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Cuiabá

Curso de salgadeiro do Qualifica 300 dá dicas de padronização dos produtos

Publicado

José Ferreira

Muito mais do que simplesmente aprender a fazer salgados tradicionais, as alunas do curso de Salgadeiro do programa Qualifica Cuiabá 300, estão conhecendo ideias inovadoras para fazer o diferencial no mercado de trabalho. Por meio das técnicas criadas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), elas poderão fazer das receitas mais simples às mais elaboradas.

Durante o curso, realizado na unidade do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), do bairro Nova Esperança, elas reaprenderam, por exemplo, a receita de quibe. Além daquele feito com carne de vaca elas descobriram versões com frango, carne de porco, soja, legumes, entre outros.

É o que conta a aluna Elizabeth Nunes da Silva, que nunca tinha ouvido falar destas possibilidades. “Nesse curso estou tendo a oportunidade de aprender muitas coisas novas. Já estou com muitas ideias. Já vou começar a fazer salgados em bandejas, só para pessoa fritar ou assar em casa. Estou gostando muito. Tenho certeza que vou sair desse curso totalmente qualificada”, disse.

Dentro do conteúdo programático, o curso ensina boas práticas de fabricação, formas corretas de manuseio dos utensílios, técnicas de higiene, atendimento ao público e acima de tudo, como manter um padrão de qualidade. Para a professora e especialista no Ramo Alimentício, Naiara Seba, o diferencial do curso está aí, na padronização do que será feito para vender.

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“No curso de salgadeiro não é simplesmente chegar e começar a fazer salgados tem que saber fazer o cálculo da produção. Ela considera esse ser o diferencial do curso, pois elas aprendem a fazer o cálculo de produção para não ter o desperdício e assim obter o lucro almejado. Aqui são ensinados os mecanismos e ferramentas da inovação. O que precisa ser feito para sair do padrão e fazer a diferença, entendendo que podem variar, pois existe uma diversidade de salgados que podem ser feitos”, disse.

Para a dona de casa, Mirian Souza Machado, mãe de dois filhos que jogam bola profissionalmente, vai colocar em prática o que aprendeu para vender nos jogos. “Isso vai me ajudar e muito a custear os gastos e ainda mais incentivá-los a não desistir. Além de ser uma qualificação, uma rica oportunidade de aprender uma profissão. Estou muito satisfeita. Sempre sonhei em fazer um curso como esse”, declarou a aluna.

“Os alunos são preparados para trabalhar em qualquer lugar, seja com seu próprio negócio ou numa empresa. O programa Qualifica profissionaliza, basta ter um pouco de força de vontade. Posso garantir que todos os participantes saíram daqui com orgulho de dizer que são salgadeiros”, concluiu a professora.

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2ª ETAPA- O Programa Qualifica Cuiabá 300 já está na segunda etapa, onde foram selecionadas unidades dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) para a realização dos cursos de formação de Recepcionista, Aplicador de Revestimento Cerâmico, Mestre de Obras, Pintor de obras, Instalador, operador e montador de computadores, Confeiteiro, Padeiro, Salgadeiro, Auxiliar Administrativo de informática e Assistente de RH.

Essa é a 2ª edição do Programa Qualifica 300, idealizado pela primeira-dama Márcia Pinheiro e coordenado pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Desenvolvimento Humano (Smasdh), sendo realizado em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Os cursos oferecidos foram divididos em três etapas, sendo que a primeira encerrou as atividades no dia 13 de setembro.

As unidades contempladas foram os Cras dos bairros CPA, Osmar Cabral, Dom Aquino, Tijucal, Praieiro, Nova Esperança, Pedra 90, Pedregal, Planalto e no Centro de Referência de Assistência Especializada (Creas) Norte. As atividades serão ministradas nos três turnos (manhã, tarde e noite), com uma média de 20 a 30 participantes em cada turma. Nessa 2ª etapa, serão capacitadas 1.080 pessoas com término das atividades previstas para o dia 18 de novembro. 

Fonte: Prefeitura de Cuiabá
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Cuiabá

Seminário discutiu ensino étnico-racial nas escolas de Cuiabá

Publicado

Jorge Pinho

Como parte das comemorações pelo Dia Nacional da Consciência Negra (20 de novembro), um seminário realizado e promovido pelos conselhos municipais de Promoção da Igualdade Racial (CMPIR) e da Educação (CME) discutiu a implementação de políticas públicas e ações afirmativas no ensino municipal. O encontro reuniu diretores e coordenadores das unidades educacionais, especialistas, mestres, doutores e pesquisadores, além de membros do movimento negro em Cuiabá e no estado. Os participantes avaliaram a implementação da Lei 10.639, que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação tornando obrigatória a inclusão do ensino étnico-racial, história da África, Afro-brasileira, arte e cultura nas escolas da rede municipal.

Durante o evento, o assessor pedagógico e especialista em ensino étnico-racial, Edmilson Marques de Moraes, falou sobre o tema e disse que o Município trabalha desde 2004, em várias frentes, visando a implementação e desenvolvimento do assunto nas salas de aula. “Como a gente consegue enxergar o negro na nossa sociedade, como podemos mudar a realidade dos livros didáticos e o contexto das unidades educacionais com os nossos alunos? A partir desses questionamentos, a rede municipal de ensino trouxe inúmeras discussões e vem trazendo até hoje”, observou ele. Esse processo, segundo o especialista, acabou por resultar na produção de uma matriz curricular em 2011, além de uma portaria de 2012 do Conselho Municipal de Educação, e de uma gama de outras discussões nas escolas, tendo como referência os direitos humanos, na sua totalidade.

“Enxergar e valorizar o outro dentro de suas características fenotípicas e religiosas, respeitar o ser humano e trazer desde a educação infantil até a educação de jovens e adultos, o respeito aos direitos humanos e a diversidade. Os alunos estão discutindo a questão de uma forma positiva em projetos como o Trabalhando as Diferenças, Superando o Preconceito e outros”, ressaltou Edmilson Moraes.

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Para o especialista, não é fácil superar a questão e desmitificar o racismo e o preconceito, mas a discussão tem que ser feita. “Vai demorar um tempo até que possamos quebrar o preconceito, o racismo, mas não podemos desistir de enfrentar essas questões no nosso dia a dia e a escola assume um papel fundamental nesse processo”, disse Edmilson Marques.

Com base na matriz curricular tem sido possível trabalhar o tema no ensino da história, da arte e da música de uma forma interdisciplinar e abrangendo as diferentes áreas do conhecimento, o que tem possibilitado discussões riquíssimas envolvendo a comunidade escolar.

O presidente do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Cuiabá, Edvande Pinto de França destacou a excelência do Seminário Políticas Públicas e Ações Afirmativas na Rede de Ensino de Cuiabá e das discussões, que refletiram sobre o racismo e como mudar esse quadro. Segundo ele, a implementação de políticas públicas e ações afirmativas na rede de Ensino de Cuiabá, é resultado de uma agenda de trabalho positiva. “Cuiabá tem relatos de experiências em várias escolas do Município. São experiências exitosas, mas ainda é preciso quebrar algumas resistências, como por exemplo, em relação à religiosidade de matriz africana”, destacou o presidente do CMPIR, Edvande Pinto reconhecendo o avanço da escola cuiabana, em passos largos e o quanto isso é salutar para a Educação e também para o processo democrático.

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O presidente do Conselho Municipal de Educação (CME), Luiz Jorge lembrou que mais uma vez o seminário cumpre o seu objetivo trazendo a sociedade para o debate sobre a lei 10. 639. “O seminário traz esse tema, para que a gente possa conhecer as experiências que estão acontecendo nas unidades escolares e, até que ponto a lei está sendo respeitada, e como está sendo implementada”, disse Luiz Jorge. Na sua avaliação, é necessário fortalecer o trabalho visando a efetivação e prática da lei, tanto na educação pública quanto na rede privada. “A lei é pra todos, para as redes privadas, públicas ou filantrópicas é uma lei geral para o país inteiro e ela tem que ser respeitada”, concluiu o presidente.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá
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Cuiabá

Semob recebe representantes do Ministério da Saúde para alinhar ações contra mortes no trânsito

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Representantes do Ministério da Saúde estiveram na Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) na quinta-feira (7), para discutir ações do Projeto Vida no Trânsito. No encontro, os gestores fizeram um balanço das ações adotadas desde 2013 para a redução da mortalidade nas vias do Município.

De acordo com a secretária adjunta de Mobilidade Urbana, Luciana Zamproni, na Capital foram identificados três fatores críticos quando se trata de mortalidade no trânsito: as altas taxas de acidentes envolvendo motociclistas, consumo de bebida alcoólica e alta velocidade.

Assim, com os dados em mãos, foi possível estabelecer diretrizes para o programa de ações de 2020. O planejamento é feito em parceria com a equipe da Vigilância Epidemiológica, a Diretoria de Trânsito e as comissões de dados.

Zamproni lembra que a Semob vem realizando ações como o programa Pilotagem Consciente, que oferece palestras em empresas e aulas práticas aos condutores. “Isso foi diagnosticado em 2017 e desde então, temos feito um trabalho para reduzir os óbitos. Já observados resultados, principalmente nas vias onde temos radares.”

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De acordo com a apoiadora do Ministério da Saúde, Marta Malheiros, o Vida no Trânsito é uma resposta do Brasil aos desafios da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Década de Ações pela Segurança no Trânsito 2011 – 2020. Ela lembra que os números variam de acordo com as políticas públicas implantadas a cada ano.

“Em alguns locais conseguimos acompanhar isso de forma contínua, o que resulta em diferentes apontamentos para cada cidade. Nas demais capitais do Centro-Oeste e do Norte, por exemplo, se repete o índice de acidentes envolvendo as motos.”

A adjunta destaca ainda os programas “Agente Mirim”, que aborda as leis de trânsito e os benefícios que ela traz para o dia a dia junto às crianças, e o “Faixa Cidadã”, que estimula o pedestre a atravessar com segurança na faixa. O conjunto de medidas vai ao encontro da proposta do projeto e tem contribuído para as reduções de acidentes.

Em Mato Grosso o Vida no Trânsito conta com a parceria de órgãos como a Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran), Detran, Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec), Polícia Militar (PM), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Secretaria de Estado de Saúde, além das secretarias municipais de Mobilidade Urbana e Saúde.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá
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