filho, no Complexo do Alemão.

Segundo a secretaria, a rescisão do contrato faz parte da substituição de todas as organizações sociais pela empresa pública municipal RioSaúde, que já é responsável pela gestão de 75 unidades de saúde, com o objetivo de gerar economia de R$ 200 milhões.

Em comunicado interno aos trabalhadores, a Viva Rio informou que o processo de demissão só será concluído se a prefeitura depositar recursos necessários para as rescisões até 7 de fevereiro. Caso contrário, as demissões serão suspensas.

Edição: Valéria Aguiar
Fonte: EBC
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