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Higiene pessoal fica mais cara em outubro, mas inflação se mantém estável

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Gastos na farmácia e com produtos de cuidados pessoais deixaram as compras dos brasileiros mais caras neste mês

Os gastos dos brasileiros no mês de outubro foram puxados pelos produtos de higiene pessoal . Neste mês, o grupo que engloba itens de saúde e cuidados pessoais foi o que mais pesou no bolso do consumidor, com variação de 0,85%.

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Esse foi o maior impacto (0,10 ponto percentual) entre os nove grupos pesquisados, principalmente por conta dos itens de higiene pessoal, que subiram 2,35%, e produtos farmacêuticos, com alta de 0,54%.

Mesmo assim, se comparado a setembro e agosto, quando o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) variou em 0,09% e 0,08%, respectivamente, a inflação fica estável, se mantendo em 0,09% em outubro.

Vale ressaltar que este é o menor resultado para o décimo mês do ano desde 1998, quando a taxa foi de 0,01%. 

No acumulado do ano, o IPCA -15 apresenta alta de 2,69% e, em 12 meses, de 2,72%, segundo os resultados divulgados nesta terça-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE ).

No que concerne aos índices regionais, três das onze regiões pesquisadas apresentaram deflação de setembro para outubro, conforme mostra a tabela a seguir. O menor resultado foi registrado na região metropolitana de Fortaleza (-0,08%), em função da queda observada no item energia elétrica (-3,31%). Já o maior índice ficou com a região metropolitana de Belém (0,28%), influenciado pelas altas dos itens higiene pessoal (1,89%) e gás de botijão (3,58%), ambos com 0,07 p.p. de impacto.

Hortifruti continua em queda

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Reprodução

A cebola foi o item que mais apresentou queda em outubro; a deflação foi de 17,65%

Por outro lado, o grupo alimentação e bebidas seguiu a tendência do mês anterior e continuou sendo o mais barato no mês , com deflação de 0,25%, principalmente puxado pelo barateamento de 0,38% nos preços de alimentação no domicílio.

Os produtos que mais deflacionaram foram os tubérculos, raízes e legumes, que vêm caindo nos últimos meses, com destaque para a cebola, com queda de 17,65%, a batata-inglesa (-14,00%) e o tomate (-6,10%). Já os preços das carnes subiram 0,59%, depois de queda de 0,38% em setembro.

A energia elétrica também foi outro ítem que ficou mais barato e ajudou a deixar o grupo habitação na segunda posição entre os que tiveram as maiores variações negativas no índice do mês. Em setembro, a bandeira vermelha impulsionou a alta do índice, sendo compensada em outubro, com a mudança para a tabela amarela.

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Depois de ligeira baixa em setembro de 0,06%, a gasolina voltou a ficar em alta, com inflação de 0,76% em outubro. O fato deixou o grupo de transportes em alta na comparação com o mês anterior, passando de 0,09% para 0,35%. O óleo diesel, apesar de ter apresentado a maior alta (3,33%), não tem a mesma influência no grupo, assim como o etanol (0,52%) e o gás veicular (0,23%). A inflação dos combustíveis ficou em 0,77%.

Fonte: IG Economia
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Vai trabalhar no carnaval? Conheça os seus direitos

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Bruno Rocha/Fotoarena/Agência O Globo

Conheça seus direitos caso vá perder o carnaval deste ano trabalhando

A maioria dos trabalhadores descansa durante todo o carnaval, mas os que mantêm a rotina de trabalho sentem que deviam ser recompensados, e bem recompensados, por esses dias de jornada.

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Para esclarecer dúvidas, o GLOBO buscou informações com um especialista em Direito Trabalhista, para explicar quais são os direitos trabalhistas  para quem desempenha suas atividades normalmente nesta época do ano.

Segundo o advogado Solon Tepedino, é importante lembrar que consideram-se feriados apenas a terça-feira (25) e a quarta-feira (26, somente até o meio-dia). Dessa forma, a segunda-feira é um dia normal de trabalho, sendo opção da empresa conceder a folga ao trabalhador ou não, podendo haver desconto do banco de horas.

O mesmo ocorre com a Quarta-Feira de Cinzas . Se a empresa decidir não funcionar, o funcionário não pode optar por trabalhar. Porém, não deve haver descontos de salários.

Quem tiver que trabalhar durante o feriado de terça-feira ou antes do meio-dia de quarta-feira deve receber em dobro pelas horas trabalhadas ou ganhar o equivalente em folga em um dia útil.

Quem trabalha sob regime de escala em plantão também tem os mesmos direitos. Só é preciso atenção para saber se a sua categoria tem algum acordo coletivo firmado entre patrões e empregados, que estabeleça regras diferentes.

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“Com a nova lei trabalhista, o acordo em convenções coletivas e entre patrões e empregados fica acima da legislação, mas não pode ser inconstitucional, como exigir carga horária acima de 44 horas semanais”, afirmou Solon Tepedino.

Fonte: IG Economia
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Protagonista do meme dos ‘3 reaix’ processa 56 empresas por uso de sua imagem

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Reprodução/TV Globo

Raquel Motta, protagonista do meme ‘3 reaix’, processa 56 empresas por uso indevido de sua imagem

A pedagoga, artesã e produtora cultural Raquel Motta, de 35 anos, que protagonizou o meme dos ‘3 reaix” (com x por causa do sotaque carioca), está processando 56 empresas por uso indevido de imagem, entre elas a rede de fast food Burger King e o aplicativo de delivery Rappi . A informação foi antecipada pelo colunista Ancelmo Gois, do jornal O GLOBO .

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Tudo começou quando Raquel foi convidada pelo programa “É de casa”, da Rede Globo , para ensinar como fazer um produto de artesanato sustentável. Ela mostrou o passo a passo para confeccionar uma carteira, cujo custo era de apenas R$ 3.

Algum tempo depois, o “Fantástico” fez uma montagem no quadro “Isso a Globo não mostra”, em que sugeria que o preço de venda também era de R$ 3, quando, na verdade, era de R$ 20. O vídeo viralizou, e a artesã viu seu número de seguidores no Instagram passar de 70 para 140 mil, entre famosos e anônimos.

“Eu estava sentada no sofá quando assisti ao programa. Fiquei surpresa com a proporção que isso tomou, mas resolvi entrar na brincadeira. Comecei a ensinar, nas redes sociais, como fazer artesanato e abri uma lojinha virtual”, relata.

Raquel também chegou a ceder sua imagem para comerciais e começou a fazer publiposts em suas redes, recebendo de R$ 300 a R$ 10 mil , a depender da ação. No entanto, algumas empresas passaram a usar sua foto sem autorização.

“Meus seguidores começaram a me marcar nos posts, indignados. Entrei em contato com uma marca, pedindo amigavelmente para retirarem a imagem do ar, mas falaram que se sentiam no direito de usá-la, já que todo mundo estava usando”, contou.

Depois disso, ela recorreu a uma advogada, que mapeou cem anúncios indevidos. Após tentar um acordo extrajudicial sem sucesso, ambas decidiram entrar com processos na Justiça.

“A equipe conseguiu montar, até agora, dois processos, contra 56 empresas ao todo. Ainda vou processar as outras. É um absurdo o que fizeram. Minha imagem foi usada por muitos, de drogaria até mote”, desabafou a artesã.

Segundo Cristina Luz, advogada especialista em Propriedade Intelectual e Direito Marcário, o valor questionado na Justiça é de, aproximadamente, R$ 8 milhões, incluindo danos morais — pelo desgaste da imagem de Raquel — e danos materiais , visto que diversas empresas deixaram de fechar contratos com a artesã por ela ter a imagem vinculada a concorrentes.

“A imagem é um patrimônio particular garantido tanto pelo Código Civil Brasileiro, quanto pela Constituição Federal. Essas empresas usaram a imagem dela para fins comerciais contra a sua vontade”, explicou Cristina.

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Até o momento da publicação da matéria, Burger King e Rappi não enviaram uma resposta sobre o caso.

Fonte: IG Economia
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