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Internacional

Resultados parciais de eleições na Bolívia provocam tensão no país

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Os resultados parciais das eleições gerais na Bolívia geraram incerteza e tensão no país após a pausa na contagem que dá vitória ao presidente Evo Morales, embora exista a possibilidade de que o ex-presidente Carlos Mesa, candidato oposicionista, surja como vencedor.  De acordo com os resultados parciais, com 83,7% dos votos contados, Morales – à frente do Partido para o Movimento Socialismo (MAS) – lidera o pleito com 45,28% dos votos contra 38,16% de Carlos Mesa. Este, que governou a Bolívia entre 2003 e 2005, concorre pela aliança do centro de Ciudadana (CC).

O vencedor precisa de pelo menos 50% dos votos ou 40% com 10 pontos à frente do segundo, mas se essas porcentagens não forem alcançadas, os dois mais votados vão para o segundo turno.

O candidato da oposição acusa o TSE de ocultar resultados eleitorais e pede uma mobilização nacional. O governo pede para aguardar o cálculo oficial. O partido no poder insiste que o voto rural lhe dará a vitória, enquanto a oposição se mobiliza para defender o voto em meio a alegações de fraude. Ao grito de “Evo, você perdeu! Que parte você não entendeu? ”, Mesa foi recebido ontem (21) no Real Plaza Hotel, nesta capital, onde repudiou a interrupção do escrutínio. Por esse motivo, ele pediu a mobilização popular em frente ao centro de informática do Supremo Tribunal Eleitoral (TSE) para tornar transparentes os dados.

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No domingo (20), o TSE interrompeu a recontagem preliminar com 83,7% dos minutos registrados, o que causou as alegações de Mesa de uma tentativa de manipular os resultados e a observação dos veteranos da Organização dos Estados Americanos (OEA) da necessidade de computação ágil e transparente. O órgão eleitoral indicou que os resultados finais serão entregues em sete dias.

“O que eles tentam fazer com essa manipulação de votos é bloquear o segundo turno. E como candidato que irá para o segundo turno com Morales, apelo à mobilização popular em todos os tribunais eleitorais,” disse Mesa. O partido no poder, através dos ministros da Comunicação, Manuel Canelas e Relações Exteriores, Diego Pary, manifestaram-se sobre os resultados parciais. “Há 17% que precisam ser contabilizados e será prudente que a contagem oficial das atas seja concluída. Deve-se lembrar que, em grande parte, os números da área rural levam tempo para chegar ”, disse Pary, que depositou sua esperança na vitória em primeiro turno do partido do governo.

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Edição: José Romildo*
Fonte: EBC
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Internacional

Senadora da oposição declara-se presidente da Bolívia

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A senadora Jeanine Áñez, do partido oposicionista Unidad Demócrata, declarou-se hoje (12) presidente da Bolívia. “Assumo imediatamente a Presidência”, disse Jeanine, embora a bancada do MAS, partido liderado pelo ex-presidente Evo Morales, não estivesse presente no Congresso.

Morales chegou nesta terça-feira ao México, país que lhe concedeu asilo político após sua renúncia à Presidência da República.

Jeanine Áñez anunciou que decidiu “assumir imediatamente” a Presidência da Bolívia, em seu novo status de líder do Senado, depois de considerar que no país havia uma situação de vacância, devido à renúncia e abandono do país do ex-chefe de Estado, Evo Morales, e do vice-presidente Álvaro García Linera.

Também renunciaram aos cargos os presidentes do Senado e da Câmara e o primeiro vice-presidente do Senado. Como segunda vice-presidente da Casa, Jeanine Áñez entendeu que cabía a ela assumir o posto deixado vago por Morales.

Ao assumir a Presidência, a senadora mencionou vários artigos da Constituição e dos regulamentos parlamentares que, na sua opinião, formam o arcabouço legal que lhe permite assumir a liderança do Estado. Ao longo do dia, a mídia local alertou que não poderia haver sessão legislativa porque o partido de Morales, que controla dois terços das duas Casas Leigislativas, não deu quórum à sessão.

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Hoje, na primeira de suas duas aparições públicas em poucos minutos, a legisladora disse que assumiu a presidência do Senado com o endosso de um artigo regulatório e depois, em outro recinto, anunciou que ocuparia a chefia do governo com a vacância criada pela renúncia e pelo abandono do país por Morales e García Linera.

“Assumo imediatamente a presidência do Estado e prometo tomar medidas para pacificar o país”, disse Jeanine Áñez, que deve liderar um processo de transição para novas eleições.

Com informações da Télam, Agência Nacional de Notícias da Argentina

Texto ampliado às 21h57

 

Edição: Nádia Franco
Fonte: EBC
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Internacional

Presença do presidente chinês no Brasil aprofundará parcerias no Brics

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O presidente da China, Xi Jinping, estará no Brasil amanhã (13) e depois (14) para participar da cúpula do Brics, bloco que reune o Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul. Segundo representantes do governo chinês, a viagem à América Latina vai “injetar novo ímpeto no desenvolvimento das relações sino-gregas e sino-europeias, bem como servirá para aprofundar a parceria entre os membros do Brics e melhorar a governança global”.

No Brasil, Xi Jinping manterá conversas bilaterais com outros líderes mundiais e assinará acordos de cooperação. A visita ocorre menos de um mês depois de o presidente Jair Bolsonaro visitar a China. A ideia é aprofundar o intercâmbio, a confiança política e ampliar a cooperação em diversas áreas.

Na visita de Bolsonaro à China foram assinados acordos e memorandos de entendimento nas áreas de política, ciência e tecnologia e educação, economia e comércio, energia e agricultura. “Temos na China o primeiro parceiro comercial e me interessa muito fortalecer esse comércio, bem como ampliar novos horizontes. Hoje podemos dizer que uma parte considerável do Brasil precisa da China e a China também precisa do Brasil”, afirmou o presidente durante a visita.

Em declaração conjunta, os dois presidentes expressaram a determinação de ampliar o comércio e diversificar o intercâmbio de produtos, bem como cooperar com as políticas de desenvolvimento e investimento, como o Programa de Parceria de Investimento (PPI), do Brasil, e a Iniciativa do Cinturão e da Rota, da China.

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A China foi, em 2018, o maior parceiro comercial do Brasil. No ano, o fluxo de comércio entre os dois países alcançou a marca de US$ 98,9 bilhões. O país asiático também é um dos principais investidores em áreas cruciais, como infraestrutura e energia.

Entre os atos assinados estão protocolos sanitários para a exportação de carne termoprocessada (que passa por processo de cocção) e farelo de algodão do Brasil à China. Os dois países também passaram a reconhecer as certificações de Operador Econômico Autorizado (OEA) emitidas pelas autoridades aduaneiras.

Um memorando de entendimento assinado também prevê contatos institucionais mais regulares e diretos entre os ministérios das Relações Exteriores do Brasil e dos Negócios Estrangeiros da China. Na área de energia, os dois países estabeleceram cooperação para o desenvolvimento de energias novas e renováveis, bioenergia e para distribuição e eficiência energética. O acordo prevê ainda cooperação e coordenação com terceiros países e fóruns internacionais.

O Brasil e a China também pretendem expandir os canais de comunicação entre jovens cientistas e pesquisadores e aprofundar a colaboração científica e tecnológica entre os dois países. Os governos financiarão esses jovens, que concluíram doutorado em um período de cinco anos antes da apresentação de propostas. Já a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária e a Academia Chinesa de Ciências querem estabelecer um “laboratório virtual” Brasil‐China que desenvolverá pesquisas nas áreas de caracterização de germoplasma, edição de genoma e genética funcional na cultura da soja. Esse será o primeiro projeto de laboratório conjunto nas áreas de agricultura e recursos naturais.

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“O mundo enfrenta hoje uma mudança sem precedentes nos últimos 100 anos. A ascensão de mercados de países emergentes é cada vez maior, assim como a disponibilidade para unir e cooperar. Além disso, a conversão de velhas e novas sinergias na economia mundial não está ainda completa, o protecionismo e o unilateralismo se intensificaram, e o ambiente externo para o desenvolvimento de mercados emergentes e países em desenvolvimento é cada vez mais complexo. É nesse contexto que mais países centram as atenções no bloco do Brics. O 11º encontro dos líderes do grupo discute o tema “Crescimento econômico para criar um futuro inovador”, informa o governo chinês em nota.

*Com informações de Andreia Verdelio, da Agência Brasil, e Ren Huanyu, da Agência de notícias da China

Edição: Graça Adjuto
Fonte: EBC
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