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Saúde

Manchas na vista? Saiba o que são ‘moscas volantes’ e quando se preocupar

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Se você está reparando manchas na sua visão que lembram bolhas ou bastões, é melhor procurar um oftalmologista. Conhecidas como moscas volantes, essas manchas são um sintoma que indicam que há algo de errado em seus olhos, seja uma inflamação de algum tecido ou um potencial descolamento da retina.

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Manchas na vista sobre um céu ao fundo arrow-options
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As moscas volantes podem indicar tanto descolamento do vítreo como uveítes ou até mesmo problemas na retina

Como lembra Lisia Aoki, oftalmologista do Hospital das Clínicas, o problema pode indicar, de modo geral, três lesões nos olhos: o descolamento do vítreo, causa mais comum das moscas volantes ; as uveítes posteriores; e o descolamento de retina.

O que fazer com moscas volantes por descolamento do vítreo ou da retina

Ilustração mostrando a localização da retina e do vítreo no olho humano arrow-options
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Moscas volantes causadas por descolamento do vítreo não têm cura, mas devem ser avaliadas para evitar danos à retina

O descolamento do vítreo, gel transparente que preenche o espaço do globo ocular logo atrás do cristalino (a “lente” do olho), costuma ocorrer com o passar dos anos ou devido ao hábito de esfregar os olhos com força, mas não são motivo para ficar extremamente alarmado.

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Mesmo assim, é uma boa ideia consultar um especialista quando as manchas na visão  aparecerem. Afinal, como adverte Lisia, ao se descolar, o vítreo pode tracionar na retina, causando buracos nesta estrutura que podem, eventualmente, levar a um descolamento de retina.

Este problema, sim, é grave e deve ser tratado o mais rápido possível. Para o diagnóstico, segundo a oftalmologista, é preciso um exame de fundo de olho ou de mapeamento de retina.

A agilidade no atendimento é essencial porque o tratamento irá variar muito dependendo do momento em que for feito o diagnóstico. Além disso, se houver descolamento de retina, o paciente corre o risco de perder a visão completamente.

Fora esta exceção, quem apresentar moscas volantes por causa de um descolamento do vítreo só precisa se preocupar numa eventual perda de visão ou do campo de visão.

Lisia observa também que o descolamento do vítreo não tem tratamento e que o problema pode afetar pessoas de todas as idades, apesar de seu caráter crônico. Descolamentos agudos, isto é, que ocorrem repentinamente, tendem a melhorar com o tempo, segundo a oftalmologista.

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Outros casos de moscas volantes

Ilustração mostrando a localização da úvea no olho humano arrow-options
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As uveítes posteriores são outra possível causa para as moscas volantes e podem ser confundidas com a conjuntivite

Outro problema que pode estar por trás das suas manchas na visão são as uveítes. Lisia explica que tratam-se de doenças inflamatórias na coroide, um elemento da úvea posterior situado entre a esclera e a retina.

Por se tratar de uma inflamação, às vezes não basta apenas um exame oftalmológico para o diagnóstico. Afinal, ela apresenta sintomas semelhantes aos da conjuntivite – então é preciso fazer um procedimento que determine qual o problema do paciente.

O tratamento, por sua vez, varia de acordo com o tipo de inflamação apresentada para o paciente. O uso de colírios para aliviar o quadro é o método mais comum, mas também podem ser receitados antibióticos e até mesmo antivirais.

E, independentemente de qual seja o tratamento necessário no seu caso, é essencial que ele seja feito. Caso contrário, Lisia ressalta que a inflamação pode se espalhar para o vítreo, levando a outras complicações e, em casos mais graves, fazendo o paciente perder a visão.

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Portanto, da próxima vez que detectar as moscas volantes atrapalhando a sua vida, procure a ajuda de um especialista. Afinal, mesmo que não sejam motivo de preocupação na maioria dos casos, elas são indicam que algum problema pode estar por vir.

Fonte: IG Saúde
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Saúde

Uso inadequado de antibióticos aumenta resistência de bactérias

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O uso consciente de antibióticos requer a atuação de diversos atores, que vão desde a população em geral até profissionais da saúde e indústria farmacêutica. “Sem uma ação urgente, caminhamos para uma era pós-antibióticos, em que infecções comuns e ferimentos leves podem voltar a matar”, alerta a Organização Mundial da Saúde (OMS).organização que promove até domingo (24) a Semana Mundial do Uso Consciente de Antibióticos. A programação teve início nesta segunda-feira (18).

Segundo a OMS, o uso inadequado de antibióticos faz com que as bactérias se alterem, tornando-se resistentes a medicamentos. Infecções como pneumonia, tuberculose e gonorreia, estão se tornando cada vez mais difíceis e, às vezes, impossíveis de tratar. A OMS estima que pelo menos 700 mil pessoas morrem por ano devido a doenças resistentes a medicamentos antimicrobianos e alerta que o número de mortes pode chegar a 10 milhões, a cada ano, até 2050, mantido o cenário atual.

“Isso é um problema que tem se tornado cada vez mais grave. A resistência bacteriana hoje em dia é considerada uma das 10 maiores ameaças à saúde pública global. Infecções para as quais antigamente a gente tinha tratamento, hoje praticamente não temos mais opções”, disse a chefe do Laboratório de Pesquisa em Infecção Hospitalar do Instituto Oswaldo Cruz, Ana Paula Assef, em entrevista à Rádio Nacional.

A pesquisadora ressalta que vários atores podem contribuir para reverter esse cenário. Profissionais da saúde podem ter mais cuidado e prescrever antibióticos de forma correta e consciente, escolhendo melhor o medicamento na hora de receitá-lo.

E a população também pode se proteger. “Muitas vezes acontece de a gente usar o antibiótico que tem no armário da vizinha, ou da tia, que falou que usou aquele antibiótico para tratar uma infecção parecida. Não pode. A população tem que ter essa noção de que antibiótico só pode ser usado, que só adianta, para infecções bacterianas. E quem tem que receitar é o médico”, afirmou. 

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Consumo no mundo

Relatório da OMS publicado no ano passado aponta grandes discrepâncias nas taxas de consumo entre os 65 países analisados, variando de aproximadamente quatro doses diárias definidas (DDD) por cada mil habitantes para mais de 64 doses diárias definidas por cada mil habitantes.

Segundo a organização, a grande diferença no uso de antibióticos em todo o mundo indica que alguns países provavelmente estão usando antibióticos, enquanto outros podem não ter acesso suficiente a esses medicamentos que salvam vidas.

No Brasil, a taxa de consumo é 22,75, a maior entre os países americanos com dados disponíveis. O país é seguido por Bolívia, com taxa de consumo de 19,57 doses diárias definidas por cada mil habitantes; Paraguai, com 19,38; Canadá, com 17,05; Costa Rica, com 14,18; e Peru, com 10,26.

De acordo com o médico infectologista Hélio Bacha, grande parte do uso do antibiótico no Brasil, especialmente o ambulatorial, é desnecessária. “Há uma pressão muito grande por parte da população, que acha que antibiótico é medicação eficaz para todo tipo de infecção e há uma formação médica nem sempre adequada para distinguir o bom uso do antibiótico”, diestacou Bacha, que é consultor técnico representante da Sociedade Brasileira de Infectologia no Conselho Científico da Associação Médica Brasileira.

Bacha disse que grande parte das doenças infecciosas virais e mesmo infecções bacterianas tem cura espontânea. É preciso, portanto, “melhorar a prescrição por parte dos médicos. E isso não basta, se não houver consciência coletiva da população. [É preciso] melhorar o nível de saber dessa população dos limites do uso do antibiótico e das ameaças que isso traz.”

Segundo a OMS, há uma série de ações que podem ser tomadas por diversos setores da sociedade.

A população pode:

Prevenir infecções, lavando as mãos regularmente, praticando uma boa higiene alimentar, evitando contato próximo com pessoas doentes e mantendo atualizado o calendário de vacinação.

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Usar antibióticos apenas quando indicado e prescrito por um profissional de saúde.

Seguir a prescrição à risca.

Evitar reutilizar antibióticos de tratamentos prévios que estejam disponíveis em domicílio, sem adequada avaliação de profissional de saúde.

Não compartilhar antibióticos com outras pessoas.

Profissionais de saúde podem:

Prevenir infecções ao garantir que as mãos, os instrumentos e o ambiente estejam limpos.

Manter a vacinação dos pacientes em dia.

Quando uma infecção bacteriana é suspeita, realizar culturas e testes bacterianos para confirmá-la.

Prescrever e dispensar antibióticos apenas quando realmente forem necessários.

Prescrever e dispensar o antibiótico adequados, assim como sua posologia e período de utilização.

Os gestores em saúde podem:

Implantar um robusto plano de ação nacional para combater a resistência aos antibióticos.

Aprimorar a vigilância às infecções resistentes aos antibióticos.

Reforçar as medidas de controle e prevenção de infecções.

Regulamentar e promover o uso adequado de medicamentos de qualidade.

Tornar acessíveis as informações sobre o impacto da resistência aos antibióticos.

Incentivar o desenvolvimento de novas opções de tratamento, vacinas e diagnóstico.

O setor agrícola pode:

Garantir que os antibióticos dados aos animais – incluindo os produtores de alimentos e os de companhia – sejam usados apenas no tratamento de doenças infecciosas e sob supervisão de um médico veterinário.

Vacinar os animais para reduzir a necessidade do uso de antibióticos e desenvolver alternativas ao uso de antibióticos em plantações.

Promover e aplicar boas práticas em todos os passos da produção e do processamento de alimentos de origem animal e vegetal.Adotar sistemas sustentáveis com melhor higiene, biossegurança e manejo dos animais livre de estresse.

Implementar normas internacionais para o uso responsável de antibióticos estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal, FAO [Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura] e OMS.

A indústria da saúde pode:

Investir em novos antibióticos, vacinas e diagnósticos. 

Edição: Nádia Franco
Fonte: EBC
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Saúde

Brasil reforça vacinação em 16 municípios de fronteira

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O Ministério da Saúde deu início à segunda fase da campanha Movimento Vacina Brasil nas Fronteiras. Até o dia 30 de novembro, 16 municípios terão as ações de vacinação intensificadas.

O objetivo é ampliar a cobertura vacinal, principalmente, contra o sarampo e a febre amarela. A ação envolve países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguais) e países associados ao Mercosul (Bolívia e Colômbia). Para atender à intensificação vacinal, o Ministério da Saúde enviou aos estados fronteiriços 11,3 mil doses da vacina de febre amarela e 11,2 mil de doses da vacina tríplice viral. Os municípios envolvidos na campanha contam ainda com os estoques de vacina já existentes desde a primeira fase da ação, que ocorreu em setembro deste ano.

A campanha é realizada de acordo com o calendário de vacinação de cada país. No Uruguai, por exemplo, a vacina contra a febre amarela não será dada, já que não faz parte do calendário de rotina do país. Na Argentina, Paraguai e Uruguai, as crianças menores de 10 anos de idade são foco da campanha. Já no Brasil, a vacina contra a febre amarela pode ser dada a partir dos nove meses de vida até os 59 anos de idade e a vacina contra o sarampo, a partir dos seis meses até os 49 anos.

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O Movimento Vacina Brasil nas Fronteiras é resultado da solicitação do governo brasileiro para incluir o tópico imunização nas fronteiras na agenda dos eixos prioritários estabelecidos no Memorando de Entendimento de Cooperação entre o MERCOSUL e Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS).

Sarampo e febre amarela 

No Brasil, o surto de sarampo ainda está ativo em 19 estados do país. Entre os dias 4 de agosto e 26 de outubro, foram registrados 5.660 casos da doença e 14 óbitos. Mais de 90% dos casos estão concentrados em 176 municípios do estado de São Paulo, principalmente na região metropolitana. O Ministério da Saúde destaca que a única forma de interromper a cadeia de transmissão e de prevenir o sarampo é por meio da vacinação. 

O comportamento da febre amarela no Brasil é por estação. O período de maior transmissão é de dezembro a maio. Nos últimos três anos, houve aumento da transmissão. No final de 2016 até junho de 2017 houve surto de grandes proporções que afetou principalmente os estados da região Sudeste, com um total de 778 casos humanos, incluindo 262 óbitos.

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* Com informações do Ministério da Saúde

Edição: Narjara Carvalho
Fonte: EBC
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