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Agricultura

Portaria define regras para cota de importação de etanol sem tarifa

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Portaria do Ministério da Economia, publicada nesta segunda-feira (21), define a divisão da cota de importação de etanol pelo Brasil, mantendo o limite de 750 milhões de litros ao ano. Na safra de etanol no Nordeste, de 31 de agosto de 2019 a 29 de fevereiro de 2020, poderão serão importados no máximo 200 milhões de litros com alíquota zero.

Na entressafra, serão duas cotas de 275 milhões: de 1º de março de 2020 a 31 de maio de 2020 e de 1º de junho de 2020 a 30 de agosto de 2020. O estabelecimento de cotas menores na safra nordestina foi negociado pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina.

Durante as negociações, a ministra se reuniu com o setor sucroalcooleiro. Também falou por telefone com o secretário da Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue. De acordo com dados de 2018, 99,7% das importações brasileiras de etanol vêm dos Estados Unidos.

Atualmente, o imposto de importação para o etanol é de 20%, mas a tarifa só é cobrada se o país ultrapassar a cota. Dentro do limite, a tarifa é zero para qualquer país. 

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A cota de importação anterior era de 600 milhões de litros de etanol por ano. O limite de 750 milhões foi estabelecido em agosto passado, com validade de 12 meses.

Informações à imprensaCoordenação-Geral de Comunicação
[email protected]gricultura.gov.br

Fonte: MAPA GOV
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Agricultura

Universidades da Amazônia firmam compromisso de desenvolver pesquisas em bioeconomia

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Reitores de diferentes universidades da região amazônica brasileira assinaram uma carta de compromissos pelo desenvolvimento de pesquisas em bioeconomia para benefício do país e, principalmente, dos estados que abrigam a Amazônia.

O ato marcou o encerramento do 1° Encontro de Bioeconomia e Sociobiodiversidade da Amazônia, realizado nos dias 12 e 13 de novembro, na Universidade do Estado do Amazonas, em Manaus. O evento foi promovido pela Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Na carta, os reitores se comprometem a atuar de forma colaborativa para produzir conhecimento e propor políticas públicas voltadas para bioeconomia.  O objetivo da rede é criar alternativas inovadoras baseadas em novas tecnologias e estratégias que possam valorizar e proteger os ecossistemas da Amazônia e melhorar a qualidade de vida das populações que vivem no bioma.

 

Foto: Nelson Ponce/Copronat

“As universidades têm o papel estratégico na geração e aplicação de novos conhecimentos científicos, tecnológicos, culturais e humanísticos, consolidando parcerias interinstitucionais brasileiras e internacionais em áreas estratégicas da bioeconomia”, diz trecho da carta.

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O documento foi assinado por representantes das seguintes instituições: Universidade do Estado do Amazonas, Instituto Federal do Amazonas, Fiocruz Amazônia, Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), Centro de Biotecnologia da Amazônia e as universidades federais do Amazonas, do Acre, do Oeste do Pará, de Roraima, do Amapá,  do Tocantins e Rural da Amazônia.

Workshops

Nesta quarta-feira, o Encontro também promoveu quatro workshops que discutiram de forma prática como desenvolver escolas de negócios sustentáveis, diálogos da sociobiodiversidade e castanha, cadeia produtiva de ervas medicinais, aromáticas, condimentadas, azeites e chás especiais, além de definir encaminhamentos do Plano Estratégico para a Bioeconomia do Amazonas.

Em um dos grupos,  as chefs de cozinha Teresa Corção e Maria do Céu, conhecidas como ecohefs, realizaram uma dinâmica de reconhecimento sensorial de ingredientes da Amazônia e de outras regiões do país.

Informações à imprensaDébora Brito
[email protected]

Fonte: MAPA GOV
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Agricultura

Projeto Amazônia 4.0 sugere utilização da tecnologia para exploração sustentável da biodiversidade

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A inserção de novas tecnologias digitais na produção agrícola e extrativista do bioma amazônico foi um dos destaques do último dia de programação do 1º Encontro de Bioeconomia e Sociobiodiversidade da Amazônia. Promovido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o evento foi realizado na Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em Manaus, e contou com a participação de pequenos produtores rurais, gestores públicos, pesquisadores, representantes de empresas e organizações da sociedade civil que trabalham com bioeconomia.

Um dos projetos que chamou a atenção dos debates desta quarta-feira (13) foi o da Amazônia 4.0, apresentado pelo pesquisador Carlos Nobre, que integra o conselho do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas. O especialista lançou o desafio de pensar a Amazônia no contexto da quarta revolução industrial e apresentou soluções de terceira via para viabilizar a produção econômica na floresta com proteção sócio ambiental.

A partir da combinação de novas tecnologias, como internet das coisas e ferramentas 3D, com o potencial biológico da floresta, a proposta da Amazônia 4.0 sugere mudanças nos sistemas socioecológicos baseadas em um modelo de bioeconomia que utiliza ciência e tecnologia para exploração sustentável da biodiversidade amazônica, agregacao de valor dos produtos florestais com empoderamento das populações e comunidades locais.

Entre os potenciais para desenvolvimento da bioeconomia na região, o professor citou o açaí, os produtos cosméticos, fármacos, enzimas, entre outros. “O potencial é demonstrável, mas a escala de produção ainda é pequena. O desafio é aumentar a escala e o nível de industrialização da Amazônia. Por exemplo, o açaí foi industrializado em outros países. Existem mais de 10 mil lojas de açaí no mundo todo”, comentou.

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Nobre acrescentou que o açaí, assim como o cacau e as castanhas, tem alto valor de mercado e usa pouca área para serem produzidos, além de beneficiar mais pessoas do que outras culturas agrícolas. 

Para aproveitar esse potencial, o pesquisador destacou a necessidade de aliar conhecimento científico com conhecimento tradicional, desenvolver bioindústrias e levar capacitação das comunidades locais para promover empreendedorismo sustentável. Por meio de laboratórios criativos, a linha de produção de algumas culturas como cupuaçu, cacau, cacau já estão sendo trabalhadas pelos pesquisadores, além do mapeamento de genomas que podem alimentar a indústria moderna.

Escola de negócios sustentáveis

O painel também contou com a apresentação da Rain Forest Business School, criada para fornecer  cursos sobre bioeconomia para formar uma nova geração de especialistas capazes de combinar conhecimento científico com oportunidades de mercado. Segundo uma das coordenadoras da escola, Maritta Kock Weser, a iniciativa também visa ser um centro agregador de pesquisas já realizadas e que ainda não foram aplicadas. A escola oferece um curso tipo MBA, com currículo elaborado em colaboração com as comunidades locais, e treinamentos temáticos para executivos.

Ainda no campo da formação, o reitor da Universidade do Estado do Amazonas, Cleinaldo Costa, ressaltou que o bioma amazônico abriga 30 milhões de pessoas em uma extensão de 7,5 milhões de km² e que a UEA foi projetada para estar presente em todos os municípios do Estado. Ele destacou que a universidade criou o primeiro curso de graduação em agroecologia especial para uma comunidade de índios extrativistas da região de Tabatinga. O curso já formou 32 indígenas.

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Pesquisa e Inovação

Na área de pesquisa e inovação, diferentes especialistas reforçaram que a bioeconomia, se desenvolvida de forma inovadora, pode inserir o Brasil de forma estratégica no contexto mundial.

Para Fabio Calderaro, do Centro de Biotecnologia da Amazônia, é preciso investir em ciência e tecnologia e apostar num novo marco legal para transformar as pesquisas já existentes em produtos, gerar mais empregos de qualidade e aumentar o retorno econômico para o país.

O representante da Fiocruz, Sergio Luiz, apresentou as principais diretrizes da Redesfito e da Plataforma Agroecológica de Fitomedicamentos, além da chamada Rota da Biodiversidade, como estrategias que podem contribuir para validar os produtos amazônicos e oferecê-los com segurança e qualidade para o mercado.

A pesquisadora Rita Milagres apresentou alguns portfólios de Embrapa relacionados com bioeconomia, como o desenvolvimento de energia quimica e tecnologias de biomassa, biotecnologias avançada aplicada ao agronegócio, bioinsumos, integração lavoura, pecuária e florestas, entre outros. A empresa mantém o maior banco de germoplasma da América Latina e o terceiro do mundo com mais de 110 mil acessos de 803 espécies.

Na  Amazônia, as unidades da Embrapa abrigam bancos de germoplasma de açaí, camu-camu, castanha do Brasil, mandioca, e tem desenvolvido também projetos que valorizam o potencial da biodiversidade local, como melhoramento genético do Guaraná, manejo de açaizais, reprodução de pirarucu em cativeiro, descoberta de marcadores genômica de peixes amazônicos, e outros.

Informações à imprensaCoordenação-Geral de Comunicação Social
Débora Brito
[email protected]

Fonte: MAPA GOV
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