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Agricultura

Câmara do Agro 4.0 apresenta as principais demandas para ampliar o uso de novas tecnologias no campo

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A Câmara do Agro 4.0 iniciou os trabalhos nesta terça-feira (22), durante a programação da 16ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, apresentando as principais demandas para o aumento da inovação tecnológica na agricultura brasileira. A Câmara foi criada em agosto, quando foi firmado um acordo de cooperação técnica entre os Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

O objetivo da Câmara do Agro 4.0 é implementar ações destinadas à expansão da internet no meio rural, ao aumento da produtividade no campo, e à difusão de novas tecnologias e serviços inovadores nas propriedades rurais. Participam da Câmara representantes de várias entidades dos setores produtivo e de pesquisa agropecuária e de tecnologia do país.

Na abertura da reunião, o secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Mapa, Fernando Camargo, destacou que a agricultura digital representa uma mudança de paradigma na agropecuária e que a Câmara do Agro 4.0 é fundamental para revolucionar a forma de produzir no país.

“Essa reunião é o início de uma longa jornada. Hoje, o Brasil é um dos principais players internacionais na produção de alimentos do mundo, graças basicamente à tecnologia e inovação. Temos sol, terra, área e, especialmente, tecnologia. Agora, precisamos dar o passo além, porque o mundo está mudando”, declarou Camargo.

O secretário de Empreendedorismo e Inovação do MCTIC, Paulo César Rezende de Carvalho Alvim, destacou que é preciso potencializar o uso da internet no campo e que o agro é um dos setores estratégicos apontados pelo Plano Nacional de Internet das Coisas (IOT) para receber investimentos em tecnologia de informação.

“Nós do MCTIC somos coadjuvantes, parceiros e apoiadores deste processo, mas precisamos acelerar. A ministra Tereza Cristina tem cobrado que as ações do agro 4.0 cheguem no produtor rural, no setor produtivo. A nossa ideia é que a gente já entregue resultados este ano para a agricultura 4.0 de forma muito efetiva”, comentou Alvim.

Os secretários de Empreendedorismo e Inovação do MCTIC, Paulo César Alvim, e de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Mapa, Fernando Camargo, abrem reunião da Câmara do Agro 4.0. Foto: Guillherme Martimon / Mapa

Conectividade

Estudos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) apontam que o crescimento populacional das próximas décadas vai demandar aumento de 70% na produção de alimentos. O Brasil seria responsável por 40% desse incremento e teria que dobrar tudo o que produz atualmente para atender à nova demanda.

As informações foram apresentadas na reunião pelo diretor do Departamento de Apoio à Inovação para a Agropecuária, Luís Cláudio França. “O Brasil tem 210 milhões de habitantes e nós produzimos alimentos para 1,3 bilhão. A possibilidade de alcançar o que foi colocado pela FAO é com inovação e mais tecnologia no campo. É melhorar realmente toda a produtividade sem aumento de área”, disse.

França também apresentou os resultados preliminares de um estudo feito pela Esalq/Usp sobre a conectividade, considerado um dos principais entraves para o uso de novas tecnologias e para a prestação de novos serviços no campo. O estudo aponta as áreas prioritárias para receber investimentos em conectividade.

Segundo o estudo da Esalq, praticamente 5% da área agricultável do país está conectada à internet. O Brasil tem cerca de 97 mil torres de conectividade e a demanda para ampliar o acesso à internet 3G e 4G para 90% da área agricultável do país é por pelo menos 5.600 novas antenas. 

O investimento previsto para instalação de 25% das torres necessárias é de R$ 6 bilhões. O ganho estimado anual seria de R$ 60 bilhões com apenas um quarto de infraestrutura necessária para expansão de área com sinal de internet.

“Se nós conseguimos produzir muito nos últimos 30, 40 anos, por causa da tecnologia, nós podemos produzir muito mais se tudo isso estiver conectado. Precisamos manter a liderança e ser cada vez mais produtivos”, destacou França.

Os resultados completos do estudo serão apresentados no âmbito da Política Nacional de Conectividade para a Agropecuária Brasileira, que está sendo desenvolvida pelo Ministério da Agricultura, em parceria com o Ministério de Ciência e Tecnologia. A expectativa é que o plano seja concluído até o início de 2020. 

Informações à imprensa:
Coordenação-geral de Comunicação Social
[email protected]

Fonte: MAPA GOV
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Agricultura

Relatório anual sobre aquicultura em águas da União deve ser entregue até 31 de março

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As pessoas detentoras de contrato de cessão de uso ou autorização de uso de espaços físicos de águas da União deverão apresentar, até dia 31 de março, um relatório com os dados anuais de produção de peixes, algas, crustáceos ou moluscos  registrada nestas áreas.

O “Relatório Anual de Produção da Aquicultura em Águas da União” está previsto na Instrução Normativa 01, publicada em 5 de fevereiro pela Secretaria de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SAP/Mapa). O objetivo é fiscalizar o cumprimento das cláusulas do contrato de cessão de uso desses espaços da União para fins de aquicultura.

Os dados do levantamento devem ser relativos à produção compreendida entre 01 de janeiro a 31 de dezembro de cada ano e deverão ser inseridos nos formulários disponibilizados pela secretaria. O envio dessas informações é obrigatório e deverá ser feito até o dia 31 de março do ano seguinte, acompanhado da cópia do licenciamento ambiental do empreendimento e de registro fotográfico.

A partir das informações do relatório, a secretaria fará um perfil da produção de peixes, algas, crustáceos ou moluscos nas águas da União, acompanhando a produtividade nesses locais. Hoje no Brasil, toda a piscicultura responde por uma produção anual total de 485,2 mil toneladas (IBGE, 2017).

Formulários

Há três tipos de formulários direcionados para piscultura, malacocultura e algicultura. Após o preenchimento e envio pelo sistema online, o cessionário receberá, no e-mail cadastrado, a confirmação de envio do seu relatório. Para cada relatório, há um manual para auxiliar no preenchimento. Em caso de dúvidas e solicitação de orientações, o cessionário deverá entrar em contato por meio do e-mail [email protected].

De acordo com a normativa, o cessionário que não enviar o relatório anual no prazo estabelecido ou apresentar informações falsas poderá ter o contrato de cessão rescindido. Vale destacar também que, caso o cessionário tenha mais de um contrato, ele deverá enviar um relatório para cada contrato específico.

Águas da União

As águas da União são os lagos, rios e quaisquer correntes de águas em terrenos de domínio da União, ou que banhem mais de uma unidade da federação, sirvam de limites com outros países, ou se estendam a território estrangeiro ou dele provenham, bem como o mar territorial.

Também são águas da União depósitos decorrentes de obras da União, açudes, reservatórios e canais, inclusive aqueles sob administração do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) ou da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e de companhias hidrelétricas.

A aquicultura em águas da União é a modalidade de aquicultura que mais cresce no Brasil e algumas de suas características contribuem para esse resultado: necessita de baixo investimento inicial, é altamente produtiva e produz um pescado com boas condições de aspecto e sabor. Sua utilização em inclusão produtiva é facilitada devido à sua característica modular, ou seja, pode ser iniciada em pequenas produções, crescendo organicamente até uma produção considerada   de médio ou grande porte.

Os interessados no processo de cessão de uso de águas sob o domínio da União, para fins de aquicultura, podem obter informações neste link.

Informações à Imprensa[email protected]

Fonte: MAPA GOV
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Agricultura

Preços mínimos da laranja, trigo e arroz são reajustados

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Os preços mínimos para laranja, trigo em grão, semente de trigo e arroz (longo em casca) foram reajustados conforme resolução da última reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN). As mudanças valem para safra 2020/2021. No caso do arroz, o reajuste é para safra 2019/2020.

A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (17).

Considerando os custos variáveis de produção levantados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a laranja in natura teve o preço definido em R$ 15,53/caixa de 40,8 kg, recuo de 2,63%.

O trigo em grão, pão tipo 1, ficou estabelecido em R$ 43,39/sc 60 kg, para a Região Sul, alta de 6,95%. E a semente de trigo, em R$ 1,78 (unidade), reajuste também de 6,95%.

O arroz longo em casca, tipo 2-55/13, para operações rurais securitizadas (alongamento das dívidas oriundas dos créditos rurais), terá reajuste de 8,75% para os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, em R$ 20,55/sc 50 kg para safra 2019/2020. Já para as o Centro-Oeste, Norte, Nordeste, Sudeste e o estado do Paraná, ficou estabelecido um reajuste de 10,04%, ou R$ 26,90/sc 60kg. O período de vigência desses valores vai até janeiro do ano que vem.

Preços Mínimos

Esses produtos fazem parte da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), que é uma importante ferramenta para diminuir oscilações na renda dos produtores rurais e assegurar uma remuneração mínima, atuando como balizadora da oferta de alimentos, incentivando ou desestimulando a produção e garantindo a regularidade do abastecimento nacional. 

A Conab efetiva a PGPM junto ao produtor rural, tendo sob sua responsabilidade a execução dos instrumentos desta política.

Informações à Imprensa
Inez De Podestà
[email protected]

Fonte: MAPA GOV
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