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Internacional

Espanhóis voltam às urnas para eleger deputados e senadores

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Pela quarta vez desde 2015, os eleitores espanhóis voltaram hoje (10) aos colégios eleitorais para escolher novos deputados e senadores e, assim, tentar superar o impasse político gerado pela incapacidade dos partidos elegerem uma maioria que lhes permitam nomear o futuro primeiro-ministro e governar em um regime monárquico parlamentarista.

Serão eleitos 350 deputados e 208 senadores. Para assumir a chefia do governo, ou seja, para nomear o futuro primeiro-ministro, um partido deve eleger ao menos 176 deputados. Em abril deste ano, o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) conseguiu 123 dos 350 assentos. O PSOE negociou o apoio de outros partidos para nomear o atual primeiro-ministro interino e líder socialista Pedro Sánchez, mas as conversas não avançaram, resultando na convocação de novas eleições parlamentares.

People pick up ballots during general election in Barcelona, Spain, November 10, 2019. REUTERS/Albert Gea

Eleições na Espanha – REUTERS/Albert Gea/Direitos reservados

Até as 14 horas (horário de Madri, 10 horas em Brasília), pelo menos 38% dos 37 milhões de espanhóis aptos a participar das eleições já tinham depositado seu voto em uma das 211 mil urnas eleitorais existentes.

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A participação inicial, segundo o secretário de Comunicação, Miguel Ángel Oliver, e a subsecretária do Ministério do Interior, Isabel Goicoechea, foi 3,5% inferior ao comparecimento registrado até a mesma hora durante a votação de 28 de abril. Naquela ocasião, 41,5% dos eleitores já tinham votado até as 14 horas.

Segundo a subsecretária, o processo transcorre “com grande normalidade”, embora dois eleitores tenham passado mal e morrido enquanto votavam. De acordo com a imprensa espanhola, uma idosa faleceu em um colégio eleitoral da cidade de Vélez de Benaudalla, em Granada. A segunda morte foi registrada em Gipuzkoa, uma província do País Basco, onde um idoso, aparentemente, sofreu um infarto.

“Temos que lamentar o falecimento de dois eleitores. Uma em Granada, outro em Gipuzkoa”, declarou Isabel Goicoechea sem fornecer mais detalhes. A subsecretária mencionou apenas dois casos de atrasos no início da votação, que começou as 9 horas (5 horas em Brasília).

A maioria dos locais de votação permanecerão abertos até as 20 horas na Espanha (16 horas em Brasília), com exceção daqueles onde houve algum atraso e dos colégios eleitorais nas Ilhas Canárias, onde a votação será encerrada as 21 horas (17 horas no Brasil). A expectativa é de que os primeiros resultados da apuração sejam anunciados às 22h30 (às 18h30 pelo horário de Brasília).

Edição: Liliane Farias
Fonte: EBC
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Internacional

Senadora da oposição declara-se presidente da Bolívia

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A senadora Jeanine Áñez, do partido oposicionista Unidad Demócrata, declarou-se hoje (12) presidente da Bolívia. “Assumo imediatamente a Presidência”, disse Jeanine, embora a bancada do MAS, partido liderado pelo ex-presidente Evo Morales, não estivesse presente no Congresso.

Morales chegou nesta terça-feira ao México, país que lhe concedeu asilo político após sua renúncia à Presidência da República.

Jeanine Áñez anunciou que decidiu “assumir imediatamente” a Presidência da Bolívia, em seu novo status de líder do Senado, depois de considerar que no país havia uma situação de vacância, devido à renúncia e abandono do país do ex-chefe de Estado, Evo Morales, e do vice-presidente Álvaro García Linera.

Também renunciaram aos cargos os presidentes do Senado e da Câmara e o primeiro vice-presidente do Senado. Como segunda vice-presidente da Casa, Jeanine Áñez entendeu que cabía a ela assumir o posto deixado vago por Morales.

Ao assumir a Presidência, a senadora mencionou vários artigos da Constituição e dos regulamentos parlamentares que, na sua opinião, formam o arcabouço legal que lhe permite assumir a liderança do Estado. Ao longo do dia, a mídia local alertou que não poderia haver sessão legislativa porque o partido de Morales, que controla dois terços das duas Casas Leigislativas, não deu quórum à sessão.

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Hoje, na primeira de suas duas aparições públicas em poucos minutos, a legisladora disse que assumiu a presidência do Senado com o endosso de um artigo regulatório e depois, em outro recinto, anunciou que ocuparia a chefia do governo com a vacância criada pela renúncia e pelo abandono do país por Morales e García Linera.

“Assumo imediatamente a presidência do Estado e prometo tomar medidas para pacificar o país”, disse Jeanine Áñez, que deve liderar um processo de transição para novas eleições.

Com informações da Télam, Agência Nacional de Notícias da Argentina

Texto ampliado às 21h57

 

Edição: Nádia Franco
Fonte: EBC
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Internacional

Presença do presidente chinês no Brasil aprofundará parcerias no Brics

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O presidente da China, Xi Jinping, estará no Brasil amanhã (13) e depois (14) para participar da cúpula do Brics, bloco que reune o Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul. Segundo representantes do governo chinês, a viagem à América Latina vai “injetar novo ímpeto no desenvolvimento das relações sino-gregas e sino-europeias, bem como servirá para aprofundar a parceria entre os membros do Brics e melhorar a governança global”.

No Brasil, Xi Jinping manterá conversas bilaterais com outros líderes mundiais e assinará acordos de cooperação. A visita ocorre menos de um mês depois de o presidente Jair Bolsonaro visitar a China. A ideia é aprofundar o intercâmbio, a confiança política e ampliar a cooperação em diversas áreas.

Na visita de Bolsonaro à China foram assinados acordos e memorandos de entendimento nas áreas de política, ciência e tecnologia e educação, economia e comércio, energia e agricultura. “Temos na China o primeiro parceiro comercial e me interessa muito fortalecer esse comércio, bem como ampliar novos horizontes. Hoje podemos dizer que uma parte considerável do Brasil precisa da China e a China também precisa do Brasil”, afirmou o presidente durante a visita.

Em declaração conjunta, os dois presidentes expressaram a determinação de ampliar o comércio e diversificar o intercâmbio de produtos, bem como cooperar com as políticas de desenvolvimento e investimento, como o Programa de Parceria de Investimento (PPI), do Brasil, e a Iniciativa do Cinturão e da Rota, da China.

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A China foi, em 2018, o maior parceiro comercial do Brasil. No ano, o fluxo de comércio entre os dois países alcançou a marca de US$ 98,9 bilhões. O país asiático também é um dos principais investidores em áreas cruciais, como infraestrutura e energia.

Entre os atos assinados estão protocolos sanitários para a exportação de carne termoprocessada (que passa por processo de cocção) e farelo de algodão do Brasil à China. Os dois países também passaram a reconhecer as certificações de Operador Econômico Autorizado (OEA) emitidas pelas autoridades aduaneiras.

Um memorando de entendimento assinado também prevê contatos institucionais mais regulares e diretos entre os ministérios das Relações Exteriores do Brasil e dos Negócios Estrangeiros da China. Na área de energia, os dois países estabeleceram cooperação para o desenvolvimento de energias novas e renováveis, bioenergia e para distribuição e eficiência energética. O acordo prevê ainda cooperação e coordenação com terceiros países e fóruns internacionais.

O Brasil e a China também pretendem expandir os canais de comunicação entre jovens cientistas e pesquisadores e aprofundar a colaboração científica e tecnológica entre os dois países. Os governos financiarão esses jovens, que concluíram doutorado em um período de cinco anos antes da apresentação de propostas. Já a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária e a Academia Chinesa de Ciências querem estabelecer um “laboratório virtual” Brasil‐China que desenvolverá pesquisas nas áreas de caracterização de germoplasma, edição de genoma e genética funcional na cultura da soja. Esse será o primeiro projeto de laboratório conjunto nas áreas de agricultura e recursos naturais.

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“O mundo enfrenta hoje uma mudança sem precedentes nos últimos 100 anos. A ascensão de mercados de países emergentes é cada vez maior, assim como a disponibilidade para unir e cooperar. Além disso, a conversão de velhas e novas sinergias na economia mundial não está ainda completa, o protecionismo e o unilateralismo se intensificaram, e o ambiente externo para o desenvolvimento de mercados emergentes e países em desenvolvimento é cada vez mais complexo. É nesse contexto que mais países centram as atenções no bloco do Brics. O 11º encontro dos líderes do grupo discute o tema “Crescimento econômico para criar um futuro inovador”, informa o governo chinês em nota.

*Com informações de Andreia Verdelio, da Agência Brasil, e Ren Huanyu, da Agência de notícias da China

Edição: Graça Adjuto
Fonte: EBC
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