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Internacional

Missão da OEA na Bolívia continuará observando contagem final de votos

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A Organização dos Estados Americanos (OEA), por meio de sua missão de observação eleitoral na Bolívia, divulgou nesta terça-feira (22) que condena “todos os atos de violência ocorridos nos nove departamentos do país”. Os atos forçaram a interrupção da contagem final de votos departamentais em La Paz, Cochabamba, Chuquisaca, Potosí, Oruro e Beni.

Os resultados parciais das eleições gerais na Bolívia geraram incerteza e tensão no país após a pausa na contagem que dá vitória ao presidente Evo Morales, embora exista a possibilidade de que o ex-presidente Carlos Mesa, candidato oposicionista, surja como vencedor.  De acordo com os resultados parciais, com 83,7% dos votos contados, Morales – à frente do Partido para o Movimento Socialismo (MAS) – lidera o pleito com 45,28% dos votos, contra 38,16% de Carlos Mesa. Este, que governou a Bolívia entre 2003 e 2005, concorre pela aliança do centro de Ciudadana (CC).

O vencedor precisa de pelo menos 50% dos votos ou 40% com 10 pontos à frente do segundo, mas se essas porcentagens não forem alcançadas, os dois mais votados vão para o segundo turno.

No domingo (20), o Supremo Tribunal Eleitoral (TSE) interrompeu a recontagem preliminar com 83,7% dos votos contados, o que causou as alegações de Mesa de uma tentativa de manipular os resultados. O órgão eleitoral indicou que os resultados finais serão entregues em sete dias.

A missão pede que a sociedade tenha calma, “para permitir que a contagem oficial de votos seja realizada de maneira ágil, transparente e completa”. Segundo a missão, a violência não tem lugar na democracia. “É fundamental que todos os bolivianos aguardem com calma a declaração de resultados oficiais do Supremo Tribunal Eleitoral, para que esse processo possa ser concluído e a próxima etapa possa começar”, diz nota.

Em nota divulgada hoje, a missão da OEA informa que “continua sua implantação técnica nos nove departamentos do país para continuar acompanhando de perto o processo final de computação, como fez até agora”.

Segundo o documento, os observadores da OEA confirmaram que a violência forçou a interrupção do processo de contagem em seis departamentos: La Paz, Cochabamba, Chuquisaca, Potosí, Oruro e Beni. Em Potosí, Pando e Tarija, a infra-estrutura do Tribunal Departamental Eleitoral foi completamente queimada, assim como as instalações do Serviço de Registro Cívico em Potosí e Chuquisaca.

Além dos danos materiais causados, a Missão disse lamentar particularmente os ataques ao pessoal dos tribunais eleitorais dos nove departamentos, bem como os sofridos pelas forças de segurança.

Edição: Aline Leal
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Internacional

Indisposição leva papa a cancelar encontro com clero de Roma

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O papa Francisco celebrou a missa na manhã desta quarta-feira (27) na Capela da Casa Santa Marta e continua com as audiências programadas, mas cancelou o encontro que teria com o clero da Diocese de Roma na Basílica de São João de Latrão, na capital italiana.

Segundo o Vaticano, a agenda foi modificada por causa de uma “leve indisposição” sofrida pelo pontífice, de 83 anos, o que o levou a não sair do Vaticano para o encontro com o clero romano na Basílica de São João de Latrão, onde se celebraria a Liturgia Penitencial.

A nota foi divulgada pelo diretor da sala de imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, ao responder a perguntas dos jornalistas que queriam mais informações. Matteo Bruni disse que Francisco “preferiu ficar em casa, na Santa Marta”, e que os outros compromissos seriam cumpridos regularmente.

De manhã, após presidir a celebração da missa, o papa Francisco recebeu em audiência representantes do Movimento Católico Global pelo Clima, uma rede internacional de organizações católicas que, por meio de campanhas inovadoras, colaboram com a Igreja para colocar em ação a Encíclica Laudato Si’.

Na encíclica, o papa Francisco critica o consumismo e o desenvolvimento irresponsável e faz um apelo à mudança e à unificação global para combater a degradação ambiental e as alterações climáticas.

*Com informações da Rádio Vaticano

Edição: Nádia Franco

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Internacional

Chile relembra dez anos de terremoto que assolou o país

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No dia 27 de fevereiro de 2010 o Chile enfrentou um terremoto de 8,8 graus na escala Richter, seguido de um tsunami com ondas de mais de 3 metros. O fenômeno foi o segundo mais forte da história do país e deixou um saldo de 525 mortos e centenas de feridos, além de um rastro de devastação.

Hoje (27), o presidente do país, Sebastián Piñera, visitará a região de Biobío, uma das mais afetadas pelo sismo, e se reunirá com familiares de mortos e desaparecidos.

Eram 3h34 da madrugada do dia 27 de fevereiro de 2010, quando o terremoto, que durou cerca de 3 minutos, sacudiu o país e afetou a costa da maioria das regiões do Chile e parte do território insular. As ondas, provocadas pelo tsunami que se formou em consequência do sismo, chegaram a outros países das Américas, além de Oceania e Ásia.

Dois milhões de chilenos foram afetados, 525 pessoas morreram e 23 ficaram desaparecidas. O evento atingiu 233 municípios. Mais de 500 mil casas foram danificadas, além de 133 hospitais e mais de 6 mil escolas em todo o país.

Eixo da Terra

Estudos da Nasa, a agência espacial americana (National Aeronautics and Space Administration, em inglês), feitos à época, mostraram que o sismo pode ter inclinado o eixo da Terra em 2,7 milissegundos de arco (cerca de 8 centímetros).

Chamado de 27-F, o sismo foi o segundo mais violento da história do país, mais leve apenas do que o evento conhecido como o “Grande Terremoto do Chile”, ocorrido em 1960, que teve magnitude de 9,5 graus na escala Richter e deixou um saldo de mais de 2 mil mortos.

Engenharia antissísmica

Uma década depois do terremoto, o Chile é reconhecidamente exemplo de engenharia antissísmica, com mecanismos eficientes de dissipação e amortecimento e infraestrutura preparada para encarar movimentos telúricos de magnitude.

Povoados de pescadores situados à beira do mar, foram transferidos para áreas mais altas, em cima de colinas. Casas com tecnologia antitsunami foram construídas sobre pilotis, para permitir a passagem da água, sem que a estrutura seja comprometida.

Nas cidades grandes, alguns prédios têm agora sistemas de amortecimento com pêndulos antissísmicos que servem de contrapeso ao movimento do edifício no caso de terremotos.

Edição: Maria Claudia

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