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Internacional

Evo Morales convoca novas eleições presidenciais na Bolívia

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Após a secretaria-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) recomendar a anulação do primeiro turno das eleições presidenciais ocorridas na Bolívia no último dia 20, o presidente Evo Morales anunciou, neste domingo (10), a realização de um novo pleito nacional, em data ainda a ser definida.

“Decidi convocar novas eleições nacionais que, mediante o voto, permita ao povo boliviano eleger democraticamente a suas novas autoridades, incorporando novos atores políticos [ao processo político]”, disse Morales ao anunciar sua decisão.

O presidente Boliviano também anunciou que irá substituir os atuais membros do Tribunal Superior Eleitoral. “Nas próximas horas, a Assembleia Legislativa Plurinacional, de acordo com todas as forças políticas, estabelecerá os procedimentos para isto”.

O presidente da Bolívia, Evo Morales

O presidente da Bolívia, Evo Morales – Enzo De Luca/Presidência boliviana/via Reuters/Direitos reservados

Ao falar sobre as manifestações encabeçadas por grupos que pedem sua renúncia, Morales disse que a Bolívia “vive momentos de conflitos, com grave risco de enfrentamentos entre bolivianos” e que, neste contexto, sua “principal missão é proteger a vida, preservar a paz, a justiça social e a unidade de toda a comunidade boliviana”.

Logo em seguida, Morales usou as redes sociais para pedir à população que “baixe a tensão”. “Temos a obrigação de pacificar a Bolívia. Convoco ao respeito entre parentes, que se respeite a propriedade privada, as autoridades e os setores sociais”, escreveu o presidente, reforçando o pedido pelo fim da violência. “Não podemos estar nos enfrentando entre nós, irmãos bolivianos.”

Eleição polêmica

As eleições presidenciais bolivianas ocorreram em 20 de outubro. Morales obteve 47,07% dos votos, enquanto seu principal concorrente, Carlos Mesa, alcançou a 36,51%. Pelas regras eleitorais bolivianas, Morales foi declarado eleito, por ter obtido mais de 10% de votos além de Mesa.

A apuração dos votos, no entanto, foi acompanhada por polêmica, com acusações de ambos os lados. Uma Missão de Observação da Organização dos Estados Americanos (OEA) apontou problemas como a falta de segurança no armazenamento das urnas e a suspensão da apuração. Já na ocasião, o coordenador do Departamento de Observação Eleitoral, Gerardo de Icaza, disse que a credibilidade da Justiça Eleitoral no país estaria em dúvida e, por isso, mesmo que alcançada a diferença de 10%, deveria ser assegurado o segundo turno.

Diante da polêmica, Morales e líderes oposicionistas sugeriram que a Organização dos Estados Americanos (OEA) auditasse o resultado das eleições – e Morales convidou países como Colômbia, Argentina, Brasil e Estados Unidos a participarem do processo. Desde então, os protestos populares se acirraram, com oposicionistas chegando a estabelecer um prazo para que Morales deixasse o cargo.

Protestos

Segundo a imprensa boliviana, nas últimas horas, houve ataques a residências, incluindo de familiares de Morales, e prédios públicos. No Twitter, Morales denunciou que “fascistas” incendiaram a casa dos governadores de Chuquisaca y Oruro, e também de sua irmã, Esther Morales, em Oruro. Emissoras de rádio e TV estatais, como a Bolívia TV, foram alvo de protestos. 

People shout slogans during a protest against Bolivia’s President Evo Morales in La Paz, Bolivia, November 9, 2019. REUTERS/Carlos Garcia Rawlins – Reuters/Carlos Garcia Rawlins/Direitos Reservados

O presidente já anunciou que, caso não seja reeleito pelo voto, só deixará a presidência ao fim do atual mandato.

OEA

No comunicado que divulgou esta manhã sobre o informe preliminar dos auditores que analisam a regularidade do processo eleitoral, o secretário-geral da OEA, Luis Almagro, informou que, “diante das tensões”, solicitou aos auditores “o máximo esforço para antecipar os resultados do informe” que devem apresentar.

“A situação no país exige que os atores governamentais (primordialmente) e os políticos das diferentes correntes [ideológicas], assim como todas as instituições, atuem com apego à Constituição, responsabilidade e respeito às vias [de solução] pacíficas”, escreveu Almagro, defendendo o direito “ao protesto pacífico”.

“O mais importante é ter em mente o direito à vida e evitar qualquer enfrentamento violento entre compatriotas”, acrescentou o secretário-geral no comunicado em que recomenda que, “diante da gravidade das denúncias” sobre a votação do último dia 20, o resultado seja anulado e novas eleições sejam realizadas tão logo seja possível. Para Almagro, no entanto, “os mandatos constitucionais não devem ser interrompidos, incluindo o do presidente Evo Morales”.

 

Edição: Nélio de Andrade
Fonte: EBC
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Internacional

EUA incluem entidades e indivíduos na lista de sanções por apoiar Irã

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O governo americano disse que acrescentou companhias com sede na China, em Hong Kong e Dubai, além de dois indivíduos, à sua lista de sanções por apoiar o Irã.

O Departamento do Tesouro anunciou, nessa quinta-feira (23), que adotou a medida contra quatro empresas de petróleo e petroquímicas. Duas delas têm sede em Hong Kong e as outras, em Xangai e Dubai.

Segundo o departamento, as firmas ajudaram a Companhia Nacional de Petróleo do Irã a exportar o produto e derivados aos Emirados Árabes Unidos e à China. O valor de exportação equivale, ao todo, a milhões de dólares.

Secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, anuncia sanções contra a Coreia do Norte

O secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin – REUTERS/Jonathan Ernst

O secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, afirmou, em comunicado, que os setores petroquímico e de petróleo constituem fontes primárias de fundos para as atividades terroristas do governo iraniano em todo o mundo.

Uma medida similar foi adotada pelo Departamento de Estado americano, que anunciou na quinta-feira, a inclusão de novas entidades à sua lista de sanções. Uma empresa na China continental e duas firmas baseadas em Hong Kong, além de dois indivíduos, foram acrescentados à lista. Uma das companhias com sede em Hong Kong também está na relação do Departamento do Tesouro.

O secretário de Estado, Mike Pompeo, disse, no Twitter,  que “a pressão máxima sobre o regime iraniano irá continuar até que seu comportamento mude”. Ele alertou que entidades ou indivíduos que apoiam atividades iranianas serão alvo de sanções.

*Emissora pública de televisão do Japão

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Fonte: EBC
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Internacional

Japão intensifica medidas para controlar contágio com vírus

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O ministro dos Transportes do Japão disse que vai intensificar as medidas contra um possível surto deste mais recente tipo de coronavírus. Kazuyoshi Akaba prometeu que um esforço máximo será feito para lidar com o esperado aumento no número de turistas da China durante os feriados do Ano Novo Chinês.

O governo está exigindo que companhias aéreas e navios de cruzeiro distribuam um cartão de informações sanitárias a todos os passageiros provenientes da China. O cartão encaminha passageiros aos funcionários da quarentena caso eles tenham estado em Wuhan, tenham sintomas, ou estejam tomando analgésicos.

Hotéis e outros estabelecimentos do setor serão incentivados a monitorar seus hóspedes e exigir que eles procurem um médico se tiverem sintomas como febre ou tosse.

O ministério dos transportes informou que cinco companhias aéreas chinesas manterão suspensos seus voos diretos entre o Japão e a cidade de Wuhan até março.

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Fonte: EBC
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