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Internacional

Presidente do Chile se reúne com lideranças em busca de um acordo

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O presidente do Chile, Sebastián Piñera, afirmou que está aberto ao diálogo e disposto a um acordo social para acalmar a onda de protestos que tomou conta do país desde a última quinta-feira (17). Ele se reunirá hoje (22) com lideranças de governo e de oposição.

“Eu me reunirei com presidentes de partidos, tanto de governo como de oposição, para poder explorar e avançar a um acordo social que nos permita a todos, unidos, aproximarmos com rapidez, eficácia e também com responsabilidade, as melhores soluções para os problemas que afetam os chilenos”, anunciou Piñera.

O objetivo da reunião é escutar as propostas e projetos dos partidos para tomar medidas contra a crise que se instalou no país.

Apesar de as manifestações terem iniciado após o anúncio de um aumento no preço das passagens de metrô, os chilenos dizem que essa foi apenas a gota d’água. Eles reclamam da grande desigualdade no país.

O descontentamento é com o sistema de saúde e educação, pouco acessível aos mais pobres, além de baixos salários e aposentadorias, somados a um alto custo de vida. As longas filas nos hospitais e o alto preço dos medicamentos também estão entre as reclamações da população.

Apesar de o Chile ter bons indicadores sociais, a desigualdade ainda é um problema a ser enfrentado. De acordo com o Banco Mundial, os valores do coeficiente de Gini, indicador usado para medir a desigualdade, coloca o Chile entre os dez países mais desiguais do mundo, junto com outros seis países da América Latina e do Caribe (Brasil, Colômbia, Costa Rica, Honduras, México e Panamá).

De acordo com o relatório Panorama Social de América Latina, da Comissão Econômica da América Latina e Caribe (Cepal), 1% da população chilena concentra mais de 26% da riqueza. O informe diz ainda que 66% dos chilenos têm apenas 2% do capital.

Em Santiago do Chile, capital do país, os preços da moradia subiram 150% nos últimos dez anos, enquanto os salários subiram cerca de 25% apenas.

Apesar de ter bons indicadores, como a redução de 36% para 8,6% do número de pessoas na extrema pobreza e ter o melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da América Latina, o Chile enfrenta os desafios da desigualdade social, somado a uma crescente insatisfação da população com a polícia e o Exército, envolvidos em casos de corrupção.

Mortos

De acordo com o subsecretário do Interior, Rodrigo Ubilla, já são 15 mortos desde o início dos confrontos entre manifestantes e polícia. Segundo informe do Ministério da Saúde, há 239 civis feridos, 52 hospitalizados, estando oito em estado grave. Há ainda cerca de 50 policiais e soldados feridos e mais de 2 mil pessoas foram detidas em todo o país.

As aulas seguem suspensas, tanto na educação infantil, como do ensino fundamental e médio. Mais de 1, 2 milhão de estudantes de nível superior estão sem aulas.

A Central Única de Trabalhadores do Chile, junto com outras organizações sociais, convocou uma greve geral para amanhã (23).

 
Edição: Fernando Fraga
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Internacional

Espanha amplia relaxamento e quer volta de turistas em julho

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A Espanha dá novos passos para sair de um dos confinamentos mais rigorosos da Europa nesta segunda-feira (25), com mais trânsito na ruas de suas duas principais cidades, a volta às aulas em algumas comunidades e o apelo do governo pelo retorno dos turistas estrangeiros, uma das principais fontes de renda do país.

O segundo país mais visitado do mundo fechou as portas e as praias em meados de março para enfrentar a pandemia de covid-19, mas o pior já passou, e prevê revogar em questão de semanas o isolamento de 14 dias que impõe aos recém-chegado do exterior, o que coincidirá com a livre circulação dos espanhóis por todo o território assim que o estado de alarme for suspenso.

“É coerente ir planejando as férias para vir à Espanha em julho”, disse a ministra do Turismo, Reyes Maroto, em entrevista à Rádio Onda Cero, repetindo a mensagem divulgada no fim de semana pelo primeiro-ministro, Pedro Sánchez, com o objetivo de salvar a temporada de verão de um setor que normalmente atrai 80 milhões de visitantes por ano.

A vida regressa às ruas da capital Madri, muito afetada pela crise sanitária, e é possível entrar no Parque del Retiro pela primeira vez em mais de dois meses, enquanto alguns terraços de bares e restaurantes voltam a subir a persiana.

“É ótimo, já estava com vontade. E meu cachorro também”, disse Anna Pardo enquanto caminhava sob o sol com seu animal de estimação pelo Retiro.

Passeando, fazendo exercícios e conversando, os madrilenhos cruzam as avenidas sombreadas do parque ou param para contemplar seu pequeno lago, no qual faltam os botes de remo de passeio habituais.

Nas ruas se vê um tráfego maior nesta segunda-feira. Embora agora os bares e restaurantes possam abrir seus espaços exteriores com metade da capacidade, poucos terraços voltaram a abrir de manhã em Madri – seus donos mediam a rentabilidade do negócio, atendendo somente alguns poucos clientes.

Embora a maioria dos alunos continue em casa estudando pela internet, alguns colégios do País Basco reabriram.

A Espanha registrou 235.772 casos e 28.752 mortes por covid-19 até agora. A taxa de contágio parece sob controle, e o número diário de mortes estava abaixo de 100 na última semana.

Os convites de Sánchez e Maroto aos turistas nacionais e estrangeiros deram um impulso forte de 14% às ações de grupos como a Meliá, rede hoteleira, uma das ações mais afetadas pela pandemia.

A metade do país, incluindo os arquipélagos turísticos das Canárias e Baleares, já se encontra na chamada fase 2, em que as restrições de movimento e comércio são ainda mais flexibilizadas.

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Internacional

Covid-19: estado de emergência termina em todo o Japão

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O primeiro-ministro do Japão, Abe Shinzo, anunciou oficialmente o fim do Estado de Emergência na região metropolitana de Tóquio e na província de Hokkaido, do norte do país. O anúncio segue-se à suspensão da medida na semana passada em três províncias da região oeste, incluindo Osaka e Kyoto. Agora nenhuma província japonesa é mantida em Estado de Emergência.

O governo tomou a decisão depois de consultar especialistas encarregados de avaliar a situação.

Tóquio, as vizinhas Kanagawa, Saitama e Chiba, e Hokkaido, no norte do Japão, eram as últimas províncias nas quais ainda vigorava o Estado de Emergência declarado pelo governo.

A medida, que esteve em vigor em todo o país desde o início de abril, já havia sido suspensa em 42 províncias até a semana passada.

Mesmo assim, as autoridades pedem à população que continue a fazer todo o possível para prevenir o risco de uma segunda onda de infecções. Entre as precauções solicitadas está a de procurar evitar ao máximo contatos interpessoais.

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